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Acadêmicos e ex-alunos conquistam primeiras colocações em desafio nacional da Embrapa para avicultura

Os projetos foram premiados na primeira edição do InovaAvi – Chocando Ideias, evento promovido pela Embrapa Suínos e Aves

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Foto: Divulgação

Dois projetos voltados para a avicultura desenvolvidos por acadêmicos e ex-alunos da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Campus de Foz do Iguaçu, ficaram em primeiro e segundo lugares na primeira edição do InovaAvi – Chocando Ideias, evento promovido pela Embrapa Suínos e Aves para fomentar inovações na cadeia produtiva de aves. O evento foi realizado via internet na última quinta-feira (08).

Os projetos premiados foram o Stac Robot – Robô autônomo multi propósito para avicultura, que trata-se de um robô desenvolvido em parceria com o Laboratório de Internet das Coisas (LabIoT) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e o da Startup Stac que faz parte do projeto de incubadora do Parque Tecnológico Itaipu (PTI). Sua principal finalidade é auxiliar na movimentação das aves. Já em segundo lugar, ficou a proposta “AveStac Pro – Solução para gestão de aviários, tecnologia que realiza monitoramentos em tempo real com informações relacionadas ao ambiente e a produtividade, podendo auxiliar tanto os avicultores, quanto as empresas do setor.

O professor Antônio Marcos Haschisuca, do Campus de Foz, explica que o uma das linhas de pesquisa desenvolvida no LabIoT da Unioeste é a do Robô Autônomo Terrestre e aproveitando as tecnologias desenvolvidas foi possível a adaptação para uso na avicultura. Ele foi o orientador do projeto vencedor e comenta sobre a parceria entre Lablot e PTI ter sido o primeiro colocado em um evento nacional. “É bastante gratificante, principalmente por essa tecnologia desenvolvida em conjunto ser considerada a melhor solução entre todos os concorrentes no InovaAvi”.

Haschisuca acrescenta ainda que o objetivo é que no futuro sejam criadas startups a partir das tecnologias desenvolvidas, gerando assim novos empregos e renda a região Oeste do Paraná através da criação de empresas inovadoras, assim como a fixação na região dos egressos dos cursos da Unioeste.

Participaram do processo 67 avaliadores, 36 propostas de todo o Brasil, sendo selecionadas 10 finalistas para a fase final. A premiação da equipe vencedora é a classificação para a etapa final do Pontes para Inovação uma iniciativa desenvolvida entre a Embrapa e parceiros, que tem como objetivo conectar as Agritechs com investidores, para investir em tecnologias que melhorem e rotina de trabalho da cadeia de aves.

Projetos vencedores na rotina da avicultura

Um dos sócios da startup Stac e ex-aluno do curso de Ciências da Computação da Unioeste Foz do Iguaçu, Cleber dos Santos Medeiros da Silva, explica que o robô vencedor tem como principal função a movimentação das aves, mas que durante o evento da Embrapa foram levantas novas possibilidades. “Esse robô tem o objetivo de ser multi propósito para a avicultura, além desse módulo de movimentação, também terá um para escarificação da cama do aviário. Já foram identificadas outras possíveis utilidades como pegar os ovos das aves”.

Cleber explica também que a primeira versão deste robô para avicultura foi desenvolvida para o Show Rural desse ano em Cascavel, mas que o LabIot já está trabalhando com robôs para a agricultura há mais de dois anos e com a parceria foi possível adaptá-lo a avicultura.

O AveStac PRO, segundo Cleber, pode auxiliar tanto o produtor, quanto a cooperativa ou integradora na melhor tomada de decisão. “São instalados sensores IoT para monitoramento em tempo real do aviário, informações relacionadas ao ambiente e a produtividade do aviário. Assim o produtor consegue conhecer o comportamento individual de cada aviário, realizando o melhor manejo e conseguindo uma melhor rentabilidade. Além dos sensores, podem ser instaladas balanças no aviário para acompanhamento do peso em tempo real, tanto pelo produtor como pela cooperativa, para auxiliar no planejamento do abate. Estes sensores não interferem no equipamento já existente no aviário, assim qualquer aviário está apto a avicultura 4.0”, explica.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

Preços do boi gordo mantêm escalada com grande demanda chinesa

Preços do boi gordo voltaram a subir nas principais praças de produção e comercialização do país na semana

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Arquivo/OP Rural

Os preços do boi gordo voltaram a subir nas principais praças de produção e comercialização do país na semana. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, ambiente de negócios segue apontando para a continuidade do movimento de alta. “Mesmo a incidência de contratos a termo e a utilização de confinamento próprio não têm conseguido alterar a curva dos preços”, disse ele.

A disputa pelos animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês segue acirrada, ainda carregando um ágio de R$ 5,00 a R$ 10,00 por arroba, conforme a região do país. “Para o último bimestre a tendência é de um movimento de alta ainda mais consistente, mantendo a conjuntura de oferta restrita, somada a uma demanda aquecida, com ênfase nas exportações”, assinalou Iglesias.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina continuaram firmes. De acordo com Iglesias, o viés é de altas mais agressivas na primeira quinzena de novembro, com a entrada da massa salarial na economia impulsionando a reposição entre atacado e varejo. As exportações seguem em bom nível desde o início do ano, e devem continuar fortes ao longo do último bimestre, ajudando a enxugar a oferta doméstica de carne bovina.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 22 de outubro:

  • São Paulo (Capital) – R$ 270,00 a arroba, contra R$ 263,00 a arroba em 15 de outubro, subindo 2,66%.
  • Goiás (Goiânia) – R$ 255,00 a arroba, contra R$ 253,00 a arroba (0,8%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 264,00 a arroba, ante R$ 260,00 a arroba, subindo 1,54%.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 260,00 a arroba, ante R$ 255,00 a arroba (1,96%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 252,00 a arroba, contra R$ 250,00 a arroba (0,8%).

Fonte: Agência Safras
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Notícias Mercado

Preços do suíno avançam com boa demanda interna e externa

Oferta de animais ajustada frente ao atual nível de demanda interna e externa favoreceu novas mudanças nos preços

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de carne suína registrou mais uma semana de preços firmes para o quilo vivo e para os principais cortes negociados no atacado. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a oferta de animais ajustada frente ao atual nível de demanda interna e externa favoreceu novas mudanças nos preços. “A carne bovina, concorrente direto, também está em forte tendência de alta, o que pode levar uma parcela da população a buscar os cortes suínos nesta segunda quinzena” sinaliza.

Maia ressalta que os granjeiros estão buscando reajustes para o quilo vivo diante do movimento agressivo dos preços dos insumos utilizados no arraçoamento animal, em especial para o milho e o farelo de soja, visando uma preservação de suas margens. “Diante do aumento nos custos, os animais permanecem sendo abatidos com pesos mais leves em vários estados e essa oferta ajustada deve manter o mercado com perspectivas de alta no curto prazo”, alerta.

Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil avançou 5,51% ao longo da semana, de R$ 7,30 para R$ 7,70. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado passou de R$ 12,77 para R$ 13,31, aumento de 4,25%. A carcaça registrou um valor médio de R$ 12,98, ante os R$ 11,90 praticados na semana passada, com valorização de 9,03%.

As exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 111,879 milhões em outubro (11 dias úteis), com média diária de US$ 10,170 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 47,473 mil toneladas, com média diária de 4,315 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.356,70.

Na comparação com outubro de 2019, houve avanço de 51,27% no valor médio diário exportado, ganho de 51,72% na quantidade média diária e queda de 0,30% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior. “Se essa média for mantida, somada aos volumes de carne industrializada, o mês de outubro poderá fechar com embarques próximos de 100 mil toneladas de carne suína”, avalia Maia.

A análise de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 170,00 para R$ 180,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 5,00 para R$ 5,10. No interior do estado a cotação aumentou de R$ 8,10 para R$ 8,50.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração seguiu em R$ 5,20. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 8,30 para R$ 8,90. No Paraná o quilo vivo passou de R$ 8,00 para R$ 8,70 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo avançou de R$ 5,30 para R$ 5,40.

No Mato Grosso do Sul a cotação na integração seguiu em R$ 5,50, enquanto em Campo Grande o preço passou de R$ 7,00 para R$ 7,30. Em Goiânia, o preço aumentou de R$ 8,60 para R$ 9,10. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno passou de R$ 9,00 para R$ 9,50. No mercado independente mineiro, o preço mudou de R$ 9,10 para R$ 9,60. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo na integração do estado subiu de R$ 5,00 para R$ 5,20. Já em Rondonópolis a cotação avançou de R$ 7,10 para R$ 7,50.

Fonte: Agência Safras
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Notícias Mercado

Cotações do milho seguem saltando com oferta apertada

Mercado brasileiro de milho seguiu extremamente aquecido nesta última semana

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Renata Silva/Embrapa

O mercado brasileiro de milho seguiu extremamente aquecido nesta última semana. A oferta ajustada à demanda segue garantindo avanços constantes nas cotações, com dias inclusive de dificuldade para a precificação. Com a disponibilidade restrita do milho, os compradores vão tendo de pagar cada vez mais para garantir o seu abastecimento.

O dólar em patamares altos continua sendo um aspecto de estímulo e competitividade às exportações brasileiras. Com o escoamento da oferta e disputa dos exportadores com os consumidores internos pelo milho, e com o produtor segurando o cereal, as reações foram generalizadas nos preços.

A preocupação com o clima seco em muitas regiões para o plantio da safra de verão vem sendo em outubro destaque também para a retenção da oferta por parte dos produtores. Temendo perdas na produção com o clima desfavorável, com atraso no plantio, é natural o vendedor utilizar essa estratégia e os preços vão avançando.

No balanço da semana, o preço do milho na base de compra no Porto de Santos subiu de R$ 71,50 para R$ 79,00 a saca, alta de 10,5%.

Já no mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Campinas/CIF subiu na base de venda na semana entre 15 e 22 de outubro de R$ 74,00 para R$ 83,00 a saca de 60 quilos, valorização de 12,2%. Na região Mogiana paulista, o cereal passou de R$ 72,00 para R$ 78,00 a saca no comparativo, elevação de 8,3%.

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo semanal, o preço subiu de R$ 68,00 para R$ 73,00 a saca, alta de 7,3%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação subiu de R$ 60,00 para R$ 70,00 a saca, elevação de 16,7%. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, houve avanço de R$ 72,00 para R$ 80,00 a saca, aumento de 11,1%.

Em Uberlândia, Minas Gerais, as cotações do milho avançaram na semana de R$ 67,00 para R$ 70,00 a saca, subida de 4,5%. Em Rio Verde, Goiás, o mercado passou de R$ 63,00 para R$ 72,00 a saca, alta de 14,3%.

Fonte: Agência Safras
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