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Acirramento da disputa entre EUA e China impulsiona valores internos da soja

Recente desvalorização da moeda chinesa frente ao dólar encarece as aquisições de produtos norte-americanos por parte da China

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Divulgação/MAPA

O acirramento da guerra comercial, e agora cambial, entre Estados Unidos e China elevou com força os preços da soja no Brasil nos últimos dias. Segundo pesquisadores do Cepea, a recente desvalorização da moeda chinesa frente ao dólar encarece as aquisições de produtos norte-americanos por parte da China, deslocando compradores de commodities agrícolas para o Brasil.

Além disso, a maior demanda chinesa pela soja brasileira também foi favorecida pela desvalorização do Real frente ao dólar – a moeda brasileira permaneceu praticamente estável frente à chinesa (Renminbi – CNY) no período. Nesse cenário, entre 2 e 9 de agosto, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) subiu 4,2%, para R$ 83,58/saca de 60 kg na sexta-feira (09). O Indicador CEPEA/ESALQ Paraná, por sua vez, avançou 4,3%, a R$ 77,53/sc de 60 kg na sexta.

Fonte: Cepea
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Notícias

USDA mantém estimativas para nova safra de soja e milho do Brasil

Estimativa representaria um crescimento de cinco milhões de toneladas na comparação com a temporada anterior

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REUTERS/Inaê Riveras

A safra de soja do Brasil 2020/21 foi estimada nesta sexta-feira (10) em recorde de 131 milhões de toneladas, estável ante previsão de junho, de acordo com avaliação divulgada pelo Departamento de Agricultura do Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).

A estimativa, que engloba a safra que será plantada a partir de setembro, representaria um crescimento de cinco milhões de toneladas na comparação com a temporada anterior, de acordo com dados do USDA.

Já a safra de milho do Brasil em 2020/21 foi vista em 107 milhões de toneladas, também estável ante a previsão de junho, mas com um aumento de seis milhões de toneladas versus o ciclo anterior.

Fonte: Reuters
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Notícias Safra de inverno

USDA estima safra de trigo brasileira em 5,7 mi de toneladas

Área está estimada em 2,2 milhões de hectares, um aumento de 7% em relação ao ano passado

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Cleverson Beje

A produção brasileira de trigo na safra 2020/2021 é estimada em 5,7 milhões de toneladas, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Departamento de Agricultura do Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês). Já a área está estimada em 2,2 milhões de hectares, um aumento de 7% em relação ao ano passado. O rendimento é estimado em 2,62 toneladas por hectare, um aumento de 3% em relação ao ano passado e de 2% em relação à média de cinco anos.

O plantio começou em abril no Paraná e está quase completo, com progresso ligeiramente à frente do ano passado e da média de cinco anos, conforme reportado pela Secretaria Estadual de Agricultura e Departamento de Abastecimento da Economia Rural (DERAL/SEAB).

Já o Rio Grande do Sul começou a plantar em maio, com 87% plantado a partir de 2 de julho, conforme informado pela Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (EMATER-RS). Uma área plantada maior para 2020/21 também contribui para o aumento da estimativa de produção em comparação com o ano passado.

Fonte: O Presente Rural
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Notícias Alta de 24,5%

Exportações do agronegócio ultrapassam US$ 10 bilhões em junho

Desempenho favorável é resultado principalmente das vendas de soja, açúcar, carnes bovina e suína

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Ivan Bueno/APPA

As exportações do agronegócio foram recordes para os meses de junho nesse mês de junho de 2020, com registros de vendas externas de US$ 10,17 bilhões. Houve crescimento de 24,5% em relação às exportações em junho de 2019 (US$ 8,17 bilhões).

De acordo com o Boletim da Balança do Agronegócio, divulgado nesta sexta-feira (10) pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SCRI-Mapa), em nenhum ano da série histórica (1997-2020) as exportações do agronegócio ultrapassaram US$ 10 bilhões para meses de junho.

O principal setor responsável pelo crescimento das exportações foi o complexo soja. As vendas externas do setor subiram de US$ 3,53 bilhões em junho de 2019 para US$ 5,42 bilhões em junho de 2020, o que representa uma alta de 53,4% ou quase US$ 1,9 bilhão de crescimento em valores absolutos. Para efeito de comparação, as exportações do agronegócio cresceram US$ 2,0 bilhões comparando-se junho de 2019 e junho de 2020.

A exportação de soja em grãos (13,8 milhões de toneladas) teve grande influência nestes valores, alcançando US$ 4,67 bilhões em junho de 2020, com expansão do quantumem 5,2 milhões de toneladas na comparação dos meses de junho de 2020 e 2019. A SCRI também ressalta a retomada das exportações de açúcar, que subiram quase 1,5 milhão de toneladas relativo aos dois períodos.

A China foi o principal país responsável pela expansão do volume exportado pelo Brasil, adquirindo 70% da soja em grãos brasileira em junho. O país asiático elevou ainda as aquisições de produtos do agronegócio brasileiro em US$ 1,3 bilhão entre junho de 2019 e junho de 2020: 65% do crescimento em valores absolutos das exportações brasileiras do agronegócio observados junho de 2019 e junho de 2020.

O agronegócio brasileiro aumentou a sua participação nas exportações brasileiras de 44,4% (junho-2019) para 56,8% no mês pesquisado. Por sua vez, as importações do agronegócio diminuíram de US$ 984,55 milhões (junho 2019) para US$ 826,28 milhões em junho de 2020 (-16,1%). Desta forma, o saldo da balança atingiu US$ 9,3 bilhões.

Carnes

As vendas externas de carnes foram de US$ 1,41 bilhão (4,5%). O volume exportado de carnes foi recorde para os meses de junho (626,5 mil toneladas). A carne bovina representou mais da metade do valor exportado de carnes, com registros de US$ 742,56 milhões. Tanto o valor mencionado como o volume (176,6 mil toneladas) foram recordes para os meses de junho.

A carne suína também apresentou valor e volume recorde em vendas externas para o mês de junho. As exportações foram de US$ 196,86 milhões, com volume de 95 mil toneladas. Já as exportações de carne de frango foram de US$ 438,23 milhões (-32,1%), com queda de 13,6% no volume exportado e redução de 21,4% no preço médio de exportação.

A China se destacou mais uma vez nas aquisições de carnes brasileiras, tendo importado metade da carne bovina e suína exportada pelo Brasil. A participação da China nas aquisições de carne de frango também foi relevante, chegando a 23,7% do total exportado.

Álcool e açúcar

O complexo sucroalcooleiro foi o setor que teve o maior aumento percentual das exportações dentre os principais setores exportadores do agronegócio brasileiro, elevando-se 74,5% na comparação entre junho de 2019 e junho de 2020, passando de US$ 536,12 milhões para US$ 935,37 milhões.

As exportações de açúcar de cana representaram a maior parte do valor exportado pelo setor, com US$ 810,80 milhões (+80,4%) e quase 3 milhões de toneladas exportadas (+94,8%).

O álcool também registrou elevação nas vendas externas, subindo de US$ 85,83 milhões (junho de 2019) para US$ 122,71 milhões exportados em junho deste ano.

De acordo com a SCRI, o crescimento das exportações brasileiras de cana de açúcar está vinculado à quebra das safras de cana de açúcar 2019/2020 na Índia e na Tailândia, que possibilitou a ampliação das exportações para diversos mercados. A Indonésia é um mercado que não importou nada de açúcar brasileiro em junho de 2019 e adquiriu US$ 86,78 milhões no mês passado.

Fonte: MAPA
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