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ABMRA divulga vencedores da 22ª Mostra de Comunicação

Evento destaca os melhores trabalhos de publicidade do setor e a evolução criativa da comunicação do agronegócio.

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Foto: Divulgação/ABMRA

A 22ª Mostra de Comunicação do Agro ABMRA, promovida pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro, celebrou os cases e campanhas mais criativos e impactantes do setor. Com 56 prêmios distribuídos, incluindo os títulos de Anunciante do Ano e Agência do Ano, o evento reafirmou sua posição como uma das principais iniciativas de reconhecimento da excelência na comunicação do agronegócio.

Com mais de 250 cases inscritos e mil peças submetidas, os trabalhos foram avaliados por um júri de 30 profissionais, sendo metade deles especialistas do agro e a outra metade representantes de diferentes áreas da propaganda.

A avaliação foi conduzida com imparcialidade por meio de uma plataforma digital automatizada, garantindo confidencialidade e rigor técnico em todas as etapas. A ferramenta distribuiu os trabalhos de forma randômica entre os jurados, assegurando diversidade de opiniões na análise das 18 categorias da Mostra ABMRA.

Para Marcílio Dias, sócio-fundador da NDG Branding, o processo foi enriquecedor. “Avaliar cases tão diversificados e criativos foi uma experiência verdadeiramente enriquecedora, mostrando como a comunicação estratégica tem ganhado relevância no setor agro. A qualidade das peças elevou significativamente o nível da competição”, ressaltou.

A jurada Débora Fujimura, executiva de Marketing e Negócios, destacou a inovação da plataforma digital. “Foi incrível participar do júri da Mostra ABMRA. Vi materiais muito criativos e produções de altíssimo nível, especialmente no universo digital, que no passado era um desafio para o Agro. A nova plataforma de avaliação foi intuitiva e prática, refletindo a inovação que o prêmio representa”, afirmou.

Premiação e homenagem especial

A cerimônia, transmitida pelo canal YouTube da ABMRA, teve como patrocinadores, C.Vale, Faesp/Senar – Sindicados Rurais e Mosaic, foi apresentada pela jornalista Suelen Farias. Durante a abertura, o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, celebrou os 45 anos da associação e a relevância da Mostra. “Somos a única entidade que reúne todo o ecossistema de comunicação do agro – anunciantes, agências e veículos. Esta Mostra celebra a criatividade que impulsiona o setor para o futuro”, enfatizou.

Nicodemos também homenageou o publicitário Washington Olivetto. “Olivetto é uma referência mundial que nos mostrou como uma boa ideia pode construir e diferenciar marcas. Seu trabalho reflete muito do que vemos no Agro: dedicação, criatividade e a simplicidade que torna tudo genial”, evidenciou.

Destaques da premiação

Anunciante do Ano: John Deere, reconhecida por campanhas que conectam soluções agrícolas às demandas reais dos produtores brasileiros.
Agência do Ano: Make ID, vencedora de oito prêmios em diversas categorias, reafirmando sua excelência criativa.

Tradição e inovação no agro

Com quase 40 anos de história, a Mostra ABMRA evoluiu de um evento trienal para uma celebração anual da criatividade. Alberto Meneghetti, diretor da ABMRA e responsável pelo projeto, encerrou a edição com entusiasmo. “Os cases deste ano emocionaram e capturaram a essência do Agro. Estamos confiantes de que o setor continuará surpreendendo e inspirando”, celebrou.

A ABMRA, que completou 45 anos de atuação em junho, segue fortalecendo o marketing agro brasileiro, unindo anunciantes, agências e veículos em prol da evolução da comunicação no setor.

Conheça os vencedores da 22ª Mostra de Comunicação do Agro ABMRA

1- Campanha Integrada (uso de pelo menos 3 meios)

Ouro – Campanha de Combate à incêndios

Cliente: Raízen

Prata – Dia do Produtor 2024: Vanderlei e o Campo

Cliente: CNA SENAR

Agência: Nova

Bronze – Orígeo, Uma campanha integrada de lançamento

Cliente: Orígeo

Agência: Propague

 

2 – Spot, jingle ou utilização diferenciada do meio rádio

Ouro – Chuva: A música de Chitãozinho e Xororó que encantou os produtores brasileiros

Cliente: Orígeo

Agência: Propague

Prata – Mosaic Solo Tour

Cliente: Mosaic

Agência: Make ID

Bronze – Jigle Ezatect isso sim é Evolução

Cliente: Elanco Saúde Animal

Agência: Neo Digital

 

3 – Anúncio ou utilização diferenciada de meio impresso (jornal, revista)

Ouro – Mosaic Solo Tour

Cliente: Mosaic

Agência: Make ID

Prata – Coops Day ESG

Cliente: C.Vale

Bronze – Sugoy

Cliente: Ihara

Agência: Impulsa Comunicação

 

4 – Filme ou campanha para TV, cinema ou plataforma digitais

Ouro – Orígeo e Chitãozinho & Xororó: lançamento do clipe música Chuva

Cliente: Orígeo

Agência: Propague

Prata – Filme Olimpíadas

Cliente: Valtra

Agência: Sala

Bronze – Porteira Adentro

Cliente: JA Saúde Animal

Agência: Ello Produtora

 

5 – Campanhas e projetos OOH (Out Of Home – Incluindo outdoor,placa de estrada, relógio de rua, abrigo de ônibus, mobiliária urbano, etc.)

Ouro – Dia Mundial da Agricultura

Cliente: Ihara

Agência: Impulsa

Prata – Operação São Paulo sem Fogo

Cliente: Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo

Agência: Ogilvy

Bronze – RAM território agro nacional

Cliente: RAM

Agência: FBIZ + ACTION OOH

 

6 – Projetos digitais/mobile (apps, banners, data based solutions, peça ou utilização diferenciada de rich media, geolocalização, etc)

Ouro – OTO 25 Anos

Cliente: Syngenta

Agência: Make ID

Prata – Calculadoras Interativas

Cliente: Mosaic

Agência: NEODIGITAL COMUNICAÇÃO

Bronze – Fer – A agrônoma digital da Mosaic

Cliente: Mosaic

Agência: NEODIGITAL COMUNICAÇÃO

 

7 – Projetos de conteúdo em qualquer plataforma de mídia (publieditorais, advertoriais, podcasts, conteúdos próprios ou pagos, blogs de conteúdo, etc)

Ouro – Inspirações do Agro

Cliente: John Deere

Agência: Make ID

Prata – Safra de Inovações | 3ª Temporada

Cliente: John Deere

Agência: Jones

Bronze – MF Cast

Cliente: MF Cast

Agência: MF Play

 

8 – Campanha Promocional/Varejo/Material de PDV

Ouro – Inspirações do Agro

Cliente: John Deere

Agência: Make ID

Prata – John Deere Collection

Cliente: John Deere

Agência: New Vegas

Bronze – RAM HOUSE

Cliente: THE LED

 

9 – Endomarketing (campanhas internas que não tem extensão ou atuação fora da empresa)

Ouro – Convenção ORÍGEO 2024 – Expedição do Amanhã

Cliente: Orígeo

Agência: Propague

Prata – #MomentosQueImportam com Credenz® e FiberMax®

Cliente: BASF Soluções para Agricultura

Agência: Santa Clara

Bronze – SOS RS

Cliente: AGCO DO BRASIL SOLUÇÕES AGRÍCOLAS

 

10 – Programas e Campanhas de Incentivo (para equipe comercial, canais de venda e demais públicos)

Ouro – Campanha DIA DA PECUÁRIA

Cliente: ADAMA

Agência: Guerra Propaganda

Prata – Mosaic Solo Tour

Cliente: Mosaic

Agência: Make ID

Bronze – Programa Boa Colheita da Yara

Cliente: Yara Fertilizantes

 

11 – Ações de “Dia de Campo” (Lançamento de produtos, treinamento, demonstração de produto etc)

Ouro – Carreta Adama

Cliente: The Led

Prata – Dia de Campo ORÍGEO

Cliente: Orígeo

Agência: Propague

Bronze – Arena Herbicidas Adama

Cliente: Adama

Agência: Cerebelo

 

12 – Ações em Feiras, Eventos e Congressos Presenciais (estandes, ativações, lançamento de produtos, presença diferenciada em feiras e congressos)

Ouro – Orbia dá um Show | Show de Drones

Cliente: ORBIA

Agência: BLESS

Prata – Orígeo 360: Uma nova referência para o Agro Brasileiro

Cliente: Orígeo

Agência: Propague

Bronze – Do encontro de dois gigantes: Um novo futuro

Cliente: Orígeo

 

13 – Ativações e presença em Eventos Virtuais (Metaverso, plataformas ou estandes em plataformas virtuais próprias ou em feiras virtuais, lançamento on-line de produtos, presença diferenciada em feiras e congressos virtuais)

Ouro – Minha Fazenda BASF

Cliente: BASF Soluções para Agricultura

Agência: Pixit

Prata – Open Field Day

Cliente: Agristar do Brasil

Agência: Impulsa

Bronze – BASF Experience na Fazenda BASF
Cliente: BASF Soluções para Agricultura

Agência: Agência Santa Clara
14 – Ações voltadas à Diversidade (Campanhas e ações de conscientização sobre a diversidade, equidade, respeito às diferenças, inclusão, etc)

Ouro – A Protagonista

Cliente: Canal Rural
Agência: Canal Rural

Prata – Projeto Horta Social Camda

Cliente: Camda

Agência: Oppa Filmes

Bronze – Mulheres no Agro: Raízes Fortes, Frutos Produtivos -Cultivando o Bem-Estar e a Saúde em Todos os lugares

Cliente: Mosaic

Agência: GAAU

 

15 – Campanhas de valorização do Agro (Projetos e campanhas que posicionam corretamente o Agro para a sociedade urbana, conteúdos que combatam as fake news do Agro, projetos voltados às escolas, para professores e alunos, etc.

Ouro – Gigantes da Terra

Cliente: John Deere

Agência: Make ID

Prata – Dia Mundial da Agricultura

Cliente: IHARA

Agência: Impulsa

Bronze – Inspirações do Agro

Cliente: John Deere

Agência: Make ID

 

16 – Ativação na Imprensa
Ouro – Press Kit Coletiva Imprensa Sugoy e Terminus
Cliente: Ihara

Agência: Impulsa

Prata – O Agro é a cara do Brasil
Cliente: Nova Comunicação

Bronze – Press Trip B100

Cliente: AMAGGI

Agência: AMAGGI

 

17 – Campanha Digitais

Ouro – 30F53: para sempre uma estrela
Cliente: Corteva Agriscience

Agência: Sobe* Comunicação e Negócios

Prata – Gigantes da Terra
Cliente: John Deere
Agência: Make ID

Bronze – Orígeo e Chitãozinho & Xororó: um lançamento digital

Cliente: Orígeo

Agência: Propague

18 – Campanha e ações com AgroInfluencer

Ouro – Viajando com V de Valtra – Caminhos de Caravaggio
Cliente: Valtra Brasil

Agência: Agencia Tagcom

Prata – Agroinfluencer | Embaixadores: PrimosAgro
Cliente: Mosaic
Agência: Agência DC HUB

Bronze – Jovens do Agro nas Redes BASF

Cliente: BASF Soluções para Agricultura

Agência: Santa Clara

Fonte: Assessoria ABMRA

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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