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ABIEC registra recorde histórico de negócios na Anuga 2025
Negociações imediatas somaram US$ 847,2 milhões e expectativa para os próximos 12 meses chega a US$ 7 bilhões, alta de 150% sobre a última edição.

A participação da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) na Anuga 2025, em Colônia, consolidou-se como a mais expressiva da história da entidade na principal feira de alimentos e bebidas do mundo. De acordo com levantamento junto às empresas participantes, os negócios imediatos somaram US$ 847,2 milhões, enquanto a expectativa para os próximos 12 meses alcança US$ 7 bilhões, um crescimento de cerca de 150% em relação à edição de 2023. A ABIEC esteve presente em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), à frente do estande do projeto Brazilian Beef, vitrine da carne bovina nacional no mercado mundial.
Na edição anterior, as negociações imediatas totalizaram aproximadamente US$ 340 milhões, com projeção de US$ 2,8 bilhões para o ano seguinte. A expansão reflete o impacto da presença ampliada do pavilhão Brazilian Beef, que reuniu quase o dobro de empresas associadas em relação à última edição, totalizando cerca de 30 exportadoras em um espaço renovado, com área de degustação, ambiente de negócios e o tradicional restaurante temático da carne bovina brasileira.
Os estandes das empresas associadas permaneceram lotados durante todos os dias de feira, em meio a uma intensa agenda de reuniões e negociações com compradores internacionais, reforçando o interesse global pela carne bovina brasileira e o papel do Brasil como principal fornecedor mundial do produto.
O restaurante Brazilian Beef, conduzido pelo Barbacoa, foi um dos grandes destaques da Anuga, recebendo cerca de 5 mil visitantes por dia. Durante os cinco dias de evento, foram servidos em média 300 quilos de carne bovina e 550 caipirinhas brasileiras diariamente. O espaço se consolidou como ponto de encontro entre empresários, autoridades e importadores de diversos países, promovendo a imagem do Brasil como produtor de uma carne de alta qualidade, sustentável e segura.
Ao longo da feira, a ABIEC promoveu encontros bilaterais, reuniões com importadores e representantes do varejo europeu, além de recepcionar delegações de diferentes continentes interessadas em ampliar o relacionamento comercial com o Brasil. Além da participação do presidente da entidade, Roberto Perosa, a missão contou ainda com a presença do diretor de Assuntos Estratégicos da Associação, Julio Ramos.
Durante a cerimônia de abertura do estande do Brazilian Beef, estiveram presentes o embaixador do Brasil na Alemanha, Rodrigo Baena Soares, a prefeita de Colônia, Henriette Reker, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua, o gerente de Agronegócios da ApexBrasil, André Müller, e o presidente do Conselho da ABIEC, Renato Costa, entre diversas outras autoridades, parceiros e representantes do setor.
Para o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, os resultados refletem o momento favorável do setor e o reconhecimento crescente do produto brasileiro. “A Anuga 2025 mostrou a força da carne bovina do Brasil e a confiança dos compradores internacionais. Triplicamos o potencial de negócios, consolidamos parcerias e abrimos novas frentes comerciais que vão gerar resultados concretos para toda a cadeia produtiva ao longo dos próximos meses.”
Ainda segundo Perosa, a participação da ABIEC na Anuga reforça o sucesso das ações do projeto setorial Brazilian Beef, desenvolvido em parceria com a ApexBrasil, que há mais de duas décadas promove a imagem da carne bovina brasileira e fortalece sua presença em mercados estratégicos em todo o mundo.
Segundo a organização da Anuga, a edição de 2025 reuniu mais de 145 mil visitantes profissionais de 190 países e mais de 8 mil expositores de 110 nações.

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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.





