Avicultura
ABPA celebra reabertura do mercado europeu para carne de frango
Associação destaca esforço do governo e projeta retomada das exportações após suspensão causada por foco de Influenza Aviária no Rio Grande do Sul.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou o anúncio do Ministério da Agricultura e Pecuária sobre a oficialização da reabertura do mercado da União Europeia para a carne de frango exportada pelo Brasil. A decisão foi publicada no Jornal Oficial da União Europeia e marca o fim das restrições impostas após a identificação de um foco de Influenza aviária de Alta Patogenicidade em produção comercial no Rio Grande do Sul.

Foto: Shutterstock
Segundo o Ministério, os embarques para o bloco europeu deverão ser restabelecidos oficialmente a partir de amanhã. A confirmação ocorre após comunicado prévio do comissariado europeu ao Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
O anúncio reforça o trabalho coordenado do Ministério, liderado pelo Ministro Fávaro e pelos secretários Luis Renato Rua (Relações Internacionais) e Carlos Goulart (Defesa Agropecuária), com suas equipes, em negociações que visam consolidar um dos principais destinos da carne de frango brasileira.
Entre janeiro e maio, antes da ocorrência do foco de Influenza aviária, o Brasil exportou 125,3 mil toneladas de carne de frango para a União Europeia, volume 20,8% superior ao mesmo período do ano anterior. Em receita, as vendas geraram cerca de US$ 386,3 milhões, 38% a mais que em 2023.
Com a oficialização da reabertura, o setor projeta retomada dos níveis de exportação anteriores, com potencial de aumento devido à demanda reprimida durante o período de suspensão. A expectativa é que o Brasil mantenha sua posição de destaque no mercado europeu de proteína animal.

Avicultura
Queda na demanda externa reduz 36% das exportações brasileiras de ovos
Embarques somaram 1,87 mil toneladas em março, o menor volume desde dezembro de 2024, enquanto a receita recuou 27% frente a fevereiro.

As exportações brasileiras de ovos registraram forte retração em março, refletindo a redução da demanda dos principais mercados importadores. Dados da Secex, compilados por pesquisadores do Cepea, indicam que o país embarcou 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados no período.

Foto: Giovanna Curado
O volume representa queda de 36% em relação a fevereiro e equivale à metade do registrado em março do ano passado, quando os embarques somaram 3,77 mil toneladas. Trata-se do menor patamar mensal desde dezembro de 2024.
Apesar da retração mais acentuada no volume, o faturamento recuou em menor intensidade. As vendas externas geraram US$ 4,53 milhões em março, redução de 27% frente ao mês anterior e de 48% na comparação anual.
A diferença entre a queda em volume e em receita indica sustentação relativa dos preços médios de exportação, ainda que insuficiente para compensar a perda de ritmo nos embarques.
Avicultura Recorde histórico
Exportação de carne de frango soma 1,45 milhão de toneladas no 1º trimestre
Volume supera em 0,7% o recorde de 2025, mas preços internos recuam em março e voltam a reagir em abril com alta de fretes e demanda inicial do mês.
Avicultura Mesmo com alta de até 21% em março
Preço médio do ovo na Quaresma é o menor em quatro anos
Quedas ao longo de 2025 e janeiro de 2026 no menor patamar em seis anos limitaram efeito sazonal típico do período religioso.

Os preços dos ovos subiram até 21% em março, movimento recorrente no período da Quaresma, quando parte dos consumidores substitui a carne vermelha. Ainda assim, levantamentos do Cepea mostram que o valor médio praticado no período religioso deste ano é o mais baixo dos últimos quatro anos nas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.
De acordo com pesquisadores do Cepea, ao longo de 2025 as cotações recuaram em boa parte dos meses, reduzindo a base de comparação para o início deste ano. Como reflexo desse comportamento, janeiro de 2026 registrou a menor média para o mês dos últimos seis anos em diversas praças monitoradas.
Dessa forma, o mercado iniciou 2026 em patamar inferior ao observado em 2025. A reação verificada em fevereiro e março, embora expressiva em termos percentuais, não foi suficiente para que a média de preços desta Quaresma superasse a registrada em anos anteriores.





