Avicultura
ABPA projeta maior presença do frango brasileiro no mercado mundial

Mesmo diante de vários desafios no setor de avicultura de corte, a cadeia avícola nacional manteve patamares elevados de produção e exportação, com projeções animadoras para 2023. Com novas oportunidades no mercado externo, o Brasil fortaleceu em 2022 a sua presença internacional como principal fornecedor mundial de carne de frango.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, a pressão sobre o preço do milho, insumo que representa cerca de 70% do custo total de produção, somado a alta no diesel e das embalagens, tornaram o ano mais desafiador para os produtores e à agroindústria, que precisaram mais do que nunca fazer a gestão do negócio para manter margens positivas. “O conflito no Leste europeu diminuiu a oferta global do milho, somado a quebra da safra de verão no Sul, impactaram de forma significativa os custos de produção, pois com a menor oferta do cereal no mercado os preços aumentaram, cenário que deve permanecer em 2023”, analisa Santin.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: “Apesar dos custos de produção mais altos, o Brasil tem ótimas oportunidades para incrementar ainda mais as vendas no próximo ano no mercado mundial” – Foto: Mario Castello/ABPA
A produção nacional de carne de frango encerra 2022 com 14,5 milhões de toneladas, número 1,5% superior ao registrado no ano anterior, com 14,329 milhões de toneladas. Com essa quantidade produzida, o Brasil supera a China e assume o segundo lugar entre os maiores produtores mundiais de carne de frango, atrás apenas dos Estados Unidos.
O crescimento deve se manter positivo para este ano, com estimativas de alta na casa dos 2%, podendo atingir até 14,750 milhões de toneladas produzidas.
Com leve queda negativa de 0,2% na oferta do mercado interno em relação ao ano anterior, 2022 fecha com disponibilidade de 9,7 milhões de toneladas, projetando um aumento de produto interno em 0,5% em 2023, podendo chegar a 9,750 milhões de toneladas.
A estimativa da ABPA é alcançar o consumo per capita de 45,1 quilos, recuo de 0,8% frente ao registrado no ano anterior, com 45,5 quilos. Para este ano, a estimativa é retomar o consumo da carne de frango por habitante nos mesmos patamares de 2021, com crescimento de 0,8%.
No mercado interno, a carne de frango cotada no ano passado foi de R$ 146,14 por 100 quilos, enquanto que o produto europeu foi comercializado a R$ 262,92 e o norte-americano a R$ 268,31, evidenciando a competitividade da proteína brasileira.
Exportações
Em relação às exportações, o Brasil fecha o ano com valor recorde de 4,850 milhões de toneladas de carne de frango, crescimento de 5% em comparação a 2021, quando foram comercializadas no mercado externo 4,610 milhões de toneladas. Otimista e atenta às oportunidades dos mercados importadores, a ABPA prevê um volume de até 5,2 milhões de toneladas embarcadas ao longo de 2023, o que representa um aumento vultuoso de 8,5%. “Apesar dos custos de produção mais altos, o Brasil tem ótimas oportunidades para incrementar ainda mais as vendas neste ano no mercado mundial”, menciona Santin.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume projetado para 2022 poderá chegar a 4,436 milhões de toneladas, 5,6% maior que o embarcado nos primeiros 11 meses de 2021, com 4,199 milhões de toneladas. A receita acumulada pelo setor até novembro do ano passado chegou a US$ 8,977 bilhões, valor que supera em 29,3% os números registrados entre janeiro e novembro de 2021, com US$ 6,945 bilhões.
Principais destinos
Entre os principais destinos da carne de frango brasileira importada em grandes volumes, a China responde por 12% das importações, seguida pelos Emirados Árabes com 10%, Japão com 9%, Arábia Saudita com 7%, África do Sul com 6%, Filipinas e União Europeia com 5% cada, Coreia do Sul com 4%, Singapura e México com 3% cada. Outros 36% estão distribuídos entre países com menor participação.
Maior importadora da carne de frango brasileira, a China comprou 494,1 mil toneladas entre janeiro a novembro do ano passado, volume 16,2% menor que o embarcado no mesmo período de 2021, enquanto os Emirados Árabes aumentaram suas importações em 19,2%, abastecendo a demanda interna com 344 mil toneladas da proteína brasileira. Outros destaques foram as Filipinas, com 230,6 mil toneladas; União Europeia, com 220,2 mil toneladas (23,2%); Coreia do Sul, com 168 mil toneladas (63,2%); Singapura, com 141,3 mil toneladas (56,5%); e México, com 134,4 mil toneladas (31,3%).
Mundo
Segundo dados do USDA, a produção mundial de carne de frango ficará em torno de 100,93 milhões de toneladas em 2022, um crescimento superior a nove milhões de toneladas desde 2015. O Brasil segue como o segundo maior produtor mundial, mas mantém a liderança como maior exportador mundial de carne de frango. “O volume da exportação brasileira é maior que a quinta maior produção mundial, e apesar do aumento da oferta no mercado externo, no mercado doméstico a oferta não diminuiu, afinal tudo que produzimos quase 70% é consumido dentro do país. O consumidor brasileiro segue sendo nosso principal cliente”, ressalta o presidente da ABPA.
Conforme estimativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a oferta global de frango será apertada neste ano, em virtude do crescimento lento do setor, entre 0,5 e 1%, no entanto a previsão aponta que a maioria das indústrias terão desempenho elevado, acima do ponto de equilíbrio.
A tendência segue de alta para os custos de produção com ração animal, energia, combustível, mão de obra, entre outros. A pandemia de Covid-19 deve continuar com registros de novos casos e estratégias de conviver com a doença devem se intensificar, porém notificações poderão aumentar no inverno.
Com surtos de Influenza aviária nos cinco continentes, a doença deve continuar sendo uma grande preocupação global com impacto contínuo na cadeia e na economia dos países afetados.
As deficiências com a mão de obra e a logística do setor serão entraves que devem atrapalhar os mercados, além da alta nos preços do petróleo. “Apesar dos grandes desafios operacionais a cadeia segue otimista”, afirma Santin.
Em uma análise dos principais mercados globais, os órgãos internacionais estimam que os Estados Unidos vão ter um mercado mais equilibrado, porém com grandes preocupações em relação à Influenza aviária, que tem registros em 42 dos 46 Estados norte-americanos, o que vai gerar uma grande demanda pela carne de frango do mercado externo, podendo o Brasil atender o consumo interno do país.
No México, a demanda deve continuar forte pela proteína. O país recuperou o fornecimento de aves no terceiro trimestre do ano passado, mas deve continuar apreensivo para evitar o surgimento de novos casos da gripe aviária H5N1, doença altamente contagiosa nas aves relatada pela primeira vez em solo mexicano em outubro passado, tendo o vírus sido detectado em uma ave selvagem no distrito de Metepec, a Oeste da capital Cidade do México.
Com uma produção recorde, o Brasil se projeta como o principal fornecedor global da carne de frango, no entanto, segue atento aos surtos de Influenza aviária nos países vizinhos a fim de evitar a entrada da doença no plantel nacional. Por sua vez, na Inglaterra os desafios devem continuar com o abastecimento, visto que enfrenta problemas trabalhistas e altos custos de produção, já na União Europeia o mercado deve se manter equilibrado, mas casos de Influenza aviária mantêm a oferta baixa e custos de produção no pico.
Com a economia fortalecida, a Arábia Saudita continuará apostando nos produtos brasileiros para garantir a segurança alimentar da sua população, enquanto a África do Sul deverá ter forte crescimento local, mantendo até agosto deste ano a suspensão das tarifas sobre as importações da carne de frango do Brasil, Dinamarca, Irlanda, Polônia e Espanha, como parte das medidas para aliviar a inflação de alimentos no país.
Já a Holanda enfrenta problemas com reprodutores, restrições comerciais, fornecimento de insumos e impostos sobre grãos, problemas que devem persistir no país. Por outro lado, na China é previsto queda na produção, mas os preços dos alimentos seguirão melhorando, com fechamento de wet markets. Nas Filipinas, surtos de Influenza aviária e Peste Suína Africana (PSA) devem continuar atormentando os filipinos, com pouca oferta de produto interno, preços altos e custos elevados de alimentação. E na Tailândia, apesar dos impactos gerados pela PSA, o cenário é otimista, com maior disponibilidade de mão de obra e as exportações em níveis melhores.
Reforço das medidas de prevenção contra Influenza aviária
Único entre os grandes produtores mundiais a nunca registrar Influenza aviária em seu território, o Brasil redobrou a atenção e os cuidados sanitários com os recentes casos da doença na América do Sul.
Desde outubro de 2022, o vírus foi identificado nas áreas litorâneas da Colômbia, Equador, Venezuela, Peru e Chile. Esse aumento de casos acendeu um alerta e fez com que a cadeia avícola e os órgãos nacionais de defesa sanitária intensificassem as medidas de prevenção à doença viral no país.
Conforme organismos internacionais, surtos da gripe aviária já foram registrados em países dos continentes africano, americano, asiático, europeu e na Oceania, se configurando como a maior epidemia já ocorrida no mundo.
Com o período migratório das aves do Hemisfério Norte para a América do Sul de novembro a abril, esse é o momento para aumentar as ações de vigilância pelo serviço veterinário oficial e órgãos ambientais, bem como reforçar as medidas de biosseguridade pelos avicultores a fim de mitigar os riscos de ingresso e disseminação da enfermidade no Brasil. “O Brasil nunca registrou nenhum caso de Influenza aviária e esperamos continuar assim. Com vistas a garantir a segurança do plantel brasileiro, intensificamos os protocolos de biosseguridade nas granjas e recomendamos a suspensão imediata das visitas às granjas, frigoríficos e demais estabelecimentos da avicultura no Brasil”, ressalta Santin.
Sobre o impacto nas exportações, Santin esclareceu que mesmo que sejam registrados algum caso em aves silvestres ou domésticas, o status sanitário do país não sofre alteração, contudo, se o caso é registrado na produção industrial, as regras vigentes bloqueiam o comércio somente nas áreas afetadas. “Para chegar até nossos planteis ou nas indústrias brasileiras é um longo caminho, que espero que nunca seja percorrido, mas em caso de haver notificação as equipes do serviço oficial estão preparadas para atender qualquer emergência sanitária. É importante lembrar que notificações de Influenza aviária de alta patogenicidade em aves silvestres, ou outras que não sejam de produção, e de aves domésticas ou de cativeiro com Influenza aviária de baixa patogenicidade, não afetam o status sanitário do país e não deverão gerar banimento ou imposições de mercado”, expõe.
O presidente da ABPA reforça ainda que as barreiras naturais formadas pela cordilheira dos Andes e pela floresta amazônica são importantes para manter o Brasil livre da doença viral, atrelado aos controles feitos pelos órgãos federais e estaduais de defesa agropecuária, além dos protocolos de biosseguridade adotados pelos produtores nas granjas.
Entre as medidas adotadas pelo serviço veterinário oficial para evitar um surto local estão a testagem de amostras coletadas de aves de subsistência criadas em locais próximos a sítios de aves migratórias para monitorar a circulação viral, permitir a demonstração de ausência de infecção e apoiar a certificação do Brasil como país livre de Influenza Aviária.
Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor suinícola e da piscicultura acesse gratuitamente a edição digital Anuário do Agronegócio Brasileiro.

Avicultura
Rio Grande do Sul registra foco de gripe aviária em aves silvestres
Secretaria da Agricultura informa que caso não altera status sanitário do Estado nem impacta o comércio de produtos avícolas.

O governo do Estado, por meio do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), detectou foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, em aves silvestres encontradas na Lagoa da Mangueira, no município de Santa Vitória do Palmar, na Reserva do Taim.
A Seapi esclarece que a infecção pelo vírus da gripe aviária em aves silvestres não afeta a condição sanitária do Rio Grande do Sul e do país como livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), não impactando o comércio de produtos avícolas. Também ressalta-se que não há risco na ingestão de carne e de ovos, porque a doença não é transmitida por meio do consumo.
O vírus foi identificado em aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba. A notificação de animais mortos ou doentes foi atendida pelo Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS), no dia 28 de fevereiro, e as amostras coletadas foram enviadas para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou a doença.
O SVO está no local para aplicar as medidas e os procedimentos para a contingência da Influenza Aviária na região. A vigilância está sendo realizada na região por servidores da Seapi, em parceria com as equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Além disso, ações de educação sanitária e conscientização serão realizadas na região.
O diretor do DDA, Fernando Groff, informa que serão conduzidas medidas de vigilância e prevenção nas criações de subsistência locais. “O Rio Grande do Sul convive com o vírus da influenza desde 2023, e temos priorizado as atividades de prevenção e reforço das condições de biossegurança das granjas avícolas, de forma contínua, visando proteger o plantel avícola e manter a condição sanitária do nosso Estado”, ressaltou Groff.
Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos
A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.
Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em animais devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura através da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou através do WhatsApp (51) 98445-2033.
Avicultura
Conflito no Oriente Médio pressiona exportações brasileiras de frango
Risco sobre rotas marítimas estratégicas pode elevar fretes, seguros e custos de energia, com impacto nas margens do setor.

A intensificação das tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos reposiciona o risco geopolítico no radar do agronegócio brasileiro. Embora não haja, até o momento, interrupção formal de contratos, o setor avalia que o impacto pode se materializar por meio de custos logísticos mais elevados, volatilidade cambial e pressão sobre insumos energéticos.
O Oriente Médio é destino relevante para a pauta agropecuária do Brasil. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que milho, açúcar e carnes de aves figuram entre os principais produtos embarcados para a região. As carnes de frango e miúdos comestíveis respondem por 14,5% das exportações brasileiras destinadas a esses mercados, atrás apenas de milho e açúcar.
A dependência regional de importações de proteína animal mantém a demanda estruturalmente ativa. A preocupação, segundo representantes do setor, não está na absorção do produto, mas na previsibilidade operacional.
Logística no centro da incerteza

Foto: Claudio Neves
O foco das atenções recai sobre corredores marítimos estratégicos, como o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho, por onde transita parcela expressiva do comércio global de energia e mercadorias. Qualquer instabilidade nessas rotas tende a encarecer o frete marítimo, elevar prêmios de seguro e alongar prazos de entrega.
Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal afirmou que acompanha a evolução do cenário. “A ABPA e suas associadas estão mapeando e monitorando os pontos críticos à logística na área influenciada pelo conflito. Neste momento, o setor analisa rotas alternativas que foram utilizadas em outras ocasiões de crises na região”, informou a entidade.
A associação ressalta que “não há embarques significativos de carne de frango para o Irã”, o que reduz o risco de impacto direto sobre contratos bilaterais com o país. O efeito esperado, portanto, é indireto e sistêmico.
Petróleo e frete como vetores de transmissão
A região é peça central na oferta global de petróleo. Em momentos de escalada militar, o preço da commodity tende a reagir, influenciando tanto o custo do bunker, combustível utilizado por navios, quanto despesas com transporte terrestre e produção industrial.

Foto: Ari Dias
Análise publicada pela Farmnews aponta que a principal via de transmissão da crise para o agro brasileiro deve ocorrer por meio da energia e dos fertilizantes. “Crises geopolíticas na região não necessariamente derrubam a demanda por alimentos, mas aumentam a imprevisibilidade operacional”, destaca o estudo.
Para o frango brasileiro, que opera em ambiente de forte concorrência internacional e margens ajustadas, qualquer elevação de frete ou atraso logístico pode comprimir resultados. O mesmo raciocínio vale para milho e açúcar, que lideram a pauta regional.
No curto prazo, exportadores avaliam rotas alternativas e monitoram contratos de frete. No médio prazo, a trajetória do petróleo e o comportamento do transporte marítimo devem definir a extensão dos impactos sobre custos e competitividade.
Até aqui, o fluxo comercial segue sem ruptura formal. O ponto de atenção está no custo de manter esse fluxo em um ambiente de risco elevado.
Avicultura
Queda do frango vivo reduz poder de compra do avicultor paulista
Após quatro meses consecutivos de perdas, produtor consegue adquirir menos milho e farelo de soja, apesar do ritmo recorde das exportações brasileiras.

Os recuos nos preços do frango vivo ao longo de fevereiro devem consolidar o quarto mês consecutivo de perda no poder de compra do avicultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja, conforme apontam pesquisadores do Cepea.
Até o dia 25, o frango registra o menor patamar real desde maio de 2024, considerando série deflacionada pelo IGP-DI de janeiro de 2026. No mesmo período, os preços médios do milho permanecem praticamente estáveis, enquanto os do farelo de soja apresentam leve alta.
Em São Paulo, a média do frango vivo está em R$ 5,04 por quilo nesta parcial de fevereiro, recuo de 2,1% frente a janeiro. Segundo o Cepea, o ritmo recorde das exportações da proteína brasileira tem ajudado a conter uma desvalorização mais intensa no mercado interno.
Com a atual relação de troca, o produtor paulista consegue adquirir 4,47 quilos de milho com a venda de um quilo de frango, volume 1,9% inferior ao de janeiro. No caso do farelo de soja, a compra possível é de 2,73 quilos por quilo de ave comercializada, queda de 2,6% na mesma comparação.



