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ACCS comemora 58 anos com debate sobre o futuro do agronegócio
Mais do que tomar decisões para resolver pleitos emergenciais para o setor, que surgem todos os dias, a equipe de colaboradores e membros da diretoria desenvolvem estratégias para que o futuro do homem do campo seja mais promissor, com renda e qualidade
A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) completa 58 anos de muita dedicação aos produtores do Estado. Apesar da longa jornada, uma das entidades mais representativas da suinocultura brasileira ainda tem fôlego de sobra para desenvolver muitas ações com o objetivo alavancar todos os elos do sistema produtivo.
Mais do que tomar decisões para resolver pleitos emergenciais para o setor, que surgem todos os dias, a equipe de colaboradores e membros da diretoria desenvolvem estratégias para que o futuro do homem do campo seja mais promissor, com renda e qualidade de vida.
Para celebrar os 58 anos da ACCS e o Dia Nacional do Suinocultor, lideranças de várias áreas se reuniram no auditório da entidade para debater o futuro do agronegócio para os próximos 10 anos. Todos os participantes apresentaram temas e propostas que deverão fazer parte de uma agenda permanente de discussão, a fim de garantir sustentabilidade e equilíbrio para o setor agrícola.
“As questões levantadas aqui com certeza serão discutidas várias vezes, pois são difíceis de serem resolvidas. Reunir as lideranças para dialogar e formular uma pauta das necessidades prioritárias foi um momento muito importante. Situações como o transporte de grãos, estocagem, sucessão familiar, dentre tantas outras preocupam os produtores e também as agroindústrias”, avalia Adir Engel, presidente da Região Sul de Criadores de Suínos.
Apesar das dificuldades enfrentadas diariamente para produzir alimentos de qualidade para os brasileiros e ao mundo, as lideranças apostam em um futuro próspero para a agricultura, em especial, para a suinocultura. “A suinocultura é um negócio próspero e que terá muitas boas oportunidades. Foi muito positiva a reunião promovida pela ACCS. Esperamos encontrar soluções para as pautas elencadas”, diz Ivan Carlos Zechin, gerente de agropecuária da Seara Alimentos.
Conforme Nelson Bauermann, gerente de agropecuária na BRF Foods, a reunião organizada pela ACCS é uma oportunidade para encontrar soluções para os futuros agravantes ao setor. “Precisamos unir as forças de todos os segmentos da atividade. A Inciativa da ACCS é muito positiva porque as preocupações normalmente só acontecem a partir do momento em que realmente temos a dificuldade. Hoje tivemos a chance de olhar para os possíveis problemas e pensar em alternativas para que eles não ocorram”.
Para Neivor Canton, vice-presidente da Aurora Alimentos, produtores e agroindústrias precisam trabalhar em união para todos possam realizar seus sonhos a partir do agronegócio. “A suinocultura de Santa Catarina desenvolve um papel muito importante para a sociedade, gerando milhares de empregos. Precisamos ter esse espírito aberto para discutir a cadeia como um todo. Precisamos construir uma agricultura sustentável, onde o produtor tenha perspectivas e que ele e sua família possam realizar seus sonhos a partir deste negócio”.
De acordo com o presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, o Estado de Santa Catarina é composto por pequenas propriedades rurais, que em sua grande maioria, produzem apenas proteína animal. Segundo ele, o debate sobre o futuro na agricultura deve ser cada vez maior, para que o setor esteja alinhado com as necessidades do mundo. “Vamos fazer reuniões para que a gente possa consolidar esse projeto e entregar ao Governo do Estado. Precisamos trabalhar em conjunto para que tenhamos um futuro promissor”.
Aniversário da ACCS e Dia do Suinocultor
Além de debater alternativas para o desenvolvimento do setor, lideranças destacaram o importante trabalho feito pela ACCS nos 58 anos de vida. “Temos que parabenizar a diretoria e todos os suinocultores filiados à entidade. Os 58 anos mostram que houve um trabalho muito consistente porque são poucas as entidades que têm uma vida tão longa. Desejamos que a ACCS realize muitos aniversários”, afirma Neivor Canton, vice-presidente da Aurora Alimentos.
Adir Engel, presidente da Regional Sul de Criadores de Suínos, afirma que a entidade exerce fundamental papel no trabalho em defesa de produtores independentes e integrados. “Precisamos parabenizar toda a diretoria, mas em especial ao presidente Losivanio, pelo excelente trabalho que tem feito em nível estadual e federal. Aproveitamos os 58 anos da ACCS para parabenizar também todos os suinocultores, que tem contribuído com o crescimento da economia de Santa Catarina”.
O presidente da ACCS lembra que a entidade conseguiu fazer com que sua data de fundação fosse lembrada também como o Dia Nacional do Suinocultor. “Nesta data tão especial precisamos dar os parabéns para todos os suinocultores brasileiros, que acreditam na atividade e trabalham diuturnamente para produzir proteína de qualidade”.
Fonte: Ass. de Imprensa da ACCS

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Sindiveg anuncia nova diretoria para o período 2026-2029
Nova gestão assume com foco em fortalecer a representatividade do setor e promover o uso responsável de defensivos.

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) anuncia a composição de sua nova diretoria para o período de 2026 a 2029. A nova gestão assume com o compromisso de fortalecer a representatividade institucional do setor, com base em dados estatísticos e respaldo científico, além de incentivar a adoção de boas práticas para o uso seguro e responsável de defensivos agrícolas.
O Conselho de Administração agora é presidido por Antonio Mauricio Haddad Marques, da Bequisa, tendo como vice-presidente Júlio Borges Garcia, da Ihara. Integram ainda Cristiano Campos de Figueiredo, da UPL, como 1º conselheiro; Alexandre Gobbi, da Sipcam Nichino Brasil, como 2º conselheiro; Humberto Amaral, da Nortox, como 3º conselheiro; e Thaís Balbão Clemente Bueno de Oliveira, da Ourofino Química como 4ª conselheira. Como suplentes, participam Andrey Gyorgy Filgueira de Araújo, da Adama, e Luis Henrique Rahmeier, da Sumitomo.
Além do Conselho, eles compõem a Diretoria Executiva da entidade junto com Sebastian Luth, da Helm do Brasil; Bertrand Jean Marie Desbrosses, da Gowan Produtos Agricolas; e Renato Francischelli, da Ascenza Agro.
O Conselho Fiscal é formado por Luis Carlos Cerresi, da UPL; Massaki Hassuike, da ISK Biosciences do Brasil; e Leandro Alves Martins, da Sipcam Nichino Brasil, com suplência de Sergio Watanabe, da Ihara e Carlos Henrique Zago, da Adama.
Como delegados representantes junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o Sindiveg conta com João Sereno Lammel, da Ihara, como titular, e Imero Padula, da Oxiquimica, como suplente.
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Promoção da Lar encerra com entrega de carro híbrido no Oeste do Paraná
Grande prêmio saiu para cliente da região de origem da cooperativa, reforçando engajamento local.

A Lar Cooperativa realizou na manhã de quinta-feira (02), a entrega oficial do grande prêmio da campanha “Pra Ganhar Compre Lar”: um Toyota Corolla Cross Híbrido 25/26, 0km. O sortudo foi Marcelo Willian Gessinger, cliente do Lar Supermercados de São Miguel do Iguaçu (PR).
“Sempre compro no Lar Supermercados e participo das campanhas, mas quando eu recebi a notícia, na hora eu não acreditei e sinceramente demorei para acreditar mesmo depois da confirmação. O importante é não desistir dos sonhos e continuar participando das promoções porque uma hora acontece e felizmente agora foi a minha vez”, contou o cliente contemplado, Marcelo Willian Gessinger.
O sorteio foi realizado no dia 21 de março de 2026 através da Loteria Federal. A entrega do prêmio marcou o encerramento da campanha nacional de vendas “Pra Ganhar Compre Lar”, uma das maiores e mais relevantes ações promocionais da história da cooperativa.
“Estamos muito felizes com este momento, que encerra com chave de ouro uma campanha vitoriosa em nível nacional. Alcançamos a marca de aproximadamente 100 mil participantes cadastrados e cerca de 1 milhão de números da sorte gerados a partir da compra dos produtos Lar. Esse resultado expressivo demonstra o alcance e a força da nossa cooperativa em todo o país. É uma conquista que só é possível graças à qualidade, variedade e praticidade do nosso mix, aliadas à confiança dos clientes que prestigiam a nossa marca”, destacou o superintendente de Suprimentos e Alimentos da Lar, Jair Meyer.
Vigente entre outubro de 2025 e março de 2026, a campanha contemplou 51 famílias em 11 estados brasileiros. Além do automóvel entregue nesta quinta-feira (02), foram distribuídos 50 prêmios de R$ 10 mil cada. O Paraná consolidou-se como o estado com maior engajamento, somando 17 ganhadores. Na sequência, Paraíba e Santa Catarina aparecem com destaque, registrando sete contemplados cada.
“Esta foi uma campanha em nível nacional, mas com o grande prêmio saindo aqui para a região de origem da Lar, o que é muito simbólico. Ações como essa têm o objetivo de impulsionar a marca por todo o Brasil e os números comprovam o sucesso. Queremos fidelizar cada vez mais o nosso cliente, contribuindo diretamente com a estratégia comercial da cooperativa” afirmou o diretor 1° vice-presidente da Lar, Diogo Sezar de Mattia.
Embora a campanha nacional tenha chegado ao fim com a entrega do grande prêmio, a Rede Lar Supermercados e Postos segue movimentando suas lojas com novas oportunidades para os clientes.
Já está em vigor a promoção “Clube Lar + Sorte no seu Placar”, exclusiva para membros do Clube Lar+. A ação vai sortear 33 kits compostos por uma Smart TV LG 75” 4K, Home Sound Bar JBL e um vale-compras de R$ 2 mil.
Para participar, basta o cliente estar cadastrado no Clube Lar+ e adquirir R$ 10,00 em produtos das marcas parceiras para gerar um número da sorte, com o diferencial do “Gol Triplo”, que triplica as chances para pagamentos via PIX. Os sorteios ocorrem entre maio e julho, garantindo que o cliente Lar continue sendo prestigiado o ano todo.
Colunistas
Conflito no Oriente Médio já encarece produção e ameaça exportações do agro brasileiro
Alta de mais de 30% na ureia pressiona custos em plena formação da safra 2026/27, enquanto tensão no Estreito de Ormuz eleva frete, risco logístico e ameaça embarques de proteína animal. Dependência de fertilizantes expõe produtores, sobretudo em Mato Grosso.

Quem acha que a guerra no Oriente Médio é um problema distante está olhando errado. O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel já começou a bater na porta do agronegócio brasileiro e o impacto tende a ser forte, principalmente em Mato Grosso. Não é uma possibilidade. É uma realidade em curso.

Foto: Shutterstock
O primeiro sinal veio pelos fertilizantes. A alta de mais de 30% no preço da ureia no mercado internacional não é um detalhe técnico, é um alerta direto para o produtor. Isso acontece exatamente no momento em que o Brasil começa a formar a safra 2026/27.
Mato Grosso, que lidera a produção nacional, entra nesse ciclo com baixa contratação de insumos. Ou seja: o produtor está exposto, comprando mais caro e assumindo risco maior. No milho, por exemplo, esse aumento já pode consumir parte relevante da margem.
Na soja, o problema é outro e ainda mais grave: dependência externa. O Brasil importa grande parte dos fertilizantes fosfatados de regiões que estão diretamente impactadas pelo conflito. Isso significa risco real de falta, atraso e encarecimento. Traduzindo: o custo sobe antes mesmo de plantar.
Mas o efeito não para no campo. Ele avança para a indústria e chega ao consumidor.
Com o diesel mais caro, o frete já disparou. Embalagens, que dependem do petróleo, também estão subindo. E isso pressiona toda a cadeia de alimentos.
Como empresário do setor de proteína animal posso afirmar com clareza: o problema não é só o custo, mas também logística e mercado.
O Estreito de Ormuz virou um gargalo mundial. Navios parados, frete mais caro, seguro elevado e até cobrança de “taxa de guerra”. Isso encarece o produto brasileiro e coloca em risco contratos importantes. Estamos falando de mercados estratégicos. O Brasil é líder na exportação de carne halal. Trata-se de um tipo de abate específico para o mercado muçulmano, atendendo preceitos da lei islâmica.

Foto: Divulgação
Na agroindústria avícola, setor onde atuo, observamos um cenário de atenção e desafios logísticos devido ao acirramento de conflitos no Oriente Médio. Nosso país embarca por mês cerca de 100 mil toneladas de frango halal para esta região – principalmente para os Emirados Árabes Unidos, Oman e Iêmen.
Parte dessas exportações está ameaçada por instabilidade que foge completamente do nosso controle. O risco é claro: perder competitividade, reduzir volume e, em alguns casos, até segurar produção por falta de segurança logística.
No fim da cadeia, quem paga a conta é o consumidor. Frango, ovos, carne suína, todos esses produtos tendem a subir de preço, não por aumento de demanda, mas por pressão de custo. É inflação importada, causada por uma guerra que não é nossa, mas que já impacta diretamente o nosso dia a dia.
O que essa crise escancara é algo que o setor produtivo já sabe há muito tempo: o Brasil ainda depende demais de insumos externos e de rotas logísticas vulneráveis. Temos produção, temos tecnologia, temos escala. Mas seguimos expostos.
Para continuarmos sendo protagonistas no agro global, precisamos avançar em autonomia, principalmente de fertilizantes e fortalecer nossa logística, diminuindo nossas vulnerabilidades. E neste cenário Mato Grosso está no centro do debate. O que acontece aqui impacta o Brasil inteiro.
A guerra pode estar longe no mapa. Mas, na prática, ela já chegou ao campo, à indústria e ao prato do brasileiro e ignorar isso agora é um erro que vai custar caro lá na frente.
