Suínos
Abipecs elege Rui Vargas para sua presidência
A
Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína
(Abipecs) elegeu o novo Conselho Diretor para o biênio 2013-2015. Pedro de
Camargo Neto deixa a presidência executiva da entidade e assume, no lugar, Rui
Vargas, diretor de Mercado Externo da Abipecs desde março de 2005.
O
novo presidente da Abipecs é médico veterinário formado pela Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ocupou cargos no Ministério da
Agricultura desde 1977. Foi secretário substituto de Defesa Agropecuária da
Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa (2000-2004); diretor do Departamento
de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) – (2000 e 2004); chefe da Divisão de
Controle do Comércio Internacional do Dipoa (1998-2000).
Na
composição do conselho, assumem ainda Leomar Luiz Somensi, da Aurora, como
Coordenador; Wilson Mello Neto, da Brasil Foods, Clever Pirola Ávila, da
Marfrig Group; Carlos Lee, da Alibem; Júlio César Franzói, da Pamplona; Luiz
Carlos Mendes Costa, da Pif Paf; e Carlos Alberto de Figueiredo Freitas, da
Cosuel.
Segundo
nota encaminhada pela entidade, Pedro de Camargo Neto, que presidiu a Abipecs
por oito anos, "solicitou seu desligamento por entender que cumpriu o
desafio que o havia levado a aceitar o cargo". A abertura dos mercados
norte-americano e japonês coloca a qualificação sanitária da carne suína em
outro patamar, diz. Agora será permanente a rotina da manutenção do status
obtido e da continuidade dos processos nos mercados que ainda faltam. O
desafio, porém, está concluído. Ações de rotina não me atraem neste momento,
acrescenta Pedro de Camargo Neto.
Foi
um período gratificante da minha vida profissional e agradeço à indústria de
carne suína pelo convite. Saio em um bom momento. 2013 talvez seja um dos
melhores anos do setor. Mercado interno muito firme, exportações em alta,
equilíbrio financeiro das empresas e dos produtores. A hora de sair é na
alta!,afirma.

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
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