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Notícias Segundo Tereza Cristina

Acordo Mercosul-UE vai aumentar competitividade da agricultura brasileira

Tereza Cristina ainda esclareceu os principais pontos do acordo, como prazos e cotas

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Carlos Silva/Mapa

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia vai modernizar e aumentar a competitividade da agricultura brasileira, avaliou a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) na quarta-feira (03). Em entrevista à imprensa, ela afirmou que o acordo irá permitir que os produtos do país se tornem mais atraentes e alcancem um mercado de aproximadamente 700 milhões de pessoas.

“Vai trazer para o Brasil uma busca de mais qualidade e competitividade para acessar esse mercado, que é um mercado acessado por países como Canadá, Coreia. O Brasil vai estar em igualdade de condições”, disse a ministra.

Além de tornar as exportações para a União Europeia mais acessíveis para os grandes produtores, a ministra afirmou que a intenção do governo com a parceria é colocar os pequenos e médios produtores num patamar para que eles possam atingir esse mercado. “Nós vamos trazer essa possibilidade para esses produtos agrícolas que já são muito competitivos dentro da porteira”.

Durante a entrevista, a ministra ainda esclareceu os principais pontos do acordo, como o princípio da precaução, os prazos para ele entrar em vigor e as cotas com as quantidades de produtos alguns produtos agrícolas que poderão ter benefícios fiscais ao serem vendidos ao bloco europeu.

Ela também lembrou que a parceria poderá abrir caminho para novos acordos comerciais do Brasil, lembrando que há quatro acordos em vista que podem ser fechados nos próximos anos: com Associação Europeia de Livre Comércio, Canadá, Coreia do Sul e Cingapura

A ministra avaliou que a resistência da França ao acordo Mercosul-UE revela que os produtores daquele país “estão temendo a nossa competitividade”. “Para os brasileiros é muito bom, mostra que estão temendo nossa entrada no mercado”, afirmou. Para Tereza Cristina, a reação é “normal e esperada”. “Assim como nós vamos ter que fazer alguma adaptação, eles também terão que fazer”.

Princípio da precaução

O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Orlando Ribeiro, explicou a inclusão do princípio da precaução acordo. Segundo ele, esse era um elemento central para que o acordo fosse assinado. “A gente manteve a expressão mas encapsulou completamente qualquer possibilidade de uso do princípio contra o Brasil. Nós buscamos garantias para evitar ou reduzir o risco desse abuso que justificassem barreiras ao comércio”, disse.

Ele também explicou que princípio não consta do capitulo fitossanitário, apenas no capítulo sobre meio ambiente e sustentabilidade. “Isso já tira qualquer possibilidade de aplicação do princípio da precaução para temas sanitários”, disse.

“Nós colocamos várias garantias para que isso não fosse usado politicamente”, disse a ministra, lembrando que o princípio da precaução é um ponto que a União Europeia coloca como base nos seus acordos.

O secretário explicou que, em teoria, o princípio da precaução permite que um país rejeite a importação de um produto alegando que ele faz mal à saúde humana e quem tem que provar o contrário é o país exportador. “Se a gente aceitasse na acepção original, toda vez que fôssemos exportar os europeus poderiam dizer que não queriam importar um produto porque acham que faz mal à saúde”.

No entanto, foram incluídas nas negociações cláusulas expressas para evitar restrições arbitrárias. Assim, no acordo Mercosul-União Europeia, haverá a necessidade de basear as medidas em evidências cientificas. Caso essas evidências sejam inconclusivas, a aplicação do dispositivo ficou restrita a situações que ocorram no território da parte que aplica a medida, que deverá também assumir o ônus da prova.

Alíquotas

O secretário Orlando Ribeiro lembrou que, com o acordo, 82% das exportações agrícolas brasileiras ficarão com tarifa zero em dez anos. “O acordo cobre 99% das exportações. Ficou o mínimo com cotas e essas cotas são bastante generosas. Arroz, por exemplo, ficou com uma cota de 60 mil toneladas, frango 180 mil toneladas, açúcar 180 mil toneladas. A reação do setor produtivo tem sido bastante favorável”, disse.

A ministra também citou o caso do café solúvel e torrado, cujas tarifas serão totalmente zeradas em quatro anos. Ela lembrou que o Brasil  hoje só exporta café verde, em grão,  e que países como  Alemanha e Itália fazem os blends e vendem caro o produto,  como café gourmet. “Café é um exemplo muito bom. Teremos alíquota de 9% e desgravação em quatro anos”, explicou.

Tereza Cristina destacou, ainda, que houve grandes ganhos ao Brasil na exportação de frutas, um grande potencial brasileiro, ainda pouco explorado. Ela anunciou que a uva, por exemplo, terá a tarifa eliminada assim que o acordo entrar em vigor. E abacate terá alíquota zerada em quatro anos. O Brasil também se beneficiou com cotas de açúcar, etanol e carnes, setores tradicionalmente protegidos na Europa.

Meio ambiente

Sobre questões envolvendo o meio ambiente, a ministra afirmou que isso não será um entrave para a execução do acordo. Ela lembrou que o Brasil tem leis ambientais como o Código Florestal que devem ser cumpridas. “Não muda nada para nós, onde a produção está, ela tem que estar legalizada. O Brasil assinou o acordo de Paris e deve cumprir todas as suas metas”, afirmou.

Prazos

Antes de entrar em vigor, o acordo precisa ser aprovado pelos parlamentos da União Europeia e do Mercosul. A ministra disse confiar que isso ocorra em aproximadamente dois anos.

Fonte: MAPA
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Notícias Artigo

É melhor ter 10 vacas bem alimentadas do que 15 subnutridas

Manejo correto das pastagens reduz a dependência por silagem, feno e ração

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Artigo escrito por Carlos Mader Fernandes, engenheiro agrônomo e coordenador do programa de Pecuária da Epagri na área de extensão rural

Estamos passando por um momento extremamente difícil na pecuária. Uma associação de fatores, tanto de ordem climática quanto de ordem econômica, deverá repercutir na pecuária leiteira de Santa Catarina de forma mais acentuada nos próximos meses.

Os déficits hídricos no período de safra, associados à incidência de cigarrinha na cultura do milho, repercutiram na produtividade das lavouras, afetando a produção de grãos, silagens, pré-secados e fenos. Da mesma forma, esses fenômenos climáticos afetaram a produção de forragens, principalmente as de ciclo produtivo anual, como capim-sudão e milheto.

Em algumas regiões do estado, no período de janeiro a abril, os produtores têm o costume de plantar milho ou sorgo para produzir silagem (milho safrinha). Entretanto, observa-se que, nesse período, as produções são relativamente baixas devido às condições climáticas. Especialmente neste ano, o déficit hídrico dos meses de março e abril tende a agravar as perdas nessas lavouras, além de dificultar a semeadura de pastagens anuais de inverno.

A partir desse diagnóstico, e considerando as condições de preços do leite e sua relação de preços com os alimentos concentrados e conservados, é que devemos trabalhar as recomendações técnicas para os produtores de leite para os próximos meses:

– Inicialmente, é fundamental que técnicos e produtores realizem um exercício de orçamentação alimentar. Deve-se calcular, de um lado, a demanda diária de forragens para atender o rebanho por um período mínimo de 154 dias. De outro lado, calcular as reservas de alimento de que o produtor dispõe, associadas ao potencial produtivo das forrageiras disponíveis para o período de inverno.

– Se esse balanço entre demanda e disponibilidade forrageira for negativo, recomenda-se fazer o descarte de animais. O produtor deve iniciar o descarte pelos animais que jamais vão produzir leite: vacas com problemas sanitários, reprodutivos e/ou com idade avançada. Num segundo momento, recomenda-se descartar vacas com baixa produtividade. Lembre-se: é melhor ter dez vacas produzindo leite com boa rentabilidade do que 15 produzindo de forma antieconômica.

– Em relação aos alimentos concentrados, constata-se, no decorrer dos anos, que é cada vez mais importante produzir as rações na propriedade. Outra orientação é utilizar alimentos alternativos nas formulações de rações, como soja grão, casquinha de soja e cereais de inverno (trigo, farelo de trigo). Os técnicos da Epagri atualmente têm à disposição ferramentas para calcular a viabilidade técnica e econômica desses alimentos em substituição ao milho e ao farelo de soja.

– Outra medida fundamental é fazer o melhoramento de pastagens. A sobressemeadura de pastagens anuais de inverno nas áreas de pastagens perenes de verão reduz a dependência do produtor por alimentos conservados e diminui a necessidade de alimentos concentrados e de farelo de soja.

– No médio e no longo prazo, é importante que os produtores realizem um planejamento alimentar, compatibilizando a estrutura de rebanho com a estrutura de produção forrageira. A orientação é ter como base o uso de pastagens perenes de alto potencial produtivo, com alta resistência ao estresse hídrico, é o caso do capim pioneiro e da grama Tífton 85.

Fonte: Assessoria
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Notícias Capacitação

Em menos de uma semana acontece o V Congresso sobre Tecnologia da Produção de Alimentos para Animais

Evento acontece nos dias 12 e 13 de maio de 2021

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Dentro de menos de uma semana, nos dias 12 e 13 de maio de 2021, o Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) realiza o V Congresso sobre Tecnologia da Produção de Alimentos para Animais.

Seguindo os protocolos atuais de distanciamento social, o CBNA realiza novo evento no ambiente virtual. Já com um Know How sobre eventos online e suas particularidades, o CBNA recebe os palestrantes Antonio Apércio Klein, José Luiz Ferraz, José Fernando Raizer, Marco Antonio Lara, Lucas Pagnussatt, Sandra Bonaspetti, Phillip Wellhausen, Luiz Pereira, Eduardo Soffioni, Marcel Franitza, Cassiano Ferreira, Pablo Aguilar Gomez, Fernando Jaboinski e Alvaro Ghedin.  Eles concordam que “Teremos cada vez mais atividades online no futuro, pois houve entendimento e aceitação desta nova maneira de trabalhar e interagir”, como diz Sandra Bonaspetti.

O CBNA promete um ano de agenda cheia e adaptada com ferramentas tecnológicas, já que houve entendimento e aceitação desta nova maneira de trabalhar e interagir.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas através da página www.cbnatecnologia.com.br.

Fonte: Assessoria
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Notícias Soja

Colheita da soja se encaminha para o final no Rio Grande do Sul

Já estão colhidos 87% dos cultivos desta safra

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Divulgação/AENPr

A cultura da soja no Rio Grande do Sul se encaminha para o final do ciclo. De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido e publicado na quinta-feira (06), pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricutlura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), já estão colhidos 87% dos cultivos desta safra. Outros 12% das lavouras estão em maturação e 1% ainda em enchimento de grãos.

Em regiões onde a colheita da soja está mais adianta, cerealistas abrem o silo e produtores dão atenção à continuidade da colheita do milho. No RS, 84% das lavouras estão colhidas. Outros 10% das lavouras estão em maturação e 6% ainda em enchimento de grãos.

Restam apenas 3% das lavouras de arroz a serem colhidos, que estão em fase de maturação. Com a safra praticamente concluída (97%), o Rio Grande do Sul colhe boa produção. Nas áreas colhidas, produtores conduzem bovinos de corte.

Fonte: Emater/RS
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