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ACSURS: Projeção é de 20 mil doses de sêmen suíno ao mês em 2014

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 Há quase quatro décadas, a Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs) fornece sêmen suíno do mais alto padrão genético a centenas de suinocultores em todo o Estado gaúcho e, até mesmo, para fora dele. De 1976 até o final do ano passado, comercializou um total de 1.814.795 doses de sêmen suíno resfriado produzidas em sua própria Central, no Centro de Suinocultura Dr. Hélio Miguel de Rose.
            No primeiro ano foram apenas 685 doses. Já em 2013, comercializou-se 213.839 doses. Em comparação a 2012, o aumento é de 7,6%, sendo que naquele ano o número de doses comercializadas foi de 198.743 doses. E a tendência no número de doses comercializadas é de crescimento, em função de que, a cada ano, a Central conta com novas tecnologias para a produção de sêmen suíno com qualidade.
            De acordo com o diretor executivo da Acsurs, Fernando Gimenez, em 2011, a entidade, após um diagnóstico, montou um plano de ação estabelecido em três pilares de trabalho. O primeiro deles foi a ampliação das instalações da Central de Produção de Sêmen (CPS). O segundo, a criação de uma parceria com a empresa de genética Genetiporc do Brasil, que resultou na inserção de machos na Central: de dez reprodutores passou para 120. O terceiro pilar deu-se com uma segunda parceria, naquele mesmo ano, quando deu-se o início ao contrato feito com a Minitub do Brasil, filial da empresa alemã Minitüb GmbH. "Esta parceria ajudou-nos a modernizar o laboratório, contribuindo para a melhoria da qualidade das doses", diz Gimenez. Em outubro do ano passado, deu-se a renovação deste contrato e, a partir de então, tornou-se possível a ampliação do uso de sistemas automatizados para coleta, avaliação, diluição e envase das doses. O diretor executivo destaca a utilização do Spermvision, um sistema computadorizado de análise espermática que oferece uma maior precisão na avaliação do sêmen e no controle de qualidade das doses produzidas pela CPS. "Assim, podemos continuar com o trabalho que já vinha sendo oferecido e melhorar ainda mais os padrões de qualidade exigidos pelo suinocultor, para que ele utilize-as com sucesso nas inseminações em sua granja", ressalta. 
            Outro fator é a profissionalização da equipe que atua na Central. Conta, atualmente, com um médico-veterinário em período integral dentro da granja, responsável pelo controle de qualidade e gerência. O laboratório tem uma bióloga e três estagiárias graduandas em Ciências Biológicas. Na produção, há dois técnicos em Agropecuária que fazem a coleta e o manejo nutricional, sanitário e ambiência dos animais.

Projeções

            Gimenez destaca que, com a reestruturação da Central, o número de doses comercializadas também aumenta a cada ano. Em 2010 foram comercializadas 128.621 doses e, em 2011, 152.320 doses, o que corresponde a um aumento de 18,43%. Já de 2011 para 2012 o aumento foi de 30,47% (de 152.320 para 198.743 doses comercializadas). De 2012 para 2013 o aumento na comercialização foi de 7,6%.
            A projeção para 2014, segundo o diretor executivo, é que a produção aumente em 12,23%, chegando a 240 mil doses comercializadas no ano ou 20 mil doses ao mês. Até 2016, Gimenez projeta a comercialização de 300 mil doses de sêmen suíno ao ano. "Isto somente vai ocorrer, no entanto, se houver, por parte dos suinocultores, o comprometimento em prestigiar a entidade que atua em defesa deles, adquirindo as doses de sêmen produzidas pela CPS da Acsurs", ressalta. "A Acsurs acredita nos produtores e, por isso, trabalha com afinco para fornecer sêmen suíno sempre dentro dos mais altos padrões de qualidade", finaliza do diretor.
            As entregas das doses são feitas através de veículo próprio com conservadora, transporte rodoviário e, no caso de envio para granjas de outros Estados, transporte aéreo.     

   
 Pedidos

            Os pedidos e informações sobre as doses de sêmen suíno resfriado podem ser feitos através do (51) 3712-1014 ou na sede da Acsurs, em Estrela.

Fonte: Ass. Imprensa da ACSURS

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ABPA abre inscrições para prêmio de pesquisa aplicada durante o SIAVS 2026

Reconhecimento valoriza estudos com impacto prático na avicultura e suinocultura e prevê experiência internacional aos vencedores.

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Foto: Alf Ribeiro

Estão abertas as inscrições para o Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável, reconhecimento científico que a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) promoverá durante o SIAVS 2026 – Salão Internacional de Proteína Animal, maior evento da avicultura e da suinocultura do Brasil, que será realizado entre os dias 04 e 06 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).

A iniciativa contempla duas distinções, voltadas à valorização de pesquisas com efetiva aplicabilidade prática para a cadeia produtiva da proteína animal:

  • Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável – Grandes Áreas, destinado a trabalhos científicos com impacto nas áreas de produção, manejo e ambiência; nutrição; tecnologia e processos; sanidade; sustentabilidade; e saúde pública.
  • Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável – RAM (Resistência aos Antimicrobianos), voltado exclusivamente a estudos que abordem estratégias, ferramentas, indicadores e práticas relacionadas ao uso responsável de antimicrobianos e ao enfrentamento da resistência microbiana na produção animal, tema estratégico para o setor e alinhado aos princípios internacionais de One Health – no âmbito da  campanha “Uso Consciente, Futuro Responsável”, mantida pela ABPA.

O objetivo do Mérito é estimular pesquisas que extrapolem o ambiente acadêmico e apresentem aplicabilidade concreta, contribuindo para ganhos de eficiência, segurança sanitária, sustentabilidade e competitividade internacional da avicultura e da suinocultura brasileiras.

Os trabalhos inscritos serão avaliados por comissão julgadora composta por especialistas com reconhecida atuação técnica e acadêmica. Entre os critérios considerados estão:

  • Relevância estratégica para o setor
  • Grau de inovação
  • Consistência metodológica
  • Aplicabilidade prática
  • Potencial de impacto na cadeia produtiva

Após a etapa de avaliação, os trabalhos selecionados serão apresentados durante a programação oficial do SIAVS, ampliando sua visibilidade junto a empresários, pesquisadores, autoridades sanitárias e representantes nacionais e internacionais.

Como forma de reconhecimento, o primeiro autor do trabalho vencedor em cada uma das duas distinções participará, com apoio da organização, de uma experiência internacional em uma das principais feiras globais de alimentos, podendo escolher entre a SIAL Paris 2026, em Paris, ou a Gulfood 2027, em Dubai. A iniciativa proporciona imersão no ambiente internacional de negócios e inovação, fortalecendo a formação estratégica dos pesquisadores.

As inscrições devem ser realizadas conforme as orientações disponíveis no site oficial do evento, onde também constam regulamento completo, prazos, formato de submissão e demais informações, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria ABPA
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Colunistas

Abertura de 525 mercados para o agro gera oportunidade histórica ou risco de expansão sem margem?

Diversificação de destinos pode gerar até US$ 375 bilhões em exportações, mas exige gestão de custos e precificação para garantir rentabilidade.

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Fotos: Claudio Neves

A abertura de 525 novos mercados internacionais para o agronegócio brasileiro, com potencial estimado de até US$ 375 bilhões por ano em exportações, consolida o país como um dos principais fornecedores globais de alimentos e reforça sua relevância estratégica no comércio internacional. Do ponto de vista institucional e geopolítico, trata-se de um avanço inegável. Do ponto de vista empresarial, no entanto, o aumento do acesso não pode ser confundido com geração automática de valor econômico.

A experiência mostra que expansão de mercado, quando não acompanhada por gestão rigorosa de custos e precificação adequada, tende a pressionar margens e aumentar a exposição financeira das empresas.

Exportar implica estruturas logísticas mais complexas, exigências sanitárias específicas, custos regulatórios adicionais, riscos cambiais, prazos de recebimento mais longos e maior dependência de capital de giro. Esses fatores alteram substancialmente o custo total da operação e não podem ser tratados como extensões do mercado doméstico.

Um dos erros mais recorrentes nas estratégias de internacionalização do agro é a ausência de segregação clara entre custos locais e custos de exportação. Quando a empresa utiliza uma estrutura de custos média para formar preços em diferentes mercados, acaba diluindo despesas específicas de cada canal e comprometendo a leitura real da rentabilidade por contrato, por produto e por país. O resultado é a celebração de volumes crescentes de vendas acompanhada por deterioração gradual das margens operacionais, muitas vezes percebida apenas quando o caixa

Foto: Divulgação

começa a ficar mais pressionado.

Outro ponto crítico é a formação de preços em ambientes de maior volatilidade. Oscilações cambiais, variações nos custos de frete internacional, alterações em tarifas e mudanças nos prazos de pagamento impactam diretamente a margem final, especialmente em contratos de médio e longo prazo. Sem mecanismos de proteção financeira e sem modelos de precificação que incorporem cenários de risco, a empresa transfere parte significativa da incerteza para dentro do próprio resultado.

Também é preciso considerar o efeito financeiro do crescimento acelerado. A ampliação das exportações exige maior investimento em estoques, transporte, certificações e estrutura comercial, elevando a necessidade de capital de giro. Em um ambiente de juros estruturalmente mais altos, esse custo financeiro passa a ser componente relevante da margem e precisa ser tratado como parte integrante da estratégia de preço, não como despesa posterior absorvida pelo resultado.

Nesse contexto, cresce a importância da análise de margem real, e não apenas do faturamento ou da participação em novos mercados. Empresas que operam com foco exclusivo em volume tendem a mascarar ineficiências operacionais e decisões comerciais mal calibradas, sustentadas temporariamente por crescimento de receita, mas estruturalmente frágeis do ponto de vista financeiro. Crescer sem margem é, na prática, uma forma de destruição de valor em escala ampliada.

Para que a abertura de mercados se traduza em resultado sustentável, é indispensável avançar em três frentes: modelos de custeio mais precisos, que permitam identificar com clareza a rentabilidade por mercado e por canal; políticas de precificação que considerem riscos financeiros, fiscais e logísticos específicos de cada operação; e integração efetiva entre áreas comercial, financeira e operacional na tomada de decisão. Sem essa visão sistêmica, a empresa passa a competir apenas por preço, abrindo mão de margem para ganhar contratos que não se sustentam no médio prazo.

Foto: Divulgação/Porto de Santos

O ano de 2026 tende a ser decisivo nesse processo. A ampliação do acesso a mercados cria oportunidades relevantes, mas também eleva o grau de exigência na gestão. Empresas que dominarem seus custos, entenderem sua estrutura de margem e tomarem decisões baseadas em dados terão condições de transformar expansão em rentabilidade. As demais correm o risco de crescer em complexidade, exposição financeira e dependência de crédito, sem a correspondente geração de valor econômico.

A abertura de 525 mercados é, sem dúvida, uma conquista estratégica para o país. Para as empresas do agro, porém, o verdadeiro diferencial competitivo não estará apenas na capacidade de vender mais, mas na competência de vender com margem, previsibilidade e sustentabilidade financeira. Em um cenário global cada vez mais competitivo, não será o tamanho da operação que definirá a perenidade dos negócios, mas a qualidade das decisões econômicas que sustentam essa expansão.

Fonte: Artigo escrito por Fabiano Coelho, PhD em Ciências Contábeis.
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Exportações agropecuárias ganham alternativa para evitar gargalos no Golfo Pérsico

Exigência sanitária turca levou à criação de certificado específico para cargas em trânsito, permitindo passagem e armazenagem temporária de produtos de origem animal sem interrupção do fluxo ao Oriente Médio e à Ásia Central, mesmo com as restrições no Estreito de Ormuz.

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Foto: Claudio Neves

O Brasil garantiu a continuidade de uma rota alternativa via Turquia para o envio de exportações agropecuárias, diante das restrições no Estreito de Ormuz. A solução foi negociada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Com isso, a estrutura portuária turca segue como opção importante para cargas brasileiras com destino ao Oriente Médio e à Ásia Central, permitindo que as mercadorias sigam viagem sem a necessidade de passar pelo Golfo Pérsico.

Foto: Vosmar Rosa/MPOR

Essa rota já era utilizada por exportadores brasileiros. No entanto, a Turquia passou a exigir novas regras sanitárias para produtos sujeitos ao controle veterinário oficial, como os de origem animal. Para evitar prejuízos ao fluxo das exportações, foi negociado o Certificado Veterinário Sanitário para Produtos Sujeitos a Controles Veterinários em Trânsito Direto pela República da Turquia ou para Armazenamento Temporário com Destino à Expedição para outro País/Navio.

Na prática, o documento permite que mercadorias brasileiras, especialmente produtos de origem animal, atravessem o território turco ou fiquem armazenadas temporariamente no país antes de seguirem para o destino final.

A medida confere mais segurança e previsibilidade aos exportadores brasileiros em um momento de instabilidade nas rotas internacionais e reforça a atuação do Mapa para manter o comércio agropecuário brasileiro em funcionamento.

Fonte: Assessoria Mapa
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