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Abertas as inscrições de animais para a 47ª Expoinel
Expositores que inscreverem seus animais antecipadamente poderão participar da escolha dos jurados
A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) já está recebendo inscrições de animais Nelore e Nelore Mocho para a 47ª Expoinel, uma das mais importantes mostras pecuárias do Brasil, programada para o período de 20 a 30 de setembro de 2018, em Uberaba, MG.
A Expoinel fecha o ano-calendário dos Rankings Nacional e Regionais Nelore e Nelore Mocho, sendo de participação obrigatória para os expositores e criadores que disputam os campeonatos nacionais da raça. Em função disso, da tradição da exposição e da importância histórica de Uberaba na seleção zebuína, espera-se um grande número de animais participantes. A quantidade de animais julgados determina o índice multiplicador das pontuações alcançadas na exposição, para a contabilização no Ranking. A Expoinel, em função de sua importância, conta com um acréscimo de 30% neste índice. Por tudo isso, muitos campeões nacionais da raça serão definidos somente após os resultados obtidos na exposição.
Mesmo para os criadores que não estão na disputa dos campeonatos do Ranking, a participação na exposição é uma grande oportunidade de mostrar o trabalho de seleção feito em seu rebanho e projetar seu criatório em âmbito regional e nacional. O animal que se destaca em uma exposição em Uberaba, costuma ter grande visibilidade e valorização.
Assim como no ano passado, os expositores que fizerem e quitarem as inscrições de pelo menos 5 animais, até o dia 31 de agosto, poderão sugerir nomes de jurados para atuarem na exposição. O trio de jurados que avaliará os animais Nelore e o jurado do Nelore Mocho, serão definidos por sorteio entre os nomes mais votados pelos expositores. O voto de cada expositor terá um peso na contabilização final da votação, de acordo com o número de animais inscritos (5 a 9 = peso 1; de 10 a 14 = peso 2; e 15 animais = peso 4). Não poderão ser sugeridos os jurados que tenham atuado nos julgamentos da Expoinel 2017 e da ExpoZebu 2018, respectivamente para o Nelore e para o Nelore Mocho.
“A Expoinel é o momento máximo do Nelore e do Nelore Mocho nas pistas de julgamento do país. Com toda a certeza teremos em Uberaba os principais animais do momento, evidenciando de forma clara a evolução genética da raça. Nosso objetivo é tornar esse momento cada vez mais relevante para os expositores. Por isso, estamos reforçando a importância da inscrição prévia e participação dos criadores na escolha dos jurados”, afirma o Dr. Nabih Amin El Aouar, presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil.
O valor das inscrições (argolas) é o seguinte:
Até 15 animais: R$ 350 por animal para sócios em dia com a ACNB e R$ 400 para não sócios e inadimplentes.
A partir de 16 animais: valor de R$ 300 por animal para sócios em dia e R$ 350 para não sócios e inadimplentes.
A entrada dos animais no Parque de Exposições está liberada a partir do dia 17/09. A data base da exposição, em que serão feitas as pesagens e diagnósticos de gestação, é no dia 22/09. Os julgamentos raciais do Nelore se iniciam no dia 24/09, e do Nelore Mocho no dia 28/09. Os grandes campeonatos de ambos ocorrem no dia 30/09.
Assim como nos anos anteriores, simultaneamente à 47ª Expoinel, serão realizadas a XIV Exposição Internacional da Raça Brahman e a 20ª Exposição Nacional do Gir Leiteiro. A novidade para este ano será a realização também da 2ª Exposição Guzerá Centro Sul Uberaba.
A agenda de leilões conta, até o momento, com 5 eventos confirmados, sendo 4 deles de genética Nelore e 1 da raça Quarto de Milha.
O evento conta com o apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e da Matsuda Sementes e Nutrição Animal.
150 anos da raça Nelore
A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil está programando uma série de ações especiais para comemorar os 150 anos da chegada da raça Nelore em solo brasileiro. A importância da raça para a pecuária ao longo de um século e meio, a qualidade da carne Nelore e o constante aprimoramento genético são alguns dos temas a ser destacados na 47ª Expoinel. “Paralelamente aos julgamentos, promoveremos ações em comemoração aos 150 anos da chegada do Nelore ao Brasil, destacando a importância do Nelore na cadeia produtiva da carne bovina. Esperamos receber representantes de todos os elos da pecuária brasileira na 47ª Expoinel”, ressalta o presidente da ACNB.
Fonte: Assessoria

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Credenciamento inédito no Paraná autoriza coleta de animais mortos com rastreabilidade
Processo transforma resíduos em biocombustível e fertilizantes, sob fiscalização e normas sanitárias rígidas.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) celebrou de forma oficial, na quinta-feira (16), o primeiro credenciamento de uma empresa que será responsável pelo recolhimento, transporte, processamento e destinação de animais mortos e resíduos da produção pecuária em propriedades rurais de todo o Estado. A empresa é a A&R Nutrição Animal, sediada em Nova Aurora, região Oeste. O evento ocorreu na sede da empresa, com a presença de representantes da Adapar, diretores e funcionários.
A autorização representa uma alternativa formal e regulamentada, por meio da publicação da Portaria nº 012/2026, à eliminação desses materiais nas próprias fazendas. O documento de autorização é de janeiro deste ano e foi assinado pelo diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, com base na Lei Estadual nº 11.504/1996 e no Decreto Estadual nº 12.029/2014. A medida responde a uma demanda antiga do setor pecuário por soluções estruturadas no descarte de animais mortos.
A A&R Nutrição Animal chegou a essa atividade após deixar o ramo de ração animal e reinvestir toda a sua infraestrutura para atender à necessidade da região. O redirecionamento das atividades aconteceu em parceria com a Secretaria da Agricultura de Toledo e a Suíno Oeste, Associação dos Suinocultores do Oeste do Paraná.
Agora, a empresa passa a poder recolher carcaças de suínos e peixes mortos em qualquer propriedade rural paranaense, embora em um primeiro momento a atuação seja exclusivamente com suínos. O credenciamento tem validade de três anos e é responsabilidade do representante legal da empresa providenciar a renovação dentro do prazo.
O diretor da A&R Nutrição Animal, Charbel Syrio, comemorou a conquista e diz que pretende expandir o negócio de recolhimento dos animais em propriedades rurais. “O objetivo é capitanear esse processo no Brasil e no Paraná, em função de termos o mercado que mais produz o suíno. E a gente vem nessa demanda”, pontuou.
Charbel também explicou o processo e a finalidade do trabalho. “Esses animais, hoje, serão coletados, irão para uma unidade de indústria que vai processar as carcaças e os produtos acabados terão dois destinos: o óleo vai para o biocombustível, para a indústria de higiene e limpeza, indústria química; e a farinha vai para adubos”, complementou.
O chefe do departamento de Saúde Animal, Rafael Gonçalves Dias, destacou a importância do manejo correto das carcaças e do credenciamento de empresas como uma das alternativas disponíveis. Mas frisou que a prática só deve ser realizada quando permitida pela Adapar. “É importante abrir novos caminhos, mas temos que reforçar que é proibida a retirada de animais mortos, de qualquer espécie produzida, de dentro das propriedades por terceiros. Essa prática é somente permitida para empresas credenciadas pela Adapar. Por isso, o principal destino dos suínos mortos ainda deve ser a compostagem dentro das próprias propriedades, permanecendo como a prática mais recomendada e utilizada”, elucida.
Dias também explicou que, por regra geral, a prática de manejar e tratar os animais mortos dentro das propriedades diminui os riscos sanitários envolvidos nesse processo. “É fundamental que a empresa agora credenciada, assim como qualquer outra que venha a se credenciar no futuro, não adentre nas áreas limpas das propriedades, a fim de evitar qualquer tipo de contaminação cruzada entre elas”, conclui.
Restrições e vedações
A portaria estabelece limitações claras sobre a atuação da empresa. Fica expressamente proibido o recolhimento de animais mortos oriundos de outros estados da federação, restringindo a atividade ao território paranaense. Além disso, os produtos gerados a partir do processamento das carcaças não poderão ser utilizados na fabricação de alimentos, seja para consumo animal ou humano.
É de responsabilidade da Adapar a garantia da rastreabilidade de toda a operação. A Agência define que apenas veículos previamente vistoriados e credenciados pelo órgão estão autorizados a realizar o transporte, que deve ser acompanhado da documentação específica. As carcaças são processadas na indústria e transformadas em farinha, destinada posteriormente à produção de adubo ou fertilizante.
Controle sanitário
Em situações em que a Adapar identifica a suspeita de doenças de notificação obrigatória em explorações pecuárias, o recolhimento de animais mortos ficará automaticamente sujeito a restrições, só podendo ser retomado mediante autorização expressa do órgão fiscalizador. O descumprimento das normas previstas na portaria ou das demais regulamentações do Serviço de Defesa Agropecuária pode resultar na suspensão ou no cancelamento do credenciamento.
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Frimesa apresenta novidades em proteínas suínas e fortalece posicionamento de marca
Lançamentos destacam sofisticação, versatilidade e nova identidade visual da cooperativa.

Com foco em inovação e diversificação, a Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do Brasil, escolhe a vitrine da ExpoApras 2026 – um dos principais eventos do setor supermercadista no Brasil – para apresentar novos itens do portfólio de proteínas animal. A aposta são os lançamentos das linhas premium Fogo & Sabor e os novos hamburgueres da marca, que chegam às gôndolas de todo o país a partir de junho.
Entre as novidades, estão as novas linguiças saborizadas e a Manta de Linguiça Toscana, da marca Fogo & Sabor, que são voltadas aos entusiastas do churrasco e valorizam a inovação e a experimentação de novos cortes e temperos. Versátil, a manta permite aplicações que vão da grelha a air fryer até o preparo de recheios e ragus. Pioneira no formato de linguiça frescal, a nova Chistorra da Frimesa é um diferencial exclusivo no mercado nacional. Já a versão Chimichurri insere na categoria de embutidos a herança dos sabores platinos, amplamente apreciados no Brasil.
Já a linha de hambúrgueres de 120g, nos sabores Toscana, Defumado e Pernil, com assinatura Frimesa, foi projetada para o consumidor que deseja replicar a experiência das hamburguerias artesanais em casa. Ambas as linhas foram desenvolvidas para o segmento premium, posicionando-os junto aos produtos gourmet já consolidados no varejo. Com as inovações, a Frimesa visa suprir a demanda do consumidor que busca valor agregado e qualidade superior.
Rodrigo Fossalussa, superintendente comercial da Frimesa, explica que o lançamento das linhas marca uma fase estratégica de evolução e consolidação do portfólio da Frimesa, alinhado ao novo posicionamento de marca e identidade visual. “O momento exige não apenas inovação, mas sofisticação técnica para demonstrar ao mercado porque somos a maior especialista em carne suína do Brasil. Estamos elevando a percepção de valor da proteína suína”, afirma.
O estande da Frimesa na ExpoApras conta com uma estrutura de 296m² e explora o conceito “A Casa da Família Frimesa”, convidando o varejista a degustar os novos produtos, além dos itens tradicionais já consolidados no mercado. O evento também é uma oportunidade para apresentar a nova identidade visual, lançada em março deste ano junto ao rebranding, que tem como um dos pilares a família. O tema é explorado na campanha de comunicação veiculada a partir de abril e se faz presente também no estande da cooperativa na ExpoApras
“Estamos chegando com presença física em São Paulo, mas as raízes da Frimesa estão no Paraná. Fazer parte da ExpoApras reforça o nosso compromisso com o varejo regional e nacional e o quanto valorizamos esse mercado que tanto nos abraça”, comenta Fossalussa.
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Fertilizantes sobem em março com impacto de conflitos e gargalos logísticos
Tensões no Oriente Médio elevam custos de energia e frete, pressionando nitrogenados e fosfatados no mercado global.

O mercado de fertilizantes registrou alta nos preços ao longo de março, influenciado por tensões geopolíticas e limitações logísticas no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio impactou diretamente a produção e o transporte de insumos, especialmente em países do Golfo Pérsico, pressionando custos de energia e frete.

Os fertilizantes nitrogenados seguiram em trajetória de valorização entre março e o início de abril. A ureia acumulou forte alta no período, alcançando cerca de US$ 760 por tonelada CFR em 10 de abril, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA. A combinação de oferta restrita, petróleo e gás natural em níveis elevados e maior incerteza global mantém o mercado volátil no curto prazo.
No segmento de fosfatados, o cenário também foi de pressão. Além do impacto do conflito, a alta do enxofre, insumo essencial para a produção, elevou os custos. No Brasil, os preços subiram cerca de 7% nas últimas semanas, com o MAP atingindo aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, os preços seguem sustentados.
Já os fertilizantes potássicos apresentaram comportamento mais estável em comparação aos demais. A oferta internacional permanece equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado global. Apesar da menor volatilidade, os preços seguem firmes, acompanhando o aumento dos custos logísticos e o ambiente de incerteza.
