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Avicultura

ABPA: a origem de uma nova era na produção de proteína animal brasileira

Criação da ABPA marcou o início de uma nova era para a produção de proteína animal no Brasil. Ao unificar a representação dos setores de aves e suínos, a entidade não só ampliou sua influência, mas também estabeleceu uma base sólida para o crescimento sustentável e a inovação contínua.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Em 2014, o setor agropecuário brasileiro testemunhou um evento marcante que redefiniria o cenário da produção de proteína animal no país: a criação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Este momento histórico foi o resultado da fusão de duas entidades de peso, a União Brasileira de Avicultura (Ubabef) e a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), com o objetivo de fortalecer a representatividade e a competitividade dos setores de aves e suínos no Brasil e no mundo.

Francisco Turra, ex-presidente e um dos idealizadores da ABPA: “A ideia era criar uma entidade que pudesse representar com mais força e eficácia os interesses dos produtores de aves e suínos” – Foto: Divulgação/ABPA

A decisão de unir a Ubabef e a Abipecs foi motivada por uma visão compartilhada de crescimento e inovação de lideranças do agro brasileiro. Ambas as entidades tinham um histórico significativo de conquistas e desafios superados, mas reconheceram que a união traria uma força institucional ainda maior. “A ideia era criar uma entidade que pudesse representar com mais força e eficácia os interesses dos produtores de aves e suínos”, explica Francisco Turra, um dos idealizadores da fusão e ex-presidente da ABPA. “Sabíamos que a sinergia resultante dessa união nos colocaria em uma posição mais vantajosa para enfrentar os desafios do mercado global”, complementa.

Objetivos e expectativas

Desde o início, a ABPA tinha objetivos claros: promover o desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas, aumentar a competitividade dos produtos brasileiros, abrir novos mercados e defender políticas públicas que favorecessem o setor. Havia um consenso de que a criação da ABPA permitiria uma melhor coordenação de esforços e uma representatividade mais robusta, tanto no âmbito nacional quanto internacional. “Com a ABPA, queríamos consolidar a imagem do Brasil como um líder global na produção de proteína animal,” afirma Ricardo Santin, atual presidente executivo da entidade. “Nosso foco era, e continua sendo, garantir que nossos produtos atendam aos mais altos padrões de qualidade e segurança, enquanto promovemos práticas sustentáveis que respeitem o meio ambiente e o bem-estar animal”.

Desafios iniciais

A formação da ABPA não esteve isenta de desafios. Conciliar as culturas organizacionais distintas da Ubabef e da Abipecs exigiu habilidade e diplomacia. Além disso,

Ricardo Santin, presidente da ABPA: . “Tínhamos que unificar nossas operações, alinhar nossas estratégias e estabelecer uma nova identidade institucional, tudo isso enquanto continuávamos a atender às demandas dos nossos associados e a garantir a continuidade dos negócios” – Foto: Mario Castello

a nova entidade teve que rapidamente se adaptar a um mercado em constante mudança, marcado por flutuações econômicas e exigências sanitárias rigorosas. “Foi um período de intensa adaptação,” relembra Santin. “Tínhamos que unificar nossas operações, alinhar nossas estratégias e estabelecer uma nova identidade institucional, tudo isso enquanto continuávamos a atender às demandas dos nossos associados e a garantir a continuidade dos negócios”.

Expectativas das lideranças

As lideranças da ABPA estavam cientes de que a fusão traria benefícios significativos. Havia uma expectativa de que a nova entidade poderia negociar com mais peso em mercados internacionais, influenciar políticas públicas de maneira mais eficaz e promover uma imagem unificada e fortalecida do setor de proteína animal brasileiro. “Esperávamos que a ABPA se tornasse a principal voz do setor, tanto dentro quanto fora do Brasil,” diz Francisco Turra. “Queríamos ser vistos como uma referência em qualidade, inovação e sustentabilidade, e acreditávamos que a união de forças era a melhor maneira de alcançar esse objetivo”.

Primeiras ações

Logo após sua criação, a ABPA concentrou seus esforços em três áreas principais: a abertura de novos mercados, a melhoria das práticas de produção e a defesa de políticas públicas favoráveis ao setor. “Uma das primeiras iniciativas foi a unificação das estratégias internacionais para impulsionar, de forma unísona, as exportações de carne de frango, de carne suína e ovos.  “Nos concentramos em aproveitar as sinergias para fortalecer a abertura de mercados.  Onde já tinhamos a presença de produtos de aves, reforçamos oportunidades para suínos e vice-versa.  Otimizamos recursos e ganhamos capacidade competitiva nas ações”.

Impacto e legado

A criação da ABPA marcou o início de uma nova era para a produção de proteína animal no Brasil. Ao unificar a representação dos setores de aves e suínos, a entidade não só ampliou sua influência, mas também estabeleceu uma base sólida para o crescimento sustentável e a inovação contínua.

Hoje, a ABPA é reconhecida como uma das principais associações do setor agropecuário, com uma atuação decisiva na promoção e defesa dos interesses dos produtores brasileiros. Sua trajetória de sucesso nos últimos dez anos é um testemunho do poder da união e da visão estratégica que guiou sua criação.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola, acesse a versão digital aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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