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Rodrigo Capella

Abertura de novos mercados e outros pontos importantes

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Alguns pontos do plano de governo de Bolsonaro para o agronegócio merecem nossa análise e – até mesmo – atenção. São eles: segurança no campo, logística de transporte e armazenamento, diversificação, políticas específicas para consolidar e abrir novos mercados externos, e uma só porta para atender as demandas do agronegócio e do setor rural.

A segurança no campo é uma das maiores preocupações dos produtores rurais. Com frequência, visito fazendas e converso com produtores. Este tema é destacado nos primeiros minutos de conversa. Ouço frases como “roubaram o meu gado no mês passado”, “não me sinto seguro aqui no campo”, ou ainda “já tive uma propriedade produtiva invadida”.

A logística de transporte e armazenamento é um tema tão complexo quanto a segurança no campo. Nos dois casos, é necessário implementar ações emergenciais, como munir os profissionais de policiamento com conhecimento e equipamentos necessários e implementar um sistema multimodal, com rodovias para o transporte de curtas distâncias, e ferrovias e hidrovias para longas distâncias.

Sobre a diversificação, ela é necessária em vários níveis, desde o estimulo à rotação de cultura até as múltiplas possibilidades de créditos agrícolas, valorizando o nosso agronegócio em sua amplitude.

Em relação às políticas específicas para consolidar e abrir novos mercados externos, é importante focarmos em Israel (que demonstrou ter alta produtividade agrícola em condições adversas, como no deserto) e na Espanha (referência em fruta, apesar de não ter boas condições climáticas, como temos no Brasil).

Estas políticas precisam também fomentar o intercâmbio de tecnologia, beneficiando todo o ecossistema rural e contemplando os anseios das novas gerações de agropecuaristas, adaptadas em obter as melhores respostas no menor tempo necessário.

Neste contexto, a proposta de uma só porta para atender as demandas do agronegócio e do setor rural pode ser o grande desafio para o futuro governo. Com características e complexidades diversas, esta porta precisa ser ampla e entender que os agropecuaristas brasileiros têm necessidades distintas. Contemplá-las será uma grande ciência.

Caso consiga implementar, com cautela, presteza e verdadeira eficiência, estes pontos importantes do plano, o próximo governo poderá – em pouco tempo – colocar o agronegócio brasileiro em outro patamar. A FAO, por exemplo, estima que teremos mais de 9 bilhões de habitantes em 2050. Eles precisarão ser alimentados. Esse não é um grande estímulo para o nosso agronegócio?

Fonte: Por Rodrigo Capella
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Rodrigo Capella Opinião

Quais as reais prioridades do Ministério da Agricultura?

Se definir o agronegócio já é um quebra-cabeças, imagine, então, elencar as principais prioridades deste setor

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Artigo escrito por Rodrigo Capella, influenciador digital do agronegócio, palestrante, consultor e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing

O Agronegócio é cada vez mais complexo. Nossos parâmetros, novas tecnologias e nossas diretrizes tornam a essência desta fundamental atividade totalmente desafiadora.

Se definir o agronegócio já é um quebra-cabeças, imagine, então, elencar as principais prioridades deste setor, que é o motor da economia brasileira. Sim, sem o agro, não se tem o Brasil. Simples assim.

Atrás de uma resposta, encarnei alguns aspectos do detetive Sherlock Holmes e fui conversar com alguns personagens do nosso agronegócio: indústrias, agricultores e associações.

De todos, ouvi importantes temas, que vão desde ações com foco no fortalecimento do cooperativismo até maior valorização dos produtos brasileiros no exterior, principalmente das frutas. Também relataram a necessidade de o Ministério promover, com mais ênfase, intercâmbios e impulsionar incansavelmente a pesquisa em campo.

Com o objetivo de ampliar a busca por pistas, fui conversar com Tereza Cristina, Ministra da Agricultura. Ela me contou: “As prioridades são muitas, entre elas ter uma única agricultura. Nós recebemos no Ministério várias outras secretarias especiais e juntamos todas”.

Esta frase está em total sintonia com as observações pontuadas pelos agentes do agro. A união dos vários aspectos impulsiona a exportação, fortalece as cooperativas, intensifica a análise e reforça a necessidade de troca contínua e produtiva de experiências.

Durante nossa prosa, a Ministra destacou também os programas que o Ministério está fazendo para fomentar a agricultura familiar. Considero esta iniciativa de suma importância, uma vez que as pequenas propriedades são a base sólida de nosso agronegócio.

Depois de alguns minutos, nossa conversa chegou ao fim. Neste momento, Tereza me disse: “Depois, você vai lá no Ministério para eu te contar tudo”.

Convite aceito. Irei sim. Mas, antes, deixo aqui algumas sugestões de prioridades: a) combater com grande ênfase as sementes piratas; b) proibir a utilização de antibiótico na pecuária como promotor de crescimento; e c) criação de um projeto sólido e frequente que ajude a disseminação da tecnologia no campo.

Acredito que estes pontos irão fortalecer ainda mais o nosso agronegócio e contribuirão para que a produção brasileira, em suas várias esferas, seja cada vez mais assertiva, rentável e valorizada.

Fonte: Assessoria
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Rodrigo Capella Opinião

Marketing internacional do nosso agronegócio

Esta boa imagem que muitos produtores de outros países têm do Brasil é, sem dúvida, o melhor marketing, o mais natural, o mais efetivo, o mais certeiro

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Artigo escrito por Rodrigo Capella,  influenciador digital do agronegócio, palestrante, consultor e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing

Engana-se quem pensa que o marketing internacional do nosso agronegócio não é forte. É forte sim, e esta força se deve, principalmente, à qualidade de nossos produtos, mas também aos resultados alcançados em campo, ao interesse dos produtores em se transformarem em gestores e também a constante adesão do homem do campo a novas tecnologias.

Confesso que eu tinha uma leve noção sobre este contexto, baseada em viagens, prosas com produtores e conversas com profissionais de empresas agro e de associações. Mas, minha ida a última Agrishow, evento tradicional do setor, foi decisiva na minha análise sobre o marketing internacional do nosso agronegócio.

Um produtor do Chile me contou que estava interessado em soluções com foco em energia solar. Ele ressaltou que obteve muitas informações sobre as tecnologias brasileiras e que elas de fato reduzem os custos com energia.

Estudo do IPEA aponta um cenário interessante: em apenas dois anos, o número de instalações de painéis solares no Brasil aumentou mais de 560%. No agronegócio, também é possível identificar um aumento representativo. Se antigamente somente grandes grupos do setor utilizavam tal tecnologia; hoje, médios produtores estão aderindo a painéis solares.

Já um produtor da Argentina destacou o seu interesse em conhecer balanças fabricadas no Brasil, com o objetivo de ganhar ainda mais agilidade no seu dia a dia, na fazenda.

Levantamento da Scot Consultoria talvez ajude a explicar este interesse. O estudo aponta que o Brasil exportou 810 mil cabeças de bovinos vivos em 2018, ou seja, cerca de 100% a mais do que no ano anterior.

Esta boa imagem que muitos produtores de outros países têm do Brasil é, sem dúvida, o melhor marketing, o mais natural, o mais efetivo, o mais certeiro. Manter esta percepção de agronegócio referência será um desafio, não somente para os produtores rurais brasileiros, mas para o governo e outros personagens do ecossistema, já que, como sabemos, marketing envolve contexto, e não – como ocorre na maior parte das vezes – somente de ações isoladas de heróis espalhados pelos campos brasileiros.

Fonte: Assessoria
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Rodrigo Capella Opinião

O Agronegócio e o Marketing de Experiência

Agricultor tem a oportunidade de utilizar a tecnologia, conhecendo toda a sua complexidade, sem precisar comprar o produto

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Artigo escrito por Rodrigo Capella, influenciador digital do agronegócio, palestrante, consultor e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing

As novas gerações de produtores rurais têm contribuído para mudanças significativas na relação entre as empresas de agronegócio e o público.

Antigamente, em um evento do setor, a maior parte das interações se limitava a proporcionar a entrada do visitante em uma cabine de máquina agrícola, ou a entrega de brindes com os logotipos das marcas, como bonés, canetas e chaveiros.

Nos últimos anos, esta interação com o público, durante os eventos, ganhou dinamismo, principalmente porque:

a) muitas empresas tradicionais (aquelas que têm muitos anos de atuação no setor) começaram a destinar parte de seus estandes para a demonstração de tecnologias. Em meio a máquinas já consagradas, visitantes puderam conhecer softwares e tirar dúvidas sobre inovações complementares ao maquinário;

e b) inúmeras startups de agronegócio se destacaram no segmento e começaram a participar dos principais eventos do setor, com demonstrações de tecnologias para os vários segmentos do agro, como gestão de fazenda, agricultura de precisão etc.

Estas experiências agradaram as novas gerações de produtores rurais, interessadas em conhecer em tempo real e, nos mínimos detalhes, os diferenciais das soluções apresentadas.

Na última Agrishow, tradicional evento do setor, evidenciei de perto este cenário. Produtores rurais, de vários Estados brasileiros e também de diferentes países, lotaram estandes de empresas que apresentavam inovações relacionadas a monitoramento de máquina, acompanhamento de safra etc.

Esse é o real marketing de experiência no agronegócio. O agricultor tem a oportunidade de utilizar a tecnologia, conhecendo toda a sua complexidade, sem precisar comprar o produto.

Neste contexto, aliás, a compra, quando realizada, é uma continuidade natural do marketing e não o objetivo central.

Fonte: Assessoria
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