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Suínos / Peixes

ACCS tem eleição nesta sexta-feira e Lorenzi é candidato único

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Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) tem eleição nesta
sexta-feira (12), quando acontece a Assembleia Anual de Prestação de Contas. A
eleição será realizada na sede da entidade, às 10h30.  O atual presidente, Losivanio Luiz de Lorenzi
é candidato único para presidir a entidade na gestão 2013/2017.

Na
chapa ainda tem: vice-presidente  Vilson
Spessatto de Descanso, que representa os produtores de material genético.
Conselho Fiscal Efetivo: Indelsino Maltauro de Peritiba, que representa as
cooperativas por ser integrado de uma delas. Valdemar Zanluchi de Seara, que
representa os Sindicatos dos Produtores Rurais por ser o Presidente no
município. Ricardo Perlochner de Treze Tílias, representando os integrados das
Mini-Integradoras. Os Suplentes são: Valdir Moraes de Armazém, representando o
sistema de integração das indústrias. Daniel Michels de Braço do Norte,
representando os produtores Independentes e Marcos Antonio Spricigo, de Arroio
Trinta, representando os frigoríficos.

Fonte: Luciany Franco/O Presente

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Suínos / Peixes Saúde Animal

Critérios para realização do correto diagnóstico para PCV2

Quando falamos de diagnóstico diferencial do PCV2-SD todas as doenças que causam deterioração nos suínos devem ser incluídas

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Mauro Rodrigo Souza, assistente técnico da Ceva Saúde Animal e William Costa, gerente técnico da Ceva Saúde Animal

O Circovírus porcino tipo 2 (PCV2) tem sua manifestação nas formas subclínica e clínicas, onde na forma clínica temos 5 apresentações: Doença Sistêmica (PVC2-SD) que anteriormente era chamada de PMWS, doença respiratória (PCV2-LD), doença entérica (PCV2-ED), doença reprodutiva (PCV2-RD) e síndrome de dermatite e nefropatia (PDNS).

Na primeira semana pós infecção o vírus começa a se replicar, porém tem uma difícil detecção nos tecidos, mas há viremia e o animal está em estado subclínico/pré-clínico da doença. Da segunda a terceira semana pós infecção a viremia continua e a quantidade de vírus aumenta, possibilitando a detecção do PCV2 nos tecidos linfoides e em outros órgãos. O suíno ainda se mantem em estado subclínico/pré-clínico. Da terceira semana em diante, se houver uma resposta imune eficaz a viremia diminui e a infecção fica sob controle, a quantidade de PCV2 nos tecidos é baixa e as lesões são leves resultando em uma infecção subclínica. Frente a uma resposta imune ineficaz a replicação vírus continua resultando em uma viremia elevada. Como consequência encontramos uma quantidade de vírus entre moderada e alta em tecidos linfoides, com lesões de moderadas a intensas resultando em uma doença sistêmica. Entre a 7ª e a 12ª semana de idade ocorre a soroconversão e podemos ter a duração dos anticorpos até 28 semanas.

Infecção subclínica pelo PCV2 (PCV2-SI)

Possivelmente a doença por PCV2 é a mais importante a nível econômico, pois causa uma redução considerável no crescimento. Uma granja sem sinais clínicos relacionados a uma PCV2D, porém com testes que confirmam uma infecção por PCV2 (PCR ou testes sorológicos), consideramos uma exploração afetada pelo PCV2-SI.

Doença sistêmica por PCV2 (PCV2-SD)

A SD tem causa multifatorial na qual o PCV2 é o principal agente infeccioso envolvido. Porém, as infecções naturais e experimentais por esse vírus na sua maioria causam uma infecção subclínica, embora em alguns casos sintomas muito importantes como perda e morte aparecem. Em muitas infecções naturais na PCV2-SD, há uma dificuldade de estabelecer o fator de risco específico que desencadeou a doença.

Consideramos que um suíno ou um grupo de suínos sofre de doença sistêmica por PCV2 quando temos um comprometimento e atraso no crescimento, frequentemente com dispneia e aumento dos linfonodos inguinais, ocasionalmente icterícia. O diagnóstico da PCV2-SD baseia-se no aparecimento de uma condição caracterizada principalmente por perda e mortalidade acima do esperado e / ou no nível histórico da granja, assim como no diagnóstico individual da doença. A evolução da PCV2-SD para uma forma mais branda e crônica (menor mortalidade e quadro clínico menos evidente) contribuiu com o fato de que, supostamente, é mais difícil diagnosticar a PCV2-SD em granjas suspeitas que tiveram resposta a vacinação contra o PCV2.  Também é importante ressaltar que a eficácia da vacina contra o PCV2 reduziu o interesse em diagnosticar a PCV2-SD. Parte dos veterinários de campo prefere usar o sistema de “tentativa e erro” (vacinar e verificar o resultado dessa vacinação) em vez de realizar um diagnóstico laboratorial.

Doenças respiratórias por PCV2 (PCV2-LD) e doenças entéricas por PCV2 (PCV2-ED)

Sabemos que a infecção por PCV2 é uma infecção viral sistêmica, podendo localizar o vírus no sistema respiratório e/ou entérico. Embora considerado uma doença diferente da PCV2-SD, acredita-se que o PCV2 exerça seus efeitos nos sistemas respiratório e entérico especialmente dentro da PCV2-SD ou PCV2-SI.

Doença reprodutiva (PCV2-RD)

O PCV2 é um patógeno que tem a capacidade de replicar em fetos e causar danos aos seus órgãos. Associa-se a sua prevalência baixa ou muito baixa à existência de imunidade coletiva.

O diagnóstico da PCV2-RD deve ser baseado em três critérios: 1) Abortos prematuros e leitões natimortos, às vezes com evidente hipertrofia do coração; 2) Presença de lesões cardíacas caracterizadas por extensa miocardite fibrosa e/ou necrosante; 3) Presença de grandes quantidades de PCV2 em lesões do miocárdio e outros tecidos fetais.

Síndrome de dermatite e nefropatia (PDNS)

Conhecida antes da primeira descrição da PMWS e considerada uma reação de hipersensibilidade do tipo II. Em algumas situações evidentes apontaram o PCV2 como o antígeno associado o que nunca foi comprovado. Entretanto, o uso de vacinas contra PCV2 quase eliminou essa síndrome.

A PDNS tem seu diagnóstico baseado em dois critérios principais: Presença de lesões cutâneas hemorrágicas e necróticas localizadas principalmente nas extremidades posteriores e na região perineal, e/ou rins edemaciados e pálidos com petéquias corticais generalizadas; Presença de vasculite sistêmica necrosante e glomerulonefrite necrosante e fibrina. Atualmente, a detecção de PCV2 não é um critério de diagnóstico para PDNS.

Diagnosticamos de forma correta a infecção por PCV2 e suas enfermidades associadas?

O diagnóstico de doenças multifatoriais sempre é difícil de estabelecer quando o agente infeccioso essencial é de ampla distribuição. Isso significa que só a detecção dos microrganismos patogênicos ou dos anticorpos diante de um elemento não é suficiente para diagnosticar os doentes. De fato, a detecção do agente ou revelar a existência de infecções anteriores simplesmente evidencia seu comportamento onipresente. Portanto, para estabelecer um diagnóstico definitivo é importante determinar critérios claros e rígidos.

Isto, justamente, foi a situação desde que o PCV2 foi identificado.  O papel incerto desse vírus na síndrome de definhamento multissistêmico pós-desmame (PMWS) inicialmente descrita (PCV2-SD), assim como as dificuldades em reproduzir a doença  experimentalmente (Postulado de Koch não foi  cumprido na maioria dos estudos), era devido o estabelecimento de critérios diagnósticos ser muito complicado, seguramente mais que qualquer outro patógeno suíno estudado até o momento.  Então, foram desenvolvidas várias técnicas de laboratório para auxiliar no diagnóstico das PCVDs ou para monitorar a infecção por PCV2.

Técnicas de laboratório para detectar o PCV2

As principais técnicas para se detectar o PCV2 nos tecidos são: Hibridização In Situ (ISH) – detecta o genoma do vírus; Imunohistoquímica (IHC) – detecta o antígeno do vírus em tecidos fixados. Foi identificado uma correlação acentuada entre a quantidade de PCV2 presente nos tecidos e a gravidade das lesões microscópicas nos tecidos linfoides em PCV2-SD e em PCV2-RD. Reação em Cadeia da Polimerase Quantitativa (qPCR) – Essa técnica combina especificidade e sensibilidade na quantificação do DNA viral. O qPCR é uma técnica confiável para diagnosticar PCV2-SD no nível coletivo da granja, mas para diagnóstico individual não pode substituir por completo a Histopatologia e a detecção de PCV2 nos tecidos. Pode ser coletado amostras de soro, fluidos orais e tecidos para a realização do qPCR. Como esse exame é possível determinar o nível de vírus circulante no rebanho através do número do cópias de DNA por ml de soro, quando é encontrado valor <105 não é esperado impacto a saúde e na performance dos animais, valores de 105-106 indica presença de doença subclínica e >107 significa que temos doença sistêmica.

Técnicas de laboratório para detectar anticorpos contra PCV2

Existem várias técnicas sorológicas utilizadas para detectar anticorpos contra PCV2 no soro e nos fluidos orais. Porém, na prática o diagnóstico da PCV2-SD baseados nessas técnicas não é possível devido a onipresença do PCV2. Além disso, a soroconversão podem ter padrões semelhantes entre suínos afetados e não afetados pela PCV2-SD, ou em granjas com infecções subclínicas. Ultimamente, a dinâmica de anticorpos contra o PCV2 tem sido largamente estudada, devido a importância que tem no monitoramento da vacinação contra o PCV2, na investigação da imunidade das granjas e da possível variação da interferência da imunidade materna concedida pelas vacinas. Técnicas de ELISA são as mais utilizadas para este tipo de monitoramento.

Critérios para diagnóstico de PCVDs

O primeiro passo no diagnóstico é sempre avaliar o quadro clínico. Porém, os sinais clínicos apenas permitem determinar uma linha de diagnóstico diferencial, que deve ser realizado através de exames laboratoriais. Levando em consideração a onipresença do PCV2, deve-se tomar cuidado ao relacioná-lo diretamente como responsável por um quadro clínico específico. Então, ao longo dos anos, critérios foram estabelecidos para evidenciar a confirmação de um diagnóstico.

Em conta partida, globalmente a tendência dos programas de saúde suína consiste na vacinação sistemática de leitões e/ou porcas contra o PCV2 (tanto em granjas com sintomas clínicos quanto com infecções subclínicas). Perante a essas condições, exames laboratoriais antes da vacinação com objetivo de diagnosticar PCV2-SD não faria sentido.  Entretanto, a confirmação do diagnóstico por meio de exames laboratoriais pode ser muito importante em outras situações como: Granjas que os animais foram vacinados contra o PCV2 e apresentam sinais clínicos semelhantes aos das PCVDs; Granjas onde não foi realizada uma correta vacinação contra o PCV2.

É preciso estar ciente de que a vacinação para PCV2 “pode ​​não funcionar conforme o esperado”. Aconselha-se a realização de um diagnóstico completo para chegar a essa conclusão, não pensando somente no PCV2, mas também em outros agentes que podem causar atraso no crescimento e mortalidade. Os critérios específicos para o diagnóstico das PCVDs estão resumidos na Tabela 1.

Diagnóstico diferencial 

Quando falamos de diagnóstico diferencial do PCV2-SD todas as doenças que causam deterioração nos suínos devem ser incluídas. Deve ser realizado o diagnóstico diferencial para doenças que causam aumento de linfonodos, edema pulmonar e pneumonia intersticial como Influenza, Salmonella e Micotoxinas.

Quanto a PDNS, o diagnóstico diferencial deve incluir todos os quadros clínicos em que há uma coloração avermelhada ou escura da pele, assim como os quadros que são encontradas petéquias nos rins.

Somente com a observação dos sinais clínicos fica impossível diferenciar a PCV2-SD de outros agentes que causam abortos nas fases posteriores da gestação e onde existem leitões natimortos. A ocorrência de fetos mumificados de diferentes tamanhos no momento do parto deve ser especificamente diferenciada da infecção por PPV ou enterovírus.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de maio/junho de  ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Saúde Animal

Vacina na produção animal é crucial também para a saúde humana

Na produção animal, as vacinas são ferramentas de extrema importância para manter os planteis e seus consumidores livres de doenças

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O mundo todo busca uma vacina contra a Covid-19, doença causada nos seres humanos pelo novo Coronavírus. Na produção animal, as vacinas são ferramentas de extrema importância para manter os planteis e seus consumidores livres de doenças. Para entender um pouco mais sobre o que são, como agem e outras questões, o jornal O Presente Rural entrevistou a pesquisadora Ana Paula Bastos e pesquisador Luizinho Caron, ambos da Embrapa Suínos e Aves, com sede em Santa Catarina. Confira e bom aprendizado.

O Presente Rural (OP Rural) – As vacinas servem para que?

Ana Paula Bastos e Luizinho Caron (Bastos e Caron) – As vacinas são substâncias biológicas, produzidas a partir de partes ou o microrganismo completo, atenuado ou morto, introduzidas nos animais a fim de protegê-los das respectivas doenças. Na prática, elas ativam o sistema imunológico, “ensinando” o organismo do animal a reconhecer e combater vírus e/ou bactérias em futuras infecções. Para isso, são compostas por componentes ou toxinas do microrganismo que causa a doença, ou pelo próprio agente patogênico em versões atenuadas (o vírus ou a bactéria enfraquecidos) ou inativadas (os agentes estão mortos). Portanto, as vacinas contêm antígenos de vírus, bactérias, toxinas bacterianas ou parasitas.

O objetivo da vacinação é estimular o sistema imunológico do animal a produzir anticorpos contra o antígeno administrado para evitar o desenvolvimento da doença caso o animal tenha contato futuro com esses vírus, bactérias ou parasitas e assim proporcionando proteção contra infecções a longo prazo. A maioria das vacinas estimula tanto uma resposta humoral quanto uma resposta mediada por células.

Algumas vacinas que são raras podem induzir uma imunidade estéril, ou seja, após vacinado por um determinado período o sistema imune é capaz de barrar via anticorpos qualquer tentativa de replicação do vírus no animal após o desafio. O mais próximo disso é a vacina contra Peste Suína Clássica (PSC), mas a maioria das vacinas não consegue inibir a replicação do vírus ou a proliferação da bactéria, mas evita a manifestação dos sinais clínicos ou da doença que esta provoca. Na produção de suínos muitas vezes uma vacina que reduz ou mitiga as perdas econômicas promovidas pelas doenças, já proporciona uma grande melhora no desempenho produtivo.

OP Rural – Como são produzidas?

Bastos e Caron – Várias estratégias básicas são usadas para fazer vacinas. Os pontos fortes e as limitações de cada abordagem são descritos aqui.

As vacinas podem ser vivas, contendo organismos vivos que se multiplicarão no suíno ou inativada, contendo apenas microrganismos mortos que não se multiplicarão no animal.

Em vacinas vivas, os microrganismos geralmente foram atenuados (isto é, sua virulência foi reduzida ou eliminada), de modo que, embora se multiplique no suíno, normalmente não causa nenhuma doença. Exemplos são a vacina PRRS (embora algumas possam causar reações leves), vacinas contra a doença de Aujeszky (pseudo-raiva) e vacinas clássicas da peste suína. As vacinas vivas atenuadas têm a vantagem de que, por se multiplicarem no suíno, dão um estímulo antigênico maior, resultando em uma imunidade mais forte e duradoura, além disso, são vacinas em que efeitos colaterais no local da aplicação ou generalizado (em todo o corpo) como choque anafilático ou anafilactoide serem muito raros, pois a dose de antígeno utilizada para a imunização é muito pequena. No entanto, essas vacinas têm a desvantagem de serem sensíveis e portanto, facilmente inativadas (mortas) e assim tornando-se inúteis em condições incorretas de armazenamento (colocadas no calor) ou durante a administração (por exemplo, por exposição a anti-sépticos ou desinfetantes), pois estas vacinas necessitam estar vivas ao serem administras aos animais para possam se replicar em seus tecidos e induzirem a imunidade.

As vacinas inativadas (mortas) podem conter microrganismos inteiros, partes antigênicas de organismos ou antígenos que foram sintetizados quimicamente. Um exemplo de uma vacina de organismo inteiro comumente usada é a vacina contra erisipela (Na América do Norte, essas vacinas são frequentemente chamadas de bacterinas). A imunidade produzida por vacinas inativadas pode ser aumentada pela adição de adjuvantes.

As vacinas inativadas também podem conter toxinas que foram modificadas para que estimulem uma resposta imune, mas não sejam tóxicas para o animal. As toxinas que foram modificadas dessa maneira são chamadas de toxóides. A vacina clássica desse tipo é o toxóide tetânico, que é comumente usado em cavalos, mas raramente em suínos. Em suínos, algumas das vacinas contra E. coli (diarreia de leitões) e as vacinas clostridiais contra disenteria de leitões contêm toxóides.

Vacinas autógenas são aquelas preparadas com patógenos infecciosos de rebanhos correlacionados a serem vacinados à partir de bactérias ou vírus patogênicos específicos isolados do animal doente. Os organismos causais devem ser isolados, crescidos, mortos e transformados em uma forma de vacina segura. Vacinas autógenas podem ser úteis quando surtos graves de doenças ocorrem e vacinas comerciais padrão não estão disponíveis.

Uma desvantagem de vacinar um rebanho é que você não pode usar exames de sangue para verificar se o organismo está presente no rebanho ou não. Todos os suínos terão resultados positivos, o que tem implicações óbvias para um programa de erradicação baseado em exames de sangue, por exemplo, a erradicação da peste suína ou da doença de Aujeszky (pseudo-raiva). Para superar isso, foram desenvolvidas vacinas com genes deletados. Uma parte do gene do organismo que codifica um antígeno foi removida para que, quando o organismo se multiplique no suíno, ele não estimule anticorpos contra essa parte do antígeno. Os exames de sangue especiais podem distinguir entre a variedade de anticorpos da doença e os estimulados pela vacina. Uma nova geração de tais vacinas manipuladas por genes chamadas em inglês “DIVA” (Differentiation of infected from vaccinated animals) ou vacina marcada que diferencia animal vacinado de infectado.

Vale ressaltar que o desenvolvimento de uma vacina é um processo complexo que envolve uma série de etapas, as quais levam tempo para serem cumpridas. Este processo engloba vários processos experimentais e de pesquisa; isto é, até uma vacina ser licenciada para uma doença e chegar aos produtores são necessários estudo, análises, aplicação em modelos experimentais (cobaias) e exames de reações de inocuidade e a eficácia. O processo de pesquisa para uma vacina começa com o estudo do agente causador da doença (vírus ou bactéria), a equipe isola o agente em laboratório e observa como esse agente provoca a doença. Posteriormente segue as seguintes fases de desenvolvimento: ensaios pré-clinicos, ensaios clínicos e licenciamento.

OP Rural – Como são definidas as vacinas que serão usadas?

Bastos e Caron – De modo ideal, espera-se que uma vacina seja capaz de conferir proteção prolongada do animal frente a uma nova exposição ao agente patogênico, caracterizando a imunidade de longa duração ou memória. A memória imunológica é que permitirá uma resposta imune intensa frente a uma nova exposição desse microrganismo patogênico. Vacinas devem apresentar facilidade de administração, custo de aquisição acessível, adequada estabilidade da vacina durante o armazenamento e após a inoculação no organismo, adequação à programas de vacinação em massa e capacidade de estimular imunidade forte e duradoura. Devem causar o menor número possível de efeitos colaterais e não afetar o desempenho produtivo dos animais. Contudo, a maioria das vacinas requer múltiplas doses para imunizar adequadamente e a via de administração gera custo extra para o produtor, como mão-de-obra disponível e treinada para executar adequadamente a vacinação.

Como solução, novas tecnologias estão sendo utilizadas para tornar as vacinas resistentes a diferentes temperaturas e usam adjuvantes que em conjunto também aumentam a imunogenicidade (a capacidade de uma substância provocar uma resposta imune), combinam antígenos vacinais e sistemas de entrega para as mucosas, pele ou via parenteral livre de agulha, melhorando os procedimentos de imunização, fazendo com que esse manejo no sistema de produção seja adequado e eficiente nas categorias críticas sob o ponto de vista imunológico na produção; como exemplo, os leitões e as porcas lactentes na suinocultura.

O suinocultor também deve avaliar se a vacinação irá gerar retorno econômico a curto, médio ou a logo prazo. Destacamos que isso não se aplica para as vacinas para enfermidades infecciosas graves e que são impostas pelas autoridades sanitárias oficiais, quando o principal objetivo é erradicação e controle das enfermidades. Tentar equilibrar o custo-benefício da vacina e outros insumos é difícil. As granjas comerciais não são projetadas para pesquisa; portanto, às vezes é difícil tirar conclusões de seu uso. No sentido mais básico, as vacinas são ferramentas de gerenciamento de riscos econômicos e de doenças. Portanto, impressões clínicas, dados de produção e informações financeiras devem ser usadas para avaliar o sucesso. Para tal, deve-se avaliar, portanto, o custo da vacina, custo da vacinação (mão de obra, agulhas, seringas, armazenamento), e o retorno gerado a partir da vacinação com a melhora da qualidade da carcaça, redução de condenações, melhora no ganho de peso, redução no uso de antibióticos ou tratamentos terapêuticos, aumento da média de leitões nascidos vivos por porca. Conhecer bem o seu sistema de produção para poder avaliar a probabilidade de um surto de alguma enfermidade que possa trazer sérios danos ao desempenho produtivo da granja também deve ser considerado.

OP Rural – Isso difere de região para região ou país? Ou ainda, quais as mais usadas no Brasil?

Bastos e Caron – O programa de vacinação difere entre países, estados, regiões e sistema de produção. Infelizmente não existe um programa de vacinação que possa ser recomendado para todas as granjas, já que o programa deve ser elaborado pelo médico veterinário, levando em conta os problemas sanitários e o manejo empregado em cada granja. Esse programa poderá ser alterado de acordo com o surgimento de novas vacinas, mudança no padrão das enfermidade e aparecimento de novas doenças, bem como também em função de alterações no manejo. Assim, é importante acompanhar os índices produtivos e ter o acompanhamento de um veterinário que conheça bem a etiologia, patogenia, epidemiologia das enfermidades, para utilizar todas as ferramentas de forma a obter o melhor resultado econômico possível.

Na suinocultura brasileira, nas áreas livre de Peste Suína Clássica (PSC) é proibida a vacinação, como nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de alguns estados do Norte e Nordeste. Esta é uma enfermidade cuja notificação é obrigatória. Para esses casos está previsto a implantação das medidas do programa de contingenciamento contra PSC do PNSS (Programa Nacional de Sanidade de Suídeos). Todavia, alguns estados do Norte e Nordeste do Brasil ainda são endêmicos para a peste suína clássica. Dessa forma, o MAPA – DSS – estabeleceu um programa de vacinação estratégica e obrigatória, em que profissionais dos órgãos de defesa estadual vão a todos os estabelecimentos onde há suídeos e vacinam os animais. Associado a este programa também são tomadas medidas de controle de transito e de entrada e saída de animais nestas regiões. Após dois ou três anos de encerrar o programa de vacinação estão previstos inquéritos epidemiológicos para avaliar o “status” sanitário do estado, ou região. A vacina utilizada contra a PSC é uma vacina atenuada chamada cepa Chinesa, a qual é altamente eficiente, mas a impossibilidade de se diferenciar sorologicamente animais vacinados de animais que foram infectados com vírus de campo é uma dificuldade par o programa de erradicação. O que implica na retirada da vacinação e a necessidade de se aguardar algum tempo, de renovação do plantel para se realizar os inquéritos epidemiológicos.

As principais doenças que acometem os suínos no Brasil e necessitam de vacinação são a Parvovirose, a Leptospirose, a Colibacilose, a Erisipela, a Circovirose, a Rinite atrófica, e a Pneumonia enzoótica. Sugerimos aqui um programa mínimo de vacinação para um rebanho suíno, lembrando que algumas criações podem exigir outras vacinas.

Leitoas: Na quarentena ou chegada na granja, recomenda-se a primeira dose de parvovirose, erisipela e leptospirose e com 20 a 30 dias após a chegada, a segunda dose. Com 70 dias de gestação, devem ser aplicadas as primeiras doses de colibacilose, rinite atrófica e pneumonia enzoótica. Com 90 dias, as respectivas segundas doses.

Porcas: Dose única de colibacilose, rinite atrófica e pneumonia enzoótica aos 90 dias de gestação. Dose única também para a parvovirose, leptospirose e erisipela de 10 a 15 dias após o parto.

Cachaços: Na quarentena ou chegada na granja, uma dose de parvovirose, erisipela, leptospirose e uma de rinite atrófica. Após, renovar a dose de rinite atrófica semestralmente e a de parvovirose anualmente.

Leitões: De acordo com a recomendação do fabricante ou veterinário, uma ou duas doses de pneumonia enzoótica e circovirose. É importante evitar o período de castração ou desmame dos leitões para fazer a aplicação das vacinas. Isso porque nesses períodos, o estresse do leitão é muito grande, comprometendo o desenvolvimento de uma resposta imunológica satisfatória.

Outras doenças comuns a suínos que requerem vacinação são a Peste suína clássica, a Leptospirose, a Erisipela, a Pleuropneumonia, a Doença de Aujeszky e a Paratifo, que devem ser aplicadas se assim recomendadas.

OP Rural – Como as vacinas ajudam no bem-estar dos animais?

Bastos e Caron  – Em 1979 a Farm Animal Welfare Council publicou um documento com os princípios que hoje norteiam as boas práticas de bem-estar animal e a legislação relativa ao assunto. Nesse documento postulam as 5 liberdades dos animais, dentre essas consta o animal estar livre de dor, doença e injuria.

A saúde animal é um fator de importância crucial na agricultura moderna, a saúde precária em si é um problema de bem-estar para os animais em questão. Ademais, a falta de bem-estar animal, mesmo na ausência de qualquer doença, também é importante porque pode afetar a produtividade. Sendo, desta forma, importante promover a boa saúde animal e o bem-estar animal para ajudar a garantir boa produtividade e segurança alimentar. Proteger a saúde dos animais por meio da vacinação leva a um melhor bem-estar, e a manutenção do bom bem-estar garante que os animais possam responder com êxito à vacinação. É claro que a vacinação tem enormes vantagens para o bem-estar animal e, embora os possíveis efeitos colaterais da vacinação ou a administração da vacina possam ter um efeito negativo no bem-estar de alguns animais, os danos causados ​​por esses efeitos indesejados devem ser pesados ​​contra os benefícios indubitáveis ​​para grupos de animais. A vacinação pode ser usada durante surtos de doenças como uma alternativa viável, evitando assim os problemas de bem-estar que o abate em massa na granja pode causar.

É importante compreender que existe uma conexão entre bem-estar e saúde o que pode aumentar a resistência a doenças infecciosas, enquanto um estado de bem-estar pobre pode reduzir a resistência imune do animal e, assim, predispor a doenças. Uma resistência reduzida pode levar ao desenvolvimento de doenças clínicas do estado de portadores, e pode significar que a doença nunca é completamente eliminada e que o animal permaneça portador. A ausência de bem-estar em um momento crítico, por exemplo castração sem analgesia, também pode afetar a resposta à vacinação, um ambiente de estresse resulta em imunossupressão, o que pode afetar a resposta efetiva à vacinação e aos desafios sanitários do ambiente de produção.

Além da produtividade dos animais e da segurança alimentar, a vacinação desempenha um papel importante na saúde humana através do controle de algumas doenças zoonóticas ou de doenças que predispõem os animais a desenvolver infecção por microrganismos zoonóticos, como exemplo temos as doenças que afetam o sistema imunológico tais como a circovirose. Como contextualizado acima, a vacinação promove o bem-estar animal, protegendo a saúde animal, mas também possui outros benefícios, por exemplo investigações recentes analisaram o potencial das vacinas em imunocastração – uma alternativa aos métodos tradicionais cruentos.

OP Rural – A vacina deixa os animais imunes a determinadas doenças? Como elas melhoram o ambiente das granjas?

OP Rural – O termo imunização se refere à indução de imunidade frente a um determinado agente. A imunização ativa ocorre pela exposição do animal ao agente infeccioso ou por vacinação.

As vacinas contêm um agente que se assemelha a um microrganismo causador de doença e ela ajuda a estimular uma resposta imune sem causar a própria doença. Isso cria uma exposição precoce a organismos causadores de doenças, onde o sistema imunológico dos animais é capaz de se recuperar do agente infeccioso ao qual o animal é vacinado. Mesmo assim, controlar a exposição de suínos a microrganismos normais e patogênicos é absolutamente essencial para o sucesso em sistemas alternativos. Um surto de doença pode ser desencadeado pela introdução de um animal saudável da maneira errada, para não falar de animais infectados e pessoas e equipamentos contaminados. É importante o produtor ter controle da exposição de animais jovens ou novos a organismos já existentes na granja até que seus sistemas imunológicos estejam prontos. Para melhorar a resistência a doenças dos suínos é importante a combinação da utilização de boas práticas de produção e a vacinação.

O ambiente das granjas também é melhorado na medida em que as doenças reduzem a imunidade geral do rebanho a infecções ambientais e aumentam muito a circulação de patógenos no meio ambiente, favorecendo a disseminação e o aparecimento de doenças infecciosas e mesmo aquelas que podem afetar a carne e a saúde do consumidor como a Salmonella.

OP Rural – Os animais são submetidos a estresse quando vacinados. Há novas tecnologias, como dose única, novos equipamentos, robôs, etc. para evitar tal estresse?

Bastos e Caron – Avanços recentes em tecnologias e também uma melhor compreensão de patogenicidade, imunologia e epidemiologia abriram novas oportunidades para a prevenção de doenças infecciosas na suinocultura em um nível sem precedentes. Alguns dos avanços que consideramos entre os mais impactantes, inclui avanços na entrega e apresentação de antígenos para o sistema imunológico, plataformas que permitem uma resposta aprimorada a doenças emergentes e avanços na fabricação das vacinas.

Melhorias recentes no entendimento da virulência e patogenicidade combinadas com métodos biológicos moleculares eficazes deram lugar ao planejamento racional de vacinas, onde os fatores de virulência foram seletivamente eliminados ou silenciados funcionalmente. Isso levou a vacinas que mantêm as propriedades benéficas das vacinas vivas, reduzindo o risco de uma possível reversão da virulência. Dentro dessas novas estratégias de vacinação as pesquisas também se direcionaram para a investigação de vacinas alternativas, focadas no desenvolvimento de adjuvantes efetivos e sistemas de liberação controlada. Veículos de drogas biomateriais oferecem uma solução potencial. Para a entrega da droga, os biomateriais mais utilizados são os lipossomas, as micropartículas poliméricas, nanopartículas, as vesículas e as micelas. Dentro desse tipo de sistema existem as “partículas semelhantes a vírus” (virus like particles-VLP), esse sistema nos possibilita, o desenvolvimento de vacinas que possam ser administradas de maneira massal, por meio da veiculação da vacina na água de bebida, na ração ou pela aspersão do inóculo sobre suínos, com essa possibilidade é possível reduzir o estresse da aplicação nos suínos, bem como redução de gastos de material para administração, reduz mão-de-obra e menor necessidade de treinamento para administração. Como consequência, se surge novas vacinas e formas de administração teremos novas tecnologias para a administração delas, principalmente de forma massal.

Um exemplo interessante é a vacina para Lawsonia intracellularis atenuada que é administrada aos animais através da água de bebida para prevenir a Ileíte ou Enteropatia Proliferativa Suína.

A vacinação de suínos em escala comercial é normalmente realizada por injeção, onde em cada suíno a vacina é administrada individualmente. Embora os sistemas de vacinação por spray tenham sido desenvolvidos para a avicultura, esses sistemas são adaptados para esse sistema de produção e não são adequados para uso com suínos. O mecanismo de pulverização normalmente inclui um dispositivo de chuveiro localizado acima do gabinete e pulveriza a vacina para baixo na parte superior aberta. Esse sistema não é adaptado para suínos, tendo que atender a anatomia diferente dos animais (aves e suínos), comportamento distinto, eficácia na absorção e tamanho dos droplets pulverizados. Os droplets, portanto, lixam as partes superiores do corpo dos pintinhos. Existe, portanto, a necessidade de um sistema de vacinação por spray especificamente projetado para uso com suínos, equipamentos já estão sendo desenvolvidos para atender essa demanda (patente # WO 2009/099869 A2), portanto o próximo passo é desenvolver vacinas que possam ser administradas por pulverização, que não causam resíduo ambiental e que penetre adequadamente nas mucosas dos suínos.

Por fim, existem empresas que já estão ofertando a administração de vacinas utilizando a tecnologia RFID (identificação por radiofrequência), que através de dispositivos ocorre a administração das vacinas por vias intradérmica e intramuscular, e por meio de um software ocorre uma rastreabilidade completa e automatizada do processo de vacinação.

OP Rural – Como seria a suinocultura sem vacinação?

Bastos e Caron – A vacinação é vital na promoção da saúde e do bem-estar animal. A vacinação ajuda a proporcionar estabilidade econômica e sustentável para o suinocultor e as comunidades que eles servem. Quando os animais não são vacinados, isso leva a uma resistência reduzida a doenças, ao desenvolvimento de doenças clínicas, baixa produtividade, falta de segurança alimentar, surgimento de doenças exóticas e pandemias. Ademais, não são apenas os animais que correm risco quando as vacinas não são feitas; a saúde pública entre humanos também é protegida através da vacinação de animais.

A suinocultura sem vacinação voltaria ao passado 50 ou 60 anos no nosso entendimento. O não uso de vacinas inviabilizaria a produção em escalas de produção maiores, aumentaria muito as perdas, mesmo para propriedades pequenas e as incertezas da produção seria incrementada sensivelmente. A consequência disso mais evidente seria que a carne suína seria uma carne rara e muito cara para os consumidores, o mesmo aconteceria com a carne de frango e ovos. Então os produtos de origem animal seriam muito mais caros e pouco acessíveis aos consumidores piorando muito a qualidade da alimentação principalmente para as classes menos favorecidas. Hoje já existem muitas iniciativas e produção sem o uso antimicrobianos de forma preventiva, no entanto, mesmo sistemas orgânicos de produção fazem uso das vacinas para prevenir doenças e perdas nos rebanhos.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de maio/junho de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Nutrição

Uniformidade da ração é crucial para a suinocultura

Qualidade da mistura é um fator chave na qualidade da ração e com importante impacto econômico na cadeia de produção da carne

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito pela equipe técnica da Evonik

Para ter uma ração de qualidade, a fábrica de rações tem diferentes e importantes etapas de processo – recebimento e controle de qualidade, moagem, dosagem, pesagem, mistura, peletização e expedição. Essas etapas se interrelacionam e a adequada parametrização e controle de cada uma medindo a aderência com o resultado esperado é a garantia do sucesso de todas.

Neste sentido gostaríamos de apresentar pontos importantes que devemos considerar para se obter uma ração com adequada uniformidade e com ênfase em como medir e garantir esta uniformidade.

Fabricação e Controle do Processo de Produção de Ração

Moagem

Alguns ingredientes granulados precisam passar por moinho para ficarem com textura adequada para processamentos posteriores. A intensidade desta moagem, mais grossa ou mais fina será em função da espécie e fase do animal a que se destina e deve ser monitorada regularmente, pois os animais são sensíveis a mudanças de textura.

Dosagem e pesagem

Dosagem e pesagem são etapas do processo onde se deve garantir a quantidade de cada ingrediente em conformidade com a formulação. O controle de qualidade, o monitoramento dos níveis nutricionais dos ingredientes e o serviço do nutricionista são chaves neste processo.

O controle de dosagem e pesagem deve ser feito com regularidade, verificando o erro entre o formulado e o real dosado e comparado com os limites definidos para cada ingrediente como aceitável.

Mistura

A Mistura tem importância significativa sobre a qualidade do produto final. Em fábricas de ração onde todos os ingredientes são colocados no misturador principal, pode se dizer que a partir do misturador já se tem uma ração farelada balanceada e pronta para consumo.

Devido a sua importância dentro do processo, o misturador também é chamado de o coração da fábrica de ração.

O ajuste desta etapa está intimamente ligado com o tipo e especificações do equipamento existente na fábrica. Muito importante manter as condições originais do equipamento e respeitar as recomendações técnicas dos tempos de mistura nas diferentes etapas (tempo de mistura seca, tempo de adição de líquidos e o tempo posterior ao líquido).

A qualidade de mistura medida pela sua uniformidade tem alto impacto sobre a qualidade de ração e na cadeia de produção de carne tem impacto direto sobre o resultado econômico. Por isto é muito importante a verificação de qualidade posterior ao misturador.

Ferramenta para medição da qualidade mistura através de aminoácidos

Não basta ter uma ferramenta para medição da qualidade mistura através de aminoácidos com alta precisão se na linha de produção da fábrica do cliente, se o misturador não fosse capaz de atender uma boa uniformidade de mistura. Para atender esta demanda, houve a implementação de ferramenta para medição da qualidade mistura através de aminoácidos em algumas empresas.

A ferramenta para medição da qualidade mistura através de aminoácidos continua sendo a solução única disponível no mercado brasileiro, que atende tanto a análise da uniformidade dos aminoácidos em pó, como os aminoácidos ou análogos adicionados na sua forma líquida. Permitindo, deste modo, através de um teste, uma análise mais ampla da qualidade da mistura, onde através da medida de CV% dos diferentes aminoácidos e análogos, pode-se avaliar a qualidade de mistura de diferentes ingredientes na sua diversidade de taxas de inclusão, tamanho de partícula e demais características físicas.

É utilizada como ferramenta de suporte para a melhoria do processo de mistura. Através dos resultados é possível identificar os desvios tanto da taxa de inclusão, tanto da uniformidade dos ingredientes em pó e líquido, e, através de um trabalho conjunto de profissionais técnicos e clientes, buscar ações corretivas de adequação. Pela experiência adquirida neste período, no Brasil, pode-se identificar que a principal causa de baixa qualidade de mistura, é devida ao insuficiente tempo de mistura seca parametrizado para o misturador. Com o ajuste correto dos parâmetros do ciclo de mistura, a qualidade de mistura pode ser melhorada e em geral, também com aumentos de capacidade de produção da linha.

” Diante da importância da nutrição em garantir que os ingredientes formulados estejam disponíveis para os animais desempenhar seu potencial zootécnico é fundamental monitorar e assegurar a qualidade de mistura da ração. Isso tem nos auxiliado em validar nossos métodos e procedimentos. Recentemente através de resultados e orientações baseados nos testes conseguimos melhorar nosso CV de mistura ajustando os tempos de mistura seca e úmida sem alterar o tempo total da mistura.”, comenta Fernando Boehm Arcega, Líder de Produção na empresa Agrogen, Unidade de Guarapuava, PR.

A qualidade da mistura é um fator chave na qualidade da ração e com importante impacto econômico na cadeia de produção da carne.

Essa ferramenta recentemente usada é mais do que a medida do coeficiente de variação da mistura (CV%), é uma solução integral. Permite identificar a taxa de inclusão dos aminoácidos adicionados e análise de aminoácidos totais da ração.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de maio/junho de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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