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ABMRA comemora recorde de público na 16ª edição do Congresso de Marketing no ano em que comemora 45 anos
Durante evento, a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro reuniu líderes e especialistas para discutir o futuro do marketing, com foco na construção de marcas fortes e da comunicação eficiente

A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) celebrou 45 anos em junho de 2024, reafirmando seu o seu propósito de fomentar o conhecimento e as boas práticas do marketing no Agro.
Está em seu DNA trabalhar para que todos os elos da cadeia produtiva se comuniquem de forma mais eficiente.
É a única associação que congrega todo o ecossistema da comunicação: anunciantes, agências e veículos de mídia.
Foi essa visão abrangente e o conhecimento que adquiriu em décadas de trabalho que a credencia a se posicionar como “O farol que orienta o caminho para as boas práticas do marketing e da comunicação do Agro.”

Ricardo Nicodemos, Presidente da ABMRA
O 16º Congresso de Marketing do Agro ABMRA, que teve como tema “O Próximo Passo do Marketing No Agro: O Que Nos Espera No Futuro?”, realizado em 19 de setembro de 2024, em São Paulo, reuniu mais de 500 profissionais, que participaram de 9 horas de debates sobre os desafios e o futuro do marketing no setor. O evento, aberto por Roberto Rodrigues (ex-Ministro da Agricultura), Tirso Meirelles (Sistema FAESP/SENAR-SP) e Daniel Carrara (Sistema SENAR), estimulou diversas reflexões, dentre elas, como construir equipes de marketing de alta performance, a relação das marcas com a sustentabilidade e o uso do mix de comunicação.
Cristina Bertelli, Diretora responsável pelo Congresso ABMRA, comemorou o sucesso do evento, ressaltando o ambiente de troca de ideias e networking essencial para o futuro do marketing do Agro. A palestra internacional de Camila Escobar Corredor (CEO da Juan Valdez Café) foi um dos pontos altos, apresentando o case de sucesso da marca de cafés colombiana.
Os painéis abordaram temas como liderança, uso de dados, meio-ambiente, construção de marcas fortes e a comunicação 360º, oferecendo aos participantes uma visão abrangente sobre as tendências globais do marketing e da comunicação. Ricardo Nicodemos, Presidente da ABMRA, destacou o evento como um “verdadeiro MBA em um dia”, capacitando os profissionais do setor.
Destaques da 16ª edição do Congresso de Marketing do Agro:
● Painel 1: Renato Seraphim (Ciarama Máquinas John Deere) e Santiago Franco (Cibra) destacaram a liderança na criação de equipes de alta performance.
● Painel 2: Dirceu Ferreira Junior (PwC Brasil) e Felipe Viante (Associação Brasileira de mídia Out of Home) discutiram o impacto dos dados em estratégias de marketing no Agro.
● Painel 3: Lilian Munhoz moderou o debate sobre como a sustentabilidade fortalece marcas globalmente junto com Marcello Brito da Amazônia Legal e Ricardo Esturaro.
● Painel 4: Camila Escobar Corredor (Juan Valdez Café) e Silvio Soledade (APP) abordaram a criação de marcas fortes e duradouras.
● Painel 5: Rodolfo Schneider (Grupo Bandeirantes) e Essio Floridi (Samsung Ads América Latina) exploraram novas abordagens da comunicação 360º.
Projetos e novidades da ABMRA em 2024/2025
MOSTRA DE COMUNICAÇÃO ABMRA
Estão abertas as inscrições para a 22ª Mostra de Comunicação do Agro ABMRA, no site: mostraabmra.com.br. O primeiro lote de inscrições encerra-se no dia 20/09/2024.
A premiação, que acontece em novembro/24, é a única que reconhece o talento criativo de anunciantes e agências que atuam no Agro. Os primeiros colocados receberão o troféu “Espantalho de Ouro” após avaliação de um qualificado corpo de jurados. A edição deste ano conta com 18 categorias, três a mais que em 2023, com a inclusão de “Ativação de Imprensa”, “Influenciadores do Agro” e “Campanhas Digitais”. É possível inscrever o mesmo trabalho em mais de uma categoria, desde que se enquadre nos critérios estabelecidos.
COMITÊS ABMRA
Os Associados são agrupados em 4 categorias: Produtos e Serviços, Agências, Veículos de Mídia e Cooperativas. Todos os meses acontecem reuniões específicas para cada um dos Comitês. Os encontros seguem uma agenda que conta com uma palestra de um especialista de comunicação ou de áreas correlatas, proporcionando trocas e networking de qualidade para gerar insights e ideias práticas. Já passaram pelos comitês: Silvio Celestino, Eduardo Maróstica, Alessandra e Aretuza do canal “Ela é do Agro”, Yuri Trafane da Ynner e Paulo Hermann, ex-presidente da John Deere. Em 2024, já aconteceram 23 reuniões, que contaram com mais de 720 participantes.
ABMRA MAIS
Lançado esse ano, o ABMRA Mais, é o programa de benefícios e vantagens exclusivas para os Associados da Entidade. Oferece descontos e condições especiais em reconhecidas instituições de ensino e prestadores de serviços, tais como ESPM, FGV, USP Esalq, Cuca, IAB, Ebradi, Vexpenses, Coelho & Morello e Cia de Estágios. Além disso, também são negociadas inscrições com desconto em eventos importantes do setor, como RD Summit, Congresso Andav e Congresso das Mulheres. No site da ABMRA é possível consultar o catálogo completo de benefícios: https://conteudo.abmra.org.br/catalogo-abmra-mais.
DOCUMENTÁRIO ABMRA 45 ANOS
A ABMRA completou 45 anos em junho de 2024 e, para comemorar essa data tão importante, reuniu todos os Presidentes que lideraram a Associação desde 1979, ano de sua fundação, para gravar depoimentos, “causos” e histórias, que resultarão em um documentário.
A comemoração do aniversário da ABMRA foi marcada pelo encontro dos Ex-Presidentes, realizado em julho. O documentário tem previsão de lançamento ainda em 2024.
GRUPO COMUNIQUE ABMRA
Faz parte dos objetivos e propósitos da ABMRA ajudar o setor a se comunicar mais e melhor. A Associação, com seu conhecimento, formação e informação, idealizou a criação de um grupo de comunicadores. São profissionais sócios de pequenos veículos de mídia ou que atuam em carreira solo. Uma das características deste grupo será a regionalização: os comunicadores estão espalhados pelos extremos do Brasil.
O foco será proporcionar um ambiente sadio para debates construtivos sobre temas relevantes ao marketing, comunicação e reputação de imagem do Agro, além de contribuir para a construção de um trabalho de base e profissional que ajude a melhorar a imagem do setor. A formação do grupo Comunique ABMRA começará em outubro de 2024.
2º CONCURSO JORNALÍSTICO DO AGRO
A ABMRA lançou a primeira edição do Concurso Jornalístico Marca Agro do Brasil, destinado aos profissionais que participaram do “Road Show para Jornalistas e Influenciadores do Agro 2024”, organizado pela Texto Comunicação. Cada participante desenvolveu um case jornalístico para divulgar o Projeto Marca Agro do Brasil em sua região. A banca julgadora foi composta por representantes de associações e federações relevantes, como Afonso Abelhão (APP) e Vinícius Tavares (Aprosoja), além de indústrias nacionais e multinacionais de destaque, como Jacto, Amaggi e Corteva. Também participaram veículos de mídia, representados por Júlio César Cargnin (Canal Rural), e especialistas de universidades e órgãos públicos, como o Professor Paulo Rovai (ESPM) e Paulo do Carmo Martins (Embrapa). Os vencedores da primeira edição foram os jornalistas Bruno Faustino (TV Cultura/TV Tribuna/SBT) e Divino Onaldo (Programa Morada do Campo/Podcast Agro e Prosa), que receberam prêmios como passagens aéreas, hospedagem e alimentação para participarem do 16º Congresso de Marketing do Agro ABMRA; Inscrição gratuita do case na 22ª Mostra de Comunicação ABMRA; Anuidade e Associação à ABMRA; Tour com todas as despesas pagas para conhecerem a Fundação Nishimura (Pompeia/SP); Visita às redações e estúdios do Canal Rural, TV TerraViva, BAND TV; Encontro com CEO de indústria; homenagem e moderação de um Painel no 16º Congresso ABMRA.
A ABMRA está em fase de planejamento da 2ª edição do Concurso Jornalístico ABMRA, que tem a previsão de ser lançado em novembro de 2024.
ABMRAPLAY. O STREAMING DE CONTEÚDO DA ABMRA
Para dar sequência às novidades lançadas durante o ano de comemoração dos 45 anos, está previsto para novembro o lançamento do ABMRAPLAY, uma plataforma de streaming que oferecerá aos Associados um vasto conteúdo que abarca as palestras das últimas duas edições do Congresso de Marketing do Agro ABMRA, uma variedade de edições do ABMRA Ideia Café, Comitês e do ABMRA Talks, além da cerimônia completa das últimas três edições da Mostra de Comunicação. Com dezenas de horas de conteúdo disponibilizados, a plataforma pode ser acessada tanto pelo computador quanto pelo celular, a qualquer tempo e de qualquer lugar. É uma excelente ferramenta para as equipes de marketing, comunicação e comercial reciclarem conhecimentos e terem muitas informações e insights para desenharem suas estratégias. Um dos grandes benefícios do ABMRAPLAY é que todos os colaboradores dos Associados da ABMRA poderão ter acesso ao streaming.
PROJETO ALVORAR
As mulheres enfrentam desafios únicos e necessidades específicas em relação ao seu crescimento pessoal. Na sociedade urbana e moderna, as mulheres estão rompendo com estereótipos que as limitam. No entanto, isso ainda não é realidade para grande parte das mulheres produtoras rurais. A ABMRA está desenvolvendo uma iniciativa com abrangência nacional, cujo principal propósito é ajudar as mulheres produtoras a evoluírem e se desenvolverem profissionalmente, especialmente as pequenas produtoras agrícolas e pecuaristas, aprimorando habilidades essenciais como comunicação, resolução de problemas e tomada de decisões. Será desenvolvida uma plataforma digital com especialistas de diversas disciplinas para disponibilizar cursos e treinamentos. As articulações serão feitas pela ABMRA com associações, entidades e indústrias parceiras a partir de outubro de 2024.
ACADEMIA ABMRA
A “Academia ABMRA” tem como objetivo, disseminar as boas práticas do marketing e da comunicação.
Na essência é uma plataforma educacional que ajudará os profissionais a reciclarem seus conhecimentos ou, para aqueles que estão entrando no marketing, a terem boas noções sobre a dinâmica do setor.
Terá cursos da própria ABMRA e com instituições renomadas com foco em comunicação, administração e marketing. Os cursos proprietários da ABMRA serão oferecidos em uma plataforma digital.
O primeiro curso que foi lançado em conta com a parceria da ESPM e chama “Marketing Estratégico para o Agronegócio”, com data prevista para começar em 22 de outubro de 2024.
Mais informações estão disponíveis no site da ESPM: Marketing Estratégico para o Agronegócio – Parceria ABMRA • ESPM
AGRO AWARDS ABMRA
O prêmio Agro Awards ABMRA reconhecerá os principais profissionais que contribuem para o marketing e comunicação do agronegócio, fortalecendo a imagem e a reputação do setor. Compreende 22 categorias e 3 fases, totalmente digitais, por meio de uma plataforma específica. Na primeira fase, o público poderá indicar até 10 nomes para cada categoria. Na segunda fase, o público poderá votar entre os indicados, resultando em 3 finalistas por categoria. Na terceira fase, o público votará em um dos 3 finalistas para eleger os campeões. A previsão de lançamento é janeiro de 2025.
PROJETO MARCA AGRO DO BRASIL
“Marca Agro do Brasil” é uma iniciativa voltada para o fortalecimento e a promoção da imagem do Agro brasileiro. Inclui uma série de ações e campanhas integradas, que serão implementadas de maneira gradual, com o objetivo de conectar a população urbana ao campo, fomentando um sentimento de orgulho e admiração entre os brasileiros em relação aos produtores e ao setor.
A proposta abrange um público diversificado, desde crianças em idade pré-escolar até estudantes de jornalismo nas universidades; inclui também a dona de casa que prepara o café, à CEO de uma empresa, o churrasqueiro habitual e os veganos.
A intenção é levar informação e conhecimento para que todos compreendam a verdadeira natureza do Agro e como ele torna a nossa vida melhor.
Na base do projeto estão três pilares: consistência (conteúdos e narrativa baseados em ciência), sequência (apresentar as informações de forma gradual para que haja melhor entendimento) e frequência (ações contínuas e perenes).
O Projeto Marca Agro do Brasil, realizado com a mentoria da ABMRA, é o primeiro movimento no Brasil capaz de envolver os segmentos público e privado para posicionar corretamente o Agro. O ponto de partida foi a pesquisa “Percepções sobre o Agro. O que pensa o Brasileiro”, realizada pelo Movimento Todos a Uma Só Voz, que abordou 4.215 pessoas, distribuídas em todos os Estados do país, moradoras em cidades.
O projeto está na fase de captação de recursos e negociação junto a indústrias do Agro, indústrias transformadoras como as de alimentos, entidades e associações.
A expectativa é que o projeto seja lançado para a população urbana a partir de janeiro de 2025.
COIBIR INVERDADES SERÁ UM DOS CAMINHOS PARA AMENIZAR A DIFAMAÇÃO DO AGRO
As fakes news e a ações de “haters” são como ervas-daninhas, que aparecem a toda hora. Então, aqui, não se tem a ideia utópica de acabar com elas, mas, sim, coibir para tentar amenizar. E, para isso, só gerando ações que tragam prejuízos a quem está disseminando inverdades sobre o Agro.
Ações judiciais por difamação e de indenização por danos morais e materiais trazem boas perdas para “haters” e difamadores: precisam contratar advogados para se defenderem. Só aqui já perdem tempo e dinheiro.
Dentre as frentes programadas no Projeto Marca Agro do Brasil está um conjunto de ações que visam coibir postagens e outras peças de comunicação que difamarem ou prejudicarem a reputação de imagem do setor.
O escritório jurídico Coelho&Morello, que tem experiência nas áreas de comunicação e reputação de imagem, foi contratado para organizar e liderar um programa de repressão às fake news e haters, contemplado no Projeto Marca Agro do Brasil. O escritório Coelho&Morello começará a operar já no mês de outubro/24.

Colunistas
Desperdício pode custar US$ 540 bilhões ao setor de alimentos em 2026
Estudo mostra que perdas começam antes do consumidor e estão ligadas à falta de visibilidade e método de gestão.

O mundo pode perder US$ 540 bilhões com desperdício de alimentos em 2026, como aponta o relatório da Avery Dennison. Esse número não é apenas grande. Ele é revelador porque mostra algo que o varejo ainda evita encarar: o desperdício não é exceção, é estrutural. E mais do que isso, não é um problema de sustentabilidade. É, antes de tudo, um problema de negócio.
Ao longo da cadeia ou ciclo de vida do produto – da produção ao ponto de venda – o desperdício continua sendo tratado como parte do jogo. Perde-se na colheita, no transporte, no armazenamento e na loja. E no final, essa perda é diluída no resultado, como se fosse inevitável. Mas não é.

Artigo escrito pelo Anderson Ozawa, especialista em Prevenção de Perdas e Governança, consultor com mais de 40 programas de prevenção de perdas implantados com sucesso, palestrante, professor da FIA Business School e autor do livro Pentágono de Perdas: Transformando Perdas em Lucros.
Quando um setor chega ao ponto de ter custos de desperdício equivalentes a até 32% da receita no Brasil, não estamos falando de exceção operacional. Estamos falando de falta de governança. O problema não é falta de tecnologia. É falta de visibilidade
Um dado chama atenção: 61% das empresas ainda não têm clareza sobre onde o desperdício acontece. Esse é o ponto central. Não se gerencia o que não se mede e, no varejo alimentar, grande parte das perdas continua invisível (produtos que vencem no estoque, erros de armazenagem, falhas de reposição, excesso de compra, quebra operacional e perda no transporte).
Tudo isso acontece todos os dias, mas raramente é tratado como prioridade estratégica. O desperdício não dói quando acontece: dói no resultado, quando já é tarde.
A maior parte das perdas não acontece no consumidor, mas antes. A logística e a gestão de estoque concentram alguns dos principais gargalos: transporte sem controle adequado, armazenagem inadequada, previsão de demanda imprecisa e processos ainda manuais (67% das empresas ainda operam assim).
Existe um comportamento recorrente no varejo alimentar: quanto mais vende, mais perde, especialmente em períodos de alta demanda, promoções e sazonalidade. O aumento de volume traz mais ruptura, mais avaria, mais erro e mais desperdício.
E o mais perigoso: isso acontece enquanto o faturamento cresce, porque o volume mascara a ineficiência. Em uma operação supermercadista onde atuamos, o aumento de vendas em perecíveis foi comemorado como avanço de performance. Mas ao analisar o resultado consolidado, ficou evidente que a margem não acompanhou o crescimento. Parte do ganho foi consumida por excesso de compra sem ajuste fino de demanda, perda por vencimento e falhas no giro de estoque. Ou seja, o crescimento existiu, mas, o resultado não.
Existe um discurso crescente sobre sustentabilidade, muito importante. No varejo, a mudança não virá por consciência ambiental, mas pela pressão de resultado.
A provocação que o setor precisa ouvir é: enquanto o desperdício for tratado como efeito colateral, ele continuará existindo. Enquanto não houver visibilidade, não haverá controle. Enquanto não houver controle, não haverá margem.
O problema não é o alimento que se perde. É o modelo de gestão que permite que ele se perca. O desperdício global de alimentos não é apenas um número de US$ 540 bilhões. É um retrato claro de um sistema que ainda opera com baixa disciplina e pouca visibilidade.
A oportunidade não está apenas em reduzir perdas: está em transformar perda em resultado. E isso não exige revolução tecnológica. Exige algo mais simples e mais difícil: governança, método e execução.
Notícias
Mapa lança projeto para ampliar mercado de pequenas agroindústrias
Iniciativa busca facilitar acesso ao Sisbi-POA e fortalecer negócios rurais.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, durante a Feira Brasil na Mesa, o projeto SIMples AsSIM, iniciativa desenvolvida em parceria com o Sebrae para ampliar a inserção de pequenas agroindústrias no mercado nacional e fortalecer os pequenos negócios rurais.
Durante a palestra, a coordenadora-geral do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), Claudia Valéria, destacou que os avanços do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) abriram caminho para a criação do projeto. Segundo ela, a modernização dos processos foi essencial para ampliar a adesão ao sistema.
O projeto busca ampliar o acesso de produtos de origem animal ao mercado nacional por meio de qualificação técnica, modernização da inspeção, apoio à adequação sanitária, entre outras ações. A proposta também prevê identificar os principais desafios enfrentados pelos empreendedores e apoiar a integração ao Sisbi-POA.
A regularização de agroindústrias de pequeno porte é considerada estratégica para promover a inclusão produtiva, reforçar a segurança alimentar e impulsionar o desenvolvimento econômico local.
Durante a apresentação, Cláudia também ressaltou a importância de outras iniciativas, como o Projeto ConSIM, que contribuiu para a integração de consórcios públicos ao sistema. “Entre 2020 e 2025, 68 consórcios públicos no Brasil se integraram ao sistema, permitindo que muitos municípios ampliassem a comercialização de seus produtos”, afirmou.
Apesar dos avanços, o número de estabelecimentos ainda não acompanha o crescimento dos serviços de inspeção integrados. “Observamos um grande número de serviços integrados, mas os estabelecimentos não cresceram na mesma proporção. Por isso, surgiu a necessidade de fortalecer esses produtores e capacitá-los para acessar o mercado nacional”, pontuou.
O projeto está estruturado em três eixos: inclusão de agroindústrias no Sisbi-POA; fortalecimento dos Serviços de Inspeção Municipal com base em análise de risco; e apoio técnico à estruturação de agroindústrias de pequeno porte.
O projeto-piloto será iniciado em Santa Catarina, estado com grande número de agroindústrias e potencial de expansão. A iniciativa prevê diagnósticos in loco e planos de ação personalizados para apoiar a adequação dos estabelecimentos. “Mais de 80% das agroindústrias demonstraram interesse em expandir seus mercados. Isso mostra que há demanda e que precisamos criar condições para que esses produtores avancem”, concluiu a coordenadora-geral.
O analista do Sebrae Warley Henrique também apresentou os resultados iniciais do projeto. Entre eles, o diagnóstico on-line que identificou as principais dificuldades relacionadas à estrutura dos serviços de inspeção que limitam a integração dos estabelecimentos ao Sisbi, com 217 respondentes.
Também foi realizada pesquisa com técnicos dos estabelecimentos, que reuniu 114 participantes, sobre os principais entraves para obtenção do selo Sisbi, além do levantamento das orientações técnicas necessárias para cada estabelecimento.
Após a fase de levantamento, o projeto avança para a estruturação da metodologia de atendimento e para a implementação das ações em campo, com início previsto para maio de 2026, em Santa Catarina.
Notícias
Copacol recebe Prêmio de Melhor do Biogás pelo segundo ano consecutivo
Projeto premiado destaca eficiência na geração de energia a partir de resíduos e reforça liderança da cooperativa em sustentabilidade.

A Copacol consolidou mais uma vez sua posição de referência nacional em energias renováveis ao conquistar, pelo segundo ano consecutivo, o Prêmio Melhores do Biogás Brasil 2026, na categoria Melhor Planta Indústria.
O reconhecimento apresentado no 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em Foz do Iguaçu, destaca o desempenho da Usina de Biogás instalada na UPL (Unidade de Produção de Leitões), em Jesuítas, e evidencia o compromisso da Cooperativa com inovação, eficiência energética e preservação ambiental. “É uma satisfação imensa receber o Prêmio de Melhor do Biogás, que reconhece o desempenho desse importante investimento em sustentabilidade. O respeito ao meio ambiente é uma prática em nossas atividades, por isso, buscamos alternativas que consolidem esse comportamento e preservem ainda mais nossas riquezas”, complementa o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.
A premiação reforça os resultados obtidos pela cooperativa ao longo dos últimos anos, especialmente no aproveitamento de resíduos agroindustriais para geração de energia limpa. Somente em 2025, a usina produziu 6.813.437 kWh de energia a partir dos resíduos gerados pela Unidade de Produção de Leitões e pela Unidade de Produção de Desmamados, resultado que representou economia em energia elétrica e aproveitamento de resíduos equivalentes a R$ 6,4 milhões. “O Prêmio de Melhor do Biogás demonstra o compromisso da Copacol com a sustentabilidade, a destinação correta de resíduos, principalmente com e uso de energia renovável”, afirma o gerente de Meio Ambiente da Copacol, Celso Brasil.
O modelo premiado de geração de energias renováveis recebeu a visita de empresários do ramo do Brasil e do exterior. A programação contou com apresentação técnica e um passeio guiado às instalações, mostrando a realidade operacional da planta e os processos utilizados para transformar resíduos em energia. A Copacol foi escolhida como destino técnico pelo reconhecimento do projeto como modelo de sucesso no setor. “Existe muito estudo no desenvolvimento do projeto da Copacol e isso é fundamental. A operação leva em consideração dados diários de composição dos substratos, concentração de material orgânico e existe um monitoramento contínuo da planta. As tomadas de decisão são baseadas nos dados gerados. Isso dá segurança e impressiona bastante”, afirma a analista da Embrapa, Fabiane Goldschnidt, que atua em projetos de gerenciamento de resíduos, produção de biogás e biometano.
A usina também chamou a atenção de representantes da área acadêmica. Rosiany de Vasconcelos Vieira Lopes, professora da Universidade de Brasília, natural de Campina Grande e atualmente residente em Brasília, participou da visita técnica. “Fiquei muito surpresa com a estrutura. Percebemos na prática a utilização de resíduos aproveitados de uma maneira renovável e sustentável para a produção de energia.”



