Avicultura No Rio Grande do Sul
Ações contra gripe aviária mobilizam mais de 100 profissionais em Montenegro
Cinco barreiras sanitárias já foram instaladas e equipes de vigilância atuam desde sábado (17) em propriedades no raio em que um caso da doença foi confirmado.

O governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), deu início no último sábado (17) às ações de contenção e vigilância ativa após a confirmação de um caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em uma granja de reprodução avícola no município de Montenegro.
De acordo com balanço da Seapi, 94 propriedades foram vistoriadas no primeiro dia de atuação das equipes de campo. Do total, 27 estão localizadas na área perifocal, em um raio de três quilômetros do foco, e 67 na área de vigilância, que compreende um raio de até dez quilômetros. Também foi inspecionada uma granja de recria de aves, a única unidade comercial dentro da área de vigilância.
Durante as visitas, foi realizada uma coleta em ave de subsistência com suspeita da doença. Segundo a Seapi, qualquer ocorrência de sinais clínicos compatíveis com influenza aviária, como sintomas respiratórios, neurológicos ou mortalidade súbita em aves, deve ser imediatamente comunicada ao serviço veterinário estadual. As notificações podem ser feitas por meio das Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, pelo sistema e-Sisbravet ou via WhatsApp, no número (51) 98445-2033.
Barreiras sanitárias
Paralelamente às vistorias, foram instaladas cinco barreiras sanitárias nas imediações da granja foco da infecção. Três dessas barreiras estão no raio de três quilômetros, sendo uma de bloqueio total e duas na área de vigilância. As estruturas funcionam 24 horas por dia e têm como objetivo impedir o trânsito de animais, pessoas e veículos que possam representar risco à disseminação do vírus.
As ações envolveram oito equipes e um efetivo de 59 servidores da Seapi, incluindo fiscais agropecuários, técnicos agrícolas e profissionais de apoio. O trabalho também contou com o apoio de dois servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), cinco da Prefeitura de Montenegro e 50 agentes da Brigada Militar. “Conseguimos visitar 90% das propriedades localizadas no raio de três quilômetros do foco, que era a prioridade neste primeiro dia de atuação”, afirmou a diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Rosane Collares.
As ações integram o Plano de Contingência para Influenza aviária e seguem as diretrizes nacionais de biosseguridade, com foco na proteção da avicultura comercial brasileira e na manutenção do status sanitário do País.

Avicultura
Mato Grosso do Sul discute regras para monitoramento de Salmonella em aves
Consulta pública busca participação do setor produtivo na construção de normativa para reforçar a sanidade e a competitividade.

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) está com consulta pública aberta sobre o controle e o monitoramento de Salmonella em estabelecimentos avícolas comerciais de corte no Estado de Mato Grosso do Sul. O objetivo da consulta pública nº 001/2026 é receber sugestões, comentários e contribuições sobre o controle e o monitoramento de Salmonella em estabelecimentos avícolas comerciais de corte no Estado de Mato Grosso do Sul, com vistas à elaboração de ato normativo sobre a matéria.

Foto: Jonas Oliveira
As contribuições podem ser enviadas até 19 de março por todos os interessados, em especial produtores rurais, entidades do setor, associações e sindicatos, acesse clicando aqui.
A documentação e o formulário eletrônico para o registro das contribuições, assim como os critérios e procedimentos para participação estão à disposição dos interessados clicando aqui.
O diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold reforça que a consulta pública é fundamental para fortalecer a cadeia da avicultura. “É um setor estratégico para o desenvolvimento econômico do Mato Grosso do Sul. A sanidade avícola é um pilar essencial para a competitividade e a sustentabilidade dessa cadeia produtiva, e a participação de médicos veterinários, laboratórios e produtores é crucial para aprimorarmos os processos de diagnóstico e monitoramento de doenças.”, destacou.
Avicultura
Conbrasfran 2026 discute novos desafios da avicultura além da produção nas granjas
Evento aborda impacto de custos, comércio global e ambiente regulatório na competitividade da cadeia.

Pressionada por custos de produção, volatilidade no comércio internacional e riscos sanitários, a avicultura brasileira começa a ampliar o foco de seus debates técnicos para além da produção dentro das granjas. Questões como ambiente regulatório, eficiência logística, geopolítica e estratégias comerciais passam a ganhar espaço nas discussões do setor, refletindo uma mudança no perfil dos desafios enfrentados pela cadeia.
Esse movimento será um dos eixos centrais da Conbrasfran 2026, a Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango, que estruturou sua programação técnica em diferentes frentes para acompanhar a complexidade crescente da atividade. Ao longo de três dias, a agenda setorial reunirá fóruns já consolidados e novos espaços de debate.
Para o presidente Executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e organizador do encontro, José Eduardo dos Santos, a programação responde a um novo contexto econômico global e operacional do setor. “A avicultura continua sendo altamente eficiente do ponto de vista produtivo, mas hoje o resultado está cada vez mais condicionado a fatores externos, como custos logísticos, geopolítica, ambiente tributário e acesso a mercados. Discutir esses temas de forma integrada é essencial para manter a competitividade”, afirma.
Outras informações sobre a 2ª Conbrasfran, realizada pela Asgav, podem ser encontradas na página do evento, acesse clicando aqui, através do Instagram @conbrasfran, do What’sApp (51) 9 8600.9684 ou do e-mail conbrasfran@asgav.com.br.
Avicultura
Avicultura brasileira projeta produção de 15,8 milhões de toneladas em 2026
Crescimento estimado em 2,3% mantém Brasil entre os maiores produtores globais.

A avicultura brasileira segue operando em um cenário de desafios, mas mantém desempenho estável diante da demanda interna e externa. A expectativa é de menor espaço para novas quedas nos preços da carne de frango no país, que continua competitiva em relação à carne bovina.
No cenário internacional, a produção de carne de frango da China foi revisada para cima pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A estimativa aponta crescimento de 4,8% em 2026, alcançando 17,3 milhões de toneladas, o que deve consolidar o país como o segundo maior produtor global, atrás apenas dos Estados Unidos. Já o Brasil deve registrar aumento de 2,3% na produção, chegando a 15,8 milhões de toneladas, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Entre os exportadores, a China também amplia presença no mercado. As exportações do país asiático devem crescer 29% neste ano, atingindo 1,4 milhão de toneladas e superando a Tailândia, ocupando a quarta posição global.
No Brasil, os custos de ração permaneceram controlados, mas a queda nos preços da carne de frango ao longo de março reduziu a margem da atividade no mercado interno. Ainda assim, o setor segue sustentado pela demanda externa, que continua firme mesmo com o aumento dos custos logísticos, influenciados pelo cenário no Golfo Pérsico.
A carne de frango mantém competitividade frente à bovina, principalmente diante da ausência de expectativa de queda nos preços do boi. Com isso, o mercado indica menor espaço para novas reduções nos preços da proteína avícola.
O setor também monitora riscos no cenário internacional, especialmente ligados ao Estreito de Ormuz, região estratégica para o escoamento das exportações brasileiras de frango. Além disso, há atenção em relação à safra de milho, já que a consolidação da safrinha depende das condições climáticas nas próximas semanas, o que pode impactar os custos de produção.



