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Abre maior feira de processamento de proteína animal da América Latina
O Oeste Catarinense demonstra para o Brasil e para o mundo como se produz riquezas, disse o governador em exercício Nelson Juliano Schaefer Martins durante a abertura, que ocorreu nesta terça-feira, em Chapecó, da mais importante feira da indústria de processamento de proteína animal da América Latina. Schaefer valorizou a força, unidade e capacidade dos empreendedores da região e enalteceu o status de Estado Livre de febre aftosa que contribui para o crescimento e desenvolvimento, não apenas do agronegócio, mas de toda a economia.
Durante a solenidade de abertura, o prefeito de Chapecó, José Caramori, lembrou que a Mercoagro nasceu dentro da feira multissetorial Efapi e destacou a estrutura oferecida para realização da feira. O presidente da ACIC, Bento Zanoni, disse que ao observar a exposição deste ano, percebe-se que os expositores acreditaram na ACIC, na BTS e em Chapecó para realizar a feira aqui. A confiança e a parceria que dão à feira a dimensão que ela alcançou, se consolidando na América Latina, comentou.
Com a expectativa de atrair um público da ordem de 30 mil pessoas, a 10ª edição da MercoAgro Carne & Leite reúne mais de 650 marcas do segmento. O evento chegou a um elevado grau de maturidade, pois reúne as principais empresas brasileiras e algumas internacionais, exibindo uma quantidade bastante expressiva de marcas, ultrapassando, assim, as barreiras do município, do Estado de Santa Catarina e, quiçá, a barreira do país, atraindo a atenção de outros países, afirmou José Danghesi, diretor da BTS Informa, organizadora da exposição.
Para a edição deste ano, um dos diferenciais da MercoAgro é a inclusão dos lançamentos e inovações da cadeia produtiva dos produtos lácteos, num movimento que atende a uma clara tendência de mercado que demandava uma maior sinergia com toda a cadeia de processamento de proteína animal. No caso do leite, foram incluídos também eventos para aprimoramento técnico dos profissionais do segmento. A Mercoagro evolui assim como o mercado e a produção, vimos a necessidade de introduzir as proteínas do leite porque elas, hoje, fazem parte das matérias primas e ingredientes dos produtos cárneos, através das proteínas do leite em pó e do soro do leite, que antes eram importadas e agora, com o crescimento da produção de leite no Brasil, produzem-se essas proteínas aqui. Assim, temos condições de uso nos nossos processos produtivos de alimentos cárneos e em geral, disse o coordenador geral da Mercoagro, Vincenzo Francesco Mastrogiacomo.
Entre os eventos relacionados ao segmento de leite, o destaque, além dos lançamentos e inovações tecnológicas apresentados pelos expositores, será o I Workshop do Leite, voltado para a disseminação de conhecimento técnico e científico destinado a profissionais ligados à indústria de processamento de leite. O workshop está programado para quinta-feira, dia 11, no auditório do Pavilhão Vermelho do Parque de Exposições Tancredo Neves (Efapi). O evento é organizado pelo Senai de Chapecó e a expectativa é de um público de cerca de 100 participantes.
Além do Workshop do Leite, será realizado também o X Seminário Internacional de Industrialização da Carne, programado para a quarta-feira, dia 10, das 8h30 às 19 horas, no Hotel Lang Palace de Chapecó e que também é organizado pelo Senai. O ciclo de apresentações conta com palestrantes nacionais e internacionais, e deve atrair técnicos, tecnólogos e engenheiros químicos e de alimentos, veterinários, profissionais e estudantes de áreas afins.
Outra atividade realizada junto com a MercoAgro 2014 é o Salão de Inovação. Trata-se de um espaço que envolve projetos inovadores de estudantes do Senai de Santa Catarina e de empresas parceiras na área de alimentos, integrando a programação técnica e científica do evento. O principal objetivo do Salão é estimular a pesquisa, a formação de parcerias e o desenvolvimento de novas tecnologias entre as empresas e o Senai.
Ainda em relação à difusão de conhecimento, a 10ª edição da MercoAgro, conta com uma miniusina montada dentro do pavilhão de exposição, com capacidade para processar até 500 litros por dia. O projeto, cujo objetivo é atender as necessidades de pequenos produtores e profissionais da área, foi desenvolvido pelos pesquisadores do Instituto de Laticínios Cândido Tostes, de Minas Gerais.
Fonte: MB

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo
Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.
Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.
A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.
Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.
O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”
Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.
Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.
O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.
A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare
Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.
Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.
Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.
A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri
O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.
Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.
Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira
Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.
A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.
Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.
