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ABMRA comemora recorde de público na 16ª edição do Congresso de Marketing no ano em que comemora 45 anos

Durante evento, a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro reuniu líderes e especialistas para discutir o futuro do marketing, com foco na construção de marcas fortes e da comunicação eficiente

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Foto : O Presente Rural

A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) celebrou 45 anos em junho de 2024, reafirmando seu o seu propósito de fomentar o conhecimento e as boas práticas do marketing no Agro.

Está em seu DNA trabalhar para que todos os elos da cadeia produtiva se comuniquem de forma mais eficiente.

É a única associação que congrega todo o ecossistema da comunicação: anunciantes, agências e veículos de mídia.

Foi essa visão abrangente e o conhecimento que adquiriu em décadas de trabalho que a credencia a se posicionar como “O farol que orienta o caminho para as boas práticas do marketing e da comunicação do Agro.”

Ricardo Nicodemos, Presidente da ABMRA

O 16º Congresso de Marketing do Agro ABMRA, que teve como tema “O Próximo Passo do Marketing No Agro: O Que Nos Espera No Futuro?”, realizado em 19 de setembro de 2024, em São Paulo, reuniu mais de 500 profissionais, que participaram de 9 horas de debates sobre os desafios e o futuro do marketing no setor. O evento, aberto por Roberto Rodrigues (ex-Ministro da Agricultura), Tirso Meirelles (Sistema FAESP/SENAR-SP) e Daniel Carrara (Sistema SENAR), estimulou diversas reflexões, dentre elas, como construir equipes de marketing de alta performance, a relação das marcas com a sustentabilidade e o uso do mix de comunicação.

Cristina Bertelli, Diretora responsável pelo Congresso ABMRA, comemorou o sucesso do evento, ressaltando o ambiente de troca de ideias e networking essencial para o futuro do marketing do Agro. A palestra internacional de Camila Escobar Corredor (CEO da Juan Valdez Café) foi um dos pontos altos, apresentando o case de sucesso da marca de cafés colombiana.

Os painéis abordaram temas como liderança, uso de dados, meio-ambiente, construção de marcas fortes e a comunicação 360º, oferecendo aos participantes uma visão abrangente sobre as tendências globais do marketing e da comunicação. Ricardo Nicodemos, Presidente da ABMRA, destacou o evento como um “verdadeiro MBA em um dia”, capacitando os profissionais do setor.

 

Destaques da 16ª edição do Congresso de Marketing do Agro:
●   Painel 1: Renato Seraphim (Ciarama Máquinas John Deere) e Santiago Franco (Cibra) destacaram a liderança na criação de equipes de alta performance.

●   Painel 2: Dirceu Ferreira Junior (PwC Brasil) e Felipe Viante (Associação Brasileira de mídia Out of Home) discutiram o impacto dos dados em estratégias de marketing no Agro.

●   Painel 3: Lilian Munhoz moderou o debate sobre como a sustentabilidade fortalece marcas globalmente junto com Marcello Brito da Amazônia Legal e Ricardo Esturaro.

●   Painel 4: Camila Escobar Corredor (Juan Valdez Café) e Silvio Soledade (APP) abordaram a criação de marcas fortes e duradouras.

●   Painel 5: Rodolfo Schneider (Grupo Bandeirantes) e Essio Floridi (Samsung Ads América Latina) exploraram novas abordagens da comunicação 360º.

Projetos e novidades da ABMRA em 2024/2025

 

MOSTRA DE COMUNICAÇÃO ABMRA

Estão abertas as inscrições para a 22ª Mostra de Comunicação do Agro ABMRA, no site: mostraabmra.com.br. O primeiro lote de inscrições encerra-se no dia 20/09/2024.

A premiação, que acontece em novembro/24, é a única que reconhece o talento criativo de anunciantes e agências que atuam no Agro. Os primeiros colocados receberão o troféu “Espantalho de Ouro” após avaliação de um qualificado corpo de jurados. A edição deste ano conta com 18 categorias, três a mais que em 2023, com a inclusão de “Ativação de Imprensa”, “Influenciadores do Agro” e “Campanhas Digitais”. É possível inscrever o mesmo trabalho em mais de uma categoria, desde que se enquadre nos critérios estabelecidos.

 

COMITÊS ABMRA

Os Associados são agrupados em 4 categorias: Produtos e Serviços, Agências, Veículos de Mídia e Cooperativas. Todos os meses acontecem reuniões específicas para cada um dos Comitês. Os encontros seguem uma agenda que conta com uma palestra de um especialista de comunicação ou de áreas correlatas, proporcionando trocas e networking de qualidade para gerar insights e ideias práticas. Já passaram pelos comitês: Silvio Celestino, Eduardo Maróstica, Alessandra e Aretuza do canal “Ela é do Agro”, Yuri Trafane da Ynner e Paulo Hermann, ex-presidente da John Deere. Em 2024, já aconteceram 23 reuniões, que contaram com mais de 720 participantes.

 

ABMRA MAIS

Lançado esse ano, o ABMRA Mais, é o programa de benefícios e vantagens exclusivas para os Associados da Entidade. Oferece descontos e condições especiais em reconhecidas instituições de ensino e prestadores de serviços, tais como ESPM, FGV, USP Esalq, Cuca, IAB, Ebradi, Vexpenses, Coelho & Morello e Cia de Estágios. Além disso, também são negociadas inscrições com desconto em eventos importantes do setor, como RD Summit, Congresso Andav e Congresso das Mulheres. No site da ABMRA é possível consultar o catálogo completo de benefícios: https://conteudo.abmra.org.br/catalogo-abmra-mais.

 

DOCUMENTÁRIO ABMRA 45 ANOS

A ABMRA completou 45 anos em junho de 2024 e, para comemorar essa data tão importante, reuniu todos os Presidentes que lideraram a Associação desde 1979, ano de sua fundação, para gravar depoimentos, “causos” e histórias, que resultarão em um documentário.

A comemoração do aniversário da ABMRA foi marcada pelo encontro dos Ex-Presidentes, realizado em julho. O documentário tem previsão de lançamento ainda em 2024.

 

GRUPO COMUNIQUE ABMRA

Faz parte dos objetivos e propósitos da ABMRA ajudar o setor a se comunicar mais e melhor. A Associação, com seu conhecimento, formação e informação, idealizou a criação de um grupo de comunicadores. São profissionais sócios de pequenos veículos de mídia ou que atuam em carreira solo. Uma das características deste grupo será a regionalização: os comunicadores estão espalhados pelos extremos do Brasil.

O foco será proporcionar um ambiente sadio para debates construtivos sobre temas relevantes ao marketing, comunicação e reputação de imagem do Agro, além de contribuir para a construção de um trabalho de base e profissional que ajude a melhorar a imagem do setor. A formação do grupo Comunique ABMRA começará em outubro de 2024.

 

2º CONCURSO JORNALÍSTICO DO AGRO

A ABMRA lançou a primeira edição do Concurso Jornalístico Marca Agro do Brasil, destinado aos profissionais que participaram do “Road Show para Jornalistas e Influenciadores do Agro 2024”, organizado pela Texto Comunicação. Cada participante desenvolveu um case jornalístico para divulgar o Projeto Marca Agro do Brasil em sua região. A banca julgadora foi composta por representantes de associações e federações relevantes, como Afonso Abelhão (APP) e Vinícius Tavares (Aprosoja), além de indústrias nacionais e multinacionais de destaque, como Jacto, Amaggi e Corteva. Também participaram veículos de mídia, representados por Júlio César Cargnin (Canal Rural), e especialistas de universidades e órgãos públicos, como o Professor Paulo Rovai (ESPM) e Paulo do Carmo Martins (Embrapa). Os vencedores da primeira edição foram os jornalistas Bruno Faustino (TV Cultura/TV Tribuna/SBT) e Divino Onaldo (Programa Morada do Campo/Podcast Agro e Prosa), que receberam prêmios como passagens aéreas, hospedagem e alimentação para participarem do 16º Congresso de Marketing do Agro ABMRA; Inscrição gratuita do case na 22ª Mostra de Comunicação ABMRA; Anuidade e Associação à ABMRA; Tour com todas as despesas pagas para conhecerem a Fundação Nishimura (Pompeia/SP); Visita às redações e estúdios do Canal Rural, TV TerraViva, BAND TV; Encontro com CEO de indústria; homenagem e moderação de um Painel no 16º Congresso ABMRA.

A ABMRA está em fase de planejamento da 2ª edição do Concurso Jornalístico ABMRA, que tem a previsão de ser lançado em novembro de 2024.

 

ABMRAPLAY. O STREAMING DE CONTEÚDO DA ABMRA

Para dar sequência às novidades lançadas durante o ano de comemoração dos 45 anos, está previsto para novembro o lançamento do ABMRAPLAY, uma plataforma de streaming que oferecerá aos Associados um vasto conteúdo que abarca as palestras das últimas duas edições do Congresso de Marketing do Agro ABMRA, uma variedade de edições do ABMRA Ideia Café, Comitês e do ABMRA Talks, além da cerimônia completa das últimas três edições da Mostra de Comunicação. Com dezenas de horas de conteúdo disponibilizados, a plataforma pode ser acessada tanto pelo computador quanto pelo celular, a qualquer tempo e de qualquer lugar. É uma excelente ferramenta para as equipes de marketing, comunicação e comercial reciclarem conhecimentos e terem muitas informações e insights para desenharem suas estratégias. Um dos grandes benefícios do ABMRAPLAY é que todos os colaboradores dos Associados da ABMRA poderão ter acesso ao streaming.

 

PROJETO ALVORAR

As mulheres enfrentam desafios únicos e necessidades específicas em relação ao seu crescimento pessoal. Na sociedade urbana e moderna, as mulheres estão rompendo com estereótipos que as limitam. No entanto, isso ainda não é realidade para grande parte das mulheres produtoras rurais. A ABMRA está desenvolvendo uma iniciativa com abrangência nacional, cujo principal propósito é ajudar as mulheres produtoras a evoluírem e se desenvolverem profissionalmente, especialmente as pequenas produtoras agrícolas e pecuaristas, aprimorando habilidades essenciais como comunicação, resolução de problemas e tomada de decisões. Será desenvolvida uma plataforma digital com especialistas de diversas disciplinas para disponibilizar cursos e treinamentos. As articulações serão feitas pela ABMRA com associações, entidades e indústrias parceiras a partir de outubro de 2024.

 

ACADEMIA ABMRA

A “Academia ABMRA” tem como objetivo, disseminar as boas práticas do marketing e da comunicação.​

Na essência é uma plataforma educacional que ajudará os profissionais a reciclarem seus conhecimentos ou, para aqueles que estão entrando no marketing, a terem boas noções sobre a dinâmica do setor.​

Terá cursos da própria ABMRA e com instituições renomadas com foco em comunicação, administração e marketing. Os cursos proprietários da ABMRA serão oferecidos em uma plataforma digital.

O primeiro curso que foi lançado em conta com a parceria da ESPM e chama “Marketing Estratégico para o Agronegócio”, com data prevista para começar em 22 de outubro de 2024.

Mais informações estão disponíveis no site da ESPM: ​​​Marketing Estratégico para o Agronegócio – Parceria ABMRA​​ • ESPM

 

AGRO AWARDS ABMRA

O prêmio Agro Awards ABMRA reconhecerá os principais profissionais que contribuem para o marketing e comunicação do agronegócio, fortalecendo a imagem e a reputação do setor. Compreende 22 categorias e 3 fases, totalmente digitais, por meio de uma plataforma específica. Na primeira fase, o público poderá indicar até 10 nomes para cada categoria. Na segunda fase, o público poderá votar entre os indicados, resultando em 3 finalistas por categoria. Na terceira fase, o público votará em um dos 3 finalistas para eleger os campeões. A previsão de lançamento é janeiro de 2025.

 

PROJETO MARCA AGRO DO BRASIL

“Marca Agro do Brasil” é uma iniciativa voltada para o fortalecimento e a promoção da imagem do Agro brasileiro. Inclui uma série de ações e campanhas integradas, que serão implementadas de maneira gradual, com o objetivo de conectar a população urbana ao campo, fomentando um sentimento de orgulho e admiração entre os brasileiros em relação aos produtores e ao setor.

A proposta abrange um público diversificado, desde crianças em idade pré-escolar até estudantes de jornalismo nas universidades; inclui também a dona de casa que prepara o café, à CEO de uma empresa, o churrasqueiro habitual e os veganos.

A intenção é levar informação e conhecimento para que todos compreendam a verdadeira natureza do Agro e como ele torna a nossa vida melhor.

Na base do projeto estão três pilares: consistência (conteúdos e narrativa baseados em ciência), sequência (apresentar as informações de forma gradual para que haja melhor entendimento) e frequência (ações contínuas e perenes).

O Projeto Marca Agro do Brasil, realizado com a mentoria da ABMRA, é o primeiro movimento no Brasil capaz de envolver os segmentos público e privado para posicionar corretamente o Agro. O ponto de partida foi a pesquisa “Percepções sobre o Agro. O que pensa o Brasileiro”, realizada pelo Movimento Todos a Uma Só Voz, que abordou 4.215 pessoas, distribuídas em todos os Estados do país, moradoras em cidades.

O projeto está na fase de captação de recursos e negociação junto a indústrias do Agro, indústrias transformadoras como as de alimentos, entidades e associações.

A expectativa é que o projeto seja lançado para a população urbana a partir de janeiro de 2025.

 

COIBIR INVERDADES SERÁ UM DOS CAMINHOS PARA AMENIZAR A DIFAMAÇÃO DO AGRO

As fakes news e a ações de “haters” são como ervas-daninhas, que aparecem a toda hora. Então, aqui, não se tem a ideia utópica de acabar com elas, mas, sim, coibir para tentar amenizar. E, para isso, só gerando ações que tragam prejuízos a quem está disseminando inverdades sobre o Agro.

Ações judiciais por difamação e de indenização por danos morais e materiais trazem boas perdas para “haters” e difamadores: precisam contratar advogados para se defenderem. Só aqui já perdem tempo e dinheiro.

Dentre as frentes programadas no Projeto Marca Agro do Brasil está um conjunto de ações que visam coibir postagens e outras peças de comunicação que difamarem ou prejudicarem a reputação de imagem do setor.

O escritório jurídico Coelho&Morello, que tem experiência nas áreas de comunicação e reputação de imagem, foi contratado para organizar e liderar um programa de repressão às fake news e haters, contemplado no Projeto Marca Agro do Brasil. O escritório Coelho&Morello começará a operar já no mês de outubro/24.

Fonte: Assessoria

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Fechamento do Estreito de Ormuz ameaça exportações brasileiras de carne halal, soja e açúcar

Rota estratégica movimenta mais de 28 mil toneladas mensais de carne halal e sustenta fluxo de commodities que somam US$ 21 bilhões para Oriente Médio e Norte da África.

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Foto: Claudio Neves

A decisão de fechar o Estreito de Ormuz, anunciada no último sábado (28) em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, acendeu um alerta para o agronegócio brasileiro. A medida atinge diretamente a principal rota de escoamento de carne halal, segmento no qual o Brasil lidera a produção global, e coloca sob pressão contratos e fluxos logísticos que movimentam mais de 28 mil toneladas mensais do produto.

Para Frederico Favacho, advogado especializado em contratos internacionais do agronegócio, o cenário exige cautela jurídica e operacional. “Os contratos não ficam imediatamente suspensos por conta de força maior ou outra condição, na medida em que os exportadores brasileiros possam ter outras rotas, como, por exemplo, o Mediterrâneo. Só que são rotas mais caras e mais complicadas”, afirma.

Frederico Favacho, advogado especializado em contratos internacionais do agronegócio: “Os contratos não ficam imediatamente suspensos por conta de força maior ou outra condição, na medida em que os exportadores brasileiros possam ter outras rotas, como, por exemplo, o Mediterrâneo”

Segundo ele, além da elevação de custos logísticos, o ambiente regional permanece instável. “A expectativa é que o Brasil tenha impacto não só nas carnes, mas também na soja que exportamos para a região e no açúcar. Precisaremos observar como os fatos vão se desenvolver nos próximos dias para desenhar decisões estratégicas”, diz Favacho.

Os números reforçam a dimensão do risco. De acordo com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, as exportações brasileiras de carne bovina para os países árabes somaram US$ 1,79 bilhão em 2025, alta de 1,91% sobre o ano anterior, configurando o segundo recorde consecutivo de receitas com o bloco formado pelas 22 nações da Liga dos Estados Árabes, que abrange o Norte da África e o Oriente Médio.

O peso específico do mercado iraniano também chama atenção. “O Irã é um destino importante das commodities agrícolas brasileiras, principalmente o milho, foi o produto que mais exportamos para o país em 2025, seguido pela soja e, em terceiro lugar, o açúcar. São quase US$ 3 bilhões em exportações apenas para o Irã”, detalha Favacho.

Ele acrescenta que, ao considerar outros parceiros estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Egito, este último com logística mais vinculada ao Canal de Suez, o conjunto das exportações brasileiras de carne, soja, milho e açúcar para a região alcança cerca de US$ 21 bilhões.

Favacho lembra ainda que o Brasil construiu posição diferenciada no comércio com Teerã ao longo dos anos. “Como exportamos alimentos, ficamos fora das restrições comerciais, o que nos colocou em vantagem no mercado internacional. Então, de fato, poderemos sofrer algum impacto nos contratos de exportação, mas é importante observar que este não é o nosso maior mercado. O principal continua sendo a China, seguida pela União Europeia”, ressalta.

O desdobramento da crise geopolítica tende a influenciar não apenas a logística, mas também custos de frete, prêmios de seguro e cláusulas contratuais, exigindo monitoramento constante por parte das empresas exportadoras.

Fonte: O Presente Rural com Santos Neto Advogados
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Crescimento do agro brasileiro passa pela integração dos sistemas e biocompetitividade

Especialistas defendem ciência, inovação tecnológica e articulação entre cadeias produtivas como bases para ampliar produtividade, reduzir impactos ambientais e posicionar o país na liderança da bioeconomia.

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Foto: Shutterstock

O agronegócio brasileiro foi apresentado como vetor estratégico para segurança alimentar e transição energética durante o Fórum Integração e Biocompetitividade: a solução brasileira, realizado nesta segunda-feira (02), em São Paulo. A avaliação é de que o país reúne vantagens estruturais, com matriz energética diversificada, clima favorável, disponibilidade hídrica e ampla biodiversidade, que o posicionam de forma singular no cenário global.

Na palestra inaugural, Mathias Schelp, vice-presidente para Agricultura Inteligente da Bosch América Latina, afirmou que o Brasil tem condições objetivas de liderar a bioeconomia, desde que transforme potencial em estratégia. “Temos condições de liderar a bioeconomia, mas precisamos assumir esse protagonismo”, declarou.

Entre as frentes tecnológicas apontadas para ampliar a competitividade estão soluções de aplicação mais eficiente de defensivos e a tecnologia dual etanol-diesel para equipamentos pesados, com redução do consumo de diesel e maior uso de biocombustíveis. Segundo Schelp, a transição demanda coordenação entre setor privado, produtores e poder público, com prioridade para práticas sustentáveis, ganho de produtividade e fortalecimento das cadeias.

No painel “Alimentos e Bioenergia Integrados”, o professor sênior do Insper e coordenador do Centro Insper AgroGlobal, Marcos Jank, ressaltou que sistemas integrados, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), têm base científica consolidada e aderência territorial. “A indústria entra com tecnologia, modernidade e escala. O resultado é aumento de produtividade com redução do impacto ambiental”, afirmou.

Solenidade de abertura do Fórum Integração e Biocompetitividade: a solução brasileira –
Foto: Gerardo Lazzari

O chefe-geral da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti, destacou o papel da pesquisa nacional na superação de gargalos históricos, como avanços genéticos na soja e na pecuária. Segundo ele, o país estruturou uma plataforma científica e tecnológica que conecta pesquisa, campo e mercado, permitindo ganhos consistentes de produtividade. Spadotti também apontou a economia circular como eixo estruturante dos sistemas integrados e ressaltou que não há modelo único de adoção, já que as soluções variam conforme as condições regionais e produtivas.

No debate, Monica Pedó, Sustainability Program Manager da John Deere, destacou que a evolução tecnológica voltada à integração de culturas está no centro da estratégia da companhia. “Estamos integrando conhecimentos agronômicos, digitais e operacionais para promover a evolução das máquinas com mais eficiência e rentabilidade ao produtor”, ressaltou.

Willian Marchió, diretor executivo da Rede ILPF, afirmou que adoção do sistema integrado exige mudança de mentalidade e planejamento técnico. “Fazer a integração não é simples, mas os resultados são extraordinários”, frisou.

De acordo com ele, o modelo sustentável da Rede ILPF se baseia na intensificação produtiva com diversificação de atividades na mesma área, promovendo recuperação de pastagens, melhoria da fertilidade do solo, aumento do sequestro de carbono, bem-estar animal e maior eficiência no uso de insumos.

Solenidade de abertura

A abertura do evento foi conduzida por Francisco Matturro, presidente executivo da Rede ILPF, que ressaltou o caráter simbólico do encontro ao lembrar que março é um mês emblemático para a entidade. Ele recordou o Dia de Campo realizado em 2007, na Fazenda Santa Brígida, apontado como um divisor de águas para a difusão dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta no país e hoje considerado referência técnica no tema.

Matturro enfatizou que o avanço dos sistemas integrados está diretamente associado ao investimento contínuo em ciência. “O agro é forte porque é sustentado pela pesquisa”, afirmou, ao defender o reconhecimento do papel estratégico dos pesquisadores na consolidação da competitividade do setor.

O dirigente também informou que o Instituto Biológico deverá implantar, em breve, uma área experimental dedicada à ILPF, ampliando a base de validação científica e demonstração tecnológica dos sistemas integrados.

Luiz Carlos Corrêa Carvalho, vice-presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, destacou a trajetória institucional que sustenta a competitividade da agricultura brasileira e defendeu maior articulação entre os diferentes elos da cadeia produtiva. Ao lembrar que, antes mesmo da criação da Embrapa, o país já contava com estruturas consolidadas de pesquisa, como o Instituto Agronômico de Campinas e o Instituto Agronômico do Paraná, ressaltou que a base científica foi construída ao longo de décadas. “Construímos um sistema forte ao longo das décadas, mas ele precisa ser cada vez mais integrado”, salientou.

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, reforçou que o modelo brasileiro tem no produtor seu eixo central, mas depende da ciência como vetor de desenvolvimento. “A pesquisa é a ponte entre a dúvida que nos inquieta e a ciência que nos coloca no caminho do desenvolvimento”, disse.

Segundo ele, o poder público deve atuar de forma ativa ao lado do produtor para viabilizar inovação, competitividade e sustentabilidade.

Ainda na abertura, Ana Eugênia de Carvalho Campos, diretora-geral do Instituto Biológico, ressaltou a contribuição histórica da instituição para a cafeicultura e para a sanidade agropecuária, áreas estratégicas para a segurança produtiva. Já Ana Paula Packer, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, enfatizou a necessidade de planejamento de longo prazo e visão estratégica para assegurar a evolução técnica e ambiental da agropecuária brasileira.

Fonte: Assessoria Abag
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Acordo Brasil-União Europeia coloca reputação do agro no centro da estratégia internacional

Acesso ao bloco europeu exige transformar dados em reputação e coloca recuperação de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas como ativo de imagem.

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Foto: Shutterstock

O acordo entre Brasil e União Europeia foi o principal tema do encontro realizado nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, no ABMRA Ideia Café, promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA). O debate colocou a comunicação no centro da estratégia para ampliar oportunidades comerciais e fortalecer a reputação do agronegócio brasileiro em um dos mercados mais exigentes do mundo.

Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Luis Rua: “A União Europeia é um mercado extremamente relevante, não só pelo tamanho, mas pelo poder aquisitivo e pelo grau de exigência regulatória”  – Fotos: Divulgação

Convidado do evento, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Luis Rua, destacou o peso econômico do bloco europeu, que reúne cerca de 450 milhões de consumidores, PIB estimado em aproximadamente US$ 20 trilhões e responde por cerca de 14% das importações globais de produtos agropecuários. Para o Brasil, que exporta para mais de 190 países, trata-se de um mercado estratégico tanto pelo volume quanto pela influência nas regras do comércio internacional.

“A União Europeia é um mercado extremamente relevante, não só pelo tamanho, mas pelo poder aquisitivo e pelo grau de exigência regulatória”, afirmou Rua. Segundo ele, o acordo amplia previsibilidade, reduz tarifas de forma gradual e fortalece a inserção do Brasil em um ambiente comercial mais estável.

O secretário também ressaltou que o tratado não altera os critérios sanitários já praticados pelo país. “O acordo não muda absolutamente nada em termos de exigência sanitária. Nós já exportamos para a União Europeia há mais de 40 anos cumprindo todos os padrões exigidos”, declarou.

Se o ambiente regulatório europeu é rigoroso, ele também abre espaço para que o Brasil transforme conformidade técnica em ativo de reputação. Temas como clima, desmatamento, rastreabilidade e bem-estar animal fazem parte do debate público no bloco e influenciam decisões de compra. Nesse contexto, a comunicação deixa de ser complementar e passa a ser estratégica.

Rua defendeu que a construção de imagem precisa ser sustentada por dados consistentes. “A gente não vai construir uma mensagem a partir de um PowerPoint bonito. Vamos construir mostrando, ao longo do tempo, desconstruindo primeiro uma imagem errônea sobre o Brasil e qualificando esse discurso com dados concretos”, afirmou.

Presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos: “O Brasil precisa assumir a liderança na construção da sua reputação no exterior”

Entre os dados citados está o potencial de recuperação de cerca de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas, área superior ao território de 36 milhões de hectares da Alemanha. A possibilidade de ampliar a produção sem abrir novas áreas agrícolas foi apresentada como um dos principais argumentos para demonstrar que o crescimento do agro brasileiro pode ocorrer com base em eficiência e sustentabilidade.

O presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro, Ricardo Nicodemos, avaliou que o acordo amplia a vitrine internacional do agro e reforça a responsabilidade do setor na construção de imagem. “O Brasil precisa assumir a liderança na construção da sua reputação no exterior. Temos escala, tecnologia e resultados concretos. Transformar isso em narrativa estratégica é essencial para ampliar mercados”, afirmou.

Ao longo do encontro, também foi destacado que o processo de ratificação do acordo ainda depende de trâmites políticos nos países europeus, o que reforça a necessidade de o Brasil manter diálogo técnico e institucional permanente com o bloco.

Fonte: Assessoria ABMRA
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