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ACCS participa de reuniões no Extremo-Oeste
Levantamento dos custos de produção, formação das Cadecs e termo de cooperação com a ACCS foram os assuntos de destaque
A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) participou de importantes reuniões na região Extremo-Oeste do Estado durante a semana passada. O técnico da entidade Jean Carlo Immig Ritter esteve nas cidades de Descanso, Itapiranga, São João do Oeste, Iporã do Oeste, Nova Erechim, Mondaí e Tunápolis para apresentar os principais trabalhos realizados pela ACCS em prol dos suinocultores. Os encontros foram organizados pelos núcleos municipais de produtores de suínos e envolveu mais de 120 famílias.
O levantamento de custos de produção, a formação das Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs) e a apresentação do termo de cooperação com a ACCS foram os principais assuntos da pauta. O ciclo de reuniões deve ser estendido para todas as regiões de Santa Catarina ao longo do ano.
Além de apresentar todas as funções técnicas da ACCS, muitas famílias envolvidas com a atividade suinícola conheceram pela primeira vez a importância da associação para o Estado. “Essas pessoas ficaram surpresas com a representatividade da ACCS nas esferas municipal, estadual, federal e com as agroindústrias. O trabalho desenvolvido nos últimos dias no Extremo-Oeste é muito importante para que todos os produtores participem das ações da ACCS”, relata Jean.
Formação das Cadecs
Um dos assuntos de destaque no Extremo-Oeste foi a formação das Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs), que tem a missão de propor ações conjuntas com as agroindústrias que garantam a sustentabilidade da atividade. A ACCS mediou a formação da Cadec de terminação com a unidade da JBS de Itapiranga e São Miguel do Oeste, mas ainda resta formalizar a Cadec das Unidades Produtoras de Leitões (UPLs). Jean ressalta que os grupos de trabalhos estão em formação, de modo que no mês de setembro, produtores e agroindústrias se reunirão para delimitar as ações.
No início de agosto, a Cadec de terminação da JBS aprovou o novo modelo de contrato de integração, com base na Lei 13,288, que garante direitos e deveres para as integradoras e integrados.
Cooperação com a ACCS
Nos encontros feitos na região Extremo-Oeste foi apresentado o termo de cooperação com a ACCS, onde cada suinocultor autoriza o repasse de um determinado valor por matriz, leitão ou suíno de abate para a entidade. Desse total, 70% serão destinados para a manutenção da entidade estadual, 25% para o núcleo municipal e 5% para o regional.
Todos os suinocultores que participaram das reuniões compreenderam a necessidade da contribuição, sendo que a grande maioria das 120 famílias participantes dos encontros já assinou o termo de adesão. “Precisamos dessa liderança para lutar pela nossa atividade. Eu sempre apoiei esse termo de cooperação porque a ACCS está trabalhando por nós e nada mais justo do que a gente colaborar também”, afirma Ineuto Nora, suinocultor da cidade de Descanso.
A crise econômica brasileira não deu trégua para a suinocultura nos últimos meses. O alto custo de produção e a queda no consumo dos brasileiros fizeram com que muitos produtores abandonassem a atividade, já que seus ganhos permaneceram no vermelho. Diante do cenário desesperador, a ACCS interviu em todas as esferas políticas e empresariais para tentar minimizar as perdas na atividade. Assim como qualquer empresa, a ACCS também sente os efeitos da crise, mas os trabalhos em defesa dos quase 10 mil suinocultores catarinenses não pode parar.
O presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, explica que boa parte dos recursos da entidade era proveniente do registro genealógico, mas a receita está em queda. “Apresentamos aos suinocultores do Extremo-Oeste onde estes recursos serão investidos. Esses valores serão importantes para que a gente possa ampliar a nossa atuação e estar cada vez mais presentes com as indústrias e lideranças governamentais a fim de garantir melhores ganhos na atividade. Dessa forma vamos garantir a sucessão familiar e a sustentabilidade da suinocultura”.
Ganhos para os produtores
No ano passado, a ACCS fez um importante levantamento de custos de produção na região Extremo-Oeste em granjas de produtores integrados. Através das informações coletadas, os suinocultores conseguiram um reajuste proporcional na tabela de remuneração. Com o custo de produção em mãos, empresas, cooperativas e produtores passaram a ter um resultado melhor na produção.
Fonte: Assessoria

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Temporais após onda de frio aumentam preocupação de produtores no Sul; veja vídeo
Inmet prevê chuva acima da média em parte da região, solo encharcado e maior risco de doenças fúngicas nas culturas de inverno.

As imagens registradas pelo agricultor Geraldo Hardi Weisheimer mostram a intensidade da chuva de granizo que atingiu a Linha Sanga Guarani, próximo ao distrito de Bom Princípio, no interior de Toledo (PR), no fim da tarde de domingo (28). Em poucos minutos, o gelo cobriu o solo da propriedade rural, acompanhado de chuva intensa e ventos associados à frente fria que voltou a provocar instabilidades no Sul do Brasil.

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer
Até o momento, não há levantamento oficial dos prejuízos. Produtores da região avaliam possíveis danos em lavouras e estruturas rurais.
Em publicação nas redes sociais, Weisheimer descreveu o impacto do temporal. “Ver o chão da nossa Linha Sanga Guarani coberto de gelo hoje dói no coração de quem entende o suor de cada dia. A natureza tem sua força, e a gente, como agricultor, aprende a respeitá-la e a se reerguer, mesmo com o prejuízo batendo à porta”, ressaltou
O episódio ocorre após uma sequência de dias de frio intenso e tempo seco. A formação de um ciclone extratropical na costa do Uruguai, associada ao avanço de uma frente fria, voltou a provocar chuva forte, rajadas de vento e queda localizada de granizo no Paraná. Nesta segunda-feira (30), os maiores acumulados são esperados entre o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Estado, onde os volumes podem se aproximar de 100 milímetros.
O cenário reforça a previsão agroclimática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer
trimestre de junho a agosto. Embora o Paraná deva registrar volumes de chuva próximos da média, o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina tendem a receber precipitações acima do normal, mantendo os solos com elevada umidade em praticamente toda a Região Sul.
Para a agricultura, a disponibilidade de água favorece o desenvolvimento das culturas de inverno e contribui para a conclusão do ciclo das áreas mais tardias de milho segunda safra no Paraná. Por outro lado, o excesso de chuva aumenta o risco de doenças fúngicas em cereais como trigo, cevada e aveia, além de dificultar pulverizações, adubações e outras operações mecanizadas devido ao encharcamento do solo.
Segundo o Inmet, os excedentes hídricos devem persistir principalmente em junho e julho, com maior intensidade no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Apesar do baixo risco de deficiência hídrica durante o inverno, o excesso de umidade exigirá atenção redobrada dos produtores no monitoramento fitossanitário e no planejamento das atividades de campo ao longo dos próximos meses.
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Após investir R$ 650 milhões, Porto de Paranaguá cobra avanço das ferrovias para evitar perda de competitividade
Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que terminal está preparado para crescer, mas alerta que infraestrutura terrestre ainda limita a eficiência logística.

O modelo de gestão adotado pelo Porto de Paranaguá e os desafios da logística do agronegócio estiveram no centro dos debates do lançamento do Movimento Agroportos, realizado na quinta-feira (25), em Curitiba. Durante o evento, o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, apresentou medidas implementadas nos últimos anos para ampliar a eficiência operacional do terminal e defendeu investimentos em infraestrutura como caminho para reduzir o chamado “Custo Brasil”.

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “Somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná
Garcia, que também preside a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph), participou do painel “Regulação, Segurança Jurídica e Eficiência Portuária nos Portos do Sul”, mediado pelo diretor-presidente do IBI, Mário Povia. Ele expôs medidas exitosas adotadas nos portos paranaenses ao longo dos últimos anos, que podem servir de exemplo para outros portos em todo o Brasil. O Porto de Paranaguá é o primeiro do país a ter 100% de suas áreas portuárias arrendadas, garantindo segurança jurídica aos operadores. “Com nossas concessões, somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão. São mais de R$ 650 milhões em investimentos, em uma obra que está 95% concluída”, disse Garcia.
As regularizações das áreas arrendáveis promovidas pela Portos do Paraná a partir de 2019 trazem justamente a segurança jurídica discutida no painel. A partir de leilões públicos realizados na Bolsa de Valores do Brasil (B3), as empresas têm a garantia de que poderão investir, pois estão resguardadas por contratos robustos que protegem tanto o arrendante quanto a arrendatária.
Preparado
Ao mencionar a sustentabilidade, Luiz Fernando lembrou que o Porto de Paranaguá se tornou o primeiro porto público brasileiro a conquistar o selo internacional EcoPorts, a mais importante certificação mundial que reconhece as boas práticas de gestão ambiental portuária.
Com as obras mencionadas, o diretor-presidente assegura que o Porto de Paranaguá estará preparado para esse aumento de capacidade e produção no futuro. “O

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná
Paraná fez as concessões rodoviárias e R$ 90 bilhões serão aplicados nos contratos vigentes. E o vencimento da concessão da Malha Sul, em 2027, é a oportunidade que temos para discutir com o setor ferroviário, importantíssimo para que o Moegão funcione com sua capacidade plena”, completou.
Indagado sobre os problemas observados para uma discussão mais ampla por parte do Movimento Agroportos, Garcia destacou o custo logístico das cargas até o porto. Para ele, é preciso enfrentar essas deficiências para ganhar mais eficiência. “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos”, disse.
Alex Sandro de Ávila, secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e presidente do Conselho de Administração da Portos do Paraná (Consad), também foi um dos painelistas. Ele ressaltou a gestão da Portos do Paraná, destacando a requalificação de áreas e os leilões, que geraram maior capacidade de investimento no Porto de Paranaguá. “A Região Sul ainda tem protagonismo no escoamento de cereais, até porque conta com portos extremamente preparados e especializados para essa atividade. Então, buscamos uma sinergia e harmonização, que já deram muito certo aqui no Sul e servem de bom exemplo para desenvolvermos projetos de crescimento nas regiões Norte e Nordeste do país”, disse Ávila.
Notícias Cooperativismo
Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível
Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.
Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.
A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.
Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.
A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.
