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Ação conjunta estimula municípios paulistas a se cadastrarem em sistema eletrônico de inspeção
Governo de São Paulo reforça ações para ampliar adesão ao sistema brasileiro do Mapa, que permite o livre comércio de produtos de origem animal no país.

O Estado de São Paulo vem intensificando as ações para ampliar os municípios aderidos ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Só em 2021, de janeiro a outubro, 2.700 profissionais participaram de 61 palestras realizadas pelo Governo do Estado. Cerca de 1.800 interações por telefone, aplicativos e e-mail foram realizadas pela Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo (SFA-SP) junto às prefeituras.
A grande vantagem da adesão ao Sisbi-POA é que os empresários das áreas de abate, produtos cárneos, lácteos, mel, pescado e ovos que tiverem seus produtos inspecionados e aprovados por esse sistema podem passar a comercializá-los em todo o Brasil. A medida amplia o mercado e favorece o crescimento dos negócios. Essa é a mensagem que a parceria entre SFA-SP e Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) vem transmitindo em todos esses contatos com técnicos e representantes de prefeituras. A Cati administra um grupo com 180 profissionais no Telegram, onde esclarece dúvidas e reúne interessados, a maioria médicos veterinários.
Há um ano, a Cati fez um levantamento sobre os serviços de inspeção municipal (SIMs) e constatou que havia 119 cidades com SIM ativo, 187 com SIM inativo, 160 interessadas e 170 que não conheciam o serviço ou não demonstraram interesse. Durante o ano, de acordo com a coordenadoria, 100% das prefeituras que manifestaram interesse foram apoiadas e se cadastraram no chamado e-Sisbi.
e-Sisbi
O e-Sisbi é a porta de entrada do sistema nacional. Trata-se de um sistema eletrônico disponibilizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para cadastro e gestão dos serviços de inspeção de produtos de origem animal, vegetal e insumos agropecuários vinculados a Estados, ao Distrito Federal, municípios e a consórcios públicos de municípios.
O cadastro neste sistema é obrigatório para serviços de inspeção que tenham aderido ou queiram aderir ao Sisbi-POA; serviços de inspeção municipal vinculados a consórcios públicos de municípios interessados no livre comércio de produtos registrados na área de atuação do consórcio; e é pré-requisito para obtenção do Selo Arte, criado para identificar e permitir o comércio nacional de alimentos de origem animal feitos artesanalmente. Este selo é emitido pelos Estados.
De acordo com Amélia Cristina da Silva Teixeira, auditora fiscal federal agropecuária da Superintendência, o cadastro eletrônico tem sido também um pré-requisito para participação em diversos cursos que estão sendo promovidos pelo Mapa para apoio aos serviços de inspeção municipais.
Mais ações
Entre maio e setembro do ano passado, a Cati promoveu cerca de 30 reuniões com prefeituras paulistas para esclarecimentos e fomento ao SIM. Durante todo o ano passado, a SFA-SP também mobilizou sua equipe para 62 reuniões ou palestras, incluindo dois grandes encontros para orientação da própria Cati, com mais de cem inscritos cada; uma palestra para consultores do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Microempresa) para suporte a 120 municípios; três eventos com consórcios de municípios, uma palestra para alunos do curso de inspeção da USP (Universidade de São Paulo), além de atendimentos específicos para prefeituras.
Para este início de 2022, a SFA-SP em parceria com a Cati, vai continuar promovendo ações para apoio aos consórcios intermunicipais e incentivos às prefeituras que ainda não possuem o SIM, através de reuniões e palestras. “A adesão ao Sisbi-POA pode ser realizada pelo município, de forma individual, ou através de consórcios intermunicipais”, explicou Amélia.
Todo o esforço realizado em 2021 começa a apresentar resultados. Cidades de pequeno, médio e grande porte do Estado estão adequando suas legislações municipais e publicando decretos que regulamentam os serviços de inspeção. Assim como o cadastro no e-Sisbi, a adequação da legislação municipal é um passo importante para que as cidades possam aderir ao Sisbi-POA.
Mais informações sobre como se inscrever no e-Sisbi podem ser obtidas em www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/suasa/sisbi-1. O cadastro no e-Sisbi pode ser feito neste link. Outras informações podem ser obtidas na SFA-SP com amelia.silva@agro.gov.br, tel (11) 3787-5413 ou na Cati, com marina.cavalcanti@sp.gov.br, tel (14) 3223-1444.

Notícias
Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



