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ACSURS: 49 anos de história através do olhar dos presidentes

Entidade sempre teve forte atuação dos presidentes que estiverem frente a entidade ao longo de sua trajetória.

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Braun, de Rose e Hédio, da esquerda para direita, no momento da assinatura de fundação da ACSURS - Fotos: Divulgação Acsurs

Fundada em 25 de novembro de 1972, a Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul – ACSURS foi marcada pela forte atuação dos presidentes que estiverem frente a entidade ao longo de sua trajetória.

O primeiro deles foi Hédio Scherer (in memorian), um dos fundadores da entidade. Suinocultor de Montenegro, em sua gestão teve a missão de legalizar e institucionalizar a associação, assim como zelar pelos interesses políticos dos produtores gaúchos.

Além disso, auxiliou no processo de criação de novos núcleos regionais e também na captação de novos sócios. A gestão de Scherer foi marcada também pelo início da participação da ACSURS em feiras e exposições.

Em 1977, a entidade elegeu o segundo presidente, o suinocultor José Adão Braun. Ele esteve junto à ACSURS desde o ato de criação da entidade e atuou como presidente entre os anos de 1977 a 1982 e 1989 a 1998.

“A ABCS já funcionava em Estrela, onde a suinocultura começou a se desenvolver no Brasil. Com a proporção que tomou, não conseguiu atender as demandas locais e, com isso, houve a necessidade da criação de uma associação que pudesse trabalhar e se dedicar em prol dos suinocultores gaúchos, surgindo assim a ACSURS”, conta o ex-presidente.

Após sua criação, foram cerca de seis anos atuando em uma sala cedida na sede da brasileira, mas com a crescente demanda e os serviços prestados a sala ficou pequena. Em 1977, foi adquirido, um espaço próprio.

“Quando eu assumi a presidência, também assumi a responsabilidade de conseguir uma sede para a entidade. Estávamos em constante expansão e precisávamos de espaço para trabalhar, já que também tínhamos como responsabilidade o registro genealógico dos suínos”, comenta Braun.

Legado deixado em sua gestão, Braun lembra dos detalhes até hoje. “Participamos do edital público promovido pela Prefeitura de Estrela para a compra de um antigo restaurante localizado no Parque 20 de Maio, e vencemos. Era uma grande conquista para a entidade”, frisa Braun.

Adquirido e reformado com o apoio dos sócios e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, a inauguração ocorreu um ano depois, durante a programação da 5ª edição do Dia Estadual do Porco. O ato foi prestigiado por lideranças importantes da época como Getúlio Marcantônio (in memorian), que era secretário da Agricultura do RS.

Em meio a esses acontecimentos, iniciava-se outro projeto, o melhoramento genético do rebanho suíno. Os primeiros movimentos relacionados a inseminação artificial começaram em meados de 1975 com a sugestão do então presidente da ABCS, Hélio Miguel de Rose, após uma viagem à Europa.

Em 1976, o projeto foi executado com a implantação da Central de Inseminação Artificial (CIAS) em fase de teste em um espaço provisório no Parque 20 de Maio.

Braun afirma que foi um grande passo dado para a suinocultura gaúcha e também brasileira, já que a inseminação artificial acelerou o melhoramento genético do rebanho de suínos. “A partir dos resultados positivos obtidos, buscamos recursos para a construção de um local propício para a instalação das CIAS e uma melhor execução do trabalho”, complementa.

Em 1979 foi inaugurado, em uma área de cinco hectares com o apoio do Ministério da Agricultura, Governo do Estado do RS e Prefeitura de Estrela, o espaço localizado em Linha Porongos, interior de Estrela, também utilizado para abrigar a Estação Teste de Reprodutores de Suínos (ETRS). Atualmente, trata-se da Central de Produção de Sêmen (CPS).

“Durante o período que estive frente a ACSURS, sempre levamos as demandas da suinocultura até os representantes políticos estaduais e nacionais do setor, em busca do melhor para os suinocultores gaúchos. E muitas coisas conquistamos por meio desse esforço e dedicação que tivemos na época”, finaliza.

No ano de 1983, o médico-veterinário Werner Meincke foi eleito para representar os suinocultores gaúchos. Ele já atuava na equipe técnica da ACSURS e ocupou o cargo de liderança até 1988. Entre as prioridades da gestão, Meincke prezou pela sanidade do rebanho suíno e pelos avanços na inseminação artificial em suínos.

Ao relembrar sua passagem pela entidade, Meincke relata esse momento como um privilégio em sua carreira profissional. “Estou prestes a completar 50 anos de dedicação a suinocultura, o que, por si só, demonstra a paixão que tenho por esse segmento. Presidir a ACSURS na época contribuiu substancialmente para conhecer com maior profundidade a estrutura de produção dos suinocultores bem como tomar conhecimento das suas reais necessidades e poder, via associação, representá-los, lutando por seus interesses junto aos órgãos governamentais”, comenta.

Durante o seu mandato como presidente da entidade, Meincke reivindicou diversas demandas dos suinocultores gaúchos. A principal foi a implantação do programa de distribuição de milho da Companhia de Financiamento da Produção (CFP), hoje conhecida como Conab – Companhia Nacional de Abastecimento. Na época, os suinocultores tinham dificuldade em participar de leilões para realizar a compra do milho, único sistema utilizado até então para a comercialização do grão no Rio Grande do Sul.

“Conseguíamos cotas para distribuição em locais próximos aos produtores para facilitar a logística. Por exemplo o Porto de Estrela recebia determinadas quantias para distribuição aos suinocultores associados do Vale Taquari e da mesma forma para sócios de outras regiões”, explica.

Além disso, realizou reformas na sede da entidade e destinou recursos para melhorias na CIAS e ETRS. Outra conquista foi a construção de uma sede no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil (PEAAB) e as adaptações no pavilhão de exposição dos suínos e também na pista, onde ocorriam os julgamentos.

Ao falar sobre o trabalho de melhoramento genético do rebanho suíno, Meincke conta que em um período a região sul do país chegou a ter 280 granjas vinculadas às entidades estaduais produzindo animais puros das raças Landrace, Large White e Duroc.

No final da década de 80 e início de 90, as empresas multinacionais de genética começaram a chegar no Brasil. “O material genético que até então era produzido basicamente por esses produtores, com programa de melhoramento genético coordenado pelas associações, foi perdendo espaço para as grandes empresas multinacionais de melhoramento genético, que acreditaram nas potencialidades que o país possuía para se tornar um dos principais players mundiais”, conta o médico-veterinário.

Com a implementação de empresas multinacionais no Brasil, um novo conceito surgiu: a hibridação. O avanço permitiu animais de alta saúde e capacidade maior de reprodução, o que os produtores tradicionais não possuíam, por falta de espaço para expansão, já que eram produzidos em pequenas propriedades.

“Como tudo na vida nada é permanente, mas para época o trabalho das associações foi vital para conseguirmos a transição do suíno tipo banha para o suíno tipo carne, que era o maior reclamo dos consumidores”, finaliza.

Em 1999, um novo presidente assumiu a entidade. Após ser reeleito em 1989, depois do mandato de Meincke e permanecer até 1998, Braun passou a responsabilidade para o médico-veterinário Gilberto Moacir da Silva, que se elegeu presidente da ACSURS e esteve à frente da entidade até 2005.

Ligado ao setor suinícola desde 1975, Silva prestava serviços para a Secretaria Estadual da Agricultura e atendia pequenos suinocultores do Vale do Taquari. “Realizávamos também atividade de melhoramento genético do rebanho suíno atendendo as granjas de reprodutores vinculadas à ACSURS”, conta.

Um dos marcos da gestão de Silva foi a criação do Fundo Estadual de Sanidade Animal (FESA) em meados de 2000 e, mais tarde, do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (FUNDESA).

“Na época o então secretário da Agricultura do RS, Hermeto Hoffman, em uma reunião com outras lideranças do setor, solicitou a criação do FESA. Isso porque, o secretário iria informar ao Mapa que a vacinação contra a febre aftosa iria ser suspensa, o que depois foi por água abaixo, já que um novo caso foi registrado no Estado.

Todos trabalharam em conjunto para aprovar o projeto no Executivo. Após consolidarmos o FESA, começamos a pensar alguma alternativa para se criar um fundo particular e, com isso surgiu, o FUNDESA”, conta.

Silva também liderou diversas demandas do setor. Entre elas, e a mais marcante, o protesto junto a Praça dos Três Poderes, em Porto Alegre, em meados de 2003. “Levamos leitões até Porto Alegre, colocamos coleiras em todos eles para desfilarem com nós até a entrada da Assembleia Legislativa onde participamos de uma reunião com deputados. A ABCS adotou a prática e fez o mesmo em Brasília”, relembra.

Fato que ocorreu em decorrência da Constituição Parlamentar de Inquérito (CPI) das Carnes, realizada pela Assembleia Legislativa. “O objetivo era investigar as causas da atual situação econômica da suinocultura e bovinocultura de corte. Como entidade, depomos na CPI e frisamos a importância estratégica da carne suína para a economia.

Naquele momento, o setor estava em crise e faltava incentivo”, lembra.

Neste momento, Valdecir Luis Folador, por conta da sua atuação ao decorrer da CPI das Carnes, já se destacava como jovem liderança do setor e integrante do Sindicato Rural de Erechim.

Com destaque nas discussões, o convite para concorrer à presidência da ACSURS veio logo depois, em 2004. “Naquele momento, eu nem imaginava em concorrer à presidência da entidade, o convite foi uma surpresa. Mas aceitei o desafio, montamos uma chapa e fomos eleitos por aclamação em Assembleia”, afirma.

Sua trajetória frente a entidade iniciou em 2005 e perdura até os dias de hoje. “Nunca fiz nada sozinho, sempre tive a contribuição e o auxílio da Diretoria que se elegeu comigo e também dos funcionários que atuaram nesse período em que estou presidente da ACSURS”, complementa.

Com o passar dos anos, novas demandas, conquistas, derrotas e “empates” surgiram, mas a mais marcante foi a consolidação da Lei da Integração, sancionada em 2016. “Foi uma grande conquista para o setor que, com o passar dos anos, teve um grande aumento no número de suinocultores atuando no sistema de integração”, comemora.

Assim como os seus antecessores, Folador também priorizou a evolução da inseminação artificial em suínos. Firmou parcerias, realizou reformas e manteve a CPS altamente qualificada de tecnologia e profissionais.

“Como entidade, temos principalmente um papel político e social. Atuamos da porteira para fora defendendo os interesses dos suinocultores, como costumo dizer. Mas, além disso, também trabalhamos fortemente e diretamente com a qualidade genética do rebanho gaúcho e temos um papel muito importante, já que o ponto de partida da produção para muitos suinocultores sai da CPS”, conclui.

 

 

Fonte: Texto de Bruna Gomes Stahl, Assistente de Comunicação ACSURS.

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Produtividade da soja no Rio Grande do Sul fica abaixo da média nacional, aponta especialista

Avaliação foi apresentada durante o 36º Fórum Nacional da Soja, realizado na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque.

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A produtividade da soja no Rio Grande do Sul tem ficado abaixo da média registrada em outros estados brasileiros, sobretudo nos últimos cinco anos. A avaliação foi apresentada nesta terça-feira (10) pelo fundador da Veeries e especialista em inteligência de mercado para o agronegócio, Marcos Rubin, durante o 36º Fórum Nacional da Soja, realizado no Auditório Central da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). O evento integrou a programação técnica da 26ª edição da Expodireto Cotrijal e reuniu especialistas para discutir competitividade, cenário produtivo e perspectivas para as cadeias da soja e do milho.

Na palestra “2026: O Novo Ciclo da Soja e do Milho: entre safras recordes e mudanças na demanda”, Rubin apresentou números e ferramentas voltados à análise do mercado agrícola. Ele exibiu dados sobre o desempenho da soja nos últimos anos e apontou que a produtividade gaúcha tem ficado abaixo da média observada em outros estados. Segundo Rubin, fatores climáticos têm contribuído para esse cenário. “Além do clima tem sobrado menos dinheiro para investir em novas safras”, ressaltou.

Guillermo Dawson Jr: “O momento da soja é uma preocupação constante que vai desde o clima até questões comerciais, em um contexto mundial de guerras” – Fotos: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective/Divulgação

Durante a apresentação, Rubin também chamou atenção para o potencial da produção de biocombustíveis a partir de grãos como alternativa para ampliar a demanda por soja. “A nova China para o Brasil é a geração de biodiesel. No Brasil, existe um mercado interno considerável para comercialização de biodiesel. A gente tem uma oportunidade gigantesca. Então, se aplicarmos o biocombustível no futuro, ele vai ser o principal responsável pelo crescimento da demanda de soja no Brasil nos próximos anos”, concluiu.

Rubin apresentou ainda gráficos comparativos sobre a evolução da produção de soja no cenário internacional. Segundo ele, o Brasil ampliou significativamente sua produção nos últimos 10 anos na comparação com os Estados Unidos. Sobre as perspectivas futuras, o especialista afirmou que começa a enxergar sinais mais positivos para o segundo semestre, mas destacou fatores de incerteza no cenário internacional. “Eu acho que existem fatores imponderáveis como as consequências da guerra Estados Unidos-Irã. Tem um fator que não é benéfico nessa questão da guerra, que é o fertilizante. A gente não sabe por quanto tempo, mas os preços já subiram”, constatou.

Além da análise de mercado, o fórum também abordou desafios relacionados à infraestrutura e à logística para o agronegócio brasileiro. A programação incluiu a palestra “Da adversidade à vantagem competitiva: o novo ciclo estratégico do TERMASA”, apresentada pelo vice-presidente da Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL) e dos terminais portuários Termasa-Tergrasa, Guillermo Dawson Jr.

Marcos Rubin: “Além do clima tem sobrado menos dinheiro para investir em novas safras”

Durante a apresentação, Dawson Jr. abordou o papel da infraestrutura portuária e da logística integrada na competitividade do agronegócio brasileiro. “O momento da soja é uma preocupação constante que vai desde o clima até questões comerciais, em um contexto mundial de guerras. Nos cabe dar as melhores condições de infraestrutura logística para que a soja possa ingressar nos mercados”, afirmou.

O dirigente também destacou a trajetória dos terminais Termasa-Tergrasa, localizados no Porto de Rio Grande. Segundo ele, o empreendimento surgiu no final dos anos 1960 a partir de uma iniciativa de cooperativistas que buscavam alternativas para o escoamento da produção de grãos. O terminal tornou-se o primeiro terminal graneleiro do país em 1972. Atualmente, o Termasa passa por reconstrução, com investimento de R$ 600 milhões, após um acidente envolvendo um navio. As obras devem se estender até outubro de 2026.

Na abertura do fórum, o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Pires, destacou a importância do evento, que chega à 36ª edição e ocorre pelo 26º ano consecutivo dentro da Expodireto Cotrijal. “Eu acho que a questão mais importante do Fórum da Soja é a interação. Nós temos basicamente representantes de cooperativas, de empresas, do sistema financeiro e é nesse contexto que temos uma seleção muito grande de debates no sentido convergente para solucionar os problemas”, ressaltou.

O 36º Fórum Nacional da Soja é promovido conjuntamente pela FecoAgro/RS, Cotrijal e CCGL, com apoio do Sistema Ocergs/Sescoop-RS.

Fonte: Assessoria FecoAgro/RS
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Cooperativismo movimenta mais de R$ 100 bilhões por ano em Santa Catarina

Tema foi destaque na primeira reunião de 2026 da Frencoop, que reuniu deputados e dirigentes de cooperativas em Florianópolis.

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Foto: Shutterstock

Na noite de segunda-feira (09), em Florianópolis, a a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) realizou a primeira reunião de 2026, durante o encontro de integração entre entidades e poderes públicos com a Organização das Cooperativas de Santa Catarina (Ocesc).

Santa Catarina é considerado o estado mais cooperativista do Brasil. Cerca de quatro milhões de catarinenses estão associados a pelo menos uma cooperativa, número que representa mais da metade da população.

A importância desse sistema também se reflete na atuação do Parlamento catarinense. A Alesc  mantém há mais de três décadas a Frencoop, que atua na defesa e no fortalecimento do setor.

O cooperativismo responde por aproximadamente 12% do PIB catarinense e por cerca de 70% das exportações do estado, movimentando mais de R$ 100 bilhões por ano e gerando milhares de empregos e oportunidades.

Importância econômica do cooperativismo

O coordenador da frente parlamentar, deputado José  Milton Scheffer (PP), destacou a relevância econômica e social do setor para Santa Catarina.

José Milton Scheffer

Deputado José Milton Scheffer: “O sistema cooperativista catarinense é muito pujante e dinâmico e tem grande importância para o desenvolvimento social e econômico do estado”

“O sistema cooperativista catarinense é muito pujante e dinâmico e tem grande importância para o desenvolvimento social e econômico do estado. Na Assembleia temos uma frente parlamentar com 12 deputados que trabalham diretamente em pautas ligadas ao cooperativismo. Já aprovamos leis de incentivo, como a legislação de apoio ao cooperativismo de energia elétrica e subsídios fiscais. Agora acompanhamos com atenção a reforma tributária e outros temas que podem impactar o setor.”

Segundo o parlamentar, além da geração de empregos, o modelo cooperativista permite que pequenos produtores se organizem e tenham acesso a mercado e crédito. “As cooperativas movimentam mais de R$ 100 bilhões por ano em Santa Catarina e arrecadam cerca de R$ 8 bilhões em impostos estaduais. Muitas vezes pequenos agricultores só conseguem comercializar seus produtos por meio das cooperativas. O cooperativismo é estruturante para a economia catarinense.”

Mauro de Nadal

Deputado Mauro de Nadal: “A frente existe justamente para fortalecer o cooperativismo e fazer essa ligação entre o Parlamento e as cooperativas catarinenses”

Para o deputado Mauro De Nadal (MDB), a Frencoop cumpre um papel fundamental ao aproximar o Parlamento das demandas do setor produtivo.

“A frente existe justamente para fortalecer o cooperativismo e fazer essa ligação entre o Parlamento e as cooperativas catarinenses. Essa aproximação nos permite defender projetos que fortalecem o agronegócio e ajudam a garantir que o agricultor seja valorizado dentro de toda a cadeia produtiva.”

Integração entre cooperativas e Parlamento

O presidente da Ocesc, Vanir Zanatta, ressaltou que o encontro também tem o objetivo de aproximar dirigentes das cooperativas dos parlamentares. “Mais de 50% da população catarinense está ligada a alguma cooperativa. Aqui reunimos cerca de 130 presidentes de cooperativas para dialogar com os deputados. Essa integração é importante para apresentar demandas e fortalecer essa parceria que já vem trazendo bons resultados para o estado.”

A presidente executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a catarinense Tânia Zanella, destacou que o cooperativismo tem papel central no desenvolvimento regional. “A cada três catarinenses, um é cooperativista. Santa Catarina mostra como o cooperativismo transforma realidades e melhora a vida das pessoas. Essa parceria com o Parlamento é fundamental, porque as cooperativas também dependem de políticas públicas e de um ambiente regulatório adequado para continuar crescendo.”

O secretário de Estado da Agricultura, Admir Dalla Cort, reforçou que o modelo cooperativista garante segurança e estabilidade ao produtor rural. “O cooperativismo é essencial para o desenvolvimento econômico de Santa Catarina. Ele fortalece o produtor rural, organiza a produção e contribui para que o estado, mesmo sendo pequeno em território, tenha uma produção extremamente forte.”

Fabiano da Luz

Deputado Fabiano da Luz: “O cooperativismo é a base do nosso desenvolvimento agrícola”

Para o deputado Fabiano da Luz (PT), a relação entre cooperativas e poder público é estratégica para garantir competitividade ao setor agrícola. “O cooperativismo é a base do nosso desenvolvimento agrícola. Ele garante acesso a crédito, assistência técnica e segurança na comercialização da produção. O papel do poder público é justamente dar suporte às demandas desse setor.”

Já o deputado Altair Silva (PP) destacou a origem do movimento cooperativista no meio rural.

Altair Silva

Deputado Altair Silva: “O cooperativismo nasceu da agricultura e continua sendo um dos pilares do movimento econômico catarinense”

“O cooperativismo nasceu da agricultura e continua sendo um dos pilares do movimento econômico catarinense. A presença da Assembleia nesse diálogo reforça o compromisso com o desenvolvimento do estado.”

O deputado Napoleão Bernardes (PSD) destacou que a atuação da frente parlamentar vai além do setor produtivo e impacta diretamente o desenvolvimento do estado.

“As frentes parlamentares são instrumentos para defender pontos de vista importantes para a comunidade e para a sociedade. O cooperativismo é uma mola propulsora do desenvolvimento de Santa Catarina. É um modelo econômico justo, porque reúne desenvolvimento econômico, social e humano. Por isso, a frente parlamentar em defesa do cooperativismo é também uma frente em defesa do desenvolvimento e da prosperidade de Santa Catarina.”

Napoleão Bernardes

Deputado Napoleão Bernardes: “As frentes parlamentares são instrumentos para defender pontos de vista importantes para a comunidade e para a sociedade”

O deputado Pepê Collaço (PP) ressaltou que o cooperativismo tem papel histórico na formação econômica do estado.

“Em Santa Catarina temos uma bancada muito forte que defende esse setor. O cooperativismo foi fundamental para forjar o nosso estado, formado em grande parte por pequenas e médias cidades e pela agricultura familiar. O sistema cooperativo potencializa a produção e mantém o homem no campo. Ao longo da nossa história, esse setor contribuiu muito para o crescimento e o desenvolvimento de Santa Catarina.”

Crise da cebola

Pepê Collaço

Deputado Pepê Collaço: “Em Santa Catarina temos uma bancada muito forte que defende esse setor”

Entre as preocupações do setor está a situação enfrentada pelos produtores de cebola em Santa Catarina. Oscilações de preços e aumento nos custos de produção têm reduzido a rentabilidade dos agricultores. O tema tem mobilizado cooperativas e parlamentares em busca de medidas que garantam maior equilíbrio de mercado e proteção ao produtor catarinense.

Dificuldades no setor do arroz

A cadeia produtiva do arroz também enfrenta desafios, especialmente relacionados à competitividade e aos custos de produção. Cooperativas e produtores defendem políticas de apoio e mecanismos que garantam condições mais justas de comercialização para manter a atividade viável no estado.

Desafios para a produção de leite

O setor leiteiro vive um cenário de instabilidade causado pela variação de preços e pelo aumento dos custos de produção. Nos últimos anos, produtores têm cobrado medidas de apoio e políticas que garantam maior previsibilidade ao mercado e sustentação para a atividade.

Reforma tributária preocupa cooperativas

Outro tema acompanhado de perto pelo setor é a reforma tributária em discussão no país. Cooperativas e parlamentares avaliam possíveis impactos das mudanças no sistema de arrecadação, especialmente sobre a competitividade do agronegócio e das organizações cooperativistas.

Fonte: Assessoria Alesc
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Mercoagro 2026 deve movimentar R$ 1 bilhão em negócios na indústria da carne

Feira internacional em Chapecó reunirá 250 expositores, mais de 700 marcas e cerca de 25 mil visitantes entre 17 e 20 de março.

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Feira espera mais de 25 mil visitantes - Foto: Divulgação

Feira Internacional da Indústria de Processamento e Industrialização da Carne — volta a colocar Chapecó (SC) no centro das decisões da cadeia de proteína animal. Entre 17 e 20 de março de 2026, o Parque de Exposições – Complexo Mercoagro Dr. Valmor Ernesto Lunardi recebe 250 expositores, com mais de 700 marcas/empresas representadas, e a expectativa de 25 mil visitantes/compradores. A projeção de negócios somando contratos fechados durante o evento, agendas encaminhadas e acordos concluídos nos meses seguintes chega a R$ 1 bilhão.

A feira funciona das 14 horas às 21 horas nos dias 17, 18 e 19 de março. No dia 20 de março, o horário é das 14 horas às 19 horas. A área de exposição terá 25 mil m², reunindo soluções que atendem da planta industrial ao escoamento do produto final. Participam empresas fabricantes e fornecedoras de refrigeração e congelamento, automação e robotização, ingredientes e aditivos, embalagens e tripas, transporte e armazenagem, equipamentos industriais e acessórios, CMS (carne mecanicamente separada), além de projetos de engenharia e consultorias especializadas.

A edição 2026 mantém o caráter internacional. Estão confirmadas presenças na condição de expositores ou visitantes de países como Alemanha, Argentina, Áustria, Bolívia, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Itália, Holanda, Paraguai, Uruguai, Canadá, China, França e Venezuela, entre outros. A Mercoagro chega à 14ª edição e é classificada como a maior feira do setor na América Latina, com histórico de realização em 1996, 1998, 2000, 2002, 2004, 2006, 2008, 2010, 2012, 2014, 2016, 2018, 2023 e 2026.

Tecnologia e prdutividade

Mercoagro é a terceira maior do mundo no setor

A pauta de inovação segue como eixo do evento, com ênfase em automação e digitalização de processos industriais. Para o diretor institucional e de feiras da ACIC, Fábio Luís Magro, a Mercoagro 2026 dá visibilidade a soluções para toda a cadeia de processamento e industrialização da carne, com atenção especial às etapas em que há maior demanda por produtividade e conformidade.

“Isso inclui equipamentos e serviços para abate e desossa, processamento e industrialização, embalagens e rotulagem, refrigeração e cadeia fria, além de higienização, controle sanitário, rastreabilidade e logística”, afirma o diretor. Segundo ele, também é possível encontrar fornecedores de insumos, ingredientes, manutenção industrial e serviços especializados voltados a frigoríficos e plantas de proteína animal.

Plataforma de negócios e impacto regional

A feira também é reconhecida pelo ambiente de relacionamento entre fornecedores e decisores de grandes indústrias. Para a organização, o evento funciona como uma plataforma prática de resultados, ao aproximar indústrias e empresas de tecnologia e serviços especializados. Estão estimados 3 mil empregos temporários e uma injeção direta de R$ 15 milhões na economia local e regional durante o período.

A Mercoagro 2026 — Feira Internacional da Indústria de Processamento e Industrialização da Carne conta com parceria da Prefeitura de Chapecó e patrocínio da Aurora Coop, BRDE, Unimed Chapecó e Sicoob, além do apoio institucional do Nucleovet, Chapecó Convention & Visitors Bureau, Fiesc / Senai, Sebrae/SC, SESI, Unochapecó e Pollen Parque. O credenciamento e a informações comerciais estão disponíveis no site oficial, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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