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Acordo UE-Mercosul pode redefinir regras do comércio agrícola brasileiro a partir de 2026

Tratado deve entrar em vigor ainda este ano. Acordo amplia cotas de exportação para a União Europeia, exige maior governança no campo e muda a lógica de competitividade do setor.

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A entrada em vigor provisória do acordo entre União Europeia e Mercosul, prevista para 2026, marca uma nova etapa nas relações comerciais do Brasil com um dos maiores mercados consumidores do mundo. Após mais de duas décadas de negociações, o tratado promete ampliar o acesso de produtos agrícolas brasileiros ao mercado europeu, ao mesmo tempo em que impõe desafios regulatórios, ambientais e concorrenciais ao setor do agronegócio nacional.

De acordo com o advogado Igor Fernandez de Moraes, especialista em Direito do Agronegócio, o acordo deve ser interpretado como um divisor de águas. “Estamos diante de uma reconfiguração das regras do jogo para exportadores brasileiros. O agronegócio ganha oportunidades concretas de expansão, mas precisará lidar com um nível de exigência jurídica e sanitária muito mais elevado”, avalia.

Advogado Igor Fernandez de Moraes, especialista em Direito do Agronegócio: “O agronegócio ganha oportunidades concretas de expansão, mas precisará lidar com um nível de exigência jurídica e sanitária muito mais elevado” – Foto: Divulgação

Entre os impactos imediatos está a ampliação de cotas para produtos como carne bovina, aves, açúcar, arroz e mel, que poderão entrar na União Europeia com tarifas reduzidas. Contudo, essas concessões vêm acompanhadas de mecanismos de proteção aos produtores europeus, como cláusulas de salvaguarda. “Isso significa que, diante de um aumento brusco de exportações brasileiras, a UE poderá suspender benefícios tarifários, o que gera insegurança comercial para produtores”, explica o advogado.

Outro ponto sensível diz respeito às exigências ambientais e sanitárias, que não serão flexibilizadas com o acordo. A União Europeia mantém padrões rigorosos sobre rastreabilidade, uso de defensivos agrícolas e sustentabilidade da produção. “Quem não se adaptar a essas exigências ficará fora do mercado europeu, enquanto quem investir em conformidade jurídica e ambiental terá vantagem competitiva relevante”, alerta Fernandez.

O acordo também tende a estimular mudanças estruturais no campo brasileiro, com maior profissionalização da cadeia produtiva. “O produtor deixa de ser apenas agricultor e passa a ser também gestor de risco jurídico, regulatório e comercial”, afirma Moraes.

Esse movimento pode impulsionar investimentos em tecnologia, certificações internacionais e governança corporativa no setor rural.

Apesar dos desafios, a avaliação é que o tratado abre espaço para diversificação de mercados e redução da dependência comercial de poucos parceiros. “O Brasil pode se posicionar como fornecedor estratégico de alimentos para a Europa, desde que esteja preparado juridicamente para cumprir os compromissos assumidos”, ressalta.

Saiba 5 impactos do acordo UE-Mercosul para o agronegócio brasileiro:

1. Ampliação de cotas agrícolas com tarifas reduzidas
Produtos como carne e açúcar ganham acesso facilitado ao mercado europeu, mas dentro de limites quantitativos rigorosos, o que exige planejamento exportador.

2. Aumento das exigências sanitárias e ambientais
O acordo não flexibiliza regras da UE. Pelo contrário, reforça a necessidade de rastreabilidade e sustentabilidade jurídica da produção brasileira.

3. Cláusulas de salvaguarda comercial
A União Europeia poderá suspender benefícios se considerar que suas cadeias produtivas foram prejudicadas, reforçando a necessidade de planejamento e análise mercadológica internacional para manter competitividade e longevidade internacional para exportadores brasileiros, para que tenham maior previsibilidade e invistam com mais segurança.

4. Maior concorrência interna e externa
Produtores brasileiros enfrentarão tanto a competição europeia quanto a pressão por preços e qualidade superiores.

5. Valorização da governança e da segurança jurídica no campo
O produtor que investir em compliance, certificações e assessoria jurídica terá mais chances de se manter no mercado internacional.

Fonte: Assessoria Escritório Silva Nunes Advogados

Notícias Crescimento de 8%

Investimento global em transição energética atinge US$ 2,3 trilhões em 2025

Aportes globais em energia limpa e transporte eletrificado alcançam níveis recordes em 2025, mesmo com incertezas geopolíticas, regulatórias e desaceleração do ritmo de crescimento da transição energética.

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Mesmo em um cenário marcado por tensões geopolíticas, disputas comerciais e incertezas regulatórias, a transição energética global manteve sua trajetória de avanço em 2025. É o que revela o relatório anual Energy Transition Investment Trends (ETIT), da BloombergNEF (BNEF), que mostra que os investimentos globais no setor alcançaram um novo recorde de US$ 2,3 trilhões no ano passado, alta de 8% em relação a 2024.

O estudo compila e analisa investimentos em tecnologias limpas e suas cadeias de suprimentos, participações acionárias em empresas de climate-tech e emissões de dívida voltadas à transição energética. Segundo a BNEF, todos esses indicadores apresentaram crescimento em 2025, evidenciando a resiliência do movimento global de descarbonização, apesar dos choques externos.

Foto: José Fernando Ogura

O transporte eletrificado concentrou a maior fatia dos recursos, com US$ 893 bilhões destinados a veículos elétricos e à expansão da infraestrutura de recarga, avanço de 21% na comparação anual. Em seguida aparecem as energias renováveis, com US$ 690 bilhões, e os investimentos em redes elétricas, que somaram US$ 419 bilhões.

Apesar de ocupar a segunda posição no ranking setorial, o investimento em renováveis recuou 9,5% em relação a 2024. A retração é atribuída, principalmente, às incertezas regulatórias no mercado de energia da China, o maior do mundo, que registrou a primeira queda nos aportes em renováveis desde 2013. Com exceção de hidrogênio (US$ 7,3 bilhões) e energia nuclear (US$ 36 bilhões), todos os demais setores acompanhados pela BNEF apresentaram crescimento.

O relatório também destaca que, pelo segundo ano consecutivo, o investimento em oferta de energia limpa superou o destinado à oferta de combustíveis fósseis. Em 2025, a diferença chegou a US$ 102 bilhões, acima do intervalo de US$ 85 bilhões observado em 2024.

Enquanto os aportes em energia limpa, que incluem renováveis, nuclear, captura de carbono, hidrogênio, armazenamento e redes, continuaram avançando, o investimento em combustíveis fósseis caiu pela primeira vez desde 2020, com retração de US$ 9 bilhões. A queda foi puxada pela redução nos gastos com exploração e produção de petróleo e gás e na geração fóssil, parcialmente compensada por investimentos mais elevados em gás e carvão.

Ainda assim, a BNEF alerta para a desaceleração do ritmo de crescimento da transição energética. Após avançar 27% em 2021, o crescimento anual recuou gradualmente até os 8% registrados em 2025, indicando desafios para manter a trajetória necessária aos compromissos globais de neutralidade de carbono.

Ásia lidera, Europa acelera e EUA crescem apesar de cortes

A região da Ásia-Pacífico permaneceu como o principal polo de investimentos, respondendo por 47% do total global. A China manteve a liderança em volume absoluto, embora com sinais de desaceleração em renováveis. A Índia se destacou com crescimento de 15%, alcançando US$ 68 bilhões.

Foto: Roberto Dziura Jr

A União Europeia foi a maior contribuição individual para a expansão global, com alta de 18% nos investimentos, totalizando US$ 455 bilhões. Já os Estados Unidos registraram crescimento de 3,5%, chegando a US$ 378 bilhões, mesmo diante da redução significativa de incentivos públicos e de medidas adotadas pelo governo Trump para desacelerar a transição energética.

Para Albert Cheung, vice-CEO da BloombergNEF, o desempenho do setor demonstra robustez estrutural. “O último ano mostrou que, apesar dos desafios de política pública e comércio, a transição energética global é resiliente e oferece diversas oportunidades para investidores”, afirmou. Segundo ele, a busca por segurança energética e pelo desenvolvimento de cadeias de suprimentos domésticas deve sustentar novos aportes, especialmente impulsionados pela expansão global de data centers.

Cadeia de suprimentos, climate-tech e dívida verde

Os investimentos na cadeia de suprimentos de energia limpa cresceram 6% em 2025, somando US$ 127 bilhões. O valor reflete a entrada em operação de fábricas de equipamentos solares, baterias, eletrolisadores e turbinas eólicas, além de minas e unidades de processamento de metais para baterias. O avanço foi liderado pela manufatura de baterias e materiais associados, embora o excesso de oferta continue pressionando preços em praticamente todos os segmentos.

A China segue respondendo pela maior parcela desses investimentos e, segundo a BNEF, deve manter essa posição por pelo menos mais três anos. Ainda assim, sua participação relativa vem diminuindo gradualmente, à medida que Estados Unidos, União Europeia e Índia ampliam incentivos para o desenvolvimento local de cadeias produtivas.

Foto: Gabriel Rosa

No universo das empresas de climate-tech, 2025 marcou uma inflexão positiva. O setor captou US$ 77,3 bilhões em investimentos públicos e privados, alta de 53% e o primeiro crescimento após três anos consecutivos de queda. O movimento foi liderado por empresas de energia limpa, armazenamento e transporte de baixo carbono, com destaque para grandes operações na Ásia. Em contrapartida, o financiamento de capital de risco para startups caiu pelo terceiro ano seguido.

A atividade de fusões e aquisições permaneceu aquecida, encerrando o ano com US$ 99,1 bilhões em negócios concluídos, avanço de 37%, impulsionado principalmente por aquisições nos setores de energia limpa e edifícios, também associadas à expansão dos data centers.

Já as emissões de dívida voltadas à transição energética totalizaram US$ 1,2 trilhão em 2025, crescimento de 17% frente a 2024. O aumento foi sustentado pelo financiamento corporativo e de projetos, enquanto as emissões governamentais recuaram em setores mais maduros da transição, como o de energias renováveis.

Perspectivas

Foto: IDR

No cenário-base da BloombergNEF, o investimento médio anual em transição energética deve alcançar US$ 2,9 trilhões nos próximos cinco anos. O relatório ressalta que tecnologias mais consolidadas, como renováveis, armazenamento, veículos elétricos e redes, continuam dominando os fluxos por apresentarem menor risco e modelos de negócios mais maduros.

Ao mesmo tempo, a BNEF alerta para possíveis desalinhamentos futuros, especialmente na manufatura eólica e no ritmo de expansão de metais para baterias. Manter o alinhamento com as trajetórias globais de neutralidade de carbono exigirá aceleração significativa dos investimentos nesses segmentos, em um contexto no qual a transição avança, mas enfrenta limites crescentes de ordem econômica, regulatória e geopolítica.

Fonte: O Presente Rural
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Bioinsumos ganham protagonismo e aceleram transformação no agronegócio brasileiro

Adoção cresce acima da média global, amplia uso em soja, cana e milho e consolida produtos biológicos como estratégia técnica, econômica e ambiental no campo.

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Foto: Divulgação/Grupo GIROAgro

O movimento mais relevante do agronegócio brasileiro é a expansão dos bioinsumos. Produtos biológicos, microbiológicos e bioquímicos vêm se tornando parte essencial do manejo de diversas culturas. Enquanto isso, o debate público se concentra no número de registros de defensivos químicos. Conforme dados recentes da CropLife Brasil e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil registrou 139 novos insumos biológicos em 2025, dos quais 87% microbiológicos, parte de um recorde combinado com defensivos químicos, em um portfólio acumulado de cerca de 800 produtos para pragas e 755 inoculantes.

Foto: Freepik

Não é meramente regulatório o crescimento do setor. Levantamentos apontam que 62% da soja na safra de 2024 e 2025 utilizou bioinsumos no tratamento de sementes e aplicação no solo, representando 26% da área plantada nacional, ou seja 156 milhões de hectares, com crescimento de 13% em relação ao ano anterior. No caso da cana-de-açúcar, o controle biológico está consolidado, enquanto milho (23%), algodão, café e citrus registram adoção gradual, com manejo preventivo de doenças e pragas. “Os bioinsumos têm se mostrado aliados estratégicos na construção de uma agricultura mais equilibrada e menos dependente de produtos sintéticos. A rápida expansão mostra que o setor agropecuário busca unir produtividade, sustentabilidade e responsabilidade ambiental”, afirmou o engenheiro agrônomo  Fellipe Parreira.

As taxas crescem em ritmo acelerado, com média anual de 22% nos últimos três anos no Brasil,  quatro vezes superior à média global, movimentando o mercado e atraindo investimentos de grandes indústrias, cooperativas e startups nacionais, além de estimular a produção on farm. Para o produtor, essa aplicação não representa apenas uma alternativa ambiental: são ferramentas econômicas e técnicas que reduzem custos, aumentam a eficiência e preservam a longevidade dos sistemas produtivos.

Foto: Divulgação/Freepik

Contudo, o registro não é sinônimo de uso: em 2024, 58,6% das marcas de defensivos químicos registrados não foram comercializadas, contrastando com o crescimento consistente dos bioinsumos, cujo portfólio se amplia e se integra a práticas agrícolas convencionais e orgânicas.

Em 2025, balanços evidenciam avanços no marco regulatório, com produtos inéditos, novos ingredientes ativos e ampliação dos modos de ação para manejo de pragas e doenças, estimulando pesquisa e inovação tecnológica.

A legislação prevê maior transparência e eficiência na análise de registros, com protocolos centralizados no Sistema Eletrônico de Informação do Mapa, em vigor desde setembro de 2025. “Em síntese, o mercado de bioinsumos representa uma evolução técnica e comercial, que busca agregar valor, segurança e sustentabilidade para o produtor rural. Investir em experimentação local, na capacitação de consultores e na construção de uma comunicação sólida é o caminho para acelerar a adoção desses produtos, beneficiando o agronegócio brasileiro como um todo”, enaltece.

Fonte: Assessoria Grupo GIROAgro
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Ausência sentida

Há 23 anos desaparecia Aury Luiz Bodanese, uma das maiores lideranças do cooperativismo brasileiro. O fato é, ainda, muito recente para dele se extrair todas as avaliações que uma perspectiva histórica pode proporcionar, mas não existem dúvidas sobre sua influência na estruturação e na evolução do sistema cooperativista catarinense.

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Há 23 anos desaparecia Aury Luiz Bodanese, uma das maiores lideranças do cooperativismo brasileiro. O fato é, ainda, muito recente para dele se extrair todas as avaliações que uma perspectiva histórica pode proporcionar, mas não existem dúvidas sobre sua influência na estruturação e na evolução do sistema cooperativista catarinense.

A extraordinária trajetória desse homem fascina a todos que o conheceram em vida ou que estudaram seus feitos. De origem humilde, tinha total obstinação pelo trabalho e entregou-se, precocemente, a tarefas laborais como, por exemplo, aos treze anos, transportar cereais do Alto Uruguai gaúcho até Porto Alegre, pilotando um caminhão Ford 1946, em viagens que duravam até oito dias. Nasceu em Barão do Cotegipe, na época (1934), distrito de Erechim (RS) e ainda jovem transferiu-se, com a família, para o distrito de Alto da Serra, em Chapecó (SC). Ali dedicou-se ao comercio de cereais até entrar em contato com o cooperativismo na década de 1960.

Aury teve participação decisiva na implantação e fortalecimento do cooperativismo. Em 1967 concebeu e coordenou a fundação da Cooperchapecó que, anos depois, viria a transformar-se na Cooperalfa, a maior cooperativa singular catarinense. Dois anos depois, em 1969, percebeu que era imperiosa a industrialização dos produtos primários para evitar que a região se limitasse a simples produtora/fornecedora de matérias-primas para a indústria de alimentos. Para materializar essa visão avançada, constituiu a Cooperativa Central Oeste Catarinense (atual Aurora Coop) e idealizou a compra de um frigorífico em situação falimentar. Nascia ali aquela que transformou-se em uma das duas maiores cooperativas centrais brasileiras. Perseguiu tenazmente a idéia de estruturar as cooperativas para que tivessem condições de transformar, beneficiar, industrializar a produção primária, agregando-lhe valor.

O sucesso da Cooperalfa e da Aurora Coop torna possível afirmar que Bodanese criou, dirigiu e estruturou o maior complexo cooperativo de Santa Catarina, oferecendo aos pequenos e médios produtores rurais condições de competitividade em todos os mercados. Fomentando a produção pecuária e de cereais, transformou o Oeste catarinense em um dos maiores produtores mundiais de alimentos.

Além de constituir e presidir as maiores sociedades cooperativistas de SC, Aury fundou e dirigiu todas as entidades do setor, como Ocesc, Fecoagro, Cocecrer (atual Sicoob), Itec, etc. Não acalentava projetos político-partidários nem pretensões eleitorais, mas foi homenageado como Cidadão Honorário de Santa Catarina em 1997 (por minha iniciativa) e de dezenas de municípios. Recebeu honrarias e prêmios de instituições nacionais e internacionais e, repetidas vezes, foi eleito liderança nacional dos segmentos agroindustrial avícola, agroindustrial suinícola, cooperativo etc.

Atuou no universo cooperativista, mas os efeitos de seus atos atingiram toda a sociedade pelo aumento da oferta de alimentos, pela geração e distribuição de riquezas, pela abertura de novos mercados.

Ausência sentida em milhares de corações, Aury será sempre lembrado em cada assembléia que se realizar, em cada tijolo que se assentar, em cada projeto que se implantar. Sua memória será cultuada em cada semente que plantarmos, em cada safra que colhermos, em cada nova fábrica que inaugurarmos, em cada gesto laboral de seus milhares de ex-colaboradores. Será honrado pelas milhares de famílias que o elegeram seu líder e porta-voz; pelos operários das indústrias erguidas pelas cooperativas e pelos dirigentes de dezenas de cooperativas criadas pela sua influência e pelo seu estímulo.

Fonte: Artigo escrito por José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC).
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