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Abitrigo garante abastecimento de farinha de trigo no Brasil

Foco dos Moinhos neste momento é garantir o abastecimento de toda a cadeia do trigo

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Cleverson Beje

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (ABITRIGO), encaminhou uma nota nesta segunda-feira (23) garantindo o total abastecimento de trigo para os estabelecimentos brasileiros. De acordo com a entidade, sendo a alimentação uma atividade essencial e indispensável ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, o principal foco dos Moinhos neste momento é garantir o abastecimento de toda a cadeia do trigo – supermercados, atacados, padarias, indústrias de massas, biscoitos, pães industriais e bolos e demais canais de food service

“Estamos preparados para produzir farinha de trigo com toda a segurança alimentar, como sempre o fizemos. Isso permitirá que todos os fabricantes da cadeia de trigo e seus derivados possam cumprir com a importante função de alimentar toda a população”, afirma o presidente-Executivo da ABITRIGO, Rubens Barbosa na nota.

Segundo ele, os estoques de matérias-primas, embalagens e materiais auxiliares estão em nível compatível com as vendas, mesmo que estejam ocorrendo aumentos de venda no curto prazo. O fluxo de recebimento destes materiais continua ocorrendo normalmente.

“As empresas adotaram as melhores práticas divulgadas pelos órgãos de saúde do Brasil e do exterior, de forma a garantir a segurança de seus colaboradores e consumidores. Além do processo de industrialização do trigo ser bastante automatizado e sem intervenção manual, os procedimentos adicionais garantem a segurança alimentar dos nossos produtos. O setor está atento às principais medidas dos governos, de todos os níveis, principalmente nas que se referem ao transporte público – que afeta a movimentação de nossos colaboradores – e na circulação do transporte de cargas, que afeta tanto a distribuição dos produtos finais quanto o abastecimento de matérias-primas e insumos de produção”, diz.

Para isso, explica o presidente na nota, é fundamental que toda a cadeia de fornecimento funcione: fornecedores de trigo, transportadores, fabricantes de embalagens e insumos, infraestrutura de alimentação, serviços e assistência aos caminhoneiros nas estradas e, sobretudo, garantir que nossa mão de obra especializada continue a trabalhar.

Quanto aos trabalhadores do setor, continua, é importante destacar que, a exemplo dos profissionais da saúde, que estão sendo muito necessários e exigidos, nossos colaboradores estão desempenhando seu trabalho de igual valor. Suas funções estão sendo mais importantes ainda para poder continuar a alimentar toda a população.

“Importante ressaltar que 60% do trigo consumido no Brasil é importado e depende do funcionamento normal dos portos brasileiros e estrangeiros.  Além do desafio que a pandemia traz a todos os setores, a grande desvalorização cambial combinada com o aumento do custo de reposição do trigo trazem grandes desafios ao setor. Essa vulnerabilidade em uma área estratégica para a sociedade brasileira tem sido permanentemente superada pela ação da indústria moageira, inclusive com estreito contato com as autoridades governamentais”, comenta.

Dessa forma, conclui, a indústria do trigo vem a público para tranquilizar a sociedade brasileira quanto ao suprimento regular da farinha de trigo para a produção de alimentos básicos do consumo nacional e quanto às cautelas que estão sendo tomadas nas atuais circunstâncias.

Fonte: O Presente Rural com informações da Assessoria
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Notícias Tecnologia

Conceito de One Health esteve em discussão na primeira LIVE técnica do NUCLEOVET

Janice Zanella, da Embrapa, ressaltou importância da união de forças em prol da saúde única em LIVE promovida pelo Nucleovet

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Divulgação

A médica veterinária doutora Janice Zanella, chefe Geral da Embrapa Suínos e Aves, foi a convidada para tratar o tema “One Health, mudanças e oportunidades” na primeira live técnica promovida pelo Nucleovet – Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas, no dia 21 de maio, em seu canal no Youtube. A apresentação online foi mediada pelo médico veterinário Paulo Bennemann, professor e pesquisador da Unoesc Xanxerê, e pela jornalista Eliana Schwarz. A Live que teve a participação do público com perguntas e contribuições de profissionais veterinários sobre o papel da medicina veterinária no controle das zoonoses que contribuem para o conceito de Saúde Única.

Janice, que é PhD. em Virologia Molecular e membro do comitê técnico de programas sanitários de suínos do MAPA e membro de três comitês da OIE, traçou uma cronologia das maiores e mais recentes epidemias mundiais, destacando as enfermidades virais com impactos sanitários e econômicos como SARS, H1N1, PED, MERS, PRRS e finalmente COVID 19. “Entre as doenças emergente no último século, 75% são originarias de animais, como hantavírus, febre amarela, as influenzas, tuberculose entre outras como zicavírus, dengue e peste bubônica, que ainda tem focos na Índia e até nos Estados Unidos. As doenças emergem em todos os continentes”.

“Proteger os animais é proteger o nosso futuro” destacou Janice, sobre a importância do controle das enfermidades em animais e consumo de animais silvestres como alimento (caça) ou animais e companhia, trazendo para perto dos humanos vírus diferentes. A pesquisadora alertou para o volume do transito de pessoas e alimentos ao redor do mundo, com facilidade de cruzar continentes em poucas horas, é um fator facilitador das transmissões.

Sobre a cadeia de produção de proteína, Janice ressaltou o rigor sanitário e a qualidade da proteína animal do Brasil. “Produzimos carne de qualidade, barata e em quantidade”. Esse sistema será cada vez mais essencial num cenário por demanda cada vez maior de proteína animal, principalmente na Ásia, África e América do Sul. “A produção animal é trabalhosa e cara, mas a gente consegue produzir muito e com qualidade”, ressalta.

Por outro lado, a pesquisa veterinária também contribui para mitigar futuros problemas. “Tecnologias aplicadas na reprodução, na microbiologia e virologia, são modelos para muitos estudos em medicações antivirais e antibióticos humanos”, afirmou Janice.

Paulo Bennemann também destacou a importância dos profissionais veterinários em meio à pandemia. “Vivemos um período muito crítico, que pode ter uma interferência futura até na cadeia de produção, como ocorreu nos Estados Unidos com frigoríficos fechando, espero que isso não nos atinja”. Essas situações, argumentou, mostram a importância dos veterinários com relação ao controle da saúde alimentar. Dados mostram que 75% das zoonoses são relacionadas a doenças nos animais. “Isso é prova de que a pesquisa deve ser intensificada, e tudo isso passa pela mão do veterinário com relação à qualidade da proteína animal produzida”.

Para Janice, o próprio conceito de One Health mostra a necessidade dessa interação entre as classes. “Estamos sentindo na carne a necessária integração entre a medicina veterinária e a medicina humana”. Cita ela que, no Brasil, muitos laboratórios veterinários estão dando apoio no diagnóstico molecular da Covid-19. “Na Embrapa Suínos e Aves, temos 15 pessoas trabalhando nisso”. A pedido do Ministério da Saúde, o laboratório da Embrapa dá suporte ao Lacen SC, com análises moleculares do Covid-19 de todo o oeste catarinense. “Neste dia 21 de maio chegamos a mil análises”.

Ainda conforme Janice, faltam insumos, como reagente e IPI’s para dar continuidade ao trabalho. Por isso, ela solicita o apoio de empresas e entidades. “Toda a estrutura da Embrapa tem sido fundamental no suporte à saúde humana. Estamos dando retorno para a sociedade de todo o investimento no laboratório e na capacitação das pessoas”.

Janice Zanella é graduada em medicina veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais. Possui doutorado em virologia molecular pela Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos. Também é pesquisadora da Embrapa na área de virologia, representante do Brasil na OIE em Comitês da Peste Suína Clássica, Peste Suína Africana, Influenza e também junto ao Mapa. Atualmente é chefe da Embrapa Suínos e Aves.

Você pode rever a live na íntegra por aqui.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

Brasil exportará carne bovina e miúdos para Tailândia

País asiático abriu mercado e aprovou a importação dos produtos de cinco frigoríficos brasileiros

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Arquivo/OP Rural

A Tailândia comunicou que abriu seu mercado para carne bovina com osso, carne desossada e miúdos comestíveis de bovino do Brasil. Cinco estabelecimentos frigoríficos foram aprovados, pelo país asiático, a exportar. As plantas frigoríficas estão localizadas nos estados do Pará, de Rondônia, Goiás, de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

“Mais uma boa notícia para o agro brasileiro”, comemorou a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que na semana passada, já havia anunciado a abertura do mercado da Tailândia para os lácteos. Desde janeiro de 2019, mais de 60 mercados externos já foram abertos para os produtos agropecuários brasileiros. “Mais de 700 habilitações já foram feitas para os produtos do nosso agro brasileiro”, acrescentou a ministra.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Orlando Leite, ressalta que a abertura desse mercado de carne bovina e derivados tem potencial de US$ 100 milhões nos próximos anos.

O processo de negociação teve início em 2015 com intensas conversas entre o Mapa e o Departamento de Desenvolvimento da Pecuária e o Ministério da Agricultura e Cooperativas do país do sudeste asiático. Recentemente, o secretário adjunto Flavio Bettarello esteve, por duas ocasiões, naquele país com as autoridades da área agropecuária.

Em 2019, a Tailândia importou de todo o mundo cerca de US$ 90 milhões em carne bovina. A Austrália participou da metade desse valor. Austrália e Tailândia têm um acordo de livre-comércio (em conjunto com a Nova Zelândia e os demais países da Asena – grupo de países que a Tailândia faz parte) que isenta as tarifas para as exportações australianas desde o início de 2020 (50% para carne bovina em geral e 30% para miúdos de bovino).

Abertura de mercados

De janeiro de 2019 até agora, o Brasil já conquistou a abertura de mais de 60 mercados para produtos agropecuários. Entre os produtos para exportação estão castanha-de-baru para Coreia do Sul, melão para China (primeira fruta brasileira para o país asiático), gergelim para a Índia, castanha-do-Brasil ( castanha-do-Pará) para Arábia Saudita e material genético avícola para diversos países.

As exportações do agronegócio atingiram valor recorde em abril, ultrapassando pela primeira vez a barreira de US$ 10 bilhões no mês. O recorde anterior das vendas externas neste mês ocorreu em abril de 2013, quando as exportações somaram US$ 9,65 bilhões. O valor no mês passado (US$ 10,22 bilhões) foi 25% superior em comparação a abril de 2019 (US$ 8,18 bilhões).

Fonte: MAPA
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Notícias Mercado

China amplia importações de soja junto ao Brasil em abril em 2,6%

A China, maior comprador global de soja, importou 5,939 milhões de toneladas da oleaginosa do Brasil em abril

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Ivan Bueno/APPA

As importações chinesas de soja junto a seu principal fornecedor, o Brasil, aumentaram em 2,6% em abril na comparação com mesmo período do ano passado, segundo dados de alfândega, à medida que cargas atrasadas pelo clima desfavorável no país da América do Sul começaram a chegar aos portos.

A China, maior comprador global de soja, importou 5,939 milhões de toneladas da oleaginosa do Brasil em abril, ante 5,786 milhões de toneladas no ano passado, de acordo com os dados da Administração Geral de Alfândegas na noite de segunda-feira (25), que detalham origens e destinos de embarques de commodities.

As importações junto ao Brasil em abril foram quase o triplo do verificado em março, de 2,099 milhões de toneladas, quando os embarques foram atrapalhados por pesadas chuvas. As importações totais de soja pela China no mês caíram em 12% na comparação anual, para 6,714 milhões de toneladas, segundo dados divulgados anteriormente.

Os estoques de soja e farelo de soja da China caíram para mínimas históricas como resultado do atraso nos embarques, forçando alguns processadores de soja a reduzir produção. A escassez de oferta começou a ter alívio na segunda metade de abril, com a chegada de mais carregamentos do Brasil.

Os desembarques de soja na China em maio, junho e julho deve alcançar 9 milhões de toneladas por mês, bem acima dos níveis normais, com a maior parte proveniente do Brasil, pressionando os preços do farelo de soja e as margens de esmagamento. A China comprou 665.591 toneladas de soja dos Estados Unidos em abril e foi o segundo maior fornecedor, mas o volume caiu 62% na comparação com mesmo mês do ano passado (1,75 milhão de toneladas).

A China agendou carregamentos de soja dos EUA em diversas rodadas de compras, a maior parte para entrega nos próximos meses, após os dois países terem assinado um acordo comercial de Fase 1 em janeiro, sob o qual o governo chinês se comprometeu a aumentar compras de produtos agrícolas dos EUA.

A China tem pedido que importadores estatais e privados aumentem seus suprimentos de culturas incluindo soja em preparação para eventuais problemas na cadeia de suprimento global devido ao coronavírus. Os EUA e o Brasil estão entre os países mais duramente impactados pelo vírus.

Fonte: Reuters
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