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Avicultura Dia do Avicultor

ABPA celebra data com projeções positivas para a produção e as exportações do setor

Setor projeta recordes de produção, consumo e exportações de produtos avícolas; trabalho executado nas granjas é diferencial, conforme presidente da ABPA.

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Foto: Shutterstock

Hoje, 28 de agosto, é Dia do Avicultor, um produtor que está no alicerce de uma cadeia produtiva que aponta para perspectivas positivas para este ano, de acordo com projeções traçadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Tanto a produção, como a disponibilidade interna e as exportações de carne de frango deverão ser recordes em 2024. Conforme projeções da ABPA, o ano de 2024 será positivo para a produção de carne de frango no país, com estimativa de crescimento de até 1,8% no volume produzido, podendo chegar a 15,1 milhões de toneladas neste ano. Deste total, cerca de 5,25 milhões de toneladas devem ser destinadas ao mercado internacional ao longo dos 12 meses de 2024 – volume que representa 2,2% de alta em relação ao ano de 2023.

Já para o mercado interno, serão cerca de 9,85 milhões de toneladas, número 1,6% maior em relação à oferta total de carne de frango para o mercado brasileiro em 2023. Neste quadro, a oferta interna deverá se manter estável, com o consumo per capita em torno de 45 quilos.

A produção e o consumo de ovos também deverão ser recordes em 2024, conforme as projeções da ABPA. A expectativa é que a produção alcance 56,9 bilhões de unidades no ano, o que será um crescimento de até 8,5% se comparado ao total de 2023. O consumo deverá superar as 263 unidades por habitante no ano – também com alta de 8,5% em relação ao índice registrado em 2023.

A maior parte absoluta (99,5%) deverá seguir destinada ao mercado interno. Nas exportações, as projeções de embarques não superam as 20 mil toneladas para 2024, número 20% menor em relação ao total embarcado em 2023. “As famílias avicultoras de aves e de ovos do Brasil encontraram um ano mais positivo em 2024, em comparação com o que vimos no ciclo passado, especialmente entre 2020 e 2022. Por um lado, o mercado internacional tem demandado cada vez mais nossos produtos diante das mudanças do fluxo da demanda de nossos concorrentes internacionais. Por outro, as famílias brasileiras estão consumindo mais proteínas, resultado de um momento econômico positivo para o Brasil”, avalia Santin.

As perspectivas positivas seguem para o ano de 2025. Conforme o projetado pela ABPA, no caso da carne de frango, é esperado um incremento de até 2,3% na produção, o que representaria um total de 15,35 milhões de toneladas. Deste total, 10 milhões de toneladas deverão ficar no mercado interno (volume 1,5% maior em relação ao projetado para 2024), e 5,35 milhões serão destinados às exportações (+1,9% em relação ao esperado para 2024). O consumo de carne de frango deverá ser maior, chegando a 46 quilos per capita, índice 2% maior em relação ao esperado para 2024.

Já para o setor de ovos, a produção deverá alcançar 57,5 bilhões de unidades, índice 1% superior ao projetado para 2024. O consumo de ovos avançará ainda mais, chegando a 265 unidades, número 1% maior em relação ao ano anterior. Já as exportações deverão registrar retomada, chegando a 22 mil toneladas exportadas, número 10% maior em relação ao projetado para 2024.

“A biosseguridade da nossa produção seguirá como grande diferencial para o nosso setor. O trabalho executado pelas famílias avicultoras para blindar a produção contra enfermidades é um case de sucesso internacional. Somos o único grande produtor global a nunca registrar Influenza Aviária na produção industrial, e superamos rapidamente a situação ocorrida de Doença de Newcastle. Graças ao trabalho executado nas granjas em termos sanitários e produtivos, juntamente com as ações do Ministério da Agricultura e as Secretarias dos Estados, seguimos como uma das avicultura mais competitivas do planeta”, ressalta Santin.

Fonte: Assessoria ABPA

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Após ações de vigilância, Rio Grande do Sul declara fim de foco de gripe aviária

Equipes realizaram inspeções em propriedades e granjas, além de atividades educativas com produtores.

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Foto: Indea MT

Após 28 dias sem aves mortas, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) encerrou na quinta-feira (16) o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (gripe aviária) registrado em 28 de fevereiro, em Santa Vitória do Palmar. Na ocasião, foi constatada a morte de aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba, na Estação Ecológica do Taim.

A partir da confirmação do foco, a Seapi mobilizou equipes para a região de Santa Vitória do Palmar, conduzindo ações de vigilância ativa e educação sanitária em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

As equipes designadas utilizaram barcos e drones para o monitoramento de aves silvestres na Estação Ecológica do Taim, procurando por sinais clínicos nos animais ou aves mortas. Foram realizadas 95 atividades de vigilância em propriedades, localizadas no raio de 10 quilômetros a partir do foco, que contam com criações de aves de subsistência. Adicionalmente, foram feitas 22 fiscalizações em granjas avícolas localizadas em municípios da região, para verificação das medidas de biosseguridade adotadas.

Ações de educação sanitária junto a produtores rurais, autoridades locais e agentes comunitários de saúde e de controle de endemias também integraram o plano de atuação da Secretaria na área do foco. Foram conduzidas 143 atividades educativas.

“Por se tratar de área de risco permanente, continuamos com o monitoramento de ocorrências na Estação Ecológica do Taim, em conjunto com o ICMBio”, complementa o diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Fernando Groff.

Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos

A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.

Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura na Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

Fonte: Assessoria Seapi
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Alta nas exportações ameniza impacto da desvalorização do frango

Mesmo com preços mais baixos, demanda externa segura o ritmo do setor.

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Foto: Shutterstock

O mercado de frango registrou queda de preços em março, mas manteve equilíbrio impulsionado pelo desempenho das exportações. Em São Paulo, o frango inteiro congelado recuou para R$ 7/kg, 2,4% abaixo de fevereiro e 17% inferior ao registrado há um ano. Já no início de abril, houve reação nas cotações, que voltaram a R$ 7,25/kg.

Com a desvalorização da proteína ao longo do ano e a alta da carne bovina, o frango ganhou competitividade. A relação de troca superou 3 kg de frango por kg de dianteiro bovino, nível cerca de 30% acima da média histórica para março e acima do pico dos últimos cinco anos, registrado em 2021. Em comparação com a carne suína, que também teve queda de preços, a relação se manteve próxima da média, em torno de 1,3 kg de frango por kg de suíno.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, março também foi positivo para as exportações brasileiras de carne de frango, mesmo diante das dificuldades logísticas relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Os embarques somaram 431 mil toneladas in natura, alta de 5,6% em relação a março de 2025 e de 4,9% no acumulado do primeiro trimestre.

Foto: Ari Dias

O preço médio de exportação, por outro lado, recuou 2,7% frente ao mês anterior, movimento associado ao redirecionamento de cargas que antes tinham como destino países do Oriente Médio, especialmente os Emirados Árabes. Ainda assim, o bom desempenho de mercados como Japão, China, Filipinas e África do Sul compensou as perdas na região.

No lado da oferta, os abates de frango cresceram cerca de 3% em março na comparação anual e 2% no acumulado do primeiro trimestre. Apesar disso, o aumento das exportações, que avançaram 5,4% no período, contribuiu para evitar sinais de sobreoferta no mercado interno.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Por que a vacina não resolve sozinha o controle da Salmonella na avicultura

Imunização reduz multiplicação do agente, mas não impede infecção nas granjas brasileiras.

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Foto: Shutterstock

A utilização de vacinas no controle da Salmonella na avicultura ainda enfrenta um problema recorrente: expectativa equivocada sobre o que, de fato, elas entregam no campo. A avaliação foi apresentada durante o Seminário Facta sobre Salmonelas, realizado em 19 de março, em Toledo (PR), ao discutir o papel real da imunização dentro dos programas sanitários.

Segundo a palestrante e médica veterinária especialista em biologia, Eva Hunka, o primeiro ponto que precisa ser ajustado é conceitual: a Salmonella não é eliminada – é controlada. “A gente não vai eliminar Salmonella. A gente tem que controlar Salmonella, que é bem diferente”, afirmou.

A explicação está na própria biologia do agente. A bactéria possui múltiplos hospedeiros e capacidade de permanência no ambiente produtivo, o que inviabiliza a erradicação completa dentro dos sistemas intensivos.

Vacina não impede infecção

Fotos: Giuliano De Luca/OP Rural

Um dos pontos centrais da apresentação foi a limitação funcional das vacinas. Diferentemente do que parte do setor ainda presume, elas não atuam como barreira absoluta contra a entrada do agente. “A vacina não é um campo de força. Ela não protege contra a infecção”, destacou.

Na prática, o efeito esperado é outro: reduzir a multiplicação da bactéria no organismo e, com isso, diminuir a pressão de infecção ao longo do sistema. “A vacina diminui a taxa de multiplicação do agente, melhora a defesa do organismo”, explicou. Esse efeito é suficiente para reduzir a ocorrência de sinais clínicos e contribuir para manter a bactéria em níveis baixos – muitas vezes não detectáveis -, mas não impede que a ave entre em contato com o patógeno.

Ferramenta dentro de um sistema, não solução isolada

A consequência direta dessa limitação é clara: a vacina não pode ser tratada como solução única. “Ela não deve ser usada sozinha. É mais uma ferramenta dentro de um programa de controle”, afirmou. Para a palestrante, o controle efetivo depende da combinação de fatores: biosseguridade, manejo, controle ambiental, qualidade intestinal e capacitação das equipes.

A vacina atua sobre um ponto específico: a dinâmica de multiplicação da bactéria dentro do hospedeiro.

Quebra-cabeça sanitário exige integração

Palestrante e médica veterinária especialista em biologia, Eva Hunka: “As pessoas são responsáveis pelo processo, mas também são os principais disseminadores”

Durante a apresentação, o controle da Salmonella foi descrito como um sistema de múltiplas camadas, em que cada ferramenta cumpre uma função distinta. “A gente tem um quebra-cabeça. Não é uma bala de prata, não é milagre”, afirmou. Nesse modelo, o manejo reduz a pressão ambiental, a biosseguridade controla a entrada, a vacinação reduz a multiplicação e a microbiota intestinal atua na competição.

E há um elemento transversal: as pessoas. “As pessoas são responsáveis pelo processo, mas também são os principais disseminadores”, alertou. Mesmo com tecnologia disponível, falhas operacionais comprometem diretamente a eficácia das vacinas. “A vacina só funciona se for utilizada da maneira correta”, afirmou.

Entre os erros ainda comuns, Eva Hunka citou “dose inadequada, falhas de aplicação, manejo incorreto, uso fora do momento ideal”. A consequência é uma percepção equivocada de ineficiência, quando, na prática, o problema está na execução. “Qualquer produto para a saúde animal precisa respeitar momento de uso, dose, via de aplicação”, destacou.

Sanidade de precisão

Ao final, a especialista chamou atenção para uma lacuna recorrente no setor: enquanto áreas como nutrição e ambiência avançaram para modelos de precisão, a sanidade ainda opera, muitas vezes, de forma menos estruturada. No caso da Salmonella, isso significa abandonar soluções isoladas e trabalhar com estratégias coordenadas – em que a vacina é uma peça relevante, mas nunca suficiente sozinha.

Á edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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