Suínos
“Acreditamos que este ano seja um ponto de virada”, diz presidente da Copagril sobre a suinocultura
O ano de 2023 para a cooperativa na suinocultura foi marcado por desafios significativos, incluindo mudanças na gestão da empresa. Eloi Podkowa, em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural, destaca a crise no setor que a Copagril enfrentou, tornando esse período um ano de reestruturação e busca por alternativas para garantir resultados positivos nessa atividade.

O ano de 2023 para a Cooperativa Agroindustrial Copagril na suinocultura foi marcado por desafios significativos, incluindo mudanças na gestão da empresa. O diretor-presidente, Eloi Podkowa, em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural, destacou a crise na suinocultura que a cooperativa enfrentou, tornando esse período um ano de reestruturação e busca por alternativas para garantir resultados positivos nessa atividade.

Diretor-presidente da Cooperativa Agroindustrial Copagril, Eloi Podkowa: “Nós estamos vindo de uma crise na suinocultura, então 2023 foi de reestruturação, de buscar alternativas e de fazer com que a atividade de suínos nos trouxesse também resultados” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
Durante o último ano, a Copagril enfrentou não apenas desafios econômicos, mas também um problema sanitário que afetou a produção de suínos. No entanto, a cooperativa dedicou esforços significativos para minimizar os impactos dessa situação, trabalhando incansavelmente para controlar a crise. O diretor-presidente enfatizou que, nos últimos meses do ano, a cooperativa começou a vislumbrar sinais positivos, indicando uma melhoria na situação. “O ano de 2023 foi desafiador. Nós estamos vindo de uma crise na suinocultura, então 2023 foi de reestruturação, de buscar alternativas e de fazer com que a atividade de suínos nos trouxesse também resultados. Estamos ainda trabalhando nesse sentido e foi trabalhado muito durante o ano passado, porque somado a isso ainda tivemos um problema sanitário nas granjas, mas que com dedicação e empenho de todos conseguimos minimizar ao máximo os impactos sobre a cadeia”, destacou, enfatizando: “Em resposta aos desafios enfrentados, a Copagril adotou estratégias específicas para impulsionar o setor da suinocultura. Uma das principais iniciativas foi garantir a conformidade da suinocultura com a nova legislação, visando certificar todas as granjas associadas. A intenção é reduzir o número de origens, uma vez que muitas origens podem resultar em problemas sanitários adicionais.
Além disso, a cooperativa está trabalhando para adequar os produtores que possuem menos de duas mil matrizes ao manejo de banda, uma abordagem que reduz as origens e facilita o trabalho nas unidades produtoras. Essa medida não apenas simplifica a gestão, mas também visa melhorar a qualidade sanitária dos animais, contribuindo para a sustentabilidade e o sucesso a longo prazo da suinocultura.
A parceria da Copagril com a Cooperativa Central Frimesa, envolvendo o frigorífico em Assis Chateaubriand, PR, também foi destacada como um fator impulsionador para a demanda e o crescimento do setor. “A intercooperação com outras cooperativas tornou-se essencial para enfrentar os desafios e garantir resultados positivos na suinocultura”, aponta.

Fotos: Divulgação/Copagril
No que diz respeito aos problemas sanitários, Podkowa ressalta que a densidade populacional é um fator crítico, contribuindo para o registro de doenças nos rebanhos, principalmente relacionadas à encefalite. Ele reconhece que esse não é um problema exclusivo dos integrados da Copagril, pois há registros semelhantes em outras integradoras. No entanto, destaca que a cooperativa está adotando uma abordagem diferenciada, implementando pirâmides para minimizar ao máximo esses problemas. “Já está equalizado a grande parte. Nós estamos bem agora e vamos intensificar ainda mais o trabalho nos próximos anos, com objetivo de estabelecer uma barreira sanitária eficaz para prevenir qualquer recorrência desses problemas”, afirma.
Boas práticas na produção
Podkowa reforça que a cooperativa em colaboração com a área técnica trabalha na implementação de projetos que visem maior biosseguridade nas granjas de suínos. “Estamos desenvolvendo alguns projetos com a área técnica para que esses profissionais tenham uma valorização maior e sejam reconhecidos pela meritocracia, que eles possam realmente trabalhar de uma forma que leve o nosso produtor a ter uma maior produtividade”, explica.
A Copagril também exige que os próprios produtores se comprometam com boas práticas e melhorem a ambiência em seus barracões para suínos. O enfoque na área ambiental é destacado, visando garantir a sustentabilidade e atender aos requisitos legais. O compromisso é evitar problemas tanto para os associados quanto para a própria cooperativa e a Central Frimesa. “O objetivo é alcançar a excelência na colaboração entre os associados e a cooperativa, proporcionando uma atividade suinícola sustentável e lucrativa no futuro”, pondera.
Integração
Quanto ao número de suinocultores integrados, a Copagril opera com três categorias: 53 produtores nas UPDs (Unidades Produtoras de Desmamados), 27 nos crechários e mais de 200 criadores na terminação. “Todos estão engajados em processos de reestruturação, com a área técnica e a diretoria colaborando para atingir metas estabelecidas, como a entrada em banda, a certificação e outras atividades propostas pela cooperativa. O trabalho conjunto visa alcançar uma equalização e uma definição clara daquilo que a Copagril almeja para a suinocultura hoje”, salienta Podkowa.
Quanto à quantidade de suínos entregues ao Frigorífico da Frimesa em Assis Chateaubriand, Podkowa destaca que a entrega principal ocorre em Marechal Cândido Rondon, com uma parte eventualmente destinada a Medianeira ou Assis Chateaubriand. “A média mensal de entregas para abate varia entre 60 e 65 mil suínos, dependendo das condições específicas de cada mês”, pontua.
Em relação aos planos de expansão para integrar novos cooperados e aumentar a entrega de suínos, Podkowa ressalta que, no momento, a prioridade da Copagril é equalizar a suinocultura. Ele aponta que o crescimento ocorrerá de maneira automática, mas atualmente a cooperativa possui cerca de 35 mil matrizes. “A perspectiva é ampliar a produção em granjas já integradas, com possíveis expansões nos próximos anos, especialmente diante do planejamento da Frimesa em aumentar progressivamente o abate de suínos na planta de Assis Chateaubriand. Isso vai demandar mais suínos por parte da Copagril para atender essa demanda”, enfatiza.
Sustentabilidade da atividade
Sobre o mercado da suinocultura, Podkowa reconhece sua natureza incerta e desafiadora. “A Copagril fornece suínos para a Frimesa, que realiza a comercialização. Em alguns momentos, para garantir a sustentabilidade dos produtores e da atividade, a cooperativa assume parte dos custos. No entanto, a meta é reduzir gradualmente essa intervenção, buscando equilibrar a gestão tanto dos suínos destinados à Frimesa quanto das UPDs, que ainda pertencem aos produtores, com a cooperativa comprando os leitões. A intenção é equalizar essa dinâmica, embora a cooperativa não tenha controle sobre os preços, que são determinados pelo mercado. O desafio reside em buscar esse equilíbrio financeiro para garantir a sustentabilidade a longo prazo da suinocultura na região”, expõe o diretor-presidente da Copagril.
Apesar da quebra na safra de milho e soja – principais insumos da ração utilizados na suinocultura – no último ano, Podkowa diz que a
redução da produção não teve um impacto significativo na alimentação animal, uma vez que houve queda dos seus preços, resultando em um custo menor para a produção de rações, proporcionando uma perspectiva mais favorável em termos de custos de insumos.
No entanto, mesmo com a redução nos custos de produção de rações, a carne suína não seguiu a mesma tendência e não se manteve com um preço acessível para os consumidores. “Apesar do esforço da Copagril em vender mais quilos per capita ao longo do ano, o mercado não reagiu da forma esperada. Ainda que tenha havido um aumento nas vendas, a margem de lucro não foi tão expressiva quanto o desejado”, menciona.
Podkowa ressalta que, embora os custos tenham diminuído, a cooperativa continua trabalhando para ajustar e otimizar seus processos, buscando resultados mais positivos. “A necessidade de adequação persiste, porque a suinocultura enfrenta desafios complexos, desde a produção dos insumos até a comercialização da carne no mercado consumidor”, assinala.
O dilema entre os custos de produção e a competitividade dos preços finais para os consumidores representa um desafio constante para a Copagril. “A cooperação e a busca por eficiência em toda a cadeia produtiva são elementos-chave para enfrentar esses desafios e garantir a sustentabilidade econômica da suinocultura”, comenta o diretor-presidente.
Expectativas para 2024
Em relação às expectativas para 2024, Podkowa expressa otimismo quanto aos resultados da suinocultura. Ele destaca os ajustes realizados na atividade, desde os custos de ração até a condução do processo de criação dos suínos, evidenciando melhorias significativas. “Acreditamos que este ano seja um ponto de virada. Esperamos não apenas neutralizar os desafios, mas também obter resultados positivos. As diversas adaptações implementadas visam tornar a suinocultura rentável tanto para a Copagril quanto para os nossos associados”, entende.
Apesar de representar uma parte substancial do faturamento atual da cooperativa, a suinocultura também introduz uma vulnerabilidade devido à incerteza do mercado em determinados momentos. “Estamos trabalhando para equilibrar nosso portfólio de atividades, impulsionando o crescimento em outras áreas para reduzir essa vulnerabilidade. A meta para 2024 é manter o faturamento da suinocultura em torno de 20%, mesmo com o aumento nos negócios em outras atividades”, adianta.
No ano passado, a suinocultura contribuiu com mais de 30% do faturamento total da Copagril. Apesar da previsão de redução percentual, a intenção é que o faturamento continue a crescer, em virtude do aumento na venda e entrega de suínos para a Frimesa. “A estratégia é diversificar os negócios, mantendo a sustentabilidade e rentabilidade da cooperativa”, evidencia Podkowa.
O presidente destaca a importância de acreditar na nova diretoria, assegurando aos associados que a suinocultura será rentável, ressaltando que isso será necessário a colaboração de todos. “A suinocultura vai ser rentável, mas vai exigir um esforço de cada um dos nossos associados, dos nossos produtores e da diretoria, que está todos os dias buscando incessantemente melhorias para que possamos ter uma assistência técnica cada dia melhor e mais acessível aos produtores. E que o produtor possa com a sua atividade ser sustentável, mas que ele possa também assimilar e entender que o que estamos fazendo é uma necessidade, para que possamos crescer de uma forma consistente”, explica, acrescentando: “A Copagril
está passando por uma transição, que poderá levar até três anos, mas nós vamos colocar a cooperativa nos trilhos, vamos fazer acontecer. Esperamos que os produtores compreendam que as ações em curso são em vista de buscar um crescimento consistente e benefícios duradouros para o futuro”.
Crescimento da suinocultura
Em relação à meta de crescimento para a suinocultura, Podkowa esclarece que a Copagril pretende se manter em conformidade com as cotas estabelecidas pela Cooperativa Central Frimesa. Contudo, há a possibilidade de revisão dessas cotas no futuro. Ele tranquiliza os produtores, garantindo que o que têm hoje vai permanecer assegurado, e, inclusive, há a perspectiva de permitir a ampliação dos plantéis. “Nosso objetivo é garantir a sustentabilidade na entrega dos suínos para a Frimesa”, frisa.
De acordo com o presidente da Copagril, a expectativa é que, ao manter um alinhamento estratégico com a Frimesa e revisar periodicamente as metas de produção, a cooperativa possa se posicionar de maneira sólida no mercado, garantindo não apenas a entrega sustentável de suínos, mas também o crescimento contínuo da suinocultura como parte essencial de suas operações. Esse comprometimento com o desenvolvimento conjunto reforça a parceria entre a cooperativa e seus associados, visando benefícios mútuos e o fortalecimento da cadeia produtiva.
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Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.
Suínos
Da creche à sustentabilidade, 6º Encontro Técnico Abraves-SP apresenta estratégias para aumentar eficiência das granjas
Evento em Pirassununga (SP) vai discutir manejo de leitões leves, sanidade, nutrição e sistemas de produção para apoiar decisões técnicas na suinocultura.

Melhorar a produtividade sem comprometer a sanidade do rebanho exige decisões técnicas em todas as etapas da produção. Manejo de leitões, nutrição, biosseguridade e gestão dos sistemas de criação estão entre os fatores que determinam o desempenho das granjas e influenciam diretamente os custos e os resultados da atividade.
Diante desse cenário, a atualização técnica tornou-se uma ferramenta cada vez mais importante para médicos-veterinários, zootecnistas, consultores e produtores, que precisam incorporar novos conhecimentos à rotina das granjas.
Esses temas estarão em debate no 6º Encontro Técnico Abraves-SP, que será realizado em 09 de setembro, no campus da Universidade de São Paulo (USP), reunindo profissionais da cadeia suinícola para discutir soluções aplicáveis aos sistemas de produção.
Entre os destaques da programação está a palestra do médico-veterinário Vinícius Cantarelli, que abordará estratégias de manejo de leitões leves na fase de creche, uma etapa decisiva para o desempenho dos animais ao longo do ciclo produtivo.
O médico-veterinário Caio Abércio da Silva discutirá a sustentabilidade dos sistemas de produção, apresentando abordagens voltadas à eficiência técnica, econômica e ambiental da suinocultura.
Promovido pela regional paulista da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (ABRAVES), o encontro busca aproximar pesquisa científica e prática de campo, oferecendo aos participantes ferramentas para aprimorar a tomada de decisão nas granjas.
A programação completa e as inscrições estão disponíveis aqui.
Suínos
Redução das granjas de reprodutores acende alerta para a genética suína
Artigo destaca a queda no número de GRSCs e defende medidas para preservar a base genética da suinocultura brasileira.

Ao nos referirmos às Granjas de Reprodutores Suínos no Brasil, as chamadas GRSCs, há que se ressaltar, de pronto, o fundamento histórico e a relevância dessas granjas à atividade suinícola nacional, assim como sua relação direta com a organização da classe dos produtores de suínos do Brasil, haja vista que elas deram origem à Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), fundada por um grupo de 48 produtores em 13 de novembro de 1955 no município gaúcho de Estrela, dando-se assim início a um significativo e intenso trabalho de melhoramento do rebanho de suínos no Brasil. E a criação da ABCS tornou possível organizar o registro genealógico e os programas de melhoramento genético no país, em se tratando de suinocultura comercial. É possível afirmar que as GRSCs são os verdadeiros centros de seleção genética, controle de origem e de avaliação do desempenho dos animais.
De fato, foram o pilar da transformação da suinocultura brasileira, ajudando a tornar o Brasil uma potência global na produção de carne suína, ocupando hoje o 4° lugar na produção mundial de suínos, pelo fato de as GRSCs garantirem a autossuficiência genética nacional, impulsionarem a adoção da inseminação artificial e elevarem a sanidade e a produtividade brasileira a padrões internacionais. De tal forma que essas granjas tiveram e ainda têm um papel fundamental no desenvolvimento da suinocultura brasileira moderna, dentro de uma cadeia altamente tecnificada e competitiva.
Não há como não se observar esse aspecto histórico da importância das granjas de produção de reprodutores suídeos, desde a criação da ABCS e de suas associações afiliadas estaduais, para a sustentação da atividade suinícola do Brasil nos últimos 70 anos, período em que o consumo interno de produtos derivados de suínos dobrou, passando de uma média nacional de 10kg para 20 kg, per capta, justamente a partir do uso de reprodutores dessas granjas. Aliás, em 2025, a média foi de 20,2 kg/habitante/ano (segundo a ABCS), consolidando um crescimento de cerca de 35% na última década.
Redução drástica das GRSCs no Brasil

Artigo escrito por Cesar da Luz é especialista em agribusiness, consultor da Associação Paranaense de Suinocultores e pesquisador da cadeia suinícola nacional. E-mail: [email protected].
Mesmo diante de todo esse contexto histórico, levantamento feito com base na literatura brasileira e com dados obtidos junto ao Relatório de 2025 do Registro Genealógico de Suínos da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, ABCS, indica que houve uma redução muito significativa no número dos criadores de suínos da raça Landrace, com afixo registrado pelo produtor na entidade que representa o sistema suinícola brasileiro. Afixo é o nome oficial dado ao criatório, ou granja, certificada na ABCS.
Para se ter uma ideia da grande redução no número desse tipo de granjas e da grande erosão da variabilidade genética de suínos no Brasil, enquanto na década de 1970 o número de afixos registrados na ABCS era de 271, no ano passado, esse número caiu drasticamente para apenas 34. Portanto, atualmente, essas granjas representam apenas 12,5% do total existentes na década de 1970, em um ambiente em que as fontes de material genético das principais raças comerciais de suínos, como Landrace, Large White, Duroc e Pietrain, já são bastante escassas.
O fato é que o número de Registros Genealógicos vem reduzindo substancialmente desde a década de 1970 para a década de 1990 e para o período posteriormente aos anos 2000, enquanto o número de afixos de Empresas Integradoras e de Empresas de Genética vem crescendo sua participação no mercado de reprodutores Landrace, no Brasil.
Raça Landrace
No caso específico da raça Landrace, ela é uma das mais importantes para a evolução da atividade suinícola brasileira moderna, principalmente pela sua elevada capacidade reprodutiva e pelo excelente desempenho materno. Originária da Dinamarca, a raça foi introduzida no Brasil para contribuir no melhoramento genético dos rebanhos comerciais e se tornou fundamental nos sistemas intensivos de produção de carne suína.
A participação da raça Landrace foi decisiva para a modernização da suinocultura brasileira, especialmente a partir da intensificação da atividade nas regiões Sul, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,0 Sudeste, nos estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo que as GRSCs passaram a utilizar amplamente a genética Landrace em programas de seleção, contribuindo para a disseminação de animais superiores e para o controle sanitário dos plantéis.
É importante destacar, ainda, que a raça Landrace é uma das principais raças de suínos utilizada na produção de suínos no Brasil, compondo 50% do genótipo na maioria das fêmeas F1 utilizadas na produção comercial de suínos, o que muito bem representa o que está ocorrendo com os Registros Genealógicos de Suínos no país, algo que requer muita atenção, especialmente dos órgãos governamentais, especialmente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Ressalte-se, ainda, que as Granjas Independentes de Produção de Reprodutores, no caso da raça Landrace, elas são fundamentais também para a produção do mercado livre de suínos no país, composto por granjas de pequeno e médio porte que não pertencem aos sistemas integrados e cooperados. São tais granjas independentes que abastecem grande parcela do mercado interno nacional com produtos derivados de suínos, mas que estão reduzindo ano após ano, colocando o Brasil na dependência de reprodutores de Empresas de Genética que atuam no país, mas cujos Núcleos Genéticos Primários se encontram no exterior, o que implica no aumento do volume de “royalties” enviados para fora do Brasil.
Portanto, as GRSCs continuarão sendo extremamente importantes para suprir o mercado interno de reprodutores suínos, bem como fundamentais para o resgate e manutenção das raças nacionais de suínos e mesmo para a manutenção das raças importadas que já estão adaptadas para uso comum na suinocultura brasileira. Sem dúvida, as granjas de reprodutores foram a base do avanço genético, sanitário e tecnológico da suinocultura nacional, sem as quais o setor dificilmente teria alcançado os níveis atuais de eficiência, qualidade e competitividade internacional que se encontram hoje.
Olhando para esse histórico e para a importância das Granjas de Reprodutores de Suínos para a suinocultura brasileira, vê-se, inclusive, a própria necessidade de que uma fonte pública proporcione recursos, inclusive a fundo perdido, para a implementação das novas medidas exigidas pelo MAPA, integrantes da Portaria DAS/MAPA nº 1.358/2025, permitindo que as GRSCs consigam continuar cumprindo seu papel no contexto da suinocultura e como salvaguardas do banco genético nacional.







