Notícias
Abiove atualiza projeções para complexo da soja em 2025
Produção de soja se manteve em 171,7 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento teve um leve aumento de 0,7% e deverá atingir 57,5 milhões de toneladas.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou sua nova projeção para o balanço de oferta e demanda do complexo da soja em 2025, apresentando números recordes. A produção de soja se manteve em 171,7 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento teve um leve aumento de 0,7% e deverá atingir 57,5 milhões de toneladas. A produção de farelo e óleo de soja permaneceram estáveis, devendo alcançar, respectivamente, 44,1 milhões de toneladas e 11,4 milhões de toneladas.

Foto: Cláudio Neves Portos
No campo das exportações, as projeções permanecem estáveis, confirmando os novos patamares históricos previstos, ou seja, com a expectativa de 106,1 milhões de toneladas de grãos exportados. O farelo de soja deve registrar exportações de 23,6 milhões de toneladas, um aumento de 3,1%, enquanto o óleo de soja deverá exportar cerca de 1,1 milhão de toneladas, apontando para um crescimento de 4,8%. Além disso, espera-se um aumento nas importações de óleo de soja, que devem atingir 200 mil toneladas, enquanto as importações de soja devem somar 500 mil toneladas para suplementar o mercado interno.
Atualizações do complexo da soja em 2024
Os dados consolidados até dezembro de 2024 indicam resultados positivos para o setor. A produção de soja no ciclo se manteve estável com 153,5 milhões de toneladas.
O esmagamento projetado, no entanto, foi revisado positivamente para 55,4 milhões de toneladas, um aumento de 0,7%. Isso pode ser explicado, pois a produção de biodiesel impulsionou o esmagamento da soja, elevando a oferta de óleo no mercado.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
O esmagamento da soja, para atender ao biodiesel, também resulta em maior produção de farelo, essencial para a cadeia de proteína animal, seja para exportação ou consumo interno. Assim sendo, a produção de farelo de soja acompanha a elevação do esmagamento e apresenta crescimento de 0,7%, totalizando 42,8 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja deverá crescer 0,5%, alcançando 11,1 milhões de toneladas. Esse aumento na oferta de farelo de soja, passa a atuar como um indutor da oferta de alimento.
No que diz respeito ao processamento mensal, em dezembro de 2024, o volume processado foi de 4,2 milhões de toneladas, um aumento de 1,8% em relação a novembro, além de ter crescido 8,2% na comparação com dezembro de 2023, quando ajustado pelo percentual amostral de 90,6%. No acumulado do ano, o processamento cresceu 2,3% frente ao mesmo período de 2023, considerando os ajustes.


Notícias
Senado amplia debate sobre nova Lei do Trabalho Rural e regras para voos na Amazônia
Comissão de Infraestrutura aprovou audiências públicas para discutir propostas que tratam das relações de trabalho no campo e da operação de empresas estrangeiras na aviação regional.

A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou a realização de audiências públicas para discutir dois projetos que podem alterar as regras do trabalho rural e do transporte aéreo na Amazônia Legal. As datas dos debates ainda não foram definidas.
Um dos temas é o Projeto de Lei 4.812/2025, que propõe uma nova Lei do Trabalho Rural. A matéria estabelece normas específicas para as relações individuais e coletivas de trabalho nas atividades agropecuárias e cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural.

Foto: Freepik
O pedido para realização da audiência foi apresentado pelo senador Weverton (PDT-MA). Segundo o parlamentar, o texto foi ampliado durante a tramitação na Comissão de Agricultura (CRA), passando a incluir medidas relacionadas à qualificação profissional, inovação tecnológica, saúde e segurança dos trabalhadores rurais e sustentabilidade da produção.
Na avaliação de Weverton, as mudanças ampliaram o alcance da proposta e justificam um debate mais aprofundado na Comissão de Infraestrutura antes da continuidade da tramitação.
Aviação na Amazônia
A comissão também promoverá uma audiência pública sobre o substitutivo da Câmara ao Projeto de Lei 4.715/2023, que autoriza, em determinadas situações, empresas estrangeiras a operar voos domésticos na Amazônia Legal.
O requerimento foi apresentado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que argumenta haver preocupação do setor aéreo brasileiro com os possíveis efeitos da medida.
Segundo o senador, representantes das empresas nacionais afirmam que a abertura do mercado pode ampliar a concorrência com companhias internacionais de maior porte, além de provocar impactos sobre as relações de trabalho e a competitividade das empresas brasileiras, que estão sujeitas a custos tributários não aplicados às concorrentes estrangeiras.
Os dois projetos permanecem em análise no Senado e serão debatidos antes da votação na Comissão de Infraestrutura.
Notícias
Ritmo da colheita influencia preços do milho no mercado interno
Compradores reforçam estoques, enquanto produtores paulistas seguem retraídos à espera do avanço da segunda safra para ampliar as negociações.

Os preços do milho seguem com comportamentos diferentes entre as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com o centro de pesquisas, as cotações avançaram em algumas praças devido à retração de vendedores e ao ritmo ainda lento da colheita da segunda safra. Já nas regiões produtoras, os preços recuaram com o avanço dos trabalhos no campo.
O Cepea informa que parte dos compradores continua atenta às oportunidades de negociação, enquanto outros intensificaram as aquisições no início da semana passada, oferecendo preços firmes para manter os estoques abastecidos.
Apesar desse movimento, muitos consumidores aguardam o aumento da oferta de milho nas próximas semanas, com a expectativa de queda nas cotações no mercado interno. Do lado dos vendedores, produtores paulistas seguem retraídos e preferem esperar o avanço da colheita da segunda safra antes de negociar volumes maiores.
Notícias
Projeto prevê porte de arma para auditores fiscais agropecuários e reconhece atividade como de risco
Proposta em análise na Câmara estabelece novos protocolos de segurança para fiscais federais e condiciona autorização ao cumprimento de requisitos legais.

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe reconhecer como atividade de risco o trabalho dos auditores fiscais federais agropecuários e autorizar o porte de arma de fogo para esses servidores, tanto durante o expediente quanto fora do serviço.
O Projeto de Lei 1.248/2026 altera a Lei nº 10.883/2004, que trata da carreira dos auditores fiscais agropecuários, e o Estatuto do Desarmamento.

Foto: Divulgação/Anffa Sindical
Pela proposta, a autorização para o porte de arma ficará condicionada ao cumprimento dos requisitos técnicos e psicológicos previstos na legislação e em regulamentação específica.
O texto também determina que o Poder Executivo estabeleça protocolos de segurança para atividades de fiscalização consideradas de maior risco.
Autor da proposta, o deputado Capitão Alden (PL-BA) argumenta que a medida busca adequar a legislação às condições enfrentadas pelos auditores fiscais durante o exercício da função.
Segundo o parlamentar, esses profissionais atuam na fiscalização, inspeção e controle de produtos agropecuários, além de participar de ações de combate a ilícitos administrativos e econômicos.
Tramitação
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Se aprovado nas comissões, o texto seguirá para votação na Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado Federal antes de eventual sanção presidencial.




