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ABPA tem projeções otimistas para o setor avícola em 2025

Produção de carne de frango deve atingir 15,3 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 2,7% em relação ao ano anterior, quando registrou 15 milhões de toneladas produzidas.

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O setor avícola brasileiro inicia 2025 com perspectivas positivas, impulsionado por avanços esperados na produção, consumo e exportação de carne de frango, ovos e genética avícola. As projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam crescimento consistente em todas as áreas, reforçando o protagonismo do Brasil no cenário global.

A produção de carne de frango deve atingir 15,3 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 2,7% em relação ao ano anterior, quando registrou 15 milhões de toneladas produzidas. Com aumento de 2,1%, a disponibilidade estimada é de 9,9 milhões de toneladas, enquanto o consumo per capita pode chegar a 46,6 quilos, incremento de 2,2% em relação a 2024, quando atingiu 45,6 quilos. “O quadro econômico brasileiro deverá manter sustentados os níveis de consumo no mercado interno, apoiados pela manutenção da competitividade do setor”, afirma o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

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Depois de registrar o maior volume de exportação já registrado pelo setor – 5,294 milhões de toneladas embarcadas em 2024, considerando todos os produtos, entre in natura e processados -, o setor projeta ampliar as vendas no mercado externo, prevendo um crescimento de 1,9%, podendo alcançar 5,4 milhões de toneladas exportadas até o fim de 2025. “São esperadas novas aberturas de mercados na América Central e em países da África, além do reforço dos embarques para outras nações da América Latina e Ásia, o que deve ampliar a diversificação de destinos para os nossos produtos”, expõe Santin.

No ranking dos principais importadores de carne de frango do Brasil em 2024, a China liderou as compras com 562,2 mil toneladas, apesar da queda de 17,6% em relação a 2023; seguida por Emirados Árabes Unidos, com 455,1 mil toneladas (+3,3%), Japão, com 443,2 mil toneladas (+2,2%), Arábia Saudita, com 370,8 mil toneladas (-1,6%), África do Sul, com 325,4 mil toneladas (-4,4%), Filipinas, com 234,8 mil toneladas (+7%), União Europeia, com 231,9 mil toneladas (+6,9%), México, com 212,5 mil toneladas (+22,6%), Iraque, com 179,8 mil toneladas (+18,1%) e Coreia do Sul, com 155,8 mil toneladas (-22,8%).

Entre os estados exportadores, o Paraná segue como líder absoluto, com 2,174 milhões de toneladas (+4,1%), seguido por Santa Catarina, com 1,167 milhão de toneladas (+5,7%), Rio Grande do Sul, com 692 mil toneladas (-6,32%), São Paulo, com 297,2 mil toneladas (+1,6%) e Goiás, com 243,9 mil toneladas (+3%).

Nos últimos 20 anos, a carne de frango brasileira ampliou sua participação no mercado global e hoje representa 14,3% da proteína produzida no mundo. Do total produzido no País, 65,35% é destinado ao mercado interno e 34,65% são enviadas ao mercado externo.

Mercado mundial de carne de frango

O Brasil segue como protagonista no mercado global de carne de frango, consolidando sua posição de liderança, mas enfrentando uma concorrência cada vez mais acirrada de grandes players, como Estados Unidos(EUA) e União Europeia (UE).

Apesar do bom desempenho brasileiro, os Estados Unidos seguem liderando o ranking dos maiores produtores globais de carne de frango, respondendo por 20,3% da produção mundial. A produção norte-americana deve fechar 2024 com um crescimento de 1,4%, atingindo 21,384 milhões de toneladas, e um avanço de 1,6% em 2025, podendo chegar a 21,726 milhões de toneladas.

A China, que detém 14,3% da produção mundial, mesma participação de mercado que o Brasil, registrou um aumento de 1,1% na produção em 2024 e projeta um crescimento de 2,7% em 2025. A União Europeia, por sua vez, avançou 2,7%, produzindo 11,385 milhões de toneladas, com estimativas de crescer 1,3% em 2025, podendo produzir até 11,530 milhões de toneladas. Já a Rússia manteve a produção estável, em 4,8 milhões de toneladas, mas espera uma expansão de 1% em 2025.

Com liderança consolidada nas exportações, o Brasil detém 39% do mercado global. Já, os EUA, segundo maior exportador mundial, responsável por 24,4%, enfrentou queda de 7,4% nas vendas externas em 2024. Para 2025, a expectativa é de recuperação, com um crescimento estimado de 1,3%. Em contrapartida, a UE, terceira colocada no ranking, registrou um aumento de 7,9% nas exportações, totalizando 1,780 milhão de toneladas. Para este ano, o bloco projeta um avanço de 1,7%, podendo atingir 1.810 milhão de toneladas.

A Tailândia, responsável por 8,1% das exportações globais, registrou um crescimento de 4,7% em 2024 e espera expandir 3,5% ao longo deste ano. A China, por outro lado, apresentou um crescimento de 22,7% no ano passado, com previsão de estabilidade para 2025. “Quando comparamos as exportações dos EUA e da UE juntas, elas não atingem o que o Brasil detém. Isso reflete a nossa solidez e a competitividade da carne de frango brasileira no mercado mundial, que continua conquistando cada vez mais novos mercados”, frisou Santin.

Consumo interno deve atingir patamares históricos

Para 2025, a produção de ovos no Brasil deve atingir 59 bilhões de unidades, crescimento de 2,4% em relação ao ano passado, quando alcançou 57,6 bilhões de unidades. O consumo per capita deve chegar a 272 unidades, aumento de 1,1% em relação a 2024, quando alcançou 269 unidades. “Temos expectativas otimistas sobre o incremento dos níveis de consumo de ovos no Brasil, podendo alcançar patamares nunca antes experimentados, o que reforça a consolidação da proteína como item básico de consumo no País”, ressalta Santin.

No mercado externo, a expectativa é de crescimento expressivo neste ano, depois de um 2024 marcado por desafios, com queda de 27,3% no volume exportado e recuo de 37,9% nas receitas. A previsão da ABPA aponta para embarques de 21 mil toneladas, incremento de 16,7% em comparação ao ano passado, quando foram comercializadas 18 mil toneladas no exterior. “São esperadas a abertura do mercado do bloco europeu e do Reino Unido para os ovos no decorrer de 2025, o que deve mudar o fluxo de exportações para níveis positivos”, prevê o presidente da ABPA.

O Chile encerrou 2024 como maior importador de ovos do Brasil, com 6.871 toneladas, incremento de 141,4% em relação ao ano anterior; seguido pelos Emirados Árabes Unidos, com 2.354 toneladas, aumento de 108,7%; Estados Unidos, com 2.115 toneladas, crescimento de 84,9%; Japão, com 1.633 toneladas, recuo de 84,3%; e Catar, com 1.107 toneladas, alta de 7,1%. “As exportações do setor, embora pressionadas pela alta demanda interna pelo produto, se mantiveram sustentadas em patamares muito acima ao ocorrido há dois anos. Ao mesmo tempo, o último trimestre de 2024 marcou o início de um fluxo positivo nas exportações brasileiras de ovos, em patamares que deverão se sustentar ao longo de 2025”, explica Santin.

Genética avícola apresenta crescimento de 2,8%

O setor de genética avícola brasileiro também segue em ascensão, com as exportações de pintos de um dia e ovos férteis mostrando crescimento de 2,8%, totalizando 27.229 toneladas comercializadas ao exterior em 2024. Apesar da queda de 0,8% na receita gerada, que somou US$ 238,2 milhões, o desempenho é considerado sólido.

O México liderou as importações de genética avícola, com 9.378 toneladas, seguidas por Senegal, Venezuela, África do Sul e Paraguai. “Graças ao status sanitário brasileiro, o setor de genética avícola nacional vem apoiando países que enfrentaram situações sanitárias ou que estão recompondo seus plantéis com genética de alta qualidade. Neste contexto, novamente o setor fechou o ano com desempenho positivo e boas expectativas para o ano de 2025”, avalia Santin.

Desafios e oportunidades em 2025

Os conflitos no Oriente Médio e na Eurásia continuam a impactar as cadeias globais de suprimentos, com destaque para o aumento dos custos do frete marítimo e a busca por rotas alternativas de exportação. Além disso, a vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos traz à tona a possibilidade de políticas protecionistas, especialmente contra a China. “Caso os EUA adotem restrições comerciais, o Brasil poderá ganhar ainda mais espaço como parceiro comercial da China, especialmente no fornecimento de carne suína e de aves”, afirma Santin.

A saúde animal segue como um dos focos principais do setor. Apesar da redução no número de casos de Influenza aviária no mundo em comparação a 2023, a enfermidade ainda exige atenção, especialmente no Hemisfério Norte durante o inverno. No Brasil, os esforços para impedir a entrada do vírus continuam sendo prioridade.

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Quando comparamos as exportações dos EUA e da UE juntas, elas não atingem o que o Brasil detém. Isso reflete a nossa solidez e a competitividade da carne de frango brasileira no mercado mundial, que continua conquistando cada vez mais novos mercados” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Outro ponto de alerta é a Doença de Newcastle, que registrou um caso no Rio Grande do Sul em 2024, após 18 anos sem notificação no Brasil. “Respondemos de forma rápida, mas é preciso reforçar os procedimentos de biosseguridade para evitar novos casos”, salienta Santin.

Eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, têm se tornado cada vez mais frequentes e representam um desafio crescente para a produção de grãos no Brasil e em outras regiões produtoras do mundo. “Como consequência, pode haver aumento nos custos da ração animal, pressionando a rentabilidade do setor”, aponta Santin.

Apesar dos desafios, o presidente da ABPA enfatiza que o Brasil está bem posicionado para atender à crescente demanda global por alimentos de alta qualidade, especialmente em um contexto de possíveis mudanças nos mercados internacionais.

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Fonte: O Presente Rural

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Conbrasfran 2026 debate inovação, educação e negócios em meio à aceleração das transformações tecnológicas

Evento em Gramado (RS) vai reunir especialistas para discutir os impactos da falta de profissionais, os desafios da liderança e as transformações exigidas pelo novo ambiente de negócios.

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Foto: Divulgação

A dificuldade de formar lideranças, atrair talentos e preparar equipes para um ambiente de mudanças cada vez mais aceleradas está entre os principais desafios enfrentados pelas empresas brasileiras. O tema será debatido durante a 2ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango (Conbrasfran), que será realizada de 23 a 25 de novembro, em Gramado (RS), reunindo lideranças empresariais, especialistas e profissionais da cadeia de proteína animal.

No dia 25 de novembro, o mestre em Comportamento de Consumo, diretor de Marketing e professor Romeo Busarello vai palestrar na Conbrasfran sobre “O  futuro dos negócios no âmbito da produção de alimentos em larga escala” – Foto: Divulgalção

No dia 25 de novembro, o mestre em Comportamento de Consumo, diretor de Marketing e professor Romeo Busarello vai palestrar sobre “O futuro dos negócios no âmbito da produção de alimentos em larga escala”. Segundo ele, o ambiente empresarial exige uma revisão profunda dos modelos de gestão e da forma como as organizações se preparam para o futuro. “Quem não pensa o futuro trabalha o presente usando ferramentas do passado. Se uma empresa quer salvar o mês, fecha contratos. Se quer salvar o ano, corta custos. Mas, se quer salvar a próxima década, precisa investir em inovação, educação e transformação”, afirma.

Para o especialista, além dos avanços tecnológicos, as empresas precisarão enfrentar desafios ligados à formação de pessoas, à saúde mental e à escassez de mão de obra qualificada. “Vivemos uma época de excesso de informação e escassez de clareza. Há muita pressa para julgar e pouca paciência para aprender. O maior desafio das organizações não será apenas tecnológico, mas humano. Liderar equipes, desenvolver talentos e construir ambientes capazes de atrair e reter pessoas será decisivo para a competitividade dos negócios”, destaca.

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “A competitividade da indústria de alimentos dependerá cada vez mais da capacidade das empresas de formar líderes, atrair profissionais qualificados e se adaptar às transformações que estão ocorrendo em ritmo acelerado” – Foto: Divulgação/Asgav

De acordo com o presidente executivo da Asgav e organizador da Conbrasfran 2026, José Eduardo dos Santos, discutir tendências de gestão e liderança é tão importante quanto debater temas técnicos da produção. “A competitividade da indústria de alimentos dependerá cada vez mais da capacidade das empresas de formar líderes, atrair profissionais qualificados e se adaptar às transformações que estão ocorrendo em ritmo acelerado. A Conbrasfran busca ampliar esse olhar estratégico, promovendo debates que impactam diretamente o futuro dos negócios e da produção de alimentos no Brasil”, afirma.

A Conbrasfran 2026 reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir temas relacionados à produção animal, sanidade, qualidade industrial, mercados, inovação, geopolítica, sustentabilidade e gestão. As oportunidades de patrocínio e as inscrições para participação no evento estão disponíveis junto à organização.

Fonte: Assessoria Asgav
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Porto de Paranaguá responde por quase 50% das exportações brasileiras de frango

Porto embarcou 1,04 milhão de toneladas nos cinco primeiros meses de 2026 e movimentou US$ 1,88 bilhão em vendas ao mercado internacional.

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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

A Portos do Paraná alcançou 47,3% de participação nas exportações brasileiras de carne de frango nos primeiros meses de 2026. O percentual foi obtido após o embarque recorde de 1,04 milhão de toneladas de aves congeladas para o mercado internacional entre janeiro e maio. Somente em maio, foram exportadas mais de 208 mil toneladas do produto. O volume consolida o Porto de Paranaguá como líder nacional e uma das principais referências mundiais na movimentação da proteína.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Na comparação com o mesmo período de 2025, quando as exportações somaram 921,9 mil toneladas, o crescimento foi de 13,1%. O recorde anterior havia sido registrado em 2023, com 945,9 mil toneladas embarcadas. Os dados são do Comex Stat, sistema do governo federal que reúne informações sobre o comércio exterior brasileiro.

De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o resultado é reflexo dos investimentos concretizados nos últimos anos. “Os investimentos realizados em infraestrutura, tecnologia e qualificação operacional são fundamentais para garantir a competitividade dos portos paranaenses e ampliar a qualidade dos serviços prestados aos nossos clientes”, afirma.

Em valores FOB, valor da mercadoria no momento do embarque, a Portos do Paraná foi responsável pela maior fatia da receita nacional, somando US$ 1,88 bilhão de um total de US$ 4,08 bilhões.

O principal destino da carne de frango exportada pelos portos paranaenses foi a China, que recebeu 114,2 mil

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

toneladas, o equivalente a 11% do total embarcado em Paranaguá. Entre os principais mercados também estão África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Japão e Arábia Saudita. Ao todo, mais de 120 países receberam o produto.

Estrutura impulsiona resultados

O diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, reforça que a estrutura do Porto de Paranaguá é um dos diferenciais para esse protagonismo nacional. “O grande destaque é a capacidade que o terminal possui para receber contêineres refrigerados (reefers). Paranaguá conta, de longe, com o maior número de tomadas refrigeradas do país, ultrapassando 5,2 mil plugs disponíveis”, explica.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Outro fator importante é o desempenho do Paraná na produção avícola nacional. O Estado responde por aproximadamente 35% da produção brasileira de aves para abate e boa parte desse volume segue para exportação pelos portos paranaenses.

Liderança em proteínas animais

A Portos do Paraná também ampliou a liderança nacional nas exportações de proteínas animais. Considerando carnes de frango, bovina, suína, caprina e pescados, mais de 1,4 milhão de toneladas foram embarcadas entre janeiro e maio de 2026, volume equivalente a 37% das exportações brasileiras do segmento.

O crescimento do grupo das carnes nos cinco primeiros meses do ano foi de 9,9% em relação ao mesmo período de

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

2025. Nas exportações de carne bovina, o Porto de Paranaguá embarcou 277,5 mil toneladas entre janeiro e maio. O volume representa a segunda maior movimentação do país, com participação de 24,7% nas exportações nacionais. China, Estados Unidos e Rússia foram os principais destinos do produto.

Já as exportações de carne suína pelo porto paranaense alcançaram 84,8 mil toneladas no acumulado do ano. Em 2025, o volume registrado no mesmo período foi de 79,6 mil toneladas, o que representa crescimento de 6,5%. Mais de 50 países importaram carne suína pelos Porto de Paranaguá, com destaque para Filipinas, Hong Kong e Singapura.

Fonte: AEN-PR
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Exportações de ovos caem 32,5% nos cinco primeiros meses de 2026

Brasil embarcou 12,39 mil toneladas entre janeiro e maio. Ovos processados responderam por 32% das vendas externas, maior fatia desde 2006.

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As exportações brasileiras de ovos perderam força em 2026 e acumulam queda superior a 30% nos cinco primeiros meses do ano. Apesar do recuo nos embarques totais, uma mudança no perfil das vendas externas começa a ganhar espaço: os ovos processados atingiram a maior participação nas exportações para o período desde 2006.

Foto: Rodrigo Felix Leal

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mostram que o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos in natura e processados entre janeiro e maio deste ano. O volume é 32,5% menor que o registrado no mesmo intervalo de 2025, quando os embarques somaram 18,36 mil toneladas.

O enfraquecimento das vendas externas também foi observado no resultado mensal. Em maio, o país exportou 2,18 mil toneladas, queda de 5,7% em relação a abril e de expressivos 59% frente ao mesmo mês do ano passado.

Embora os números indiquem desaceleração, os pesquisadores do Cepea observam uma mudança gradual na

Foto: Rodrigo Felix Leal

composição das exportações brasileiras.

Mais valor agregado

Dos 12,39 mil toneladas embarcados entre janeiro e maio, 3,99 mil toneladas correspondem a ovos processados, categoria que inclui produtos líquidos, em pó e congelados utilizados pela indústria alimentícia.

Isso significa que os processados responderam por 32% das exportações brasileiras de ovos em 2026, a maior participação já registrada para o período desde o início da série histórica analisada pelo Cepea, em 2006.

Para os pesquisadores, o resultado sugere uma alteração, ainda que discreta, no perfil das vendas externas do setor, tradicionalmente concentradas em ovos in natura.

Foto: Divulgação

A maior presença dos processados tende a ampliar o valor agregado das exportações, além de reduzir parte da dependência de mercados voltados ao consumo direto do produto.

Os ovos industrializados possuem maior prazo de validade, facilitam a logística internacional e atendem principalmente indústrias de alimentos, como fabricantes de massas, panificados, confeitaria e refeições prontas.

Mudança gradual

Apesar do crescimento relativo dos processados, os ovos in natura ainda representam a maior parcela das exportações brasileiras.

O movimento observado em 2026, no entanto, indica que o setor busca diversificar mercados e ampliar a oferta de

Foto: Rodrigo Fêlix Leal

produtos com maior nível de industrialização, estratégia que pode reduzir a volatilidade das exportações no longo prazo.

Ao mesmo tempo, a queda expressiva dos embarques totais mostra que o mercado internacional segue desafiador para a avicultura de postura brasileira.

A combinação entre menor volume exportado e maior participação dos processados revela um setor em transição: vende menos ao exterior, mas aumenta gradualmente o peso de produtos de maior valor agregado em sua pauta exportadora.

Fonte: O Presente Rural
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