Avicultura
ABPA solicita intensificação de cuidados sanitários aos produtores após confirmação de Influenza aviária no Brasil
Em vídeo divulgado em todos os canais da associação, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, salienta aos produtores o quanto as medidas preventivas são fundamentais para evitar que a doença chegue às aves comerciais e faz um pedido para a cadeia produtiva redobrar os cuidados.

Após a confirmação, em 15 de maio, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, do primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em três aves marinhas resgatadas no litoral do Espírito Santo, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) emitiu um comunicado dirigido ao setor produtivo.
No documento, a ABPA informou que está monitorando ativamente a situação em colaboração com a defesa agropecuária e outros órgãos sanitários do Estado. Além disso, a associação enfatizou que o caso não ocorreu no sistema industrial brasileiro, o que significa que não há necessidade de mudanças no abastecimento interno de produtos, tampouco são esperadas alterações no fluxo de comércio internacional de produtos brasileiros.
Em vídeo divulgado em todos os canais da associação, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, salienta aos produtores o quanto as medidas preventivas são fundamentais para evitar que a doença chegue às aves comerciais e faz um pedido para a cadeia produtiva redobrar os cuidados. “Você (produtor) veio até aqui cuidando muito da sua produção, mas quero fazer um pedido especial: redobre os seus cuidados. Revise os telamentos, as telas de proteção, os arcos de desinfecção. Não aceite visitas em hipótese nenhuma, a não ser aquelas autorizadas pelas empresas com os devidos vazios sanitários e os cuidados para a entrada em contatos com as aves”, reforça.

Avicultura
Queda do frango vivo reduz poder de compra do avicultor paulista
Após quatro meses consecutivos de perdas, produtor consegue adquirir menos milho e farelo de soja, apesar do ritmo recorde das exportações brasileiras.

Os recuos nos preços do frango vivo ao longo de fevereiro devem consolidar o quarto mês consecutivo de perda no poder de compra do avicultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja, conforme apontam pesquisadores do Cepea.
Até o dia 25, o frango registra o menor patamar real desde maio de 2024, considerando série deflacionada pelo IGP-DI de janeiro de 2026. No mesmo período, os preços médios do milho permanecem praticamente estáveis, enquanto os do farelo de soja apresentam leve alta.
Em São Paulo, a média do frango vivo está em R$ 5,04 por quilo nesta parcial de fevereiro, recuo de 2,1% frente a janeiro. Segundo o Cepea, o ritmo recorde das exportações da proteína brasileira tem ajudado a conter uma desvalorização mais intensa no mercado interno.
Com a atual relação de troca, o produtor paulista consegue adquirir 4,47 quilos de milho com a venda de um quilo de frango, volume 1,9% inferior ao de janeiro. No caso do farelo de soja, a compra possível é de 2,73 quilos por quilo de ave comercializada, queda de 2,6% na mesma comparação.
Avicultura
Ovos sobem mais de 36% e fortalecem relação de troca com milho e soja
Com a venda de uma caixa, produtor passa a adquirir até 147 quilos de milho e mais de 90 quilos de farelo em São Paulo.
Avicultura
Rio Grande do Sul realiza em março 2º Fórum Estadual de Influenza aviária
Encontro vai reunir em Montenegro o setor avícola para discutir prevenção e contingência após registros recentes da doença na Argentina e no Uruguai.

O município gaúcho de Montenegro, no Vale do Caí, vai sediar no dia 17 de março, a partir das 13h30, o 2º Fórum Estadual de Influenza aviária – Prevenção e Contingência. O evento será realizado no Teatro Roberto Atayde Cardona e reunirá lideranças do setor, técnicos e produtores rurais para debater estratégias de biosseguridade e resposta sanitária.
As inscrições para o fórum são gratuitas e podem ser realizadas clicando aqui.
A iniciativa é organizada pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi), em parceria com a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa).
O objetivo é promover a troca de experiências e reforçar protocolos de prevenção diante do cenário sanitário regional. Neste mês, foram confirmados focos da doença em aves comerciais na Argentina e em aves silvestres no Uruguai, o que acendeu o alerta no setor.
De acordo com a médica-veterinária Alessandra Krein, do Programa de Sanidade Avícola do DDA, o momento exige vigilância máxima. “Com os registros recentes nos países vizinhos, o momento se torna propício para a sensibilização máxima do setor avícola. Não podemos aliviar nas medidas de biosseguridade”, afirmou.





