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Acrimat em Ação inicia rota 2 e discussão sobre lucro atrai pecuaristas que tentam superar momento atual

Evento serve para dar um norte e uma orientação às decisões que cada um dos produtores devem tomar dentro de suas propriedades.

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O Acrimat em Ação iniciou a rota 2 no município de Marcelândia e tem se mostrado como uma oportunidade para que os pecuaristas aprendam a permanecer com o seu negócio mesmo diante do atual cenário da pecuária. O evento é realizado pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e Marcelândia é a primeira das oito cidades da região Norte de Mato Grosso que recebe esta rota 2.

O segundo vice-presidente da Acrimat, Agenor Vieira, explica que o Acrimat em Ação, neste momento, está servindo para dar um norte, uma orientação às decisões que cada um dos produtores devem tomar dentro de suas propriedades.

Fotos: Leandro Balbino

Ele esclarece que o atual cenário da pecuária – com a suspensão das exportações para a China devido ao registro do caso atípico de vaca louca no Brasil, a queda no preço da arroba e o aumento dos custos de produção – tem impactado muito no dia-a-dia do produtor. “Todos nós, produtores, saímos de 2022 preocupadíssimos e, como aquilo que é ruim ainda pode piorar, piorou. Acharam esse caso da vaca louca que está servindo para derreter, para piorar ainda mais os preços, comprometendo a margem. A Acrimat detectou essa preocupação dos produtores e buscou uma palestra que pudesse ser extremamente útil a todos nós. Produzir todos nós sabemos fazer muito bem, cada um dentro da sua realidade. Agora, precisamos aprender onde gastar a maior parte do tempo, nossa maior energia e em que devemos focar neste momento. E este grande evento está contribuindo com esses conhecimentos”, afirmou.

Nesta 11ª edição, o Acrimat em Ação promove o circuito de palestras sobre “O que realmente importa para ter lucro na pecuária”, realizado por Antônio Chaker, graduado em zootecnia, mestre em produção animal e referência em projetos de gestão com foco específico no desenvolvimento e execução de ações para ampliação do lucro da empresa agropecuária.

Ele apresenta, durante a palestra, os conceitos de planejamento e gestão da propriedade para auxiliar os pecuaristas a melhorarem o negócio da porteira para dentro e, com isso, fortalecerem a atividade pecuária no Estado. Acompanharam a palestra em Marcelândia cerca de 110 participantes, entre produtores, profissionais e lideranças do setor, além de representantes dos sindicatos.

O representante regional da Acrimat, Daniel Wolf, destacou a importância da entidade para levar informações aos pequenos e médios produtores das cidades do interior do estado, que são carentes de conhecimentos técnicos qualificados. “É uma honra poder estar presente e participar dessa entidade de classe tão importante para o nosso estado. E ver essa atividade e a interiorização disso ao redor de um estado de grande relevância pro nosso país é motivo de orgulho. Então, estamos aqui para aprender também e poder contribuir no que for preciso”, afirmou.

Wolf reforçou ainda a necessidade do associativismo e de os produtores terem um papel mais ativo dentro das entidades de classe para a conquista de melhores no setor. “Então nós, como produtores, temos que entender de forma real e necessária como isso pode contribuir para o negócio de todos. Esses pensamentos coletivos num momento como o que a gente está passando hoje é fundamental. Eu acho que essa união vem ao encontro desse trabalho com a Acrimat”, disse, durante o evento.

Além de Marcelândia, o Acrimat em Ação passará pelas cidades de Guarantã do Norte, Apiacás, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde, Carlinda, Nova Canaã e Colíder durante esta rota 2.

Ao todo, o Acrimat em Ação vai percorrer quatro rotas até o mês de abril, totalizando 30 municípios visitados. A previsão é de que a Rota 4, que encerra a 11ª edição do Acrimat em Ação, aconteça na cidade de Barra do Garças, em 19 de abril.

O Acrimat em Ação conta com os patrocínios do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Fundo Mato-grossense de Apoio à Cultura da Semente (Fase-MT), Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat) e FS Bioenergia.

Veja as cidades por onde o Acrimat em Ação passará:

 

Fonte: Assessoria da Acrimat

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Congresso internacional de bioagrotecnologia projeta Brasil como sede da edição de 2027

Participação em Valência reforça protagonismo do país e articulação com mercados da Europa, África e Américas.

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Foto: Divulgação/Mapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou do 7º Congresso e Exposição Mundial de Biotecnologia Agrícola (BioAgTech World Congress & Expo/BAW Congress), realizado na última semana no Palácio de Congressos de Valência, na Espanha. O BAW Congress é uma das principais plataformas internacionais dedicadas a produtos biológicos, agricultura regenerativa e inovação em bioagtecnologia, reunindo lideranças de governo, indústria, academia e associações setoriais de diversos países e continentes, incluindo Europa, Américas, Ásia-Pacífico e África, para discutir os caminhos da transição para uma agricultura mais sustentável e biológica.

Além disso, o congresso se posiciona como um espaço estratégico de diálogo entre o Sul Global e a Europa, com ênfase na harmonização de marcos regulatórios para bioinsumos e na construção de rotas de comercialização que conectem América Latina, África e o mercado europeu. Nesta edição, o evento buscou refletir sobre a convergência regulatória entre mercados.

Foto: Divulgação/BioAgTech BAW Congress

A participação do Mapa e das demais representações brasileiras reafirma o protagonismo do país no ecossistema global de bioagtecnologia. Nesse contexto, o Ministério levou ao debate temas centrais da inovação agropecuária brasileira, como o Plano Nacional de Bioinsumos e a Política Nacional de Recursos Genéticos. “A participação brasileira foi altamente relevante, sobretudo por gerar oportunidades concretas de parceria e qualificar o debate sobre o principal tema do evento, os bioinsumos. Esse protagonismo ganha ainda mais importância considerando que o Brasil sediará o congresso em 2027. Nesse contexto, a aproximação da área técnica nacional com a organização contribuirá para o melhor desempenho do país na realização do evento”, destacou o diretor de Inovação para a Agropecuária da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Mapa, Marcos Avelar.

No primeiro dia de congresso, durante o workshop 4, “Gestão de Espécies Invasoras: Integração de Soluções Escaláveis”, apresentado pelo Fórum de Agricultores e Cadeia Alimentar da GBA, o coordenador de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Mapa, Luis Pacheco, conduziu a abertura e contextualizou o problema das espécies invasoras para a agricultura, a biodiversidade e os sistemas alimentares.

No segundo dia, o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, participou de forma virtual para abordar a regulamentação da Lei de Bioinsumos, ainda em andamento no Brasil.

Já no terceiro dia, o diretor Marcos Avelar apresentou, na sessão 6, “Liderança em BioAgTech e Guia de Engajamento de Stakeholders Diversos”, o programa Mapa Conecta, plataforma criada para facilitar e promover a conexão entre os atores da inovação, como startups, investidores e ambientes de inovação, com foco na geração de tecnologias para as cadeias produtivas agropecuárias.

A apresentação ocorreu em um espaço dedicado à liderança e à superação de barreiras de comercialização, escala e adoção de mercado em bioagrotecnologia, com a

Foto: Divulgação/BioAgTech BAW Congress

presença de executivos de multinacionais, investidores, varejistas e formuladores de políticas públicas de diversos países.

Os técnicos participaram, ainda, do Conclave da Aliança Global de BioAg, que reúne lideranças globais do ecossistema de bioagtecnologia para diálogos estratégicos reservados.

Brasil sediará congresso em 2027

O BAW Congress é um evento itinerante que, a cada edição, é realizado em um continente diferente, levando o diálogo global sobre bioagtecnologia diretamente aos principais polos agrícolas do mundo.

Após edições na Ásia, nas Américas e, agora, na Europa, o congresso retorna ao Brasil em 2027 para sua 8ª edição, que será realizada em Campinas (SP). A escolha do Brasil como sede reafirma o reconhecimento internacional do país como protagonista no ecossistema de bioinsumos e da agricultura sustentável, além de tornar a participação institucional brasileira nesta edição de Valência ainda mais estratégica, como preparação e fortalecimento de relações para o evento que o país sediará no ano seguinte.

Fonte: Assessoria Mapa
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Leite longa vida sobe 17% no varejo no Paraná; proteínas animais registram ganho de produtividade e exportações

Boletim do Deral aponta leite a R$ 4,52, avanço de 57,7% na produção de suínos em 10 anos, exportações de frango com US$ 1,78 bilhão e milho safrinha com 99% da área plantada.

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Foto: Divulgação/OP Rural

Boletim Conjuntural divulgado no início de abril pelo Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), revela um cenário de ajustes no campo. O destaque do período foi o setor leiteiro, que apresentou uma elevação de preços ao produto final. No varejo, o leite longa vida subiu 17% e o leite em pó 8,8%, com o produto comercializado a uma média de R$ 4,52.

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

Segundo o médico-veterinário e analista do Deral Thiago De Marchi, o preço pago ao produtor ainda não acompanha a alta observada nas gôndolas dos supermercados, mas a perspectiva já é positiva. “O impacto não é imediato ao produtor por conta de prazos de pagamentos que seguem seus ritos nas indústrias. Mas a tendência é de que seja pago um valor maior pelo litro do leite entregue”, explica.

Proteínas animais

De acordo com o boletim, o segmento de proteínas animais segue demonstrando força, com destaque para a eficiência da suinocultura paranaense. Nos últimos dez anos, a produção de carne suína no Estado cresceu 57,7%, saltando de 777,74 mil toneladas em 2016 para 1,23 milhão de toneladas em 2025. O dado mais relevante é que esse crescimento produtivo superou a ampliação do rebanho, indicando um ganho qualitativo com o abate de animais mais pesados. Nacionalmente, o cenário é similar, com a produção de carne crescendo 52,4% no mesmo período.

Foto: Shutterstock

No mercado externo, as aves mantêm um desempenho exportador robusto, com o Paraná liderando as receitas cambiais. No primeiro bimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne de frango renderam US$ 1,788 bilhão, uma alta de 7,7% em faturamento. O Paraná responde sozinho por 42,9% do volume total exportado pelo país. Já o setor de perus registrou um salto de 107,6% na receita cambial nacional, impulsionado pela valorização do preço médio da carne “in natura”, que subiu 97,8% em relação ao ano anterior.

Milho

O plantio da segunda safra de milho 2025/26 caminha para o encerramento, atingindo 99% dos 2,86 milhões de hectares previstos. Apesar de 91% da área apresentar boas condições, o Deral alerta que o mês de março foi desfavorável para a cultura devido às chuvas irregulares e ondas de calor. Cerca de 8% das lavouras estão em condições medianas e 1% em situação ruim, o que já pode refletir um resultado final inferior ao inicialmente projetado para este ciclo.

Mandioca

Mesmo com um cenário desafiador e os altos custos de arrendamento, a mandiocultura do Paraná tem uma expectativa de um crescimento

Foto: Divulgação

de 6% na área colhida para 2026, com a produção podendo superar a marca de 4 milhões de toneladas. O boletim ressalta que a cultura atravessa um período de ajuste estratégico. Com preços 21% menores neste primeiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2025, os produtores têm optado por manter as lavouras para um segundo ciclo, visando ganhar em produtividade e compensar as margens estreitas.

Cebola

A cultura da cebola exemplifica o impacto positivo da tecnologia aplicada no campo. Mesmo com uma atual redução de 12,8% na área plantada em comparação a 2015, o Brasil registrou um aumento de 16,1% no volume colhido em 2024, que significa um incremento de 33,1% na produtividade. Tal movimento gerou reflexos nos preços recebidos pelo produtor e nos praticados para o consumidor final.

No Paraná, em 2026, o preço recebido pelo produtor saltou de R$ 0,82/kg em fevereiro para R$ 1,18/kg em março, um crescimento de 44,9%. O consumidor também sentiu uma variação em menos de 30 dias. As cotações para a cebola pera nacional ao final de março estão 42,9% mais altas que no início do mesmo mês, de R$ 1,75/kg para R$ 2,50/kg.

Fonte: AEN-PR
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IDR-Paraná leva tecnologias, pesquisa e extensão rural à ExpoLondrina 2026

Instituto apresenta soluções para produção de grãos, café, pecuária e agricultura familiar, além de ferramentas digitais para manejo de pragas, fertilidade do solo e tomada de decisão no campo.

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O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) apresenta um expressivo conjunto de tecnologias, conhecimentos e ações ao público da ExpoLondrina 2026, que acontece até o próximo domingo (19) no Parque Governador Ney Braga, em Londrina, no Norte do Estado.

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A participação do IDR-Paraná contempla diferentes espaços e públicos, com destaque para a tradicional Via Rural Fazendinha, eventos técnicos e a presença no Pavilhão SmartAgro. Ao todo, serão mais de dez encontros temáticos e diversas unidades didáticas que traduzem, na prática, o resultado do trabalho desenvolvido pela pesquisa e a extensão rural. “Para nossa instituição, a ExpoLondrina é um importante espaço para apresentar à sociedade o trabalho da pesquisa e da extensão rural no Estado”, afirma o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza.

Na Fazendinha, o público poderá se inteirar a respeito de temas estratégicos como a produção de café de qualidade, manejo de solos e água, produção sustentável de grãos, piscicultura, horticultura e pecuária. Entre as novidades estão um espaço voltado à produção de plantas medicinais, aromáticas e condimentares, além de uma unidade especial, que resgata os 70 anos de história da extensão rural no Paraná. “Esse é um espaço de diálogo, onde conseguimos nos aproximar do público urbano e, ainda mais, dos produtores, especialmente da agricultura familiar, para apresentar soluções que fazem diferença no dia a dia no campo”, diz o chefe regional do IDR-Paraná em Londrina, Renan Ribeiro Barzan.

A programação técnica do IDR-Paraná contempla eventos como o “3º Encontro regional de meliponicultura e apicultura”, abordando a

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

criação de abelhas e sua relação com a polinização e produtividade em lavouras de soja e, ainda, o “3º Seminário de produção sustentável de grãos”, que discutirá o manejo de solos e a mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

O “32º Encontro estadual de cafeicultores” vai reunir especialistas e produtores para discutir temas como cafeicultura regenerativa, movimentações do mercado e acompanhar a entrega oficial dos cafés premiados no Concurso Café Qualidade Paraná.

O IDR-Paraná ainda estará presente em outros ambientes da feira, como o espaço ExpoSabores, com agroindústrias familiares assistidas pela extensão rural.

SMARTAGRO

No Pavilhão SmartAgro, dedicado às tecnologias digitais aplicadas ao campo, o IDR-Paraná apresentará ferramentas que agregam conhecimento científico e auxilia produtores e técnicos na tarefa de tomar decisões no dia a dia do campo.

Foto: Gilson Abreu

Entre os destaques, a automação da identificação de esporos nos coletores do “Alerta ferrugem da soja”, tecnologia que permite o monitoramento precoce da presença do fungo causador da doença e facilita aos produtores e técnicos fazer o controle no momento adequado.

Outra ferramenta é a plataforma Webcigarrinhas, que acompanha a ocorrência da cigarrinha-do-milho e contribui para o manejo mais eficiente da praga nas lavouras.

No dia 16, às 08 horas, na Arena Futuro, o Instituto apresenta o aplicativo “Guia de Identificação de Pragas do Feijão”, desenvolvido para auxiliar técnicos e produtores diretamente no campo. “A ferramenta permite reconhecer os insetos conforme o estágio de desenvolvimento do feijoeiro, facilitando a tomada de decisão e qualificando o monitoramento”, explica o pesquisador Humberto Androcioli.

Também serão lançadas as plataformas digitais Sirdes (Sistema de Recomendação de Adubação com Dejetos de Suínos) e Sirca (Sistema de Recomendação de Adubação com Cama de Aviário) que orientam o uso desses dejetos como fertilizantes nas lavouras. As ferramentas transformam dados técnicos em recomendações práticas, contribuindo para reduzir custos e aumentar a eficiência no uso de nutrientes, com segurança ambiental.

Outro destaque é o lançamento do livro “Plantas oleaginosas para biodiesel no Paraná”, publicação que reúne conhecimentos técnico-

Foto: Alessandro Vieira

científicos sobre culturas com potencial para a produção de biocombustíveis no Estado, como canola, girassol, mamona e gergelim, além de aspectos relacionados à qualidade dos óleos vegetais e à sustentabilidade das cadeias produtivas.

A ExpoLondrina é uma das maiores feiras agropecuárias do Brasil, congrega produtores, técnicos, pesquisadores, empresas e o público urbano, tendo ao longo dos anos consolidado um espaço de negócios, difusão de conhecimento técnico-científico, valorização do meio rural e da produção agropecuária, cultura, entretenimento e integração campo-cidade.

Mais informações sobre a programação técnica na feira podem ser obtidas clicando aqui.

Fonte: AEN-PR
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