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Adapar alerta para adulteração em fertilizantes

Caso de adulteração aconteceu no Mato Grosso; fiscais agropecuários alertam para produtores terem atenção no momento da compra e uso

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Divulgação/Adapar

Na última quarta-feira (09) foi veiculada na mídia um caso de adulteração de fertilizantes que causou prejuízos milionários para diversos agricultores do Estado do Mato Grosso. Segundo a reportagem informações, os agricultores adquiriram os fertilizantes para serem utilizados na safra 2019 e desconfiaram das características das embalagens e do próprio produto e comunicaram o fato ao fabricante que coletou amostras e o resultado laboratorial comprovou a adulteração.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR) é a instituição oficial responsável pela Defesa Agropecuária do Estado do Paraná. Entre as diversas atividades de rotina executadas pelos fiscais da Gerência de Sanidade Vegetal, destaca-se a fiscalização do comércio de fertilizantes, corretivos, inoculantes, remineralizadores e substratos. São verificados diversos itens, como registro de comerciante de fertilizantes na Agência, registro do produto no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), condições de armazenamento, documentações e informações obrigatórias que devem constar nas embalagens dos produtos, características extrínsecas das embalagens, prazo de validade, fracionamento, indícios de falsificação ou fraude, bem como, amostragem fiscal para verificação das garantias declaradas pelo fabricante.

O Paraná é o único Estado brasileiro que realiza amostragem oficial de fertilizantes em comerciante. Seguindo metodologia oficial, anualmente são realizadas aproximadamente 400 coletas de amostras destes insumos para a verificação das garantias declaradas pelo fabricante. Por meio de ensaios químicos e físicos realizados por laboratório oficial do Estado, verificam-se os teores de nutrientes, granulometria, contaminantes, teores de metais pesados e contagem de células viáveis em inoculantes. Ao longo dos anos, o resultado das amostras tem apresentado reprovação dos lotes em aproximadamente 19%, sendo o fósforo o elemento que apresentou maior deficiência. Nestes casos, o lote do fertilizante é interditado, o fabricante autuado e notificado a proceder o recolhimento.

O caso de fraude ocorrido no Estado do Mato Grosso não é novidade. No ano de 2016 a Agência atendeu casos de adulteração de fertilizantes que ocorreram na Unidade Regional da ADAPAR de Toledo e Cascavel. Na oportunidade, os agricultores adquiriram um total de aproximadamente 200 toneladas de fertilizantes produzidos por empresa idônea no mercado e que foram comercializados por estabelecimentos comerciais devidamente registrados na ADAPAR. No entanto, ao iniciar a semeadura, os agricultores perceberam anormalidades nas características físicas do produto e comunicaram a ADAPAR para averiguar possíveis irregularidades. Na presença do fabricante, comerciante e agricultor, os fiscais realizaram amostragem oficial sendo que o resultado laboratorial acusou deficiência em todos os nutrientes garantidos nos produtos (imagem 1), constando que os lotes analisados não continham praticamente nenhum dos elementos na composição. Após ação da ADAPAR, os agricultores tiveram os fertilizantes repostos pelo comerciante e fabricante, a Agência instaurou processo administrativo para apurar as responsabilidades e há fortes indícios que a adulteração ocorreu durante o transporte, fato a ser investigado e confirmado pelas autoridades policiais.

Visando coibir adulteração de fertilizantes, em 2018 a Agência intensificou a fiscalização e amostragem de fertilizantes armazenados em propriedade rural. Tal demanda justificou-se pelo aumento da modalidade de comércio de fertilizantes que vão da indústria diretamente ao agricultor sem passar pelo comerciante, fato que dificulta a ação fiscal e pode favorecer práticas de irregularidades.

De acordo com a coordenadora do Programa de Fiscalização de Fertilizantes e Afins, Sementes e Mudas da ADAPAR, engenheira agrônoma Caroline Garbuio, “o objetivo do nosso trabalho é garantir ao produtor rural um insumo de boa qualidade, evitando a comercialização de produtos irregulares, fraudados ou falsificados”, diz. A ADAPAR alerta aos agricultores paranaenses a adquirir fertilizantes registrados no Mapa e comercializados por empresas registradas na ADAPAR, pois estes estabelecimentos são rotineiramente fiscalizados quanto a qualidade dos produtos produzidos e comercializados. “Em caso de dúvida, procure a empresa que comercializou os fertilizantes e entre em contato com uma unidade da ADAPAR mais próxima”, instrui Caroline.

Fonte: Adapar

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Cooperativas encontram na imigração alternativa para suprir falta de trabalhadores

Haitianos, venezuelanos e profissionais de outras nacionalidades passam a ocupar funções em agroindústrias, logística e serviços.

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O cooperativismo agropecuário deixou há muito tempo de ser apenas uma forma de organização de produtores. Hoje, ele é também um dos grandes empregadores do interior brasileiro, com presença em agroindústrias, supermercados, unidades de recebimento, fábricas de ração, cooperativas de crédito, estruturas logísticas, assistência técnica, tecnologia, gestão e atendimento ao cooperado.

Essa expansão ampliou a capacidade de produção, industrialização e geração de renda, mas também expôs um dos principais gargalos do setor: a falta de mão de obra. Em regiões de forte atividade agroindustrial, baixo desemprego e mudanças demográficas, muitas cooperativas passaram a enfrentar dificuldade crescente para preencher vagas, reter trabalhadores e manter escalas em áreas operacionais.

Foi nesse espaço que a presença de trabalhadores estrangeiros ganhou força. Haitianos, venezuelanos, paraguaios, cubanos, senegaleses, argentinos, colombianos, nigerianos e profissionais de outras nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em cooperativas do Sul do país. Em algumas unidades, eles já representam parcela majoritária da força de trabalho.

Mais do que um movimento migratório, esse fenômeno revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio. A continuidade da expansão cooperativista dependerá cada vez mais da capacidade de combinar emprego formal, qualificação, automação, retenção de talentos e integração de pessoas vindas de diferentes origens para sustentar a produção, a renda e o desenvolvimento regional.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
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Regulamentação dos defensivos ganha força no agro

Representantes do setor defendem regras claras para acelerar registros e ampliar a segurança jurídica.

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Foto: Shutterstock

A regulamentação da Lei dos Defensivos Agrícolas e os desafios para sua implementação foram tema de audiência pública realizada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal. O debate, promovido por requerimento do senador Jaime Bagattoli (PL-RO), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Senado, discutiu a aplicação da Lei nº 14.785/2023, alterada pela Lei nº 15.070/2024, que estabelece novas regras para pesquisa, registro, produção, comercialização e fiscalização de defensivos agrícolas no Brasil.

Deputado Rafael Simões: “Não é possível sermos competitivos enquanto levamos oito anos para aprovar uma molécula que já foi aprovada e utilizada em outros países. Precisamos que os órgãos caminhem juntos para garantir eficiência e segurança jurídica ao produtor rural.”

Durante a audiência, Bagattoli afirmou que a legislação busca tornar o processo regulatório mais eficiente, reduzindo a burocracia e ampliando a segurança jurídica, sem alterar os critérios de proteção à saúde e ao meio ambiente. O senador também manifestou preocupação com a demora na regulamentação da norma e defendeu que o processo de registro de novos insumos seja mais ágil.

Representando a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ana Lígia Aranha Lenat destacou que a lei trouxe maior previsibilidade ao setor ao estabelecer critérios técnicos mais modernos para o registro de defensivos agrícolas e bioinsumos. Segundo ela, a regulamentação é importante para evitar interpretações divergentes que possam afetar a competitividade da agropecuária.

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Goulart, afirmou que o novo marco legal torna o sistema mais eficiente sem reduzir as exigências relacionadas à saúde e ao meio ambiente. Ele informou que o Brasil leva, em média, cerca de sete anos para aprovar novas moléculas, enquanto em outros países esse processo dura aproximadamente quatro anos.

A gerente-geral de Toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Cássia de Fátima Rangel Fernandes, também defendeu a regulamentação da lei. Segundo ela, a medida deve reduzir divergências entre os órgãos responsáveis, aumentar a previsibilidade do processo e garantir maior segurança jurídica. A representante informou ainda que a Anvisa vem reduzindo o número de análises pendentes.

Representando a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Grilli Felizardo afirmou que a regulamentação é necessária para garantir estabilidade regulatória, previsibilidade aos investimentos e maior integração entre os órgãos responsáveis pelo processo.

O deputado Rafael Simões (União-MG), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária, também participou da audiência. Produtor rural, ele defendeu a regulamentação da lei e afirmou que a demora na aprovação de novas moléculas pode reduzir a competitividade do Brasil em relação a outros países.

Fonte: Assessoria FPA
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Trigo disponível no mercado segue valorizado

De acordo com o Cepea, vendedores com estoques mantêm preços mais altos, especialmente em São Paulo, enquanto compradores priorizam a nova safra.

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Foto: Luiz Magnante

A oferta restrita de trigo continua sustentando as cotações no mercado spot brasileiro. De acordo com pesquisadores do Cepea, a liquidez permanece baixa nesta época do ano, com poucas negociações no mercado.

Segundo o Cepea, as indústrias moageiras estão abastecidas e, por isso, não demonstram necessidade de comprar grandes volumes no curto prazo. A prioridade tem sido a negociação de lotes da nova safra, com entrega prevista entre setembro e outubro de 2026.

Ainda conforme o Cepea, os produtores e vendedores que mantêm estoques, especialmente no estado de São Paulo, onde a disponibilidade do cereal é mais limitada, seguem ofertando o trigo a preços mais elevados, o que mantém as cotações sustentadas no mercado paulista.

Fonte: Assessoria Cepea
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