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Adapar intensifica atualização de veterinários no combate à brucelose e tuberculose bovina

Mais de 300 profissionais já participaram das capacitações, que reforçam o controle sanitário, o bem-estar animal e a segurança dos alimentos no Paraná.

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Foto: Fernando Dias

O Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), promoveu uma série de ações de atualização técnica voltadas aos médicos veterinários habilitados e cadastrados no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT). Até o momento, mais de 300 profissionais passaram pela atualização, e a estimativa é que o número ultrapasse os 400 até o final do ano. Estão previstas mais palestras sobre o programa e sobre o bem-estar dos animais de produção em dezembro, nas regiões do Sudoeste e Centro-Oeste paranaense.

Com o objetivo de atualizar os médicos veterinários sobre a evolução da situação epidemiológica da brucelose e da tuberculose bovina no Paraná, as palestras também foram palco para a apresentação das novas portarias publicadas pela Adapar, como é o caso da que regulamenta o uso do teste complementar para diagnóstico da tuberculose bovina (Teste Elisa).

Fotos: Adapar

A regulamentação foi um dos temas discutidos, sendo um dos destaques das palestras por ser um relevante método complementar ao saneamento de focos de tuberculose, e que amplia as ferramentas disponíveis para o diagnóstico e controle da doença.

A iniciativa é do Departamento de Saúde Animal (Desa) da Agência e contribui para as as ações continuadas de prevenção contra as doenças. Os eventos foram promovidos nos municípios de Cascavel e Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Estado; em Cornélio Procópio, na região Norte; em Irati, no Centro-Sul; e em Maringá e Umuarama, no Noroeste do Estado. Os participantes das reuniões tiraram suas dúvidas e contribuíram com sugestões acerca da situação epidemiológica da brucelose e tuberculose bovina e as novas regulamentações sanitárias.

Para a chefe da Divisão de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose da Adapar, Marta Freitas, a atualização contínua dos profissionais habilitados é essencial para o fortalecimento das ações de defesa sanitária animal e para a proteção da saúde humana. “O trabalho dos médicos veterinários habilitados é fundamental para garantir a sanidade do rebanho paranaense e a segurança dos alimentos de origem animal. A atualização técnica é uma forma de assegurar que todos estejam alinhados com as normas vigentes e com os avanços científicos disponíveis”, afirma.

Em relação ao bem-estar dos animais de produção, foram apresentados os principais conceitos e ações simples e aplicáveis nas propriedades rurais. Estas ações beneficiam os animais e os tratadores, diminuindo perdas produtivas geradas pelo estresse. As capacitações fazem parte do compromisso contínuo da Agência em promover qualificação, integração e padronização das ações de campo, contribuindo para a melhoria dos índices sanitários e o fortalecimento da pecuária paranaense.

Qualificação

Os médicos veterinários habilitados no PNCEBT são os responsáveis pela execução dos testes diagnósticos de brucelose e tuberculose. A atualização contínua destes profissionais em relação aos conhecimentos, boas práticas e novas metodologias é um passo importante para o controle das doenças, e para o bom andamento do programa sanitário.

Eventos

As palestras não se limitaram a reuniões pontuais. A Adapar também realizou palestras durante o XI Sul Leite. O evento é sobre sustentabilidade da pecuária leiteira e que aconteceu na Universidade Estadual de Maringá (UEM) em outrubro, reunindo mais de 300 pessoas. Na ocasião, a médica veterinária Marta Freitas ministrou uma palestra sobre os principais desafios da brucelose e tuberculose.

Nos municípios da região Oeste as ações aconteceram durante duas reuniões organizados pela Câmara Técnica de Saúde Agropecuária do Programa Oeste em Desenvolvimento. O programa é uma ação de Governança Territorial Regional que tem o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável no Oeste do Estado, por meio da colaboração de instituições e integração de iniciativas, projetos e ações em diversos temas.

Foram mais de 150 participantes durante a fala da chefe da Divisão de Brucelose e tuberculose da Agência, que apresentou dados acerca sobre os impactos e cuidados contra as doenças que podem atingir os rebanhos paranaenses.

Atualização de cadastro

Novembro é o mês da atualização cadastral de médicos veterinários habilitados à vacinação contra brucelose e exames diagnósticos de brucelose e tuberculose. A ação é obrigatória para a manutenção do cadastro ativo de cada profissional.

Brucelose e tuberculose

A brucelose é uma doença bacteriana contagiosa (Brucella melitensis) que afeta diferentes espécies animais e pode ser transmitida para humanos. A vacinação é obrigatória em bezerras de 3 a 8 meses de idade, com as vacinas B19 (bovinas e bubalinas) ou RB51 (bovinas).

Já a tuberculose é uma zoonose causada pela bactéria Mycobacterium bovis. De evolução geralmente crônica, pode afetar ruminantes, suínos, aves, animais silvestres e seres humanos. É considerada uma das mais relevantes zoonoses para a saúde pública. Atualmente, não existe vacina disponível, o combate é feito por meio de ações de controle do trânsito de animais, testagem, identificação e eliminação dos animais contaminados dos rebanhos.

Fonte: AEN-PR

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Imac leva campanha tira-dúvidas sobre regeneração de áreas degradadas à região Leste de Mato Grosso

Ação do Imac levou suporte direto aos produtores, esclareceu pendências no sistema de autovistoria e reforçou a importância do Prem para recuperar áreas e garantir a continuidade das vendas de gado.

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Foto: Divulgação/IMAC

Pecuaristas de Confresa e Nova Xavantina receberam nesta semana técnicos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), como parte de uma campanha de orientação sobre a regeneração de áreas degradadas por meio do Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem). Nesta semana, analistas do instituto percorreram propriedades rurais, conversaram com os produtores e auxiliaram no uso correto do sistema de autovistoria exigido durante o processo de recuperação das áreas.

Pecuarista há 33 anos em Confresa, Hélio Fernandes Vasques administra uma fazenda de 117 hectares e aderiu ao Prem há cerca de dois anos, depois de ficar impedido de comercializar gado para o frigorífico da região. Com dificuldades no uso do sistema, ele recebeu a equipe do Imac e teve todas as pendências esclarecidas. “As explicações foram bem produtivas, tiraram muitas dúvidas. Eu acho muito importante essa visita, ajuda muito. A maioria das pessoas que mora na roça tem os filhos que podem fazer a vistoria, mas nem sempre eles moram junto. Quase todo mundo é velho, tem muita dificuldade, às vezes só falando pelo celular a gente não consegue aprender”, afirmou o produtor.

Crédito: Divulgação/Rede ILPF

Criado em 2021 pelo Imac, o Prem funciona como uma ponte entre regularização ambiental e manutenção da atividade econômica. O programa orienta e acompanha a regeneração de áreas desmatadas ilegalmente, possibilitando que o produtor retorne ao mercado formal. Isso porque alertas de desmatamento podem gerar embargos e impedir a venda de animais aos frigoríficos, causando prejuízos significativos às fazendas.

Ao aderir ao Prem e iniciar a recuperação da área, o produtor recebe a Autorização de Comercialização Temporária (ACT), documento que confirma que ele está regularizando a propriedade e, por isso, pode continuar vendendo o gado enquanto o processo de regeneração avança. “O Prem é um programa que alia regularização, transparência e compromisso ambiental. As visitas em Confresa e Nova Xavantina mostraram que os pecuaristas estão abertos ao diálogo e querem fazer a coisa certa. Nosso papel é garantir que eles tenham todas as ferramentas e informações para conduzir a regeneração das áreas da forma correta e sustentável”, explica o gerente de Conformidade do Imac e coordenador do Prem, Tássio Bizelli.

A campanha também reforça o alinhamento de Mato Grosso às exigências dos mercados nacionais e internacionais, cada vez mais atentos à origem sustentável da carne. O Prem integra o conjunto de políticas que posicionam o estado na vanguarda da pecuária responsável, ao lado de iniciativas como o Passaporte Verde.

Para o próximo ano, já estão previstas novas ações de orientação aos produtores, incluindo caravanas, workshops e atendimentos regionais focados em dúvidas técnicas e uso da plataforma do Prem. “Somos aliados dos produtores e estamos sempre auxiliando em todo o processo de regeneração das áreas degradadas”, enfatiza Tássio.

Fonte: Assessoria IMAC
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Pressão do campo reacende debate sobre crise do leite em Brasília

Produtores e entidades conseguiram avanço nas discussões sobre antidumping e cobraram a retomada do grupo interministerial para ações urgentes na cadeia leiteira.

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Foto: Arnaldo Alves/AEN

A Abraleite, representada pelo presidente Geraldo Borges, participou na manhã desta terça-feira de uma reunião no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) com o ministro e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. A audiência reuniu parlamentares da situação e da oposição, sendo 3 deles membros da FPA, além das entidades CNA, Abraleite e OCB, com o objetivo de debater a crise que afeta a produção de leite no Brasil.

Durante a audiência, o MDIC anunciou que acolheu o recurso apresentado pela CNA referente à similaridade entre leite e leite em pó e informou que dará prosseguimento à investigação antidumping sobre as importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai. A investigação, requerida pela CNA, conta com o apoio da Abraleite e da OCB.
Durante a reunião, o presidente da Abraleite, Geraldo Borges, agradeceu aos ministros e suas equipes pela atenção às demandas do setor, além do apoio dos deputados que têm conduzido as audiências sobre a crise do leite.
Ele reforçou a urgência de reativar o Grupo de Trabalho Interministerial, essencial para construir ações emergenciais e estruturantes, afirmando que Abraleite, CNA e OCB estão prontas para contribuir. A proposta recebeu sinalização positiva dos ministros.

Borges também destacou a união dos parlamentares, ressaltando que a cadeia do leite é uma questão de Estado, dada sua importância econômica e social.

A reunião contou com a participação, pelo MDIC, do ministro Geraldo Alckmin, do secretário-executivo Márcio Dias e de sua equipe; do ministro Paulo Teixeira (MDA); dos deputados federais Domingos Sávio (PL/MG) que solicitou a audiência, Ana Paula Leão (PP/MG), Elton Welter (PT/PR) e Zé Silva (Solidariedade/MG); de Tania Zanella, superintendente do Sistema OCB e presidente do IPA; de Geraldo Borges, presidente da ABRALEITE; e, pela CNA, de Jônadan Hsuan Min Ma, vice-presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite e presidente da Comissão Técnica de Pecuária de Leite da FAEMG, e de Guilherme Dias, assessor.

Fonte: Assessoria Abraleite
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Troféu Destaque Holandês celebra excelência da raça em ano desafiador

Gadolando reúne produtores, parceiros e entidades no dia 13 de dezembro, em Esteio (RS), para reconhecer resultados de destaque em genética, produção e dedicação à atividade leiteira em 2025.

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Foto: Cláudio Bergman/Divulgação

O reconhecimento do trabalho de produtores, parceiros, entidades e empresas junto à raça holandesa em 2025, em um ano desafiador para o setor, ocorre no próximo dia 13 de dezembro com a entrega do Troféu Destaque Holandês. Como de praxe, a homenagem será durante a confraternização de fim de ano da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), no pavilhão do Gado Leiteiro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

O presidente da Gadolando, Marcos Tang, destaca que, apesar dos desafios, com a deterioração nos preços da produção de leite, é importante valorizar, sobretudo, os produtores que desempenharam suas atividades com dedicação, sabedoria, uso de tecnologia e muito amor pelo que fazem, culminando em excelência na entrega de seus resultados. “Sabemos que haveria muitos mais a serem premiados, porém precisamos adotar critérios para essa escolha”, observou.

Tang reforça, inicialmente, o reconhecimento aos produtores, associados ou cooperados, que se sobressaíram nos serviços realizados junto à Gadolando, como registro genealógico, controle leiteiro e classificação. “Essas ações são fundamentais para o melhoramento genético da raça Holandesa e para o fortalecimento do nosso rebanho”, pontua, colocando que há produtores que obtêm resultados expressivos em volume de leite, qualidade e sólidos, “revelando verdadeiro domínio na condução da atividade e na excelência da raça”.

O dirigente também lembra das vacas diferenciadas em sua morfologia, como novilhas de primeiro parto classificadas acima de 85 pontos, assim como animais que atingem 90 pontos ou mais, demonstrando o avanço contínuo do rebanho Holandês do Rio Grande do Sul que, conforme salienta, é  fruto do mérito e do trabalho dedicado dos produtores. “Este é o momento de reconhecimento e gratidão por tudo o que fazem pela raça Holandesa e de homenageá-los junto com as suas famílias, pois apesar de seus resultados extraordinários, muitos destaques não participam de feiras tradicionais como a Fenasul  e a Expointer”, observa.

Segundo Tang, as entidades que caminham ao lado da Gadolando também precisam ser reconhecidas. “A nossa Associação não atua de forma isolada, conta com entidades parceiras e amigas que sempre nos apoiam em eventos e em nossos pleitos, especialmente neste momento em que a união se faz ainda mais necessária. Essas organizações, empresas, associações e federações merecem igualmente essa distinção, pois é por meio dessas parcerias que conseguimos avançar e fortalecer nosso trabalho”, enfatiza.

O presidente da Gadolando ressalta, ainda, o apoio  do setor jornalístico, que, segundo ele, cumpre um papel essencial ao levar ao grande público a verdadeira realidade do agro. “Esse trabalho evidencia o amor, o cuidado e o respeito com que nossos produtores tratam seus animais, sempre pautados no bem-estar animal e na produção consciente. Como sempre reforçamos: animal mal cuidado não produz, e a nossa atividade é feita com responsabilidade, carinho e dedicação”, reitera, agradecendo a todos que contribuíram para o fortalecimento da raça Holandesa e para o desenvolvimento da atividade leiteira no Rio Grande do Sul.

Fonte: Assessoria Gadolando
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