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Notícias Comércio Exterior

ABPA reforça laços em evento de autoridades e importadores da China

CIIE teve como objetivo definir o planejamento das importações chinesas para os próximos anos

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Arquivo/OP Rural

Terminou bem-sucedida a ação realizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), durante a China International Import Expo (CIIE 2020), um dos mais importantes eventos para o planejamento das exportações e importações chinesas, encerrado na terça-feira (10), em Xangai.

Focada no fortalecimento da imagem e das relações comerciais com a China (principal parceira das exportações brasileiras de proteína animal), a ação foi ajustada às medidas de segurança dos novos tempos, com distribuição de informações através de plataformas on line, e atendimentos cumprindo as medidas de distanciamento.

Por meio do hotsite “Brazilian Poultry and Pork”, traduzido especialmente para o público chinês, foram exibidas informações sobre os cuidados adotados pelo setor durante a pandemia, a preocupação com a sustentabilidade e ainda, informações sobre a qualidade e o sabor dos produtos brasileiros.

Organizada pelo Governo Chinês, a CIIE teve como objetivo definir o planejamento das importações chinesas para os próximos anos. O evento foi exclusivo e restrito a convidados, reunindo importadores chineses e exportadores de todo o mundo, para promover novos negócios, sob a supervisão do Governo do país asiático.

“Levamos aos visitantes da CIIE China 2020 conteúdos relevantes sobre a produção brasileira de proteína animal e o momento não poderia ser mais favorável para o estreitamento de laços comerciais com os importadores chineses. Estar presente e mostrar nosso papel como parceiros em prol da segurança alimentar da China é extremamente importante para a continuidade e promoção de novos negócios”, analisa Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Fonte: Assessoria ABPA
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Notícias Meio Ambiente

Fórum online debate potencial da produção, aponta soluções e proporciona negócios para o biogás e biometano

O 3º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano será realizado de 29 de março a 1º de abril, de forma online e gratuita

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Divulgação

De acordo com a Nota Técnica Panorama do Biogás no Brasil em 2019, na classificação por substrato, o segmento abriga o maior número de plantas de biogás com fins energéticos no País. Na sequência, aparecem a Indústria, e, após, Resíduo Sólido Urbano (RSU) e Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). O estudo também aponta que a energia elétrica é a aplicação energética mais representativa do cenário nacional, com 84% das plantas, consumindo 86% do volume de biogás produzido.

Embora focado na realidade e em demandas da região Sul, o Fórum também abre as portas para participantes de outros lugares, inclusive, internacionais. O painel programado para o dia 31 de março, por exemplo, vai propor o debate sobre a sinergia entre Brasil e Reino Unido para o setor.

As vantagens do evento virtual também beneficiam o Espaço Biogás de Negócios. Na plataforma EventMobi, onde irá ocorrer o Fórum, os participantes poderão conhecer os estandes virtuais das empresas, promover reuniões e propor parcerias. Até o produtivo momento de coffee break, mais informal e tradicionalmente uma boa oportunidade de networking, será contemplado pela plataforma, em chats temáticos abertos a todos os participantes. Durante o evento, será mantida a apresentação das práticas que os debates propõem: a visita técnica a plantas de biogás ganhará tour virtual.

O 3º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano será gratuito e terá vagas limitadas. Os participantes que já haviam se inscrito para o evento presencial foram ressarcidos. A reabertura das inscrições para todos os públicos – empresas, profissionais e estudantes – será divulgada pelo site do evento: biogasebiometano.com.br

O Fórum é realizado pelo CIBiogás, Embrapa e Universidade de Caxias do Sul, e tem organização da Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial (SBERA).

Fonte: Embrapa Suínos e Aves
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Notícias Financiamento

Contratação do crédito rural alcança mais de R$ 147 bilhões em oito meses

Valor é 18% maior em relação a igual período da safra anterior; bom desempenho tem como destaque os financiamentos contratados por produtores de maior porte e cooperativas

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Jonas Oliveira

De julho/2020 a fevereiro/2021 o valor das contratações de crédito rural somou R$ 147,57 bilhões, o que representa uma alta de 18%, em relação a igual período da safra anterior.

De acordo com o Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2020/2021, os recursos para investimento somaram R$ 47,33 bilhões (40%), R$ 78,64 bilhões (14%) para custeio, R$ 8,24 bilhões (1%) para industrialização e R$ 13,34 bilhões para comercialização, que teve redução de 3%.

A menor demanda de crédito para comercialização é explicada, principalmente, pela elevação dos preços agrícolas, que torna desnecessária a formação de estoques. As maiores reduções por financiamentos dessa natureza foram observadas, principalmente, para os produtos relacionados à cesta básica, como leite (-36%), arroz (-26%), café (-7%), milho (-9%), trigo (-6%), bovinos (-6%) e suínos (-42%)

O bom desempenho do crédito rural tem como destaque os financiamentos contratados pelos produtores de maior porte e cooperativas, classificados na categoria de “Demais”, que se situaram em R$ 49,14 bilhões (16%) para custeio e R$ 35,22 bilhões (56%) para investimento. Essa categoria respondeu por 62% do crédito de custeio e 74% do crédito de investimento.

No âmbito do Pronaf, as contratações de custeio somaram R$ 12,11 bilhões e no Pronamp R$ 17,38 bilhões, com crescimento de 19% e 6%, respectivamente. Já para investimento foram contratados R$ 10,23 bilhões pelo Pronaf e R$ 1,88 bilhões ao amparo do Pronamp, crescimento de 8% e 3%, respectivamente.

Os médios produtores, amparados pelo Pronamp, também podem financiar seus investimentos por meio dos programas específicos de investimento (Moderfrota, Inovagro, Moderinfra, ModeragroPCA, ABC).

O fato de as contratações de custeio, realizadas pelos “Demais” produtores, ter crescido 16% em valor e reduzido 23% em número de contratos, elevando, assim, o ticket médio dessas operações, é explicado, principalmente, pelo aumento na utilização de recursos livres, que não têm limite de financiamento.

Fontes

Dentre as contratações de crédito rural, realizadas com recursos controlados, no total de R$ 100,15 bilhões, destaca-se a redução de 25% na utilização de Recursos Obrigatórios, se situando em R$ 27,19 bilhões, ao mesmo tempo em que a utilização de recursos da Poupança Rural Controlada aumentou 78%, atingindo R$ 42,45 bilhões.

O aumento na utilização de recursos das fontes não controladas (22%) foi superior ao das fontes controladas (17%). Na avaliação do diretor do Departamento de Crédito e Informação, Wilson Vaz de Araújo, isso confirma o acerto da política de diversificação das fontes de financiamento, com destaque para o aumento de 72% em recursos livres (de tesouraria ou próprios dos bancos), num total de R$ 12,16 bilhões, e de 15% nas contratações com recursos da fonte LCA, que ficaram em R$ 20,79 bilhões.

Em relação aos financiamentos realizados no âmbito dos programas de investimento, com recursos da fonte BNDES, administrados pelo Mapa, os programas que se destacaram, pelo valor contratado e respectivo aumento, foram o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota): R$ 7 bilhões (33%), o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro): R$ 1,56 bilhão (29%), o Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA): R$ 1,66 bilhão (60%) e o Programa de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra): R$ 714 milhões (106%).

Fonte: MAPA
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Notícias Mercado

Brasil fecha acordo com a Tailândia para venda de carne bovina

O acordo é relevante porque o mercado tailandês tem ascendências sobre países da região

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Arquivo/OP Rural

A carne bovina brasileira chega a mais um mercado internacional. Desta vez, as negociações com Tailândia avançaram, e em fevereiro foram firmados acordos para a exportação planta a planta. No ano passado o país vendeu cerca de U$ 650 mil para o país do sudeste asiático, em vendas com “licença de chegada”. A expectativa é que haja um incremento nas transações com a abertura do mercado.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o volume não é expressivo ainda, mas a abertura é relevante porque a Tailândia tem um processo de controle sanitário maduro em comparação com outros países da região e acaba por ter uma ascendência sob esses países, o que reforça a qualidade fitossanitária dos produtos brasileiros.

O trabalho para a abertura do mercado começou há alguns anos e envolve departamento de promoção da embaixada brasileira na Tailândia e também o trabalho do adido agrícola. Hoje, a auditora fiscal federal agropecuária Maria Eduarda de Serra Machado é adida agrícola no país.

Abrir o mercado é muito importante, mas é apenas um primeiro passo no incremento das transações comerciais entre os países. É necessário um grande investimento em promoção comercial, o que o Brasil já vem fazendo. Várias empresas do setor agropecuário, em especial as produtoras de proteína animal, já têm feito um trabalho de divulgação no país e participado de feiras, como a Thaifex.

A abertura de mercados é uma das estratégias do Mapa para fomentar a venda de produtos agropecuários brasileiros. Nos últimos dois anos foram abertos 120 mercados. São 60 por ano, pouco mais de um por semana. Além disso, o Ministério tem, hoje, 26 postos de adidos agrícolas no mundo, empregando 28 funcionários do Ministério.

Fonte: Assessoria Anffa Sindical
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