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Bovinos / Grãos / Máquinas Na cidade de Canhotinho

ACNB promove 1ª etapa do Circuito Nelore de Qualidade 2023 em Pernambuco

Iniciativa avalia resultados obtidos pelos produtores, cada qual em sua realidade e sistema de produção.

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Foto: Shutterstock

A 25ª edição nacional do Circuito Nelore de Qualidade 2023 teve início nesta semana. A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) promoveu, na terça-feira (25), a primeira etapa em Canhotinho (PE), no frigorífico Masterboi. Participaram da avaliação de carcaça em torno de 300 bovinos. A etapa foi realizada em parceria com a Associação dos Criadores de Nelore do Nordeste (ACNN). A atual edição do circuito tem o apoio de Matsuda Sementes e Nutrição Animal.

“É uma grande honra iniciar mais uma edição do maior campeonato de avaliação de carcaças bovinas do mundo, em especial por começarmos nossa jornada no Nordeste, região que tem se tornado cada vez mais importante para a pecuária”, enfatizou o presidente da ACNB, Nabih Amin El Aouar.

A pecuária bovina é uma das principais atividades econômicas de Pernambuco, e o município de Canhotinho destaca-se como um polo de criação e comercialização de gado. São mais de 31 mil cabeças na cidade. “Com a chegada da Masterboi à região, pudemos evoluir ainda mais com a pecuária de corte no município. Hoje, Canhotinho é um exemplo de pecuária forte e sustentável, contribuindo para o desenvolvimento econômico e para a produção de alimentos de qualidade para a população”, destaca o presidente da ACNN, Ricardo Frederico Kuhni.

Para 2023, a ACNB já anunciou duas novidades para o Circuito Nelore de Qualidade. A primeira é a faixa de peso de carcaça em que os machos julgados recebem a pontuação máxima. Até 2022, os bovinos que pesassem de 18 a 25 arrobas recebiam nota 10. Em 2023, o limite mínimo para alcançar tal nota sobe duas arrobas. Agora, apenas as carcaças de machos que pesarem de 20 a 25 arrobas receberão a nota máxima. Os bovinos que pesarem de 18 a 20 arrobas receberão nota 9. Para as fêmeas, não há alteração: as que tiverem de 14 a 18 arrobas de peso seguem recebendo nota máxima na avaliação dos técnicos em cada etapa.

Outra novidade é a criação de prêmio específico para o Melhor Lote de Carcaça de Machos e/ou Fêmeas Terminado em Pastagens. Antes, a premiação era entregue apenas ao fim do campeonato, de forma nacional, na cerimônia de premiação do Nelore Fest. Agora, o reconhecimento será entregue em cada etapa.

Calendário nacional

As próximas etapas nacionais do Circuito acontecem nas seguintes datas:

20/06 – Friboi de Tucumã (PA)
27/06 – Friboi de Araguaína (TO)
11/07 – Friboi de Marabá (PA)
18/07 – Friboi de Pontes e Lacerda (MT)
25/07 – Friboi de Porto Velho (RO)
01/08 – Friboi de Rio Branco (AC)
08/08 – São Miguel do Guaporé (RO)
08/08 – Friboi de Água Boa (MT)
15/08 – Friboi de Confresa (MT)
17/08 – Friboi de Colíder (MT)
24/08 – Frisa de Colatina (ES)
29/08 – Friboi de Andradina (SP)
31/08 – Lins (SP)
05/9 – Friboi de Anastácio (MS)
06/09 – Friboi de Nova Andradina (MS)
12/09 – Friboi de Pimenta Bueno (RO)
19/09 – Friboi de Vilhena (RO)
21/09 – Friboi de Iturama (MG)
26/09 – Friboi de Ituiutaba (MG)
28/09 – Friboi de Alta Floresta (MT)
03/10 – Friboi de Pedra Preta (MT)
06/10 – Friboi de Mozarlândia (GO)
10/10 – Friboi de Senador Canedo (GO)
17 e 18/10 – Friboi de Barra do Garças (MT)
19/10 – Friboi de Campo Grande (MS)
23/10 – Masterboi de Canhotinho (PE)
25 e 26/10 – Frisa de Nanuque (MG)
31/10 – Friboi de Araputanga (MT)
01/11 – Friboi de Naviraí (MS)
11/09 – Fribal de Imperatriz (MA)
14/11 – Friboi de Redenção (PA)
16/11 – Frisa de Teixeira de Freitas (BA)
17/11 – Friboi de Santana do Araguaia (PA)
21/11 e 22/11 – Friboi de Diamantino (MT)
28/11 – Friboi de Itapetinga (MT)
30/11 – Friboi de Campo Grande (MS)
Contatos para inscrições

Circuito Nelore de Qualidade

Realizado pela ACNB, o Circuito Nelore de Qualidade fortalece e promove a genética Nelore, contribuindo para a evolução da raça e seu posicionamento como produtora de carne de qualidade. A iniciativa avalia resultados obtidos pelos produtores, cada qual em sua realidade e sistema de produção.

Promovido desde 1999 no Brasil, o Circuito conta com apoio de Friboi, Frisa, Fribal, Masterboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal. Na Bolívia, a iniciativa tem apoio do frigorífico local Fridosa e é organizada em conjunto com a Asocebu. No Paraguai, a organização é da Associação Paraguaia dos Criadores de Nelore. O Circuito Nelore de Qualidade é o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo.

Fonte: Assessoria ACNB

Bovinos / Grãos / Máquinas

Banco de antígenos amplia proteção do rebanho brasileiro contra a febre aftosa

Estoque de 10 milhões de doses permitirá resposta imediata em caso de novos focos da doença e ajudará a preservar o status sanitário do país.

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Foto: Shutterstock

O Brasil deu mais um passo para fortalecer sua defesa sanitária animal com a inauguração, nesta sexta-feira (17), do 1º Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa. Instalada em Buenos Aires, na Argentina, a estrutura manterá um estoque estratégico de antígenos para a fabricação de vacinas em caso de eventual reintrodução da doença no Brasil.

Resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa argentina Biogénesis Bagó, a iniciativa representa uma conquista inédita para o país.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes. Manter esse status exige vigilância permanente, planejamento e investimentos em prevenção. A criação desse banco representa uma camada adicional de proteção para o nosso rebanho e demonstra o compromisso com a sanidade”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

O Banco Nacional conta, inicialmente, com um estoque de 10 milhões de doses de antígenos correspondentes aos dois sorotipos do vírus da febre aftosa com maior circulação histórica no Brasil. O contrato prevê ainda a possibilidade de fornecimento de mais 10 milhões de doses ao longo dos próximos dez anos, em casos de eventuais surtos. O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas, caso seja identificado algum foco da enfermidade.

“A manutenção desse estoque é um requisito para que o Brasil preserve o reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Os produtores rurais podem ficar mais confiantes de que, em surtos localizados da doença, haverá uma resposta rápida”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas

Por questões de biossegurança, esse material permanece armazenado fora do território brasileiro. Países como Estados Unidos e Reino Unido também adotam esse modelo, mantendo estoques estratégicos na unidade da Biogénesis Bagó, na Argentina.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, Rodolpho Botelho, que acompanhou a cerimônia de inauguração, o Paraná tem histórico de protagonismo nas ações de defesa agropecuária e colhe os resultados desse trabalho por meio da abertura de mercados e da valorização da produção estadual.

“Sempre fomos referência em sanidade animal. Essa credibilidade abre mercados para a nossa produção e fortalece a competitividade da agropecuária no comércio internacional. Esse banco de antígenos é mais uma etapa no protocolo para o fortalecimento da sanidade”, reforça.

Para o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, o banco representa uma ferramenta estratégica para proteger o rebanho e também preservar o comércio internacional de proteína animal.

“Hoje, a Organização Mundial de Saúde Animal prevê protocolos que permitem isolar a área afetada, fazer a vacinação e controlar o foco sem comprometer o status sanitário do país. O banco de antígenos é uma ferramenta extremamente importante para garantir essa resposta”, esclarece.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Mercado futuro do leite ganha espaço entre produtores paranaenses

Sistema Faep destaca potencial da ferramenta para garantir maior segurança, transparência e previsibilidade na comercialização.

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Foto: Isabele Kleim

Desde o dia 13 de maio, a cadeia brasileira do leite conta com o chamado “mercado futuro”, pelo qual os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro (ferramenta hedge) garante mais proteção, previsibilidade, transparência e rentabilidade ao setor, que sofre com os riscos das oscilações do preço do leite. O avanço desta ferramenta entre os produtores foi tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, nesta quinta-feira (16).

“Essa ferramenta traz mais segurança para os nossos produtores de leite. O mercado futuro já é uma realidade para outras commodities agrícolas como soja, milho e boi gordo. É questão de tempo para os pecuaristas se familiarizarem e usufruírem dos benefícios”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Produtores presentes na reunião da CT de Bovinocultura de Leite representaram as principais bacias leiteiras do Paraná

Para auxiliar neste processo, a reunião contou com a participação de Marianne Tufani, gerente de riscos da StoneX Leite Brasil, que detalhou o funcionamento da ferramenta e tirou dúvidas sobre o mercado futuro de leite.

“Todas as demais cadeias, como a da soja, milho e boi gordo, aprenderam a usar. Nós também vamos nos beneficiar com isso”, comenta o presidente da CT de Bovinocultura de Leite e produtor de leite, Eduardo Lucacin. “É preciso conhecer bem o nosso negócio, os nossos custos, para saber o melhor momento de travar o preço”, complementa.

O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema Faep, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Marianne lembrou que, no mercado mundial de leite, 70% dos players já utilizam o mercado futuro.

“O primeiro passo para quem quer saber como funciona é abrir uma conta na corretora. O quanto antes, melhor, pois é um processo burocrático que exige documentação e análises extensas e minuciosas. Não tem custo essa abertura”, explica Marianne.

Temas prioritários

Ainda na reunião do CT de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, outros temas como a questão sanitária, preços e custo de produção, problemas no fornecimento de energia elétrica e oportunidades de capitalização estiveram em discursão. Os produtores relataram, mais uma vez, a preocupação com o custo da energia e a falta de qualidade do serviço da concessionária, que coloca em risco a produção.

O presidente da Comissão, Eduardo Lucacin, conduziu a reunião e mediou os debates sobre os temas prioritários para o setor

“Leite perdido, equipamento queimado. O que mais tem é produtor com situações como essas. O Sistema Faep tem atuado em Brasília e via Ministério Público Estadual, para cobrar da concessionária a qualidade do serviço. Porém, talvez tenhamos que, como comissão, pensar em soluções e outras alternativas para minimizar os danos”, afirma Lucacin.

Quanto à sanidade, o tema do combate à Brucelose apareceu no debate. “O controle da doença é pré-requisito básico para nos tornarmos competitivos em nível mundial”, diz o vice-presidente da CT, Roger van der Vinne, que também é médico veterinário e produtor em Carambeí, na região dos Campos Gerais. “Cada um em sua propriedade precisa dar o exemplo, gerindo a saúde do rebanho, realizando os testes e vacinação e buscando a certificação de livre da doença”, destaca.

Outro assunto que também foi discutido na reunião da comissão foi a possibilidade de aumento da rentabilidade com os derivados, em especial os sólidos, a proteína do soro (whey) e o concentrado proteico do leite. “A gente tem que preparar para todas essas tendências. Buscamos isso pela comissão e pelo Conseleite”, conclui o presidente da CT.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Fundesa-RS adia início da cobrança de taxas sobre rebanhos por instabilidade em sistema

Emissão de boletos foi suspensa após identificação de problemas técnicos. Nova data para o início da arrecadação ainda não foi definida.

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Foto: Adapar/Paraná

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS) adiou o início da arrecadação das taxas incidentes sobre a existência de animais declarados na Declaração Anual de Rebanho. A cobrança estava prevista para começar na quarta-feira (15), mas foi suspensa devido a instabilidades técnicas no novo sistema de emissão de boletos.

Foto: Maurílio Fernandes de Oliveira

Segundo o Fundesa-RS, os problemas identificados impedem, neste momento, a operacionalização do processo de arrecadação junto aos produtores rurais.

Em nota, o fundo informou que a equipe técnica e os responsáveis pelo processamento das informações fornecidas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) trabalham em caráter prioritário para corrigir as inconsistências do sistema.

Nova data ainda não foi definida

De acordo com o Fundesa-RS, o objetivo é restabelecer o funcionamento da plataforma de forma que a arrecadação ocorra com transparência, agilidade e segurança jurídica para os contribuintes.

Até o momento, não foi divulgada uma nova data para o início da cobrança. O fundo informou que o cronograma atualizado será comunicado pelos canais oficiais da instituição e também pelas entidades que integram o Fundesa-RS, assim que o sistema estiver plenamente operacional.

Fonte: Assessoria Fundesa-RS
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