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ABPA & Apex-Brasil lançam a marca Brazilian Duck

Nova marca internacional sob gestão da ABPA buscará o incremento das exportações da carne de pato produzida no Brasil

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) lançaram hoje a Brazilian Duck, marca internacional do setor exportador de carne de pato produzida no Brasil.

A nova marca internacional sob gestão da ABPA buscará o incremento das exportações do segmento, que tem ascendido sua presença na pauta dos embarques de proteína animal nos últimos anos.

Com este objetivo, a expertise acumulada com as consolidadas marcas internacionais sob gestão da ABPA – a Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg e Brazilian Breeders – servirá de base para os fundamentos estratégicos da nova marca, além de apoiarem – com sinergias de ações – o fortalecimento deste nicho de alto valor agregado das exportações de aves do Brasil.

Em sua estratégia, a Brazilian Duck fortalecerá valores de marca como credibilidade, sustentabilidade, sofisticação e excelência (para um mercado premium), com foco especial em países da Ásia e Oriente Médio – mercados-alvo do projeto setorial.

“Há uma grande oportunidade de ampliação da pauta exportadora com o setor de patos, um nicho avícola de alto valor agregado. Usando a força já estabelecida pela estratégia setorial construída pela ABPA e pela Apex-Brasil, vamos reforçar a boa percepção sobre o produto brasileiro, que agora ganha uma marca setorial alinhada aos valores já entregues pelo segmento no mercado interno e internacional”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Exportações gerais do setor

De acordo com dados levantados pela ABPA, o Brasil exportou 4 mil toneladas de carne de pato em 2020, volume que superou em 26,55% as vendas registradas pelo setor no ano anterior.

Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Peru, Catar, Kuwait, Japão e Hong Kong estão entre os principais destinos das exportações do segmento, que geraram para o país US$ 10,5 milhões em divisas no ano passado.

Fonte: Assessoria

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Acordo Mercosul-UE pode elevar exportações do Brasil em US$ 7 bilhões

Estimativa da ApexBrasil aponta ganhos imediatos para a indústria e avanço gradual para commodities com a redução de tarifas prevista no pacto

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Aprovado na última sexta-feira (09), o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia pode gerar um aumento de cerca de US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras, segundo estimativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O pacto, negociado por mais de 25 anos, é considerado o maior acordo econômico já firmado pelos dois blocos.

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De acordo com a Apex, a indústria brasileira deve sentir efeitos imediatos da redução tarifária prevista no acordo. Entre os principais setores beneficiados estão os de máquinas e equipamentos de transporte, motores e geradores de energia elétrica, autopeças, como motores de pistão, e aeronaves, beneficiados com redução imediata de tarifa. Também são apontadas oportunidades para produtos como couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e itens da indústria química.

A Apex também avalia que o acordo pode ampliar a diversificação da pauta exportadora brasileira. Atualmente, mais de um terço das vendas do Brasil para a União Europeia é composto por produtos da indústria de transformação, o que tende a ganhar ainda mais espaço com a redução das barreiras comerciais.

Para as commodities, avalia a ApexBrasil, o impacto será gradual. O acordo prevê a redução progressiva das tarifas de produtos como carne de aves, carne bovina e etanol, que devem ser zeradas em um prazo de até 10 anos, respeitando cotas e mecanismos de salvaguarda. Essas cláusulas permitem o monitoramento das importações e buscam proteger, principalmente, produtores rurais europeus.

Multilateralismo
Em nota, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, afirmou que o acordo representa uma vitória do multilateralismo em um cenário global

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marcado por disputas comerciais e enfraquecimento de instituições internacionais. “Esse acordo segue no sentido contrário ao que o mundo está andando. A própria Organização Mundial do Comércio perdeu importância, e estamos falando aqui do maior acordo econômico do mundo”, ressaltou.

Segundo Viana, o mercado formado por Mercosul e União Europeia reúne mais de 700 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) próximo de US$ 22 trilhões. “Só perde para o dos Estados Unidos, em torno de US$ 29 trilhões, e supera o da China, que gira em torno de US$ 19 trilhões”, destacou.

Fonte: Agência Brasil
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Faturamento com a soja despenca, mas proteínas evitam perdas maiores no VBP gaúcho

Resultado representa queda de 6,5% em relação aos R$ 105,2 bilhões registrados em 2024, reduzindo a participação do estado no VBP nacional de 8,30% para 6,97%.

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O Valor Bruto da Produção (VBP) do Rio Grande do Sul fechou 2025 em R$ 98,4 bilhões, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgados em 21 de novembro. O resultado representa queda de 6,5% em relação aos R$ 105,2 bilhões registrados em 2024, reduzindo a participação do estado no VBP nacional de 8,30% para 6,97%.

A principal contribuição para essa retração está na forte redução do VBP da soja, que passou de R$ 37,58 bilhões em 2024 para R$ 27,76 bilhões em 2025, uma queda nominal de 26%. Como a oleaginosa é o produto de maior peso no estado, sua retração explica boa parte do recuo do VBP total. Outros produtos que registram variação negativa incluem arroz, que caiu levemente (de R$ 16,50 bilhões para R$ 16,13 bilhões), e culturas como uva, mandioca e batata-inglesa.

Por outro lado, algumas cadeias importantes evitaram uma queda ainda maior. A suinocultura cresceu de R$ 9,78 bilhões para R$ 11,01 bilhões (+12,7%), enquanto a avicultura de corte avançou de R$ 9,91 bilhões para R$ 10,52 bilhões (+6,2%). O faturamento dos bovinos também subiu, de R$ 6,29 bilhões para R$ 7,72 bilhões (+22,7%). Esses aumentos contribuíram para amortecer a perda causada pelas lavouras.

A composição do VBP gaúcho mostra um perfil diversificado, com lavouras respondendo por 59% do total e pecuária por 41%. Em 2025, a retração das lavouras prevaleceu, mas o crescimento em proteínas animais teve papel importante na contenção das perdas.

No histórico 2018/2025, o VBP do estado oscilou entre R$ 88,9 bilhões e R$ 129,1 bilhões, encerrando 2025 em R$ 98,4 bilhões. É importante destacar que todos os valores apresentados são nominais, sem desconto de inflação; portanto, parte das variações ao longo do período reflete mudanças de preços e não exclusivamente alterações de volume produzido.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Entenda em 13 pontos o acordo Mercosul-UE

Tratado prevê abertura gradual de mercados, salvaguardas ao agro europeu e novas regras para serviços, investimentos e compras públicas

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Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) foi aprovado na última sexta-feira (09) pelo Conselho da UE. Com a previsão de ser assinado no dia 17 de janeira em Assunção, no Paraguai, o tratado estabelece as bases da maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 720 milhões de pessoas.

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Embora celebrado por governos e setores industriais, o acordo ainda enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola.A implementação será gradual e os efeitos práticos devem ser sentidos ao longo de vários anos.

Após a assinatura formal, o acordo ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu. Partes que extrapolam a política comercial, como acordos técnicos, exigirão ratificação nos parlamentos nacionais da UE, o que pode alongar o cronograma e abrir espaço para disputas.

Confira os principais pontos do acordo

1. Eliminação de tarifas alfandegárias

  • Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;
  • Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;
  • União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.

2. Ganhos imediatos para a indústria

  • Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.

>>Setores beneficiados:

  • Máquinas e equipamentos;
  • Automóveis e autopeças;
  • Produtos químicos;
  • Aeronaves e equipamentos de transporte.

3. Acesso ampliado ao mercado europeu

  • Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;
  • UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;
  • Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.

4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis

  • Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;
  • Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;
  • Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;
  • Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;
  • Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;
  • No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.

5. Salvaguardas agrícolas

>>UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:

  • Importações crescerem acima de limites definidos;
  • Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;
  • Medida vale para cadeias consideradas sensíveis.

6. Compromissos ambientais obrigatórios

  • Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;
  • Cláusulas ambientais são vinculantes;
  • Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.

7. Regras sanitárias continuam rigorosas

  • UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários.
  • Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.

8. Comércio de serviços e investimentos

>>Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.

>>Avanços em setores como:

  • Serviços financeiros;
  • Telecomunicações;
  • Transporte;
  • Serviços empresariais.

9. Compras públicas

  • Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;
  • Regras mais transparentes e previsíveis.

10. Proteção à propriedade intelectual

  • Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;
  • Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.

11. Pequenas e médias empresas (PMEs)

  • Capítulo específico para PMEs;
  • Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;
  • Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.

12. Impacto para o Brasil

  • Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria;
  • Maior integração a cadeias globais de valor;
  • Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo.

13. Próximos passos

  • Assinatura prevista para 17 de janeiro, no Paraguai;
  • Aprovação pelo Parlamento Europeu;
  • Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;
  • Entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites;
  • Acordos que extrapolam política comercial precisam ser aprovados pelos parlamentos de cada país.

Fonte: Agência Brasil
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