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Adapar anuncia concurso com 57 vagas; salários chegam a R$ 8,4 mil
São 55 vagas destinadas para atuação como fiscal de defesa agropecuária, com a função de engenheiro agrônomo e salário de R$ 8.463,20, e duas para atuação como assistente de fiscalização da defesa agropecuária, com a função de técnico de laboratório e remuneração de R$ 4.919,24. Inscrições de 29 de setembro até 29 de outubro.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) anunciou na terça-feira (23) a abertura de um concurso público com 57 vagas. São 55 destinadas para atuação como fiscal de defesa agropecuária, com a função de engenheiro agrônomo e salário de R$ 8.463,20, e duas vagas para atuação como assistente de fiscalização da defesa agropecuária, com a função de técnico de laboratório e remuneração de R$ 4.919,24.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
O período de inscrições é de 29 de setembro até 29 de outubro. Para se inscrever clique aqui.
As taxas variam de R$ 90 a R$ 130, de acordo com a vaga pretendida. Os candidatos podem solicitar a isenção entre 29 de setembro e 03 de outubro, conforme orientações do edital. A dispensa do pagamento é destinada a inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), a doadores de sangue e medula óssea, a doadoras de leite humano e a pessoas que prestaram serviço à justiça eleitoral.
O secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Marcio Nunes, destacou a importância das vagas ofertadas para fortalecer a defesa agropecuária do Paraná. “Esse novo edital não é apenas para suprir a defasagem, mas para garantir que a agência siga avançando, ampliando sua capacidade de atuação e assegurando a qualidade e a segurança da nossa produção agropecuária”, disse.

Fotos: Divulgação/Adapar
Para o diretor-presidente da Adapar, Otamir César Martins, a oferta de novas vagas vai contribuir diretamente para a resolução de diversas demandas do sistema de defesa agropecuária. “Hoje nós temos uma deficiência de fiscais com formação em engenharia agronômica e o governo, entendendo a importância da sanidade vegetal, autorizou o concurso para engenheiros agrônomos, que farão parte do quadro Adapar e que prestarão serviço nos vários municípios do estado do Paraná”, destacou.
O Secretário de Estado da Administração e da Previdência, Luizão Goulart, também destaca a importância da abertura do edital nº 180/2025, elaborado pela SEAP com foco em fortalecer o trabalho da Adapar, além de promover um certame transparente, eficiente e com igualdade de condições para todos os candidatos interessados: “Reforçar os quadros da Adapar ajuda o Estado do Paraná a seguir sendo referência na qualidade da produção do setor agropecuário, uma marca do nosso Estado, como supermercado do mundo”, salienta.
A seleção dos candidatos será por meio de uma prova objetiva, de 50 questões, a ser realizada em 30 de novembro. O conteúdo abordará as seguintes matérias: Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Legislação específica e Conhecimentos Específicos. A aplicação das provas ocorrerá em Curitiba e mais cinco cidades do Interior – Cascavel, no Oeste, Guarapuava, no Centro-Sul, Londrina, no Norte, Maringá, no Noroeste, e Pato Branco, localizada no Sudoeste.
A divulgação do resultado final da classificação após recursos será no dia 06 de março de 2026. O local de lotação dos
candidatos classificados para o cargo de fiscal de defesa agropecuária será decidido por eles após nomeação, mediante a escolha da vaga e respeitando a ordem de classificação.
Os selecionados poderão atuar em qualquer unidade administrativa do Interior ou de Curitiba, conforme as necessidades da Adapar. Os técnicos laboratoriais vão trabalhar no Departamento de Laboratório da agência, localizado na capital paranaense.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



