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Abrates promove 1º Treinamento Responsabilidade Técnica na Produção de Sementes

Capacitação enfatiza os processos que asseguram a qualidade de sementes no campo. As vagas são limitadas e podem ser feitas online.

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A Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates) e o Comitê Técnico de Análise de Sementes (CTAS) promovem o 1º Treinamento Responsabilidade Técnica na Produção de Sementes, objetivando a divulgação de informações atualizadas sobre os processos que asseguram a qualidade de sementes aos profissionais que atuam no mercado sementeiro. O evento será presencial entre os dias 20 e 22 de setembro de 2023, no Nobile Hotel, em Uberlândia (MG).

“Esta é a primeira ação concreta do Comitê desde a sua recente reativação. Nossa ideia é treinar primeiro os profissionais do campo. Vamos enfatizar a importância da qualidade de sementes, pois muitas vezes esta questão fica voltada só para os laboratórios, sendo que a qualidade de sementes é feita ‘no campo’. Queremos conscientizar os responsáveis técnicos de campo sobre a importância da qualidade de sementes”, explica Valquíria de Fátima Ferreira Mavaieie, coordenadora do Comitê Técnico de Análise de Sementes (CTAS) e proprietária e Responsável Técnica do Laboratório Vigor Agroanálises, sediado em Campo Belo (MG).

Segundo a vice-coordenadora do CTAS, Débora Kelli Rocha, Responsável Técnica do LAS Agromen, “o intuito deste treinamento é capacitar os técnicos responsáveis pelo processo da produção de sementes para que possamos entregar um produto de alta qualidade para os agricultores”.

De acordo com as organizadoras, os palestrantes irão abordar a importância da qualidade de sementes, desde os cuidados necessários na regulagem de máquinas e equipamentos na colheita, beneficiamento, secagem, armazenamento para que a semente não sofra danos, bem como as novas exigências da legislação brasileira de sementes. “Mas também tivemos a preocupação de agregar na programação conteúdo sobre a gestão de pessoas porque os Responsáveis Técnicos lideram pessoas que precisam ter estas mesmas noções e cuidados com as sementes”, complementa Débora.

Programação

A especialista em sementes, Maria de Fátima Zorato, abrirá o evento, no dia 20 de setembro, com a palestra “Qualidade de Sementes e Tomada de Decisões”. Na sequência, o auditor fiscal federal do Ministério da Agricultura (Mapa), José Maurício Pereira, vai abordar as responsabilidades legais do RT junto ao Mapae inscrições de campos de produção de sementes.

No segundo dia, Dr. Jonas F. Pinto, da Fundação Pró-Sementes (FPS), irá compartilhar conhecimentos sobre como devem ser feitas as vistorias de campos de produção de sementes e a emissão dos laudos de vistoria. Ele também vai falar sobre o beneficiamento e os cuidados no armazenamento de sementes para garantir a qualidade das sementes. Em seguida, a Cinthia Golfe Andriazzi, da empresa Satus Ager, maior companhia de serviços de produção de sementes do hemisfério Sul, irá abordar o papel do RT na gestão de pessoas e processos. O presidente da Abrates e pesquisador da Embrapa Soja, Fernando A. Henning, irá concluir o segundo dia de treinamento, falando sobre tratamento de sementes.

A convidada para fechar o evento, no dia 22, é a diretora-executiva da Associação dos Produtores de Sementes do Estado de Minas Gerais (APSEMG), Maria Selma Carvalho. Ela vai trazer informações sobre a certificação de sementes, os desafios no processo produtivo e o laboratório como aliado.

Inscrições

O treinamento disponibiliza certificado aos participantes e tem 20 horas de carga horária. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas aqui. Os associados da Abrates têm desconto de 20% na inscrição. O curso é voltado para responsáveis técnicos, produtores rurais e estudantes de Agronomia.

O Comitê Técnico de Análise de Sementes já começoua a realizar reuniões on-line mensais com temas importantes do setor. Na primeira reunião do Comitê, participaram 55 profissionais de diversos laboratórios do Brasil. De acordo com a coordenadora do Comitê, os associados da Abrates podem se integrar ao Comitê para participar gratuitamente das reuniões e se manter atualizados na área.

Fonte: Assessoria Abrates

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões

Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

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A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.

Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.

Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.

Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”

O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.

A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea

Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

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Foto: Shutterstock

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.

O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina

Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

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Fotos: Bruna Leticia/MB Comunicação

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan

Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.

Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.

Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.

Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.

Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.

O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.

Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.

A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.

Fonte: Assessoria Sebrae
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