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Abertas inscrições para Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite
Estão abertas as inscrições online para o XI Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite, marcado para os dia 08, 09 e 10 de novembro em Chapecó-SC. As inscrições podem ser realizadas no site www.nucleovet.com.br, com valores diferenciados para
Com palestrantes de renome nacional e internacional, o evento técnico é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas. Empresários, pesquisadores, estudantes e profissionais da cadeia leiteira compõe o público alvo. Destaque para pesquisadores de grandes universidades com tradição em pesquisas aplicadas à bovinocultura de leite como Universidade Guelph/Canadá, de onde vem o palestrante Dr. Eduardo Sousa especialista em reprodução de ruminantes para falar sobre “Estratégias para otimizar eficiência reprodutiva dos rebanhos leiteiros”; da Universidade Illinois/EUA , Dr. Fábio Lima vai falar sobre “Impacto dos principais distúrbios metabólicos e estratégias para maximizar a produção e saúde na fase de transição”, o palestrante é especializado em manejo reprodutivo , fisiologia, biologia e microbiologia uterina e as interações entre reprodução, nutrição, saúde e imunologia em bovinos.
Para apresentar os mais recentes avanços em estresse térmico e os impactos na produção e estratégias de manejo e nutricão para minimizá-los, a palestrante convidada é Emilien Dupuis (CCPA Group/França). (veja programação completa abaixo).
O Presidente do Nucleovet, Luis Carlos Peruzzo destaca que a instituição, em conjunto com a cadeia produtiva agropecuária construiu uma sólida tradição em torno dos encontros técnicos, discutindo temas e apresentando tecnologias de interesse do setor. “O Nucleovet contribuiu significativamente com a formação continuada e o acesso às mais avançadas pesquisas e qualificados pesquisadores, sempre em parceria com a agroindústria, instituições de pesquisa e universidades”. Com eventos voltados para as cadeias de aves e suínos já consolidados, o Nucleovet adota o mesmo formato para o Simpósio de Bovinocultura de Leite.
Inscrições
O investimento na inscrição é de R$ 350 para profissionais e R$ 250,00 para estudantes. A partir do dia 20 de outubro, o valor passa a R$ 380,00 para profissionais e R$ 270,00 para estudantes. Em 03 de novembro os valores serão alterados para R$ 450,00 e R$ 350,00, respectivamente. O acesso a I Milk Fair é gratuito.
Inscreva-se no site: www.nucleovet.com.br
Confira a Programação Científica do Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite
08 de novembro
14h – Manejo Eficiente de Pastagens Tropicais para o Sul do Brasil. Palestrante: Jean Mezzalira (SIA);
14h50min – Integração Lavoura/Pecuária e seus efeitos na sustentabilidade da Produção Leiteira. Palestrante: Paulo Adami (UTFPR);
15h35min – Sistema SilviPastoril para o Sul do Brasil. Palestrante: Carlos Renato Tavares de Castro (Embrapa Gado Leite);
16h50min – Panorama do Mercado Lácteo Brasileiro e Mundial. Palestrante: Rabobank;
18h – Abertura oficial e palestra;
09 de novembro
8h – Impacto da Nutrição de Precisão na Eficiência e Rentabilidade da Propriedade Leiteira. Palestrante: Alexandre Pedroso, engenheiro agrônomo e consultor técnico;
9h – Uso de Óleos Essenciais na alimentação de Bovinos Leiteiros. Palestrante: Dr. Rafael Canonenco de Araújo;
10h30min – Estratégias para otimizar eficiência reprodutiva dos rebanhos leiteiros. Palestrante: Eduardo Sousa (Universidade Guelph/Canadá);
11h30min – Instalações em Compost Barn – Desvendando Mitos e Atualizando Conceitos. Palestrante: Adriano Seddon (Alcance Rural Consultoria);
14h – Estresse Térmico: Impactos na Produção e Estratégias de Manejo e Nutricão para minimizá-lo. Palestrante: Emilien Dupuis (CCPA Group/França);
15h – Impacto dos principais distúrbios metabólicos e estratégias para maximizar a produção e saúde na fase de transição. Palestrante: Fábio Lima (Universidade Ullinois/EUA);
16h30min – Eventos Paralelos;
10 de novembro
8h – Uso da Genômica como Ferramenta para Melhoramento Genético. Palestrante: Ricardo Ventura (BIO, Universidade de Guelph, USP/FZEA);
9h – Principais afecções de casco, seus impactos e medidas de controle. Palestrante: Arturo Gomes (Zinpro/Portugal);
10h30min; Atualizações e Últimas tendências no controle e tratamento de mastites. Palestrante: Marcos Veiga Santos (USP);
11h30min – Sanidade Ruminal e sua Influência na Composição e Qualidade do Leite. Palestrante: Bolívar Faria (Rehagro).
Fonte: Ass. de Imprensa

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Clima e retração de compradores travam mercado e interrompem queda do milho no Brasil
Mesmo com avanço da colheita da segunda safra, preocupação com baixas temperaturas e postura cautelosa da demanda reduzem ritmo de negócios e freiam recuo das cotações em parte das praças acompanhadas pelo Cepea.

O movimento de queda nas cotações do milho, que vinha sendo pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra, perdeu força e foi parcialmente interrompido em diferentes praças acompanhadas pelo Cepea.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado passou a operar sob influência de dois fatores simultâneos: de um lado, o progresso da colheita ampliando a oferta; de outro, o clima mais frio em algumas regiões do país, que acendeu um sinal de alerta entre produtores quanto a possíveis impactos sobre o desenvolvimento das lavouras ainda em campo.
Apesar disso, o ritmo de negócios segue limitado pela postura cautelosa dos compradores. Muitos agentes relatam estar abastecidos no curto e médio prazos, o que reduz a necessidade imediata de novas aquisições e mantém a liquidez baixa no mercado físico.
Esse desequilíbrio entre oferta crescente e demanda enfraquecida ajuda a explicar a perda de fôlego na tendência de baixa, resultando em estabilidade ou leves oscilações de preços em parte das regiões monitoradas.
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Brasil vê disputa tarifária com os EUA influenciada pelo cenário eleitoral de 2026
Negociadores tentam evitar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, mas avaliam que o impasse vai além da relação comercial e ganhou dimensão política.

As negociações entre Brasil e Estados Unidos para evitar a aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros ganharam um componente político na avaliação do governo brasileiro. Integrantes da equipe que conduz as tratativas consideram que a discussão deixou de ser exclusivamente comercial e passou a ser influenciada pelo cenário eleitoral brasileiro de 2026.

Foto: Claudio Neves
O governo brasileiro tenta convencer Washington de que um acordo bilateral é mais vantajoso para os dois países do que a adoção das novas tarifas, recomendadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
Na última semana, o Ministério das Relações Exteriores afirmou, em publicação nas redes sociais, que o tarifaço “tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na Justiça brasileira”. Segundo o Itamaraty, o Brasil continua utilizando os canais diplomáticos para demonstrar que suas políticas comerciais não prejudicam as relações econômicas com os Estados Unidos.
As negociações seguem até 15 de julho, prazo previsto para que o governo norte-americano decida se manterá ou não as tarifas. Até lá, representantes dos dois países têm uma agenda de reuniões na tentativa de chegar a um entendimento.
Apesar de considerar um acordo possível, integrantes do governo reconhecem que a negociação é complexa. A avaliação em Brasília é que a proximidade da eleição presidencial brasileira pode dificultar uma solução rápida, já que um entendimento poderia ser interpretado como um gesto favorável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Esse diagnóstico se apoia também na estratégia internacional adotada pelo presidente Donald Trump. A nova política de segurança nacional dos Estados Unidos, divulgada em dezembro de 2025,

Foto: Claudio Neves
estabelece como prioridade ampliar a influência de Washington na América Latina e reduzir o espaço de atuação de potências extrarregionais, como a China.
Na mesma direção, Trump compartilhou nesta semana um artigo que classifica a eleição presidencial brasileira de 2026 como um dos principais testes da política externa norte-americana na América Latina. O texto, reproduzido pelo presidente americano, afirma que uma derrota de Lula atenderia aos interesses estratégicos da Casa Branca.
No debate político interno, o vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que afirmou manter interlocução com autoridades americanas sobre o tema. “Na realidade, são maus brasileiros que trabalharam contra o Brasil e agora estão tentando

Foto: Claudio Neves
remediar o que foi feito”, disse Alckmin após participar de um evento sobre o acordo Mercosul-União Europeia, em São Paulo.
Como surgiu o impasse
A proposta de impor tarifas adicionais ao Brasil é resultado de uma investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O governo americano alega que o Brasil adota práticas consideradas desleais, incluindo medidas que, segundo Washington, prejudicariam empresas norte-americanas de meios de pagamento.
O governo brasileiro contesta essa avaliação. Sustenta que as acusações não têm fundamento, classifica a decisão como uma tentativa de ingerência em assuntos internos e argumenta que a medida representa uma ação protecionista unilateral.
Brasília também afirma que o argumento comercial não se sustenta. Segundo o governo, a tarifa média aplicada pelo Brasil às importações provenientes dos Estados Unidos é de 2,7%, percentual que, na avaliação brasileira, não justificaria a imposição das sobretaxas propostas por Washington.
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Brasil abre escritório da Receita na China para destravar comércio com seu maior parceiro
Nova representação em Pequim busca reduzir entraves nas exportações e importações, aproximar as regras aduaneiras e fortalecer o combate a fraudes no comércio bilateral.

O governo brasileiro abriu na última sexta-feira (26), em Pequim, a primeira representação permanente da Receita Federal na China, em uma iniciativa voltada a facilitar o comércio com o principal parceiro comercial do Brasil. A nova Adidância Tributária e Aduaneira terá a missão de reduzir entraves burocráticos, estreitar a cooperação entre os dois países e apoiar empresas que atuam no mercado chinês.

Foto: Beto Barata/Agência Brasil
A unidade foi inaugurada pelo ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, durante missão oficial à China. O escritório será o quinto do tipo mantido pelo Brasil no exterior e funcionará vinculado à Receita Federal.
Na prática, a representação atuará como um canal técnico entre as autoridades tributárias e aduaneiras brasileiras e chinesas. O objetivo é dar mais previsibilidade às operações de comércio exterior, acelerar procedimentos de importação e exportação e facilitar a solução de problemas que hoje dificultam os negócios entre os dois países.
A China ocupa, desde 2009, a posição de principal parceiro comercial do Brasil. O intercâmbio entre os dois países supera US$ 150 bilhões por ano, impulsionado principalmente pelas exportações brasileiras de soja, minério de ferro e petróleo.
Segundo o governo, a presença permanente de um auditor-fiscal em Pequim permitirá que empresas brasileiras compreendam melhor as regras locais e enfrentem

Foto: Divulgação/MF
com mais rapidez questões relacionadas a tributos, alfândega e exigências regulatórias.
A atuação da nova unidade também será voltada ao fortalecimento da cooperação entre os órgãos fiscais dos dois países. Estão previstos intercâmbio de informações, integração de processos digitais e troca de especialistas, com foco tanto na facilitação do comércio quanto no combate a práticas ilegais.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a aproximação com as autoridades chinesas deve aumentar a eficiência no enfrentamento à evasão fiscal, ao contrabando e a outras fraudes que afetam o comércio internacional.
Além da agenda voltada ao comércio exterior, a missão brasileira na China também busca atrair investimentos para projetos ligados à transição energética e à inovação. Entre as áreas consideradas prioritárias estão energia limpa, minerais estratégicos, inteligência artificial, produção de baterias e descarbonização industrial. “A presença permanente na China permitirá maior aproximação entre as administrações tributárias e aduaneiras dos dois países, reduzindo entraves burocráticos e fortalecendo o comércio bilateral”, informou o Ministério da Fazenda.
Com a inauguração da unidade em Pequim, o Brasil passa a contar com cinco adidâncias tributárias e aduaneiras no exterior. As demais estão instaladas em Washington, Buenos Aires, Assunção e Montevidéu.
