Bovinos / Grãos / Máquinas
Abertas inscrições ao 3º Congresso Internacional de Girolando
Evento acontece de 12 a 14 de novembro, no Center Convention, em Uberlândia (MG).

As inovações da pecuária leiteira serão apresentadas durante o 3º Congresso Internacional de Girolando, agendado para o período de 12 a 14 de novembro, no Center Convention, em Uberlândia (MG). O evento está com inscrições abertas, clique aqui e inscreva-se, e é promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando.

Especialistas renomados de vários países abordarão temas atuais nas áreas de genômica, uso de inteligência artificial, estratégias de cruzamento e desafios globais, tecnologias assistidas e biomarcadores de fertilidade, comportamento e bem-estar animal, além de casos de sucesso na utilização da genética Girolando. “Serão três dias de interação com produtores do mundo inteiro, um público que está sempre investindo em novas tecnologias para potencializar os ganhos de seus rebanhos e negócios. Esperamos receber comitivas estrangeiras de países que estão apostando na raça Girolando e alcançando bons resultados”, explica o presidente da entidade, Domício Arruda.
Um dos temas de maior interesse da atualidade em vários setores, a Inteligência Artificial será um dos destaques dentro da programação do congresso. Guilherme Rosa, professor doutor da University of Wisconsin–Madison, apresentará como a inteligência artificial está revolucionando a predição genômica e auxiliando na seleção de características desejáveis, com foco em métodos de machine learning aplicados ao melhoramento do Girolando.
Outro tema de grande repercussão no Brasil na atualidade que entrará na programação do Congresso é a edição gênica. Recentemente, a Embrapa anunciou no Brasil o nascimento dos primeiros bezerros editados geneticamente para a característica de pelo curto, na raça Angus. O uso da tecnologia em bovinos leiteiros será apresentado por Tad Sonstegard, diretor científico da Acceligen, empresa dos Estados Unidos pioneira no uso da edição gênica em bovinos.
A palestra magna ficará a cargo da jornalista especializada em agronegócios, Kellen Severo, que apresentará ao público do Congresso os novos conceitos e inovações tecnológicas que estão impactando o agronegócio.

Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural
O 3º Congresso Internacional de Girolando irá além da parte genética. Outros temas já confirmados são: mercado de carbono, sucesso familiar, gestão financeira, desafios e oportunidades do mercado global de leite e projetos de pecuária leiteira de sucesso.
Além da programação de palestras, o Congresso trará oportunidades de negócios para os participantes junto às empresas expositoras do evento que apresentarão suas tecnologias para o avanço da pecuária leiteira.
Confira a programação:
Dia 12 de novembro
19h30 – 20h – Credenciamento e abertura
20h – 21h – Palestra Magna: “Novos conceitos e inovações tecnológicas que estão impactando o agronegócio” – Kellen Severo – Jornalista especializada em agronegócio
Dia 13 de novembro
Painel: Inovações Tecnológicas para a moderna Pecuária Leiteira
8h30 – 9h – Panorama atual e evolução do Girolando – presidente Domício Arruda
9h – 9h45 – Palestra “O Futuro do Leite Tropical: Caminhos para a Neutralidade de Carbono e a Sustentabilidade” – Palestrante: Dr. André Luiz Monteiro Novo – chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste
9h45 – 10h30 – Palestra “Avanços em Inteligência Artificial para o Desenvolvimento da Pecuária Leiteira” – Palestrante: Dr. Guilherme Rosa, University of Wisconsin–Madison
11h – 11h30 – Momento Touro Girolando – Papel desempenhado pelo FIPMGG na Raça Girolando
11h30 – 12h15 – Palestra “Sucessão Familiar para a perenidade do seu Agronegócio” – Palestrante: Alexandre Lopes Lacerda, contador e advogado tributarista
13h45 – 14h30 – Palestra “A importância da Gestão Financeira para o sucesso na pecuária leiteira – Palestrante: Dr. Paulo Fernando Machado, diretor-presidente da Clínica do Leite
14h30 – 15h00 – Momento Touro Girolando – Caso de Sucesso Utilização de Touro Girolando
15h00 – 15h45 – Palestra “Girolando: Desafios e Oportunidades na Produção de Leite visando o Mercado Global” – Palestrante: Dr. Glauco Carvalho, Embrapa Gado de Leite
16h15 – 17h – Palestra “Benchmarking em projetos de pecuária leiteira: lições dos melhores criadores” – Palestrante: Dr. Fábio Toral, UFMG
Dia 14 de novembro
Painel: Avanços em Genômica e Melhoramento Animal
8h30 – 9h15 – Palestra “O Impacto da Genômica na Raça Girolando: Evolução e Perspectivas”- Palestrante: Dr. Marcos Vinicius Gualberto Barbosa da Silva, Embrapa Gado de Leite
9h15 – 9h45 – Momento Touro Girolando – Caso internacional de sucesso na utilização de touro Girolando
9h45 – 10h30 – Palestra “Aplicações do bem-estar animal para modernização do sistema de produção leiteira no Brasil” – Palestrante: Maurício Silveira Coelho – médico-veterinário e gestor da Fazenda Santa Luzia – Passos/MG
11h – 12h45 – Palestra “Edição Gênica e Surrogate Sire: Futuro e Aplicações na pecuária leiteira” – Palestrante: Dr. Tad Sonstegard – Acceligen
14h – 14h45 – Palestra “Seleção Genômica para Eficiência Alimentar e Sustentabilidade” – Palestrante: Dr. Guilherme Rosa, University of Wisconsin – Madison
14h45 – 15h15 – Momento Touro Girolando – Caso de sucesso utilização de touro Girolando
15h15 – 16h – Palestra “Avaliação Multirracial: Estratégias para Potencializar o Girolando” – Palestrante: Dr. John Cole, CDCB
16h30 – 17h30 – Mesa-redonda “A raça Girolando no contexto da Pecuária Leiteira do Futuro”

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Arroba do boi gordo sobe para R$ 337,10 e reverte perdas de julho
Indicador Cepea/Esalq avançou 1,08% na segunda-feira (20) e voltou a registrar saldo positivo no acumulado do mês.

O preço do boi gordo voltou a registrar alta no mercado brasileiro. Nesta segunda-feira (20), o Indicador Cepea/Esalq fechou cotado a R$ 337,10 por arroba, avanço de 1,08% em relação ao pregão anterior.
O resultado mantém o movimento de recuperação observado nos últimos dias. Na sexta-feira (17), o indicador havia encerrado o dia em R$ 333,50 por arroba. Antes disso, as cotações também apresentaram valorização, passando de R$ 328,10 na terça-feira (14) para R$ 329,20 na quarta-feira (15) e R$ 331,15 na quinta-feira (16).
Com a sequência de altas, o mercado praticamente eliminou as perdas registradas ao longo de julho. No acumulado do mês, a variação do indicador passou a ser positiva em 0,21%.
Em dólar, a arroba do boi gordo foi cotada a US$ 66,23, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).
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Banco de antígenos amplia proteção do rebanho brasileiro contra a febre aftosa
Estoque de 10 milhões de doses permitirá resposta imediata em caso de novos focos da doença e ajudará a preservar o status sanitário do país.

O Brasil deu mais um passo para fortalecer sua defesa sanitária animal com a inauguração, nesta sexta-feira (17), do 1º Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa. Instalada em Buenos Aires, na Argentina, a estrutura manterá um estoque estratégico de antígenos para a fabricação de vacinas em caso de eventual reintrodução da doença no Brasil.
Resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa argentina Biogénesis Bagó, a iniciativa representa uma conquista inédita para o país.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes” – Foto: Divulgação/Sistema Faep
“O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes. Manter esse status exige vigilância permanente, planejamento e investimentos em prevenção. A criação desse banco representa uma camada adicional de proteção para o nosso rebanho e demonstra o compromisso com a sanidade”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
O Banco Nacional conta, inicialmente, com um estoque de 10 milhões de doses de antígenos correspondentes aos dois sorotipos do vírus da febre aftosa com maior circulação histórica no Brasil. O contrato prevê ainda a possibilidade de fornecimento de mais 10 milhões de doses ao longo dos próximos dez anos, em casos de eventuais surtos. O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas, caso seja identificado algum foco da enfermidade.
“A manutenção desse estoque é um requisito para que o Brasil preserve o reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Os produtores rurais podem ficar mais confiantes de que, em surtos localizados da doença, haverá uma resposta rápida”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas
Por questões de biossegurança, esse material permanece armazenado fora do território brasileiro. Países como Estados Unidos e Reino Unido também adotam esse modelo, mantendo estoques estratégicos na unidade da Biogénesis Bagó, na Argentina.
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, Rodolpho Botelho, que acompanhou a cerimônia de inauguração, o Paraná tem histórico de protagonismo nas ações de defesa agropecuária e colhe os resultados desse trabalho por meio da abertura de mercados e da valorização da produção estadual.
“Sempre fomos referência em sanidade animal. Essa credibilidade abre mercados para a nossa produção e fortalece a competitividade da agropecuária no comércio internacional. Esse banco de antígenos é mais uma etapa no protocolo para o fortalecimento da sanidade”, reforça.
Para o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, o banco representa uma ferramenta estratégica para proteger o rebanho e também preservar o comércio internacional de proteína animal.
“Hoje, a Organização Mundial de Saúde Animal prevê protocolos que permitem isolar a área afetada, fazer a vacinação e controlar o foco sem comprometer o status sanitário do país. O banco de antígenos é uma ferramenta extremamente importante para garantir essa resposta”, esclarece.
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Mercado futuro do leite ganha espaço entre produtores paranaenses
Sistema Faep destaca potencial da ferramenta para garantir maior segurança, transparência e previsibilidade na comercialização.

Desde o dia 13 de maio, a cadeia brasileira do leite conta com o chamado “mercado futuro”, pelo qual os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro (ferramenta hedge) garante mais proteção, previsibilidade, transparência e rentabilidade ao setor, que sofre com os riscos das oscilações do preço do leite. O avanço desta ferramenta entre os produtores foi tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, nesta quinta-feira (16).
“Essa ferramenta traz mais segurança para os nossos produtores de leite. O mercado futuro já é uma realidade para outras commodities agrícolas como soja, milho e boi gordo. É questão de tempo para os pecuaristas se familiarizarem e usufruírem dos benefícios”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Produtores presentes na reunião da CT de Bovinocultura de Leite representaram as principais bacias leiteiras do Paraná
Para auxiliar neste processo, a reunião contou com a participação de Marianne Tufani, gerente de riscos da StoneX Leite Brasil, que detalhou o funcionamento da ferramenta e tirou dúvidas sobre o mercado futuro de leite.
“Todas as demais cadeias, como a da soja, milho e boi gordo, aprenderam a usar. Nós também vamos nos beneficiar com isso”, comenta o presidente da CT de Bovinocultura de Leite e produtor de leite, Eduardo Lucacin. “É preciso conhecer bem o nosso negócio, os nossos custos, para saber o melhor momento de travar o preço”, complementa.
O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema Faep, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Marianne lembrou que, no mercado mundial de leite, 70% dos players já utilizam o mercado futuro.
“O primeiro passo para quem quer saber como funciona é abrir uma conta na corretora. O quanto antes, melhor, pois é um processo burocrático que exige documentação e análises extensas e minuciosas. Não tem custo essa abertura”, explica Marianne.
Temas prioritários
Ainda na reunião do CT de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, outros temas como a questão sanitária, preços e custo de produção, problemas no fornecimento de energia elétrica e oportunidades de capitalização estiveram em discursão. Os produtores relataram, mais uma vez, a preocupação com o custo da energia e a falta de qualidade do serviço da concessionária, que coloca em risco a produção.

O presidente da Comissão, Eduardo Lucacin, conduziu a reunião e mediou os debates sobre os temas prioritários para o setor
“Leite perdido, equipamento queimado. O que mais tem é produtor com situações como essas. O Sistema Faep tem atuado em Brasília e via Ministério Público Estadual, para cobrar da concessionária a qualidade do serviço. Porém, talvez tenhamos que, como comissão, pensar em soluções e outras alternativas para minimizar os danos”, afirma Lucacin.
Quanto à sanidade, o tema do combate à Brucelose apareceu no debate. “O controle da doença é pré-requisito básico para nos tornarmos competitivos em nível mundial”, diz o vice-presidente da CT, Roger van der Vinne, que também é médico veterinário e produtor em Carambeí, na região dos Campos Gerais. “Cada um em sua propriedade precisa dar o exemplo, gerindo a saúde do rebanho, realizando os testes e vacinação e buscando a certificação de livre da doença”, destaca.
Outro assunto que também foi discutido na reunião da comissão foi a possibilidade de aumento da rentabilidade com os derivados, em especial os sólidos, a proteína do soro (whey) e o concentrado proteico do leite. “A gente tem que preparar para todas essas tendências. Buscamos isso pela comissão e pelo Conseleite”, conclui o presidente da CT.




