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Adapar orienta produtores sobre transporte de animais após Brasil ganhar certificação internacional

Com novo status de sanidade animal do País emitido em maio pelo Ministério da Agricultura e Pecuária – o qual o território paranaense já tem há quatros anos -. animais de outros estados poderão transitar pelo Paraná, desde que devidamente documentados.

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Fotos: José Fernando Ogura/AEN-PR

O Brasil é oficialmente um território livre de febre aftosa sem vacinação. O status sanitário foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), após a certificação ser alcançada durante a 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), realizada em maio na França. O Paraná, que já é território reconhecido há quatro anos, foi beneficiado pela decisão. O comércio e o trânsito animal no Estado serão facilitados com maior segurança na negociação e transporte dos animais.

Foto: Arnaldo Alves

A partir de segunda-feira (16) os animais suscetíveis à febre aftosa podem transitar em todo o território nacional contanto que apresentem os documentos que comprovam a sanidade do rebanho. Até o momento da publicação do ofício pelo Mapa, o trânsito de bovinos, bubalinos, suídeos, caprinos e ovinos, era restrito aos estados do Acre, Rondônia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de 14 municípios do Amazonas e cinco do Mato Grosso.

O chefe do Departamento de Saúde Animal da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), Rafael Gonçalves Dias, explicou o que muda de forma prática após o ofício. “Os produtores de animais bovinos vindos de outras áreas, como São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso Sul, estados que pararam a vacinação e tiveram o reconhecimento agora em maio, até então, não podiam transitar os animais no Paraná. Estávamos com essa diferença de estados sanitários e não havia possibilidade de entrada desses bovinos, como era antes do Paraná receber a certificação em 2019”, esclarece.

Além de facilitar o transporte animal em todo o território nacional, a certificação também é um passo importante para a conquista de novos mercados. Países asiáticos como o Japão e a Coreia do Sul exigem a certificação de região livre de febre aftosa sem vacinação para realizar acordos comerciais relacionados à compra de proteína animal.

Sobre o transporte dos animais, a chefe da Divisão de Controle da Rastreabilidade Animal da Adapar, Maira Polatti

Foto: Gilson Abreu/AEN-PR

Tomaz Sypniewski, destaca que todo o território nacional passa a ter a mesma condição sanitária em relação à febre aftosa, mas que a entrada de animais no Paraná ainda depende da comprovação de cuidados sanitários. “Ressaltamos que toda movimentação de animais deve estar acompanhada da Guia de Trânsito Animal e dos demais documentos sanitários exigidos, de acordo com as legislações federal e estadual vigentes”, afirma.

Outro benefício a ser destacado é a diminuição dos custos de vacinação. Segundo o Mapa, aproximadamente 244 milhões de animais não precisarão ser vacinados, o que representa uma economia próxima de R$ 500 milhões. Atualmente, o Paraná é o maior exportador de proteína animal do país, dado que explicita a importância das medidas de proteção em todas as etapas de diversas cadeias produtivas.

Fiscalização

Com a certificação internacional, novos desafios surgem, a exemplo da implementação dos processos de vigilância ativa baseada em risco e da atualização periódica dos rebanhos. Além disso, órgãos de defesa agropecuária deverão direcionar seus esforços para a habilitação de frigoríficos no quesito de eficiência e eficácia da produção, qualificando os estabelecimentos para a exportação.

Foto: Gilson Abreu/AEN-PR

A criação da Adapar, em 2011, foi um marco estratégico para o Paraná na preservação da qualidade sanitária da produção agropecuária. Com patrimônio e receitas próprias, além de autonomia administrativa, técnica e financeira, a autarquia fortaleceu as ações de fiscalização, contribuindo de forma decisiva para a elevação dos padrões sanitários no Estado.

Histórico

A imunização contra a aftosa foi interrompida em 2019 no Paraná. O trabalho em parceria com o Ministério da Agricultura e organismos internacionais proporcionou a substituição da campanha de vacinação, que acontecia duas vezes por ano, pela Campanha de Atualização de Rebanhos, que acontece anualmente, nos meses de maio e junho. Atualmente o cadastro é obrigatório para garantir a rastreabilidade e a sanidade dos animais.

Certificação

Em 2021 também houve um processo de estruturação de barreiras sanitárias nas divisas com os estados ao Norte. A ação foi uma das exigências do Ministério da Agricultura para que o Paraná tivesse uma estrutura de fiscalização sólida. O resultado foi a conquista do status de área livre de febre aftosa sem vacinação. A construção de postos de fiscalização aconteceu por meio de uma parceria entre o Governo do Estado e o setor privado.

Além das barreiras, outra medida foi importante para a obtenção do status. Foi desenvolvido um inquérito

epidemiológico, com coletas de amostras de sangue de quase 10 mil animais em 330 propriedades rurais. A medida foi desenvolvida para provar que o vírus já não circulava no Paraná.

Suínos

Um dos mercados de maior referência na exigência sanitária, o Chile comunicou no início de junho que o Paraná está autorizado a exportar proteína suína para o país. O Paraná é o segundo maior produtor de suínos no Brasil e a parceria com um país restrito nas negociações de proteínas animais como é o Chile abre novos mercados, impulsionando a produção no Estado.

Fonte: AEN-PR

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Copel leva energia trifásica e orientação técnica ao Show Rural Coopavel

Produtores rurais poderão conhecer o programa Se Liga Aí, Paraná, e receber suporte para conectar suas propriedades à rede trifásica, aumentando a eficiência e a potência elétrica no campo.

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Foto: Divulgação/Coopavel

A Copel estará presente no Show Rural Coopavel, em Cascavel, com uma estrutura própria de atendimento e orientação aos produtores rurais da região para a conexão à nova rede trifásica. De um total de 25 mil quilômetros de rede trifásica implantada pela companhia em todo o Paraná, 4,3 mil km estão instalados no oeste paranaense em cinquenta municípios.

A feira, que acontecerá de segunda (9) a sexta-feira (13), é uma das maiores do Brasil e da América Latina e abre o calendário de grandes feiras no Paraná. São esperados 400 mil visitantes no evento que reunirá mais de 600 expositores nacionais e internacionais.

“O Show Rural é um grande ponto de convergência do agronegócio paranaense. A Copel estará presente, ao lado do governo do Estado, para orientar os produtores a se conectarem à nova rede trifásica com o suporte do programa Se Liga Aí, Paraná. É a porta aberta à energia mais potente e robusta no suporte ao desenvolvimento do agro”, afirma o diretor-geral da Copel Distribuição, Marco Antônio Villela de Abreu.

No estande da Copel, técnicos da companhia estarão disponíveis para orientar produtores sobre o funcionamento da rede trifásica, indicando o passo a passo para conectar as propriedades.

Se Liga Aí, Paraná! 

O Se Liga Aí, Paraná é um programa da Secretaria de Estado do Abastecimento (Seab), operacionalizado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná) que prevê a subvenção de taxas de juros, pelo governo, de financiamentos – até o limite de R$ 200 mil por beneficiário individual – para projetos de ligação da rede trifásica às propriedades rurais, reconfiguração das instalações internas e a compra de equipamentos.

A parceria da Copel com o governo do Estado tem por objetivo conectar 200 mil propriedades rurais, que hoje ainda estão na rede monofásica, para a rede trifásica.  Conforme padrões regulatórios de responsabilidade da distribuidora, a Copel custeia parte do investimento, na forma de desconto no orçamento a ser emitido para o cliente, e o governo equaliza as taxas de juros do financiamento para as obras de instalação da rede até a propriedade e as adequações do sistema elétrico da porteira para dentro.

Quem pode participar 

Atendendo ao limite do valor a ser financiado para as intervenções, podem ser inscritos no programa projetos individuais ou coletivos de agricultores familiares e produtores rurais de maior porte de todos os municípios paranaenses.  Os critérios do programa Renova PR Trifásico – Se Liga Aí estão previstos no Decreto 12.399, de 9 de janeiro de 2026, do governo do Estado.

Como se conectar?  

O produtor que deseja se conectar à rede trifásica deve padronizar a entrada de serviço de energia da sua propriedade. Para pedir acesso, o primeiro passo é solicitar avaliação técnica das instalações da propriedade por um profissional habilitado. Com o suporte do eletricista, deve ser elaborado o orçamento para adequar fiação e equipamentos da propriedade ao novo sistema.

A partir de então, o orçamento da extensão da rede trifásica até a propriedade deve ser solicitado à Copel pelo site, acesse clicando aqui, via 0800 51 00116 ou presencialmente em um dos postos de atendimento da companhia.

Todos os orçamentos devem ser remetidos ao escritório municipal do IDR-Paraná, para a inserção da proposta na plataforma bancária. Após isso, o produtor define com o banco a linha de crédito adequada entre as disponíveis (Pronaf, Pronamp ou outras). O aceite da obra deve ser oficializado junto à Copel para a realização dos trabalhos de conexão.

Copel Serviços 

Na estrutura da companhia, os visitantes também terão acesso a outros produtos da Copel Serviços, como o Seguro Protege Casa e o Seguro Protege Vida – os únicos do mercado que podem ser pagos diretamente na conta de luz. Haverá ainda um guichê de vendas e quem contratar o seguro na hora ganhará um presente especial.

Além disso, uma equipe da Copel Comercializadora estará presente para apresentar o Mercado Livre a potenciais clientes consumidores do grupo A (alta tensão).

Fonte: Assessoria Copel
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Agrishow 2026 destaca tecnologias para aumentar eficiência e sustentabilidade no campo

Feira apresenta máquinas, drones e sistemas digitais que ampliam o controle das operações agrícolas e atendem exigências ambientais.

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Tecnologias apresentadas na Agrishow mostram como máquinas, dados e sistemas digitais já fazem parte da rotina produtiva no campo - Foto: Agrishow

A 31ª edição da Agrishow, considerada a principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, apresenta inovações voltadas ao aumento da eficiência das operações agrícolas e ao uso mais controlado de recursos naturais. O evento reúne máquinas, equipamentos e sistemas com soluções que buscam ampliar o controle e a precisão das atividades no campo.

De acordo com o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Pedro Estevão, o maquinário agrícola tem ampliado sua importância no apoio ao uso racional de água e energia, além de contribuir para processos produtivos mais controlados e alinhados às exigências ambientais e comerciais.

Entre as tecnologias apresentadas estão ferramentas que permitem configurar parâmetros técnicos das operações agrícolas. Um exemplo são os drones utilizados em pulverizações, que consideram fatores como vento, temperatura, umidade e taxa de aplicação. Ao final do trabalho, os equipamentos geram relatórios técnicos que registram as condições da operação e auxiliam no controle e na rastreabilidade das atividades, segundo Estevão.

A feira também reúne soluções que integram softwares e análise de dados para digitalização do solo e das operações agrícolas. Essas tecnologias apoiam práticas de agricultura de precisão e iniciativas relacionadas ao mercado voluntário de carbono. Conforme o presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, os expositores apresentam recursos como Inteligência Artificial preditiva para antecipar riscos, modelos digitais que simulam cenários produtivos, análise de dados geoespaciais, monitoramento por satélites de alta resolução e sistemas automatizados de comprovação de origem.

O avanço dessas tecnologias ocorre em paralelo ao aumento das exigências regulatórias internacionais. Dados do DataLab da Serasa Experian apontam que normas ligadas à agenda ambiental, social e de governança cresceram 155% na última década, somando mais de 2.400 regras em vigor. Entre elas está o Regulamento Europeu de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que exige comprovação de origem e rastreabilidade de produtos agropecuários destinados à União Europeia, impactando contratos e relações comerciais.

Marchesan destaca que, durante a feira, os produtores têm acesso a ferramentas que auxiliam na organização de informações e na tomada de decisões para atender às exigências do mercado internacional.

Além das inovações tecnológicas, a Agrishow mantém iniciativas voltadas à sustentabilidade e responsabilidade social. O evento desenvolve ações alinhadas à legislação brasileira para o setor de eventos e promove iniciativas de valorização das pessoas, inclusão e apoio a instituições de Ribeirão Preto (SP).

Entre as ações sociais, a feira apoia entidades como a Casa das Mangueiras, o Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC) e o hemocentro do município, com atividades assistenciais e de apoio à comunidade. O evento também promove inclusão no mercado de trabalho ao contratar profissionais com deficiência e trabalhadores com mais de 50 e 60 anos.

Na área ambiental, a Agrishow mantém parceria com a cooperativa Cooperagir, responsável pelo reaproveitamento de mais de 50 toneladas de resíduos recicláveis por edição, gerando renda para famílias da região. A feira também realiza a doação de marmitas produzidas nas praças de alimentação, com alimentos não comercializados, e incentiva a economia local ao incluir pequenos empreendedores nas áreas de food trucks.

Segundo a diretora da Informa Markets, organizadora da Agrishow, Liliane Bortoluci, o evento busca ampliar, a cada edição, ações relacionadas à agenda ambiental, social e de governança, reforçando o compromisso com o agronegócio, com a comunidade local e com o país.

Os ingressos para a Agrishow 2026 começaram a ser vendidos em 26 de janeiro, pelo site oficial do evento. O primeiro lote tem valor de R$ 75 por dia, com opção de meia-entrada a partir de R$ 37,50. No momento da compra, o visitante deve escolher o dia da visita.

Também é possível adquirir antecipadamente o ticket de estacionamento, com valores a partir de R$ 75, além do pacote VIP, que custa R$ 580 para os cinco dias de feira. No segundo lote, os ingressos passam a custar R$ 85 por dia. Durante o evento, que será realizado entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, das 8h às 18h, a entrada na bilheteria terá valor de R$ 150.

Fonte: Assessoria Agrishow
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Fundação Araucária levará ao Show Rural mostra de inovações para o agro do Paraná

Instituição promove exposição de novos de Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) apoiados pelo Governo do Estado.

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Foto: Fundação Araucária

A Fundação Araucária participa do Show Rural Coopavel com uma programação voltada à difusão da ciência, da inovação e de soluções tecnológicas aplicadas ao agronegócio e à sustentabilidade. Uma mostra dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (Napis), apoiados pela Instituição, estará instalada no estande da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

Integram a exposição os Napis Alimentos Saudáveis; Águas; Biodiversidade Restore; Recursos Genéticos; Serviços Ecossistêmicos; Taxonline; Trinacional; Sudoeste; Erva-Mate; Inova Vitis e Paraná Faz Ciência, evidenciando a diversidade de projetos estratégicos desenvolvidos em parceria com universidades, centros de pesquisa e o setor produtivo.

O estande também reunirá empreendimentos que receberam apoio do Programa Centelha II, uma iniciativa da Fundação Araucária voltada à geração de novas empresas de base tecnológica, inovações que sejam de interesses sociais e empresariais, e formação da cultura do empreendedorismo inovador.

O Show Rural acontece de segunda sexta-feira (9 a 13 de fevereiro) no Parque Tecnológico Agroindustrial de Cascavel. Na quinta-feira (12), um dos destaques no estande onde a Fundação Araucária atuará é a apresentação do projeto Inova Monitoramento Ambiental, que desenvolveu uma estação de baixo custo para monitoramento de odores, baseada em conceitos de Internet das Coisas e Cidades Inteligentes. O sistema permite detectar gases traçadores, transmitir dados em tempo real e estimar a localização de fontes emissoras, podendo ser utilizado de forma fixa ou móvel.

“O Show Rural é sempre uma oportunidade estratégica para o Paraná apresentar toda a sua potência ao Brasil e também à América do Sul”, afirma o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa. “Nesse cenário, o sistema de ciência, tecnologia e inovação do Estado ocupa um papel de destaque”, afirma.

Ele ressalta que são inúmeras soluções, pesquisas e tecnologias que impulsionam a produtividade do agronegócio enfrentam desafios de competitividade e contribuem para a geração de emprego e renda. “O evento é uma grande vitrine de integração entre academia, setor produtivo e governo, permitindo que a sociedade conheça, de forma concreta, os resultados dos investimentos em ciência e inovação”, enfatiza.

CigarrinhaWeb

Outro momento relevante da programação ocorre na segunda-feira, às 15 horas, com o lançamento do site CigarrinhaWeb. Trata-se de um projeto realizado pela Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada – Complexo de Enfezamento do Milho, por meio da Fundação Araucária e o Sistema Federação da Agricultura do Paraná – Faep.

A plataforma permitirá o acompanhamento semanal da presença e da população da cigarrinha-do-milho no Paraná, ampliando o acesso à informação para produtores rurais e técnicos. A ferramenta reforça o manejo integrado de pragas e contribui para a sustentabilidade da cultura do milho, sendo resultado de uma parceria público-privada articulada no âmbito da Rede. O evento acontece no Estande do Sindicato Rural de Cascavel Show Rural Coopavel, na BR-277, km 577.

NAPIs

Os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) da Fundação Araucária representam uma estratégia pioneira de articulação entre universidades, centros de pesquisa, setor produtivo e governo para enfrentar desafios estratégicos do Paraná. Organizados em redes colaborativas e multidisciplinares, os Napis integram competências científicas e tecnológicas para gerar conhecimento aplicado, desenvolver soluções inovadoras e ampliar o impacto social, econômico e ambiental da pesquisa paranaense, fortalecendo o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação em todas as regiões do Estado.

Fonte: AEN-PR
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