Bovinos / Grãos / Máquinas 1,3 mil pessoas
Acrimat em Ação inicia com sucesso de público no Mato Grosso
A rota 2 do Acrimat em Ação vai percorrer oito cidades nas regiões do Vale do Peixoto e do Telespires, Norte de Mato Grosso, entre os dias 27 de fevereiro e 07 de março. Ao todo, o evento itinerante vai percorrer quatro rotas até o mês de abril, totalizando 30 municípios visitados.

O Acrimat em Ação finalizou a rota 1 com um sucesso de público, totalizando 1,3 mil pessoas ao longo das seis cidades da região Oeste de Mato Grosso visitadas. O grande público consolida o Acrimat em Ação como o maior programa itinerante da pecuária de corte mato-grossense.
Realizada pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), a rota 1 do Acrimat em Ação percorreu os municípios de Poconé, Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade, Cáceres, Rio Branco e São José dos Quatro Marcos.
Estiveram presentes no evento pecuaristas, profissionais e lideranças do setor, representantes dos sindicatos rurais, além de estudantes. Todos puderam acompanhar a palestra “O que realmente importa para ter lucro na pecuária”, realizada por Antônio Chaker e Maurício Piona, ambos referência em assuntos do agronegócio, que se revezaram para atender todas as cidades.

Fotos: Leandro Balbino
O diretor de Relações Institucionais da Acrimat, Neto Gouveia, ressaltou a qualidade do Acrimat em Ação ao proporcionar conhecimento aos produtores através de profissionais qualificados e de palestras com temas atuais, que vão auxiliar os produtores a obterem os melhores resultados por meio dos conceitos de planejamento, gestão e comunicação. “A carne é uma das nossas vocações. Somos a medalha de ouro na pecuária do Brasil. Quando falamos o nome do Chacker e Piona, sabia que a casa estaria cheia. São grandes nomes e precisamos de informação para ajudar a tomar decisões. Com orgulho, a Acrimat vai andar o Mato Grosso inteiro levando essa informação. Vamos acompanhar”, disse Gouveia, durante o evento em Cáceres.
Em Rio Branco, o presidente do Sindicato Rural, Bruno Fernandes Farias, elogiou a iniciativa da Acrimat de promover a 11ª edição do Acrimat em Ação e colocar o município na rota do programa. Ele destacou a importância de eventos como este, para a promoção do conhecimento. “Após dois anos, recebemos de volta o Acrimat em Ação neste molde presencial. Quero agradecer a cada produtor presente, que vem de perto ou de longe. O sindicato é dos produtores e convidamos a todos para que participem de eventos como este. É um extremo prazer ver a mobilização do produtor, do pecuarista. Neste momento, precisamos estar unidos e quero agradecer a Acrimat por nos proporcionar este evento”, afirmou Farias.
Em Cáceres, o pecuarista Wallace Antunes Gonçalves, muito atuante na região Oeste, também elogiou o programa, especialmente pelo tema abordado nesta edição, que é sobre
lucro para o produtor. Ele reforçou a importância de eventos como o Acrimat em Ação para o fortalecimento da cadeia da carne bovina. “É muito importante a participação de todos nos eventos, visto o momento em que estamos vivendo, de adversidades. Somente a união, força e dedicação vão fazer a diferença e nos fazer alcançar bons resultados. A Acrimat tem promovido isso há vários anos e consegue manter esse evento que traz muitas informações técnicas que podemos aproveitar, com foco na motivação e dedicação do produtor. Tenho certeza de que quem faz a diferença no resultado somos nós, produtores, com dedicação e empenho”, pontuou Wallace, que já foi diretor da Acrimat.
Já em Vila Bela da Santíssima Trindade, o ex-diretor da Acrimat, o pecuarista Cristiano Alvarenga, lembrou das várias edições do Acrimat em Ação e de todo o conteúdo repassado aos participantes ao longo de todos os anos do programa. “Foi uma honra poder participar da Acrimat por 12 anos; fizemos nove Acrimat em Ação e foi um grande aprendizado. Foi e é uma honra poder, de alguma pequena forma, ajudar a levar conhecimento aos produtores”, concluiu Cristiano Alvarenga.
Rota 2
A rota 2 do Acrimat em Ação vai percorrer oito cidades nas regiões do Vale do Peixoto e do Telespires, Norte de Mato Grosso, entre os dias 27 de fevereiro e 07 de março. Serão visitadas as cidades de Marcelândia, Guarantã do Norte, Apiácas, Nova Bandeirante, Nova Monte Verde, Carlinda, Nova Canaã e Colíder.
Ao todo, o Acrimat em Ação vai percorrer quatro rotas até o mês de abril, totalizando 30 municípios visitados.
A previsão é de que a Rota 4, que encerra a 11ª edição do Acrimat em Ação, aconteça na cidade de Barra do Garças, em 19 de abril.
O Acrimat em Ação conta com os patrocínios do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Fundo Mato-grossense de Apoio à Cultura da Semente (Fase-MT), Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat) e FS Bioenergia.

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Mercado internacional impulsiona investimento em cruzamento industrial na pecuária de corte
Genética, inseminação artificial e qualidade de carcaça fortalecem a competitividade da carne bovina brasileira.

A pecuária de corte mundial vive um período de mudanças, que pode ser favorável ao Brasil. Os Estados Unidos, historicamente um dos principais produtores de carne bovina no mundo, encontram-se, por diversos fatores, num momento de diminuição gradual de seu rebanho de gado de corte, que, em 2025, atingiu o menor patamar desde 1951, reduzindo assim sua disponibilidade de carne e oferta enquanto a demanda internacional por proteína animal bovina segue em crescimento. Ao mesmo tempo, o Brasil amplia sua participação no mercado internacional, avança na abertura de novos destinos para a carne bovina e se beneficia de um momento favorável do ciclo pecuário de corte.
A combinação desses fatores abre uma janela de oportunidades para a pecuária brasileira. Para aproveitá-la, é essencial produzir animais que atendam aos mercados que demandam carne com características específicas e remuneram o produto com maior valor.

Artigo escrito por Guilherme Gallerani, diretor de Marketing da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) – Foto: Divulgação
Nesse ambiente favorável, o cruzamento industrial ganha cada vez mais relevância na pecuária de corte. De maneira resumida, a técnica consiste em cruzar animais de diferentes bases genéticas. Para a situação do Brasil, cruzam-se matrizes zebuínas, como o Nelore, que constituem a base do rebanho de corte nacional, com sêmen de touros de raças taurinas, frequentemente Angus, para aproveitar o chamado vigor híbrido. O resultado são animais mais precoces, com melhor desempenho produtivo e qualidade de carcaça, características cada vez mais valorizadas pela indústria e pelos consumidores do mundo todo.
A técnica do cruzamento industrial torna-se uma ferramenta de mercado indispensável para agregar valor à produção. Ao combinar a rusticidade e a adaptação do Nelore com os atributos de qualidade de carne das raças taurinas, o produtor consegue entregar animais mais padronizados, com melhor acabamento e maior marmoreio. Essas características permitem a produção de carne que atenda aos programas de qualidade de carne de determinadas marcas nacionais e ampliam as oportunidades de acesso a mercados mais exigentes, como países do Sudeste Asiático, que recentemente vêm se abrindo para o produto brasileiro e que valorizam o padrão superior de qualidade. Historicamente, esse segmento de mercados mundiais foi abastecido principalmente por países como Estados Unidos e Austrália, mas o Brasil reúne condições cada vez mais favoráveis para aumentar sua participação nesses mercados.
No processo de melhoria da qualidade da carne, a inseminação artificial desempenha papel fundamental. Além de ampliar o acesso à genética superior, a tecnologia possibilita utilizar reprodutores de alto mérito genético em diferentes regiões do país, sem as limitações que o uso de reprodutores taurinos poderia impor em sistemas de produção com a utilização de touros a campo, além de acelerar o avanço genético da base do rebanho Zebu através de touros provados pelos programas de melhoramento genético disponíveis. Assim, o cruzamento industrial torna-se uma alternativa segura, eficiente e economicamente viável para um número cada vez maior de pecuaristas, permitindo que a genética chegue a propriedades com diferentes sistemas de produção e de diferentes portes e regiões do país.
Essa tendência já aparece nos números. A comercialização de sêmen de raças taurinas cresceu cerca de 60% neste ano, refletindo o interesse crescente dos produtores por esta alternativa para o cruzamento com as matrizes zebuínas. O movimento acompanha um período favorável da pecuária de corte, com recuperação do ciclo pecuário, valorização dos animais de reposição e perspectivas positivas para o mercado da carne. No cenário de maior confiança, cresce também o investimento em genética como estratégia econômica para agregar valor ao rebanho.
Naturalmente, a técnica exige preparo e planejamento. Para que os animais expressem todo o seu potencial produtivo, é fundamental que recebam alimentação adequada, manejo sanitário eficiente e boa gestão do sistema de produção. Diferentemente do que ocorreu em experiências realizadas décadas atrás, como nos anos 1990, o cruzamento industrial conta, hoje, com genética mais avançada, melhor manejo e, principalmente, mercado disposto a remunerar bem animais com maior qualidade de carcaça.
A pecuária brasileira construiu sua liderança mundial investindo continuamente em tecnologia, nutrição, sanidade e melhoramento genético. Agora, diante de um mercado internacional em transformação e de um cenário favorável à produção de carne bovina, o cruzamento industrial desponta como uma das principais estratégias para fortalecer a competitividade do setor. Produzir mais continuará sendo importante, mas produzir animais com maior qualidade será decisivo para consolidar o protagonismo do Brasil no mercado global.
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Arroba do boi gordo sobe para R$ 337,10 e reverte perdas de julho
Indicador Cepea/Esalq avançou 1,08% na segunda-feira (20) e voltou a registrar saldo positivo no acumulado do mês.

O preço do boi gordo voltou a registrar alta no mercado brasileiro. Nesta segunda-feira (20), o Indicador Cepea/Esalq fechou cotado a R$ 337,10 por arroba, avanço de 1,08% em relação ao pregão anterior.
O resultado mantém o movimento de recuperação observado nos últimos dias. Na sexta-feira (17), o indicador havia encerrado o dia em R$ 333,50 por arroba. Antes disso, as cotações também apresentaram valorização, passando de R$ 328,10 na terça-feira (14) para R$ 329,20 na quarta-feira (15) e R$ 331,15 na quinta-feira (16).
Com a sequência de altas, o mercado praticamente eliminou as perdas registradas ao longo de julho. No acumulado do mês, a variação do indicador passou a ser positiva em 0,21%.
Em dólar, a arroba do boi gordo foi cotada a US$ 66,23, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).
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Banco de antígenos amplia proteção do rebanho brasileiro contra a febre aftosa
Estoque de 10 milhões de doses permitirá resposta imediata em caso de novos focos da doença e ajudará a preservar o status sanitário do país.

O Brasil deu mais um passo para fortalecer sua defesa sanitária animal com a inauguração, nesta sexta-feira (17), do 1º Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa. Instalada em Buenos Aires, na Argentina, a estrutura manterá um estoque estratégico de antígenos para a fabricação de vacinas em caso de eventual reintrodução da doença no Brasil.
Resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa argentina Biogénesis Bagó, a iniciativa representa uma conquista inédita para o país.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes” – Foto: Divulgação/Sistema Faep
“O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes. Manter esse status exige vigilância permanente, planejamento e investimentos em prevenção. A criação desse banco representa uma camada adicional de proteção para o nosso rebanho e demonstra o compromisso com a sanidade”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
O Banco Nacional conta, inicialmente, com um estoque de 10 milhões de doses de antígenos correspondentes aos dois sorotipos do vírus da febre aftosa com maior circulação histórica no Brasil. O contrato prevê ainda a possibilidade de fornecimento de mais 10 milhões de doses ao longo dos próximos dez anos, em casos de eventuais surtos. O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas, caso seja identificado algum foco da enfermidade.
“A manutenção desse estoque é um requisito para que o Brasil preserve o reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Os produtores rurais podem ficar mais confiantes de que, em surtos localizados da doença, haverá uma resposta rápida”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas
Por questões de biossegurança, esse material permanece armazenado fora do território brasileiro. Países como Estados Unidos e Reino Unido também adotam esse modelo, mantendo estoques estratégicos na unidade da Biogénesis Bagó, na Argentina.
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, Rodolpho Botelho, que acompanhou a cerimônia de inauguração, o Paraná tem histórico de protagonismo nas ações de defesa agropecuária e colhe os resultados desse trabalho por meio da abertura de mercados e da valorização da produção estadual.
“Sempre fomos referência em sanidade animal. Essa credibilidade abre mercados para a nossa produção e fortalece a competitividade da agropecuária no comércio internacional. Esse banco de antígenos é mais uma etapa no protocolo para o fortalecimento da sanidade”, reforça.
Para o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, o banco representa uma ferramenta estratégica para proteger o rebanho e também preservar o comércio internacional de proteína animal.
“Hoje, a Organização Mundial de Saúde Animal prevê protocolos que permitem isolar a área afetada, fazer a vacinação e controlar o foco sem comprometer o status sanitário do país. O banco de antígenos é uma ferramenta extremamente importante para garantir essa resposta”, esclarece.



