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ABPA comemora avanço nas exportações de ovos à União Europeia e abertura de mercado para carne suína
Adoção do pre-listing para ovos e abertura inédita do mercado surinamês para carne suína ampliam presença internacional da proteína animal brasileira.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebra dois novos avanços anunciados nesta terça-feira pelo Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro: a adoção do sistema de pre-listing para exportações de ovos à União Europeia e a abertura inédita do mercado do Suriname para a carne suína brasileira.
A decisão sobre o pre-listing de ovos estabelece o mecanismo que permite ao Brasil indicar e habilitar diretamente estabelecimentos exportadores ao bloco europeu, conforme critérios técnicos acordados com as autoridades da União Europeia. Na semana passada, a União Europeia restabeleceu o sistema para carne de frango, também conduzida pelo Ministro Fávaro e sua equipe.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: “Com consumo per capita médio entre 220 e 225 ovos por habitante, a Europa é um mercado maduro e altamente qualificado, guiado por exigências em sustentabilidade, bem-estar animal e rastreabilidade” – Foto: Divulgação/Alimenta
De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a adoção do modelo pela União Europeia reitera a confiança no sistema de inspeção brasileiro e na previsibilidade do controle sanitário nacional. Segundo dados da Comissão Europeia, o bloco é o segundo maior importador mundial de ovos e ovoprodutos, com 122 mil toneladas importadas em 2024.
Entre janeiro e julho de 2025, as importações do bloco atingiram 100 mil toneladas, alta de 47% frente ao mesmo período do ano anterior. “Com consumo per capita médio entre 220 e 225 ovos por habitante, a Europa é um mercado maduro e altamente qualificado, guiado por exigências em sustentabilidade, bem-estar animal e rastreabilidade. O novo pre-listing permitirá que mais indústrias brasileiras se habilitem a exportar para o bloco, agregando valor à produção nacional e fortalecendo a imagem do Brasil como fornecedor de alimentos seguros e sustentáveis. A adoção do pré-listing para ovos reforça a relação de confiança técnica entre o Brasil e a União Europeia e é mais um resultado direto da atuação estratégica do Ministro Carlos Fávaro e de sua equipe, liderada pelo Secretário Luís Rua e pelo Secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart. Trata-se de um reconhecimento à competência técnica do Ministério e à credibilidade do nosso sistema sanitário, que abre novas oportunidades para a cadeia avícola brasileira”, destacou.
Na mesma ocasião, o ministro Fávaro anunciou a abertura do mercado do Suriname para a carne suína brasileira, um passo inédito nas relações comerciais entre os dois países. A autorização permitirá que o Brasil exporte carne suína in natura e processada ao país, que possui cerca de 630 mil habitantes e alta dependência de importações para o abastecimento de proteínas animais. Até esta habilitação, o Suriname não importava carne suína do Brasil. O consumo per capita local é estimado em 7,74 quilos anuais (dados de 2021).
Além disso, o Suriname já mantém fluxo regular de importações de carne de frango brasileira, com média anual de 3 mil toneladas, o que deve facilitar o ingresso dos produtos suínos nacionais e ampliar o intercâmbio comercial com o país vizinho. “O Suriname é um novo e promissor destino para a proteína suína brasileira. Essa abertura inédita reflete o trabalho técnico e diplomático conduzido com excelência pelo Ministério. É uma conquista que demonstra a credibilidade do sistema sanitário brasileiro e a capacidade de nossa suinocultura de acessar mercados diversificados, com qualidade e regularidade”, ressalta Santin.

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo
Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.
Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.
A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.
Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.
O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”
Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.
Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.
O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.
A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare
Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.
Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.
Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.
A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri
O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.
Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.
Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira
Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.
A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.
Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.



