Avicultura Em Chapecó
Abertas as inscrições para o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura
Evento promovido pelo Nucleovet ocorre de 07 a 09 de abril, reúne programação científica presencial e é um dos principais encontros da avicultura latino-americana.

Estão abertas as inscrições para o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). O evento será realizado de 07 a 09 de abril, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), e contará com programação científica presencial, além da 17ª Brasil Sul Poultry Fair.
Reconhecido como um dos principais encontros científicos da avicultura latino-americana, o SBSA reúne profissionais, estudantes, pesquisadores e empresas para discutir tendências, desafios e inovações que impactam a cadeia produtiva. A programação científica da edição de 2026 será divulgada em breve e trará temas atuais, com foco na aplicação prática do conhecimento.
O primeiro lote de inscrições segue disponível até o dia 26 de fevereiro, com investimento de R$ 600 para profissionais e R$ 400 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair tem valor de R$ 100.
A Brasil Sul Poultry Fair reunirá empresas nacionais e multinacionais dos segmentos de genética, sanidade, nutrição, aditivos, equipamentos e tecnologias voltadas à avicultura. A feira é considerada um espaço estratégico para a apresentação de lançamentos, troca de experiências, geração de negócios e fortalecimento do networking entre os participantes.
De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio mantém o compromisso de promover conhecimento técnico qualificado e estimular o debate sobre os rumos da avicultura. “O SBSA é um espaço de atualização profissional e troca de experiências. A cada edição buscamos alinhar a programação às demandas do setor, valorizando a ciência, a inovação e a prática no campo”, destaca.
Ao longo dos três dias de evento, os participantes terão acesso a um ambiente de aprendizado, relacionamento e atualização, que integra conteúdo técnico de alto nível e contato direto com empresas e especialistas do setor.
Informações e inscrições estão disponíveis no site, acesse clicando aqui.

Avicultura
Trabalho sanitário no Rio Grande do Sul garante retomada das exportações de frango para a China
Ações do Programa Estadual de Sanidade Avícola incluíram 1.846 fiscalizações em 2025, vigilância ativa e rápida contenção de focos de influenza aviária, reforçando a confiança internacional no status sanitário do Estado.

O anúncio recente de que a China reabriu o mercado à carne do frango no Rio Grande do Sul é reflexo de um intensivo trabalho conduzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Programa Estadual de Sanidade Avícola. Em 2025, a pasta realizou 1.846 fiscalizações de biosseguridade em granjas avícolas do estado, além de conter focos de influenza aviária (H5N1) identificados em Montenegro e Sapucaia do Sul.
“Desde o registro dos primeiros casos de influenza aviária na América do Sul em 2022, a Agricultura intensificou todas as ações direcionadas à prevenção e detecção precoce da doença, investindo na preparação para o enfrentamento em caso de ocorrência de focos”, destaca a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola, Ananda Kowalski.
Em 2025, foram realizados 138 atendimentos de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa em aves, dos quais 51 tiveram amostras coletadas, por terem sido enquadrados como casos prováveis. Foram detectados os três focos de influenza aviária registrados em 2025: numa granja avícola de reprodução em Montenegro, no Zoológico de Sapucaia do Sul e em ave silvestre em Montenegro.
“A pronta atuação na contingência do foco de Montenegro, primeiro caso no Brasil de influenza aviária em granja avícola, com a rápida retomada da condição sanitária do país, são reflexos de toda a preparação feita pela Secretaria. Isso foi destacado pelas missões internacionais que auditaram o Rio Grande do Sul”, pontua a coordenadora.
Ao longo do ano, também foram realizadas coletas de amostras para vigilância ativa de influenza aviária e doença de Newcastle, tanto em granjas avícolas como em criações de aves de fundo de quintal. Foram coletadas 5.655 amostras de aves comerciais e 513 amostras de aves de substência, analisadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária no Rio Grande do Sul e em Campinas, São Paulo. Não houve detecção de influenza aviária nem de doença de Newcastle.
“A vigilância ativa é um dos componentes do Plano de Vigilância para influenza aviária e doença de Newcastle do Ministério da Agricultura, sendo conduzida em ciclos, anualmente, pelos órgãos executores de sanidade agropecuária, como a Seapi”, explica Ananda.
Para este ano, as ações de fiscalização de biosseguridade e de vigilância seguem sendo prioridade. O novo ciclo de vigilância ativa em avicultura industrial e em aves de subsitência, que está sendo executado desde novembro de 2025, tem previsão para conclusão em junho de 2026.
Avicultura
Avicultura gaúcha debate robótica e inteligência artificial em reunião técnica da Asgav
Encontro reuniu soluções nacionais e internacionais voltadas à automação, visão computacional e inovação tecnológica, com foco em produtividade, biosseguridade e competitividade do setor.

Representantes do setor avícola participaram, na terça-feira (20), de uma reunião técnica promovida por parte da Comissão de Tecnologia e Inovação da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), com foco em inovação, automação e no uso de tecnologias emergentes aplicadas à produção avícola. O encontro teve como destaque soluções baseadas em robótica, inteligência artificial e visão computacional.
Os convidados internacionais Julia Glazkova e Dmitri Vinnikov, representantes da empresa Agrobit (Rússia), apresentaram soluções de robótica e automação para a avicultura, incluindo robôs vacinadores e robôs zootécnicos. As tecnologias têm como objetivo ampliar a produtividade, promover a padronização dos processos produtivos e fortalecer a biosseguridade nas granjas. Durante a apresentação, os representantes da Agrobit também manifestaram interesse em estabelecer parcerias com empresas brasileiras, visando representação comercial, manutenção local e expansão das soluções no país.
Na sequência, Dalvan Rech, da empresa SPO, apresentou uma solução nacional baseada em visão computacional e inteligência artificial, voltada à análise de dados avícolas, com potencial para otimizar processos produtivos e apoiar a tomada de decisão no manejo. Odair Pianta complementou a apresentação, esclarecendo que a empresa busca parceiros estratégicos para validação e ampliação da tecnologia.
A reunião contou com a participação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), representada por José Perboyre, diretor financeiro da entidade, que parabenizou a SIAVS por mais esta iniciativa e ressaltou a importância de fomentar discussões e ações estratégicas voltadas à inovação tecnológica como ferramenta para o fortalecimento da competitividade do setor. Também participaram por parte da ABPA Marcelo Oliveira, diretor de Comunicação, e Isis Sardella, gerente de Marketing e Promoção Comercial.
Na ocasião, Perboyre convidou as empresas que apresentaram soluções e tecnologias a participarem do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS), que será realizado de 04 a 06 de agosto deste ano, em São Paulo.
O presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (O.A.RS/Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, destacou que a entidade está atenta às transformações tecnológicas e mantém o compromisso de aproximar o setor das inovações disponíveis no mercado. Segundo ele, a adoção de novas tecnologias é fundamental para impulsionar o desenvolvimento, a sustentabilidade, a eficiência produtiva e o bem-estar animal.
Ainda, o presidente anunciou que será realizada a Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango (Conbrasfran) de 23 a 25 de novembro em Gramado (RS), e que contará, nesta edição, com um fórum específico dedicado à tecnologia da informação e à inovação para o setor avícola, reforçando o papel da entidade como agente indutor da transformação digital da avicultura gaúcha.
Avicultura
Exportações brasileiras de frango devem avançar 4% em 2026
Alta prevista equivale a cerca de 250 mil toneladas em um cenário de maior demanda global.

O Brasil deve manter o ritmo de crescimento na produção e nas exportações de carne de frango ao longo de 2026, impulsionado por custos de ração mais favoráveis e por uma demanda global maior. O cenário é considerado positivo para o setor, embora a biossegurança siga como o principal ponto de atenção.
Entre os maiores produtores mundiais, a China deve liderar o crescimento em 2026, com alta estimada de 3,1%, segundo projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na sequência aparecem Brasil, com expansão prevista de 1,6%, e Estados Unidos, com avanço de 1%. No comércio internacional, o Brasil se destaca entre os exportadores, com aumento projetado de 5,5%, o que representa cerca de 250 mil toneladas adicionais embarcadas.

Foto: Shutterstock
Outro destaque é a China no mercado exportador. O país deve alcançar cerca de 1,2 milhão de toneladas exportadas em 2026, volume que praticamente iguala o da Tailândia, quarta maior exportadora global. Há três anos, os embarques chineses giravam em torno de 500 mil toneladas.
Esse avanço reflete ganhos de eficiência e competitividade da indústria chinesa, que tem o Japão e Hong Kong como principais destinos, além de ampliar sua presença em mercados emergentes da Ásia, da Europa e do Oriente Médio. Mesmo assim, o USDA projeta que a China também registre forte aumento nas importações, estimadas em 400 mil toneladas, o maior crescimento entre os principais importadores.
Para o Brasil, as projeções indicam aumento de 2% na produção e de 4% nas exportações em 2026, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA. O setor deve ser favorecido por mais um ano de custos de ração controlados, apoiados pelo bom desempenho das safras de grãos. A soja e o milho da primeira safra apresentam resultados positivos, assim como as perspectivas para a safrinha.
Com as importações globais de carne de frango estimadas em crescimento de 4,5% em 2026, o ambiente segue favorável para o comércio internacional. O principal desafio permanece sendo a biossegurança, especialmente no controle de eventuais casos de gripe aviária, fator considerado essencial para manter os mercados externos abertos e garantir o aproveitamento das oportunidades ao longo do ano.



