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Adapar intensifica ações de combate à gripe aviária no Litoral do Paraná

Operação realizou mais de 400 fiscalizações e reforçou medidas de prevenção em criações e comércios.

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Foto: Sergiane Base Pereira/Seapi

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou, entre os dias 16 e 26 de março, uma operação de combate à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) nos municípios do Litoral do Estado. Ao todo, 16 servidores da Adapar participaram da operação. Durante o período, foram realizadas 414 fiscalizações em propriedades com aves de subsistência (criações de fundo de quintal) e em estabelecimentos comerciais de produtos veterinários.

Além das ações de fiscalização, a operação também promoveu educação sanitária, levando orientações aos proprietários de aves sobre a doença e reforçando a importância das medidas de prevenção e controle. As ações de conscientização focaram e informar para os moradores sobre os impactos econômicos decorrentes de possíveis embargos e que a influenza aviária de alta patogenicidade é uma zoonose, o que afeta diretamente a a saúde pública.

A ação também contou com a colaboração de médicos-veterinários do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), uma ação da Petrobras que faz parte das condições para o licenciamento ambiental emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O projeto é executad pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A participação do PMP-BS aconteceu no início da operação, com os profissionais auxiliando os servidores da Adapar em simulações de procedimentos e na realização de necrópsias, com foco no reconhecimento de possíveis sinais de enfermidades em aves.

Relevância

A manutenção do status sanitário de área livre de influenza aviária é fundamental tanto para a saúde pública quanto para a economia do Estado. O Paraná é o maior produtor de proteína animal do Brasil e lidera, com ampla vantagem, o segmento de carne de frango, sendo responsável por mais de um terço da produção nacional.

Esse cenário está diretamente relacionado ao conceito de Saúde Única, que integra a saúde humana, animal, vegetal e ambiental. O controle de doenças, nesse contexto, impacta diretamente a geração de empregos, o desenvolvimento econômico e o abastecimento alimentar em nível nacional.

Histórico

A operação é parte de um conjunto de ações permanentes realizado em diversas regiões do Estado, organizadas pela Divisão de Sanidade Avícola (Disav). Em 2025, o Sudoeste paranaense foi foco das ações. No Paraná, todas as granjas registradas devem cumprir os requisitos de biosseguridade previstos na Portaria Adapar nº 242/2022 e na Instrução Normativa MAPA nº 56/2007, normas que estabelecem padrões técnicos indispensáveis para garantir a sanidade dos plantéis, prevenir a entrada de agentes patogênicos e assegurar a conformidade dos estabelecimentos junto ao serviço oficial.

Fonte: Assessoria Adapar

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Demanda por ovos enfraquece na segunda quinzena de março

Baixa liquidez no mercado pressiona as cotações, enquanto setor projeta retomada da demanda com a chegada da Semana Santa.

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Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

A reta final da Quaresma não foi suficiente para sustentar a demanda de ovos, que perdeu força com a entrada da segunda quinzena de março, período em que tradicionalmente diminui.

Assim, as cotações registraram queda em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias. Trata-se da primeira queda desde o início do período religioso, em 18 de fevereiro.

Ainda assim, as altas registradas na primeira quinzena têm garantido aumento no preço médio dos ovos de fevereiro para a parcial de março (até o dia 25).

Segundo agentes consultados pelo Cepea, embora a oferta da proteína siga controlada nas principais regiões produtoras, a baixa liquidez tem sido o fator determinante para a pressão sobre os preços. O menor volume de negócios intensificou a busca por descontos, resultando na queda das cotações nos últimos dias.

A expectativa do setor, no entanto, é de retomada das vendas na próxima semana, com o início da Semana Santa, período em que a demanda pela proteína tende a se fortalecer, segundo pesquisadores do Cepea.

Fonte: Assessoria Cepea
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Brasil prorroga emergência zoossanitária por gripe aviária por mais 180 dias

Registros somam 188 focos de H5N1 no país desde 2023, com ocorrências em aves silvestres, criações de subsistência e um caso em plantel comercial em 2025.

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Foto: Shutterstock

Foi publicada nesta quinta-feira (26) a Portaria nº 896, que prorroga por mais 180 dias a vigência do estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional, em função da circulação do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), subtipo H5N1, também conhecida como gripe aviária, em aves silvestres no Brasil. 

A prorrogação ocorre de forma preventiva, com o objetivo de manter as condições para que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) possa adotar medidas rápidas de contenção e erradicação de focos, além de viabilizar a mobilização de recursos da União e a articulação com outros ministérios, órgãos governamentais – nas esferas federal, estadual e municipal – e não governamentais. 

O primeiro foco de gripe aviária no Brasil foi registrado em 15 de maio de 2023, em aves silvestres. Já em ave comercial, o primeiro foco foi confirmado em 15 de maio de 2025. Até o momento, foram registrados 188 focos da doença, sendo 173 em aves silvestres, 14 em aves de subsistência e um em ave comercial. 

Para mais informações sobre a gripe aviária, clique aqui. 

Fonte: Assessoria Mapa
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Produção animal entra na era da prevenção integrada no controle de microrganismos indesejáveis

Pressões do mercado internacional e novas estratégias sanitárias impulsionam mudanças na gestão microbiológica das granjas

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Matérias-primas e as boas práticas de fabricação nas fábricas de ração também têm papel determinante ( FOTO- O Presente Rural)

A produção animal vive um momento de transição no controle de microrganismos indesejáveis. Embora os antibióticos ainda tenham presença significativa nos sistemas produtivos, cresce no setor a preocupação em reduzir sua utilização e adotar estratégias mais preventivas, que envolvem biosseguridade, nutrição e diferentes tecnologias aplicadas ao manejo sanitário.

Esse movimento tem sido impulsionado principalmente por exigências do mercado internacional. Países e blocos econômicos como Europa e China têm ampliado as demandas por práticas que reduzam o uso de antimicrobianos na produção animal, estimulando mudanças ao longo de toda a cadeia produtiva.

De acordo com Juliana Arrais, Zootecnista, com mestrado e doutorado em nutrição e alimentação de monogástricos e gerente de Serviços Técnicos da Kemin, essa transformação envolve não apenas a substituição de produtos antibióticos, mas uma revisão mais ampla das estratégias sanitárias. “Os antibióticos são ferramentas conhecidas e com eficácia comprovada. Mas a realidade é que não vamos retirar um antibiótico e encontrar um único aditivo capaz de substituí-lo. O caminho passa por uma estratégia global, que começa na biosseguridade e envolve combinações de soluções ajustadas ao desafio de cada sistema produtivo”, explica.

Nesse contexto, alternativas como probióticos, óleos essenciais e ácidos orgânicos têm ganhado espaço como parte de programas integrados de controle microbiológico.

 

Controle começa antes do animal

Um dos pontos que vêm ganhando destaque nas estratégias sanitárias é o entendimento de que o controle de microrganismos indesejáveis não se limita ao organismo do animal. Muitas vezes, o problema se inicia em etapas anteriores da cadeia produtiva.

Entre os principais pontos críticos estão o controle sanitário nas granjas, incluindo o acesso de pessoas, animais e pragas, além da qualidade dos ingredientes utilizados nas dietas e do controle microbiológico da ração antes do consumo pelos animais.

A qualidade das matérias-primas e as boas práticas de fabricação nas fábricas de ração também têm papel determinante nesse processo. “A qualidade dos ingredientes é essencial para reduzir riscos de contaminação. As boas práticas de fabricação são um ponto inicial importante, porque muitas contaminações podem começar nessa etapa”, destaca Juliana.

 

Microorganismos que desafiam o setor

Entre os microrganismos que mais preocupam a indústria de proteína animal atualmente estão Clostridium, Escherichia coli e Salmonella, cada um com impactos distintos dentro do sistema produtivo.

O Clostridium, por exemplo, segue sendo um desafio importante por afetar o desempenho produtivo mesmo em situações subclínicas. Já a Salmonella traz uma preocupação adicional relacionada à saúde pública e à segurança dos alimentos.

A E. coli, por sua vez, representa um desafio relevante dentro das granjas. Presente de forma recorrente nos ambientes produtivos, ela tem demonstrado elevada resistência a antibióticos e pode causar perdas produtivas significativas. “Além de provocar infecções nos animais, pode impactar a perda de carcaças e cortes e levar a altas taxas de mortalidade em alguns lotes, especialmente em situações de desafio, como estresse por calor”, explica Juliana.

 

Da reação à prevenção

A mudança de mentalidade no setor também passa por uma evolução no próprio conceito de gestão sanitária. Enquanto no passado o foco estava mais voltado ao tratamento de problemas já instalados, hoje a prevenção ganha cada vez mais protagonismo.

“Falamos muito mais em prevenção do que em tratamento. Essa abordagem reduz custos, melhora o desempenho produtivo e aumenta a segurança do alimento”, afirma Juliana.

Entre os erros mais comuns ainda observados nas granjas estão falhas no controle de microrganismos indesejáveis em matérias-primas, ausência de monitoramento microbiológico da água, desafios para manutenção do manejo adequado do vazio sanitário e a falta de estratégias específicas para os desafios sanitários de cada região.

 

Tendências para a próxima década

Para os próximos anos, a expectativa é que a gestão sanitária da produção animal se torne ainda mais baseada em prevenção e monitoramento.

O avanço de tecnologias de diagnóstico e monitoramento deve permitir a identificação mais precoce de riscos microbiológicos, favorecendo decisões mais assertivas dentro das granjas e das fábricas de ração.

Esse movimento também está alinhado ao conceito de One Health, que integra saúde animal, humana e ambiental. A tendência é que essa abordagem contribua para reduzir o uso de antimicrobianos, tanto como promotores de crescimento quanto para tratamentos, além de melhorar o controle de patógenos ao longo de toda a cadeia produtiva.

“Essas mudanças podem impactar positivamente os resultados a campo e também a qualidade do produto final, além de ajudar a reduzir a seleção de cepas cada vez mais resistentes aos antimicrobianos”, conclui.

Fonte: Assessoria
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