Suínos
“Acreditamos que este ano seja um ponto de virada”, diz presidente da Copagril sobre a suinocultura
O ano de 2023 para a cooperativa na suinocultura foi marcado por desafios significativos, incluindo mudanças na gestão da empresa. Eloi Podkowa, em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural, destaca a crise no setor que a Copagril enfrentou, tornando esse período um ano de reestruturação e busca por alternativas para garantir resultados positivos nessa atividade.

O ano de 2023 para a Cooperativa Agroindustrial Copagril na suinocultura foi marcado por desafios significativos, incluindo mudanças na gestão da empresa. O diretor-presidente, Eloi Podkowa, em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural, destacou a crise na suinocultura que a cooperativa enfrentou, tornando esse período um ano de reestruturação e busca por alternativas para garantir resultados positivos nessa atividade.

Diretor-presidente da Cooperativa Agroindustrial Copagril, Eloi Podkowa: “Nós estamos vindo de uma crise na suinocultura, então 2023 foi de reestruturação, de buscar alternativas e de fazer com que a atividade de suínos nos trouxesse também resultados” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
Durante o último ano, a Copagril enfrentou não apenas desafios econômicos, mas também um problema sanitário que afetou a produção de suínos. No entanto, a cooperativa dedicou esforços significativos para minimizar os impactos dessa situação, trabalhando incansavelmente para controlar a crise. O diretor-presidente enfatizou que, nos últimos meses do ano, a cooperativa começou a vislumbrar sinais positivos, indicando uma melhoria na situação. “O ano de 2023 foi desafiador. Nós estamos vindo de uma crise na suinocultura, então 2023 foi de reestruturação, de buscar alternativas e de fazer com que a atividade de suínos nos trouxesse também resultados. Estamos ainda trabalhando nesse sentido e foi trabalhado muito durante o ano passado, porque somado a isso ainda tivemos um problema sanitário nas granjas, mas que com dedicação e empenho de todos conseguimos minimizar ao máximo os impactos sobre a cadeia”, destacou, enfatizando: “Em resposta aos desafios enfrentados, a Copagril adotou estratégias específicas para impulsionar o setor da suinocultura. Uma das principais iniciativas foi garantir a conformidade da suinocultura com a nova legislação, visando certificar todas as granjas associadas. A intenção é reduzir o número de origens, uma vez que muitas origens podem resultar em problemas sanitários adicionais.
Além disso, a cooperativa está trabalhando para adequar os produtores que possuem menos de duas mil matrizes ao manejo de banda, uma abordagem que reduz as origens e facilita o trabalho nas unidades produtoras. Essa medida não apenas simplifica a gestão, mas também visa melhorar a qualidade sanitária dos animais, contribuindo para a sustentabilidade e o sucesso a longo prazo da suinocultura.
A parceria da Copagril com a Cooperativa Central Frimesa, envolvendo o frigorífico em Assis Chateaubriand, PR, também foi destacada como um fator impulsionador para a demanda e o crescimento do setor. “A intercooperação com outras cooperativas tornou-se essencial para enfrentar os desafios e garantir resultados positivos na suinocultura”, aponta.

Fotos: Divulgação/Copagril
No que diz respeito aos problemas sanitários, Podkowa ressalta que a densidade populacional é um fator crítico, contribuindo para o registro de doenças nos rebanhos, principalmente relacionadas à encefalite. Ele reconhece que esse não é um problema exclusivo dos integrados da Copagril, pois há registros semelhantes em outras integradoras. No entanto, destaca que a cooperativa está adotando uma abordagem diferenciada, implementando pirâmides para minimizar ao máximo esses problemas. “Já está equalizado a grande parte. Nós estamos bem agora e vamos intensificar ainda mais o trabalho nos próximos anos, com objetivo de estabelecer uma barreira sanitária eficaz para prevenir qualquer recorrência desses problemas”, afirma.
Boas práticas na produção
Podkowa reforça que a cooperativa em colaboração com a área técnica trabalha na implementação de projetos que visem maior biosseguridade nas granjas de suínos. “Estamos desenvolvendo alguns projetos com a área técnica para que esses profissionais tenham uma valorização maior e sejam reconhecidos pela meritocracia, que eles possam realmente trabalhar de uma forma que leve o nosso produtor a ter uma maior produtividade”, explica.
A Copagril também exige que os próprios produtores se comprometam com boas práticas e melhorem a ambiência em seus barracões para suínos. O enfoque na área ambiental é destacado, visando garantir a sustentabilidade e atender aos requisitos legais. O compromisso é evitar problemas tanto para os associados quanto para a própria cooperativa e a Central Frimesa. “O objetivo é alcançar a excelência na colaboração entre os associados e a cooperativa, proporcionando uma atividade suinícola sustentável e lucrativa no futuro”, pondera.
Integração
Quanto ao número de suinocultores integrados, a Copagril opera com três categorias: 53 produtores nas UPDs (Unidades Produtoras de Desmamados), 27 nos crechários e mais de 200 criadores na terminação. “Todos estão engajados em processos de reestruturação, com a área técnica e a diretoria colaborando para atingir metas estabelecidas, como a entrada em banda, a certificação e outras atividades propostas pela cooperativa. O trabalho conjunto visa alcançar uma equalização e uma definição clara daquilo que a Copagril almeja para a suinocultura hoje”, salienta Podkowa.
Quanto à quantidade de suínos entregues ao Frigorífico da Frimesa em Assis Chateaubriand, Podkowa destaca que a entrega principal ocorre em Marechal Cândido Rondon, com uma parte eventualmente destinada a Medianeira ou Assis Chateaubriand. “A média mensal de entregas para abate varia entre 60 e 65 mil suínos, dependendo das condições específicas de cada mês”, pontua.
Em relação aos planos de expansão para integrar novos cooperados e aumentar a entrega de suínos, Podkowa ressalta que, no momento, a prioridade da Copagril é equalizar a suinocultura. Ele aponta que o crescimento ocorrerá de maneira automática, mas atualmente a cooperativa possui cerca de 35 mil matrizes. “A perspectiva é ampliar a produção em granjas já integradas, com possíveis expansões nos próximos anos, especialmente diante do planejamento da Frimesa em aumentar progressivamente o abate de suínos na planta de Assis Chateaubriand. Isso vai demandar mais suínos por parte da Copagril para atender essa demanda”, enfatiza.
Sustentabilidade da atividade
Sobre o mercado da suinocultura, Podkowa reconhece sua natureza incerta e desafiadora. “A Copagril fornece suínos para a Frimesa, que realiza a comercialização. Em alguns momentos, para garantir a sustentabilidade dos produtores e da atividade, a cooperativa assume parte dos custos. No entanto, a meta é reduzir gradualmente essa intervenção, buscando equilibrar a gestão tanto dos suínos destinados à Frimesa quanto das UPDs, que ainda pertencem aos produtores, com a cooperativa comprando os leitões. A intenção é equalizar essa dinâmica, embora a cooperativa não tenha controle sobre os preços, que são determinados pelo mercado. O desafio reside em buscar esse equilíbrio financeiro para garantir a sustentabilidade a longo prazo da suinocultura na região”, expõe o diretor-presidente da Copagril.
Apesar da quebra na safra de milho e soja – principais insumos da ração utilizados na suinocultura – no último ano, Podkowa diz que a
redução da produção não teve um impacto significativo na alimentação animal, uma vez que houve queda dos seus preços, resultando em um custo menor para a produção de rações, proporcionando uma perspectiva mais favorável em termos de custos de insumos.
No entanto, mesmo com a redução nos custos de produção de rações, a carne suína não seguiu a mesma tendência e não se manteve com um preço acessível para os consumidores. “Apesar do esforço da Copagril em vender mais quilos per capita ao longo do ano, o mercado não reagiu da forma esperada. Ainda que tenha havido um aumento nas vendas, a margem de lucro não foi tão expressiva quanto o desejado”, menciona.
Podkowa ressalta que, embora os custos tenham diminuído, a cooperativa continua trabalhando para ajustar e otimizar seus processos, buscando resultados mais positivos. “A necessidade de adequação persiste, porque a suinocultura enfrenta desafios complexos, desde a produção dos insumos até a comercialização da carne no mercado consumidor”, assinala.
O dilema entre os custos de produção e a competitividade dos preços finais para os consumidores representa um desafio constante para a Copagril. “A cooperação e a busca por eficiência em toda a cadeia produtiva são elementos-chave para enfrentar esses desafios e garantir a sustentabilidade econômica da suinocultura”, comenta o diretor-presidente.
Expectativas para 2024
Em relação às expectativas para 2024, Podkowa expressa otimismo quanto aos resultados da suinocultura. Ele destaca os ajustes realizados na atividade, desde os custos de ração até a condução do processo de criação dos suínos, evidenciando melhorias significativas. “Acreditamos que este ano seja um ponto de virada. Esperamos não apenas neutralizar os desafios, mas também obter resultados positivos. As diversas adaptações implementadas visam tornar a suinocultura rentável tanto para a Copagril quanto para os nossos associados”, entende.
Apesar de representar uma parte substancial do faturamento atual da cooperativa, a suinocultura também introduz uma vulnerabilidade devido à incerteza do mercado em determinados momentos. “Estamos trabalhando para equilibrar nosso portfólio de atividades, impulsionando o crescimento em outras áreas para reduzir essa vulnerabilidade. A meta para 2024 é manter o faturamento da suinocultura em torno de 20%, mesmo com o aumento nos negócios em outras atividades”, adianta.
No ano passado, a suinocultura contribuiu com mais de 30% do faturamento total da Copagril. Apesar da previsão de redução percentual, a intenção é que o faturamento continue a crescer, em virtude do aumento na venda e entrega de suínos para a Frimesa. “A estratégia é diversificar os negócios, mantendo a sustentabilidade e rentabilidade da cooperativa”, evidencia Podkowa.
O presidente destaca a importância de acreditar na nova diretoria, assegurando aos associados que a suinocultura será rentável, ressaltando que isso será necessário a colaboração de todos. “A suinocultura vai ser rentável, mas vai exigir um esforço de cada um dos nossos associados, dos nossos produtores e da diretoria, que está todos os dias buscando incessantemente melhorias para que possamos ter uma assistência técnica cada dia melhor e mais acessível aos produtores. E que o produtor possa com a sua atividade ser sustentável, mas que ele possa também assimilar e entender que o que estamos fazendo é uma necessidade, para que possamos crescer de uma forma consistente”, explica, acrescentando: “A Copagril
está passando por uma transição, que poderá levar até três anos, mas nós vamos colocar a cooperativa nos trilhos, vamos fazer acontecer. Esperamos que os produtores compreendam que as ações em curso são em vista de buscar um crescimento consistente e benefícios duradouros para o futuro”.
Crescimento da suinocultura
Em relação à meta de crescimento para a suinocultura, Podkowa esclarece que a Copagril pretende se manter em conformidade com as cotas estabelecidas pela Cooperativa Central Frimesa. Contudo, há a possibilidade de revisão dessas cotas no futuro. Ele tranquiliza os produtores, garantindo que o que têm hoje vai permanecer assegurado, e, inclusive, há a perspectiva de permitir a ampliação dos plantéis. “Nosso objetivo é garantir a sustentabilidade na entrega dos suínos para a Frimesa”, frisa.
De acordo com o presidente da Copagril, a expectativa é que, ao manter um alinhamento estratégico com a Frimesa e revisar periodicamente as metas de produção, a cooperativa possa se posicionar de maneira sólida no mercado, garantindo não apenas a entrega sustentável de suínos, mas também o crescimento contínuo da suinocultura como parte essencial de suas operações. Esse comprometimento com o desenvolvimento conjunto reforça a parceria entre a cooperativa e seus associados, visando benefícios mútuos e o fortalecimento da cadeia produtiva.
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Suínos
Congresso de Suinocultores do Paraná coloca biosseguridade no centro dos debates da atividade
Coordenador de Suinocultura da Lar afirma que falhas na proteção sanitária podem comprometer toda a produção e defende maior alinhamento entre produtores e assistência técnica.

A biosseguridade continua sendo um dos maiores desafios da suinocultura moderna e será um dos temas centrais do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Técnico em Agropecuária e coordenador de suinocultura na Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin: “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”
Em uma região que concentra uma das maiores densidades de produção de suínos do país, o técnico em Agropecuária e coordenador de Suinocultura da Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin, ressalta que prevenir a entrada e disseminação de doenças é uma condição indispensável para garantir a sustentabilidade da atividade.
O profissional destaca que os avanços em gestão, treinamento e qualificação profissional podem ser conquistados com investimentos e capacitação. Já a biosseguridade exige vigilância permanente. “O principal gargalo que nós temos hoje é a biosseguridade. Outros pontos relacionados à gestão técnica podem ser trabalhados com treinamento, qualificação e especialização das equipes. Porém, quando a biosseguridade da granja é comprometida, não existe mais como remediar”, afirma.
Segundo Beraldin, o desafio se torna ainda maior em regiões com elevada concentração de granjas e intensa movimentação de pessoas e veículos. “Estamos numa região muito adensada, com instalações mais antigas, propriedades muito próximas umas das outras, rodovias passando perto das granjas e diferentes integradoras atuando no mesmo território. Tudo isso aumenta a complexidade do controle sanitário”, ressalta.
Uniformidade das carcaças segue como desafio
Além das questões sanitárias, Beraldin aponta que a busca por uniformidade dos lotes continua sendo uma das principais dificuldades enfrentadas dentro das granjas.

De acordo com ele, mesmo com os avanços genéticos e nutricionais registrados nas últimas décadas, ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os animais. “O principal ponto de desalinhamento entre o que a indústria exige e a realidade da granja está relacionado à uniformidade das carcaças. Esse é um desafio que atravessa décadas e continua presente. O peso de nascimento é naturalmente diferente entre os indivíduos e, ao longo das fases de crescimento e terminação, essas diferenças acabam reaparecendo”, explica.
O coordenador destaca que o agrupamento dos animais por tamanho ajuda a reduzir essa variabilidade, mas exige manejo constante e nem sempre é suficiente para manter a uniformidade desejada até o abate.
Outro fator apontado por ele envolve as exigências relacionadas à conformação das carcaças. “Qualquer hérnia ou problema semelhante pode levar à classificação daquele animal como não conforme. Muitas vezes isso resulta na condenação da carcaça. É uma exigência que não parte diretamente da indústria, mas dos órgãos fiscalizadores, e que acaba gerando perdas importantes ao longo da cadeia”, observa.
Produtor e técnico devem atuar lado a lado

Para Beraldin, a velocidade na identificação dos problemas dentro da granja é um dos fatores que mais influenciam os resultados produtivos. Por isso, ele defende uma relação próxima entre produtores e equipes técnicas. “O principal conhecimento que o produtor pode ter na tomada de decisão é entender a dinâmica do mercado e manter uma relação muito próxima com o técnico. No primeiro sinal de qualquer anormalidade dos animais, a assistência técnica deve ser acionada”, enfatiza.
Segundo ele, a experiência acumulada pelos profissionais que acompanham diferentes granjas permite respostas mais rápidas e eficientes diante de possíveis problemas sanitários ou produtivos. “Aquele lote é único para o produtor, mas o técnico observa diversos lotes ao longo da semana. Isso permite agir rapidamente e tomar decisões com mais segurança. O principal é que o produtor conheça bem seu plantel e esteja alinhado com a assistência técnica”, ressalta.
Congresso reforça protagonismo do produtor
Na avaliação de Beraldin, um dos diferenciais do Congresso de Suinocultores do Paraná é justamente manter o foco no produtor e na realidade das propriedades rurais. “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”, destaca.
Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná
08h – Café de boas-vindas Sicredi
08h30 – Abertura
09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira
- Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa
09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026
- Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
10h10 – Coffee break
10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva
- Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar
11h10 – Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade
- Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR
11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias
- Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale
12h10 – Almoço
13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras
- Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep
14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo
- Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios
14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura
- Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL
15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor
- Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural
15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios
- Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
- Moderação: Eliana Panty
16h20 – Encerramento
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.
O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.
Suínos
Sanidade, mão de obra e tecnologia desafiam a suinocultura, afirma gerente da Primato
Temas estarão entre os destaques do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho em Marechal Cândido Rondon (PR).

A sanidade dos rebanhos, a dificuldade de contratação de mão de obra e a necessidade de ampliar o uso de informações em tempo real dentro das granjas estão entre os principais desafios enfrentados atualmente pela suinocultura brasileira. Os temas estarão no centro das discussões do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que reúne no próximo dia 09 de junho produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e lideranças do setor em Marechal Cândido Rondon (PR).

Zootecnista e gerente Pecuário na Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck: “Participar do Congresso é uma oportunidade única para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura” – Foto: Divulgação/Primato
O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.
Para o zootecnista e gerente Pecuário da Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck, a sanidade segue como a principal preocupação das granjas da região. “Vejo como principal gargalo técnico a sanidade. Nos últimos cinco anos estamos enfrentando um desafio sanitário muito grande no Oeste do Paraná e encontramos dificuldades para melhorar esse status sanitário”, afirma.
Na área de gestão, ele destaca que os desafios passam tanto pela escassez de profissionais quanto pelas diferenças entre gerações que hoje convivem dentro da cadeia produtiva. “Temos poucas pessoas disponíveis para o mercado de trabalho e isso todos estão sentindo na pele. Além disso, existe o desafio de conectar profissionais jovens, que chegam ao setor com cerca de 20 anos, com produtores que muitas vezes estão próximos dos 65 anos. São gerações com visões e experiências bastante diferentes”, observa.
Exigências do mercado exigem respostas rápidas

Segundo Wesendonck, a demanda dos consumidores por alimentos produzidos com atenção ao meio ambiente, ao bem-estar animal e à rastreabilidade tem provocado mudanças importantes dentro da cadeia produtiva.
Na avaliação dele, o desafio está na velocidade com que essas adaptações precisam ocorrer para manter a competitividade da carne suína brasileira no mercado internacional. “O consumidor vem exigindo mudanças no formato de produção, com foco em valor agregado, sustentabilidade e bem-estar animal. Muitas vezes essas exigências chegam de forma rápida à indústria e precisam ser implementadas em toda a cadeia”, explica.
Para o gerente, atrasos na adoção de protocolos e critérios exigidos pelos compradores podem comprometer oportunidades comerciais. “O Brasil disputa mercados altamente competitivos. Entre fechar ou perder uma venda para determinado país, muitas vezes a diferença está em já ter os critérios exigidos implantados. Quando a demanda surge, a indústria precisa repassar rapidamente e o produtor precisa acompanhar esse movimento para que todos ganhem dinheiro juntos”, ressalta.
Gestão baseada em dados
Outro ponto destacado por Wesendonck é a crescente necessidade de os produtores dominarem informações ligadas à nutrição, genética e sanidade dos animais.

Foto: Ari Dias/AEN
Segundo ele, a produção moderna exige conhecimento muito mais detalhado do que há alguns anos. “O produtor precisa estar alinhado com a integradora em relação à nutrição, genética e sanidade. Hoje trabalhamos com várias fórmulas de ração, diferentes genéticas e desafios sanitários distintos. O produtor precisa conhecer essas informações para tomar decisões mais assertivas”, enfatiza.
O profissional também defende uma maior incorporação de tecnologias capazes de fornecer indicadores produtivos em tempo real. “O produtor necessita urgentemente de tecnologias que mostrem os indicadores da granja em tempo real. Não adianta terminar um lote para descobrir depois que houve excesso de consumo ou uma conversão alimentar ruim. É preciso acompanhar isso durante o processo”, salienta, reforçando: “O produtor precisa saber durante o ciclo se está conduzindo um lote bom ou se existem pontos que precisam ser corrigidos”.
Espaço para discutir o futuro da atividade
Wesendonck avalia que o Congresso de Suinocultores do Paraná tem papel importante justamente por reunir todos os elos da cadeia em um único ambiente de debate. “A importância do Congresso está no fato de podermos reunir todos os elos envolvidos na cadeia em um único dia e em um só local. Vamos discutir temas fundamentais para a suinocultura, como nutrição, sanidade e sucessão familiar, com profissionais que vivem o setor diariamente”, destaca.
Segundo ele, a troca de experiências entre produtores, técnicos, cooperativas e empresas contribui para fortalecer a atividade e acelerar a adoção de soluções dentro das granjas. “Ficamos muito felizes em participar desse momento. É uma oportunidade para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura”, exalta.
Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná
08h – Café de boas-vindas Sicredi
08h30 – Abertura
09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira
- Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa
09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026
- Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
10h10 – Coffee break
10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva
- Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar
11h10 – Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade
- Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR
11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias
- Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale
12h10 – Almoço
13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras
- Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep
14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo
- Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios
14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura
- Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL
15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor
- Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural
15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios
- Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
- Moderação: Eliana Panty
16h20 – Encerramento
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.
O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.
Suínos
Suinfair 2026 deve impulsionar economia regional e destacar força da suinocultura independente em Minas Gerais
Feira realizada no Vale do Piranga reunirá produtores, técnicos e empresas do setor, movimentando negócios e fortalecendo um dos principais polos suinícolas do país.

A realização da Suinfair 2026, nos dias 01º e 02 de julho, em Ponte Nova (MG), deve gerar impactos econômicos e técnicos para o Vale do Piranga, região reconhecida como o maior polo da suinocultura independente do Brasil. A expectativa é de que a feira atraia produtores, técnicos, empresas e profissionais de diferentes estados, ampliando as oportunidades de negócios e fortalecendo a cadeia produtiva regional.
Além de reunir os principais agentes ligados à atividade suinícola, o evento tende a impulsionar diversos segmentos da economia local. A maior circulação de visitantes durante os dois dias da feira deve beneficiar setores como hotelaria, alimentação, transporte e comércio, tanto em Ponte Nova quanto em municípios vizinhos.

A programação da Suinfair também busca fortalecer a competitividade da produção regional por meio da difusão de conhecimento, apresentação de novas tecnologias e promoção de conexões estratégicas entre produtores, fornecedores e demais participantes do setor. O ambiente de negócios criado pela feira favorece a troca de experiências e a identificação de oportunidades para ampliar a eficiência e a rentabilidade das granjas.
O evento ocorre em uma região que concentra aproximadamente 35% do rebanho suíno de Minas Gerais, fator que reforça a relevância do Vale do Piranga para a produção estadual. A expressiva participação da região na atividade coloca o território em posição estratégica dentro da suinocultura brasileira, especialmente no segmento independente.
Ao consolidar a aproximação entre produção, mercado e inovação, a Suinfair reforça o protagonismo do Vale do Piranga na cadeia suinícola nacional e amplia a visibilidade de uma atividade que desempenha papel importante no desenvolvimento econômico regional.



