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ABPA, Farsul e Embrapa participam de projeto para ampliação do número de safras no RS

Encontro virtual reuniu líderes das federações gaúcha, catarinense e paranaense, de quatro unidades da Embrapa e da cadeia produtiva de aves e suínos

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(Fotos: O Presente Rural e Reprodução)

Representantes das três federações agrícolas da região Sul, de quatro unidades da Embrapa, além do ex-ministro Francisco Turra, presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), reuniram-se nesta quarta-feira (10), em encontro virtual. As mais de 50 pessoas conectadas tinham um objetivo em comum: superar adversidades climáticas, diversificar o campo e ampliar a produtividade do trigo, da aveia e da cevada e das cadeias de aves e suínos — especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A ocupação de áreas de lavouras no inverno e a demanda por ração animal deve unir os setores.

A reunião foi aberta pelo presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira. Ele destacou que o RS possui características diferentes dos demais estados brasileiros e particularidades climáticas e geográficas dentro do próprio território. “Pensávamos em algo para o Estado considerando essas características. Era uma grande preocupação, e o ex-ministro Francisco Turra deu o empurrão”, revelou Pereira.

A escassez da oferta de milho para alimentação animal — que obriga a importação do produto — suscitou o início das conversas entre as entidades. A Embrapa Trigo, que estuda culturas de inverno para suplementação na ração desde 1987, tem pesquisas ratificadas pela unidade Suínos e Aves e fornece o subsídio tecnológico para o movimento. “Enquanto o Brasil fala em três safras, estamos com 1,09 (safra). Temos uma enorme produção de soja no verão e, no inverno, uma safrinha de trigo. O resto da área está praticamente ocioso”, completou.

 

Otimização de culturas de inverno

Líder de um movimento que visa otimizar essas culturas, Turra destacou o papel fundamental dos líderes rurais para o êxito da iniciativa. “Uma grande ideia precisa de grandes propagadores. O êxito está nisso. No Rio Grande do Sul, quando acontece uma seca brutal, como na safra passada, a perda de renda para todos é muito forte. Falando sobre o ponto de vista da proteína animal, abrimos um canal para o mundo que hoje é irreversível”, afirmou Turra, ao demonstrar preocupação na manutenção das exportações de aves e suínos.

A recente quebra na safra de milho, segundo Turra, reverbera em Brasília. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, apoia a iniciativa das entidades, manifestada durante o lançamento da iniciativa no Palácio Piratini. “Repentinamente, nosso milho ganhou repercussão mundial. Somos apoiadores. Com isso, tivemos uma adesão sem precedentes da agroindústria, que busca desesperadamente uma alternativa para reposição desse grão. Nosso objetivo é agregar valor e aproveitar uma oportunidade única”, frisou.

“Temos um produto brasileiro, onde vamos aumentar a renda do produtor, ocupar nossa área de cultivo, aumentar a produção, entre outros. A indústria de máquinas, de serviços e empregos, todos setores agradecem,” finalizou o representante da ABPA. O grupo marcou nova reunião para dia 24 e trabalhar na construção de um projeto conjunto. Também está previsto o convite para que outras entidades representativas, como a própria indústria, integre-se ao movimento.

 

Participantes

Além dos representantes da ABPA, Farsul, Faesc e Faep, a reunião contou com a participação dos chefes-gerais das Unidades da Embrapa Trigo (Passo Fundo), Osvaldo Vasconcellos Vieira; Suínos e Aves (Concórdia-SC), Janice Zanella; Pecuária Sul (Bagé), Daniel Montardo; Clima Temperado (Pelotas), Roberto Pedroso de Oliveira; do chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento Pecuária Sul, Fernando Cardoso; além de integrantes do corpo técnico.

 

ABPA

A ABPA é a representação político-institucional da avicultura e da suinocultura do Brasil. Congrega mais de 140 empresas e entidades dos vários elos da avicultura e da suinocultura do Brasil, responsáveis por uma pauta exportadora superior a US$ 8 bilhões. Sob a tutela da ABPA está a gestão, em parceria com a Apex-Brasil, das quatro marcas setoriais das exportações brasileiras de aves, ovos e suínos: Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Pork. Por meio de suas marcas setoriais, a ABPA promove ações especiais em mercados-alvo, divulga os diferenciais dos produtos avícolas e suinícolas do Brasil — como a qualidade, o status sanitário e a sustentabilidade da produção — e fomenta novos negócios para a cadeia exportadora de ovos, material genético, carne e frangos e suínos.

 

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Notícias Leite

Produtores e técnicos de cooperativa participam de capacitação do Programa Balde Cheio

Nessa capacitação inicial foi realizada uma entrevista com os quatro produtores envolvidos que participaram juntamente com o técnico da cooperativa que vai fazer o acompanhamento

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Técnicos e produtores rurais vinculados à Cooperativa Mista de Pequenos Agricultores da Região Sul, (Coopar) participaram de capacitação do Programa Balde Cheio na última quinta-feira (29/07). A capacitação foi realizada de forma virtual e contou com a presença do instrutor do programa, Juliano Alarcon Fabrício, e com os coordenadores do Balde Cheio no Rio Grande do Sul (RS), a pesquisadora Renata Suñé, da Embrapa Pecuária Sul, e o analista Sergio Bender, da Embrapa Clima Temperado.

A Coopar, sediada em São Lourenço do Sul, é mais uma entidade a participar do Balde Cheio e terá o acompanhamento técnico de quatro produtores de leite da região. Para Estevão Kunde, diretor técnico da Coopar, o projeto chega em um momento em que a atividade cresce na região, mas que precisa de mais tecnologia e conhecimento para avançar. “O projeto propicia uma aproximação entre técnicos e produtores, com grandes possibilidades de desenvolvimento para ambos”. Já o analista da Embrapa, Sérgio Bender, ressaltou que o Balde Cheio ajuda a mudar a realidade de produtores familiares, sempre com a estreita participação dos próprios produtores e dos técnicos.

Nessa capacitação inicial foi realizada uma entrevista com os quatro produtores envolvidos que participaram juntamente com o técnico da cooperativa que vai fazer o acompanhamento. O instrutor do programa no RS, Juliano Fabrício, fez diferentes perguntas sobre a atividade nas propriedades, como o tamanho da área utilizada para a produção de leite, número de vacas em lactação, tipos de pastagens utilizadas no inverno e no verão, entre outras. Segundo o instrutor, um primeiro passo é o próprio produtor conhecer melhor a atividade e o meio é fazer o registro de todas as questões relacionadas à produção e comercialização. “É preciso ter dados econômicos, dados sobre a produção leiteira, da produtividade de cada vaca, dados climáticos e tudo mais que tem relação direta com a atividade”.

No Rio Grande do Sul o programa foi retomado há mais de dois anos e hoje já está presente em várias propriedades de diferentes regiões. De acordo com a pesquisadora Renata Suñé, cada uma das unidades atendidas tem suas metas e objetivos, que são detectadas e priorizadas entre os técnicos e os produtores. “Já temos observados ganhos em várias propriedades, sempre de acordo com os objetivos de cada produtor, seja o aumento da oferta de forragem, aumento da produtividade por vaca, a qualidade do leite, entre outras questões relacionadas à atividade”.

Balde Cheio

O Balde Cheio é uma metodologia de transferência de tecnologia que tem o objetivo de capacitar profissionais da assistência técnica, extensão rural e pecuaristas em técnicas, práticas e processos agrícolas, zootécnicos, gerenciais e ambientais. As tecnologias são adaptadas regionalmente em propriedades que se transformam em salas de aula. Sem apresentar um modelo pronto, o programa leva em conta as características de cada propriedade e o perfil de cada produtor.

A metodologia parte de um diagnóstico do estabelecimento rural e, a partir daí, com o acordo do técnico e do produtor, estabelece metas e um planejamento para alcançá-las. Estes ajustes ou mudanças vão desde a melhoria na produção de forragem para os animais até o controle zootécnico do rebanho e um melhor gerenciamento e organização da propriedade.

Fonte: Assessoria
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Notícias Suinocultura

Nova instrução normativa de bem-estar animal nas granjas brasileiras é tema de evento on-line promovido pela ASES e ABCS

O evento aconteceu na última quinta-feira (29), e contou com a participação dos associados da ASES, técnicos, profissionais da área de suinocultura e demais interessados.

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A nova instrução normativa (IN 113/2020) que visa as adequações de manejo e as instalações para o bem-estar animal nas granjas suinícolas brasileiras foi tema de um evento on-line promovido pela ASES, em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), na última quinta-feira (29).

Sendo promovido por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS) e tendo o apoio dos frigoríficos Cofril, Mosquini e Zuculoto, a abertura do encontro contou com as falas do presidente da ASES, Jayme Meroto, da diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke, através de um vídeo enviado, e da coordenação do evento ficou por conta do diretor executivo da ASES, Nélio Hand.

Em seguida, o público participante, que foi composto por associados da ASES, técnicos, profissionais da área de suinocultura e demais interessados, pôde acompanhar a palestra do médico-veterinário e consultor de Mercado da ABCS, Iuri Machado, que, logo de início, destacou a importância de se promover o bem-estar animal (BEA).

Iuri também apresentou um histórico recente da situação do bem-estar animal no Brasil, explicou as exigências mínimas de manejo e instalação nas granjas – enfatizando os prazos para adequações, e fez um comparativo entre as exigências da normativa e as tendências de exigências do varejo. Além disso, o palestrante explanou sobre a portaria Nº 365/2021, que foi recentemente publicada, que regulamenta o manejo pré-abate e de abate.

O público pôde participar do evento por meio de perguntas que foram endereçadas e respondidas pelo palestrante. Nélio fez um balanço do evento e destacou a parceria com a ABCS que vem resultando em diversos eventos e treinamentos para os associados da ASES.

“Muito importantes essas parcerias entre a ABCS e a ASES para que possamos levar a informação precisa ao suinocultor capixaba. Esse, a propósito, tem sido um dos focos do trabalho da associação: levar informação, e orientação aos associados da ASES para que possam estar atentos e acompanhem a realidade e evolução da suinocultura em muitos aspectos, inclusive em relação ao bem-estar animal, que vem sendo alvo de amplas discussões nos últimos anos e que foi muito bem detalhado pelo palestrante Iuri Machado em nosso treinamento”, encerrou Nélio.

Fonte: Assessoria
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Notícias Cooperativismo

C.Vale e Cooatol oficializam processo de incorporação

Anuncio foi feito após aprovação em assembleia na manhã dessa sexta (30)

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Em assembleia geral extraordinária realizada em conjunto na manhã dessa sexta(30), foi aprovado a incorporação da Cooatol a Cooperativa C. Vale.

Sede da Cooatol em Toledo-PR

O objetivo dessa união visa potencializar as atividades operacionais das 19 unidades de recebimento da Cooatol, garantindo maior escala na originação de grãos, oferta de insumos e bens de produção aos seus cooperados e clientes.

Outra vantagem para os associados da Cooatol é uma garantia de crescimento contínuo e sustentável, com garantia de assistência técnica, fomento e ampliação na matriz de negócios.

 

Veja na integra, o que diz o comunicado emitido pelas cooperativas:

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CONBRASUL/ASGAV

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