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Adapar reúne setor agropecuário para fortalecer ações de educação sanitária

Programação inclui casos práticos, controle da raiva e uso de gamificação para engajar produtores e técnicos.

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Foto: Divulgação/Adapar

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou uma ação de educação sanitária, na última semana, em Londrina, no Norte do Paraná. O 1º Workshop de Educação Sanitária teve programação planejada pelo Núcleo de Suporte Técnico à Defesa Agropecuária (NSDA) da agência e é destinado técnicos, estudantes, produtores rurais da região e representantes da indústria e do comércio de produtos provenientes da agropecuária paranaense, além de servidores do órgão.

Foto: Divulgação/Adapar

A iniciativa busca integrar conhecimento técnico e metodologias inovadoras para aprimorar a comunicação com o público, ampliando a efetividade das ações de prevenção e controle sanitário e consolidar uma cultura institucional voltada à educação, sendo parte estratégica das políticas de defesa agropecuária no Paraná. Ao longo da programação, os participantes tiveram contato com estudos de caso, experiências práticas e abordagens baseadas em metodologias ativas, com foco na transformação do papel fiscalizador em uma atuação também orientadora.

O workshop, que contou com a presença de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e professores especialistas da área, também teve como meta alinhar conceitos e estratégias do programa Adapar Educa, reforçando a importância da educação sanitária como ferramenta essencial para reduzir riscos, promover a conscientização e garantir a sanidade animal e vegetal no Estado.

Além disso, o evento incentiva o desenvolvimento de habilidades interpessoais e de comunicação, fundamentais para o trabalho em campo e para o relacionamento com produtores e a sociedade.

A servidora responsável pela área de Educação Sanitária da autarquia, Cláudia Maria Gebara, destaca que as avaliações dos participantes relacionadas ao primeiro

Foto: Divulgação/Adapar

evento sobre educação sanitário em 11 anos foram positivas. Ela também explica que, além do conteúdo compartilhado, a metodologia utilizada foi imprescindível para alcançar os objetivos da iniciativa. “Os palestrantes convidados enfatizaram as metodologias ativas que coloca o educando, ou seja, o produtor, que é o nosso alvo principal, no centro da educação sanitária, e não o conteúdo, o educando para a discussão da defesa agropecuária, criando, não passando o conteúdo de maneira passiva, mas sim fazendo com que ele pense, faça uma análise crítica daquilo, uma consciência”, explica. “Então mais importante do que transferir conteúdo é trazê-lo para a discussão da defesa”, complementa a médica veterinária.

Alinhamento de expectativas

Durante o workshop, os participantes conheceram diversos pontos importantes relacionados à temática de educação sanitária, combinando fundamentos teóricos, reflexões práticas e atividades colaborativas. Durante a abertura, os servidores participam de uma dinâmica de apresentação e alinhamento de expectativas, utilizando metodologias ativas para diagnosticar o nível de conhecimento prévio sobre educação sanitária, além dos fundamentos do Programa Adapar Educa.

Foto: Divulgação/Adapar

A programação também contemplou a apresentação de experiências práticas, como ações educativas voltadas ao controle da raiva, evidenciando modelos que podem ser replicados nas regionais. Ao longo do evento, especialistas convidados abordaram temas como o Programa Nacional de Educação Sanitária (Proesa) e abordagens voltadas ao comportamento e à atuação dos servidores, com conteúdo sobre gestão de emoções, relacionamento com o público e atuação em contextos desafiadores.

Também foram abordadas metodologias ativas em um sistema de gamificação, com atividades teóricas e práticas com foco no engajamento e na construção coletiva do conhecimento. O evento será finalizado com o desenvolvimento e apresentação de propostas de ações educativas em equipe.

Ações

Esta não é a primeira ação desenvolvida para a promoção dos conceitos de educação sanitária desenvolvida pela Adapar. No começo do último trimestre de 2025, a agência promoveu o projeto Adapar Educa à Campo – Enfrentamento Contra a Raiva dos Herbívoros, que mobilizou produtores, médicos veterinários estudantes e agentes públicos acerca do combate à raiva.

A médica-veterinária da Adapar, Aline Ticiane Pereira Paschoal, fez parte da equipe que foi ao campo no Oeste paranaense e também é uma das organizadoras do

Foto: Divulgação/Adapar

evento em Londrina. Ela fala sobre os resultados previstos e como foi atuar neste seguimento. “A fiscalização sem educação, assim como a educação sem fiscalização, não gera mudança de comportamento, assim, a integração de ambas é essencial para promover transformações efetivas”, afirma.

A programação do último ano foi descentralizada e alcançou propriedades e órgãos em diversas cidades do Oeste. A programação contou com palestras em escolas, encontros com sindicatos, visitas técnicas a comunidades rurais e ações de orientação direta aos produtores, com foco na biosseguridade e na vacinação dos rebanhos. Cerca de 40 servidores da Adapar estiveram envolvidos.

Fonte: AE-PR

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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