Notícias 16ª ExpoGenética
ABCZ vai homenagear personalidades que contribuem para o desenvolvimento da pecuária zebuína com o ‘Mérito ExpoGenética’ e ‘Mérito ABCZ Mulher’
A cerimônia de premiação será realizada no Pavilhão Multiuso, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG), antecedendo o anúncio dos touros PNAT 2023.

Nesta quinta-feira (24), durante a programação da 16ª ExpoGenética, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), irá homenagear personalidades que têm desempenhado papéis significativos no avanço da pecuária zebuína.
Através das comendas ‘Mérito ExpoGenética’ e ‘Mérito ABCZ Mulher’, a Associação pretende reconhecer e destacar o trabalhado incansável para o desenvolvimento e aprimoramento do setor.
A cerimônia de premiação será realizada no Pavilhão Multiuso, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG), antecedendo o anúncio dos touros PNAT 2023.
Confira abaixo a lista de homenageados:
Mérito ABCZ Mulher:
Cláudia Helena Monteiro: Cláudia iniciou sua trajetória na agropecuária há 20 anos, na extinta revista O Zebu no Brasil. Em 2014, fundou, juntamente com seu marido, Gustavo Miguel, a Revista Pecuária Brasil, publicação especializada em pecuária com foco nas raças zebuínas. Cláudia conheceu e divulgou o trabalho de pecuaristas em todos os estados do Brasil, e também da Bolívia e Paraguai. Em 2020, idealizou, editou e publicou o livro Genética de Ouro – O DNA da Pecuária, obra biográfica de Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, que reúne a história dos mais importantes pecuaristas da história do Zebu na América do Sul. Cláudia tem três filhos: Arthur, Augusto e Matheus. Em síntese, uma mulher do agro, que muito se orgulha do seu trabalho em prol das raças zebuínas.
Giovana Alcantara Maciel: Giovana é graduada em Zootecnia pela Universidade Federal de Lavras, tem mestrado e doutorado em Solos e Nutrição de Plantas. Trabalha na Embrapa desde 2008 com forragicultura e pastagens, sistemas integrados de produção. Em 2015 foi agraciada com o Prêmio Jabuti, na categoria Meio Ambiente, pela edição técnica do livro Agricultura Conservacionista no Brasil. Desde 2019, através de um acordo cooperação técnica entre Embrapa Cerrados e ABCZ, está lotada na ABCZ desenvolvendo pesquisa e inovação na Fazenda Experimental da ABCZ, Epamig e IFTM. Também faz parte do conselho gestor do Parque Tecnológico de Uberaba.
Maria do Carmo dos Mares Guia Dias: Maria do Carmo, carinhosamente chamada de Dona Zicaca, é mineira de Santa Bárbara, formada em Ciências Biológicas pela UFMG e em espanhol como língua estrangeira, com diploma superior de espanhol expedido por El Ministro de Educación y Ciencia del Reino de Espanha, tendo lecionado o idioma durante 16 anos. Casada há 58 anos com Milton Dias Filho, tem 3 filhas e 5 netos, encontrou tempo para se dedicar de corpo e alma à família e ao trabalho voluntário em uma comunidade rural na fazenda ICIL, município de Itacarambi (MG). Criou grupos de aulas voluntárias de bordados e costura, com o objetivo de organizar um bazar de bordados voltado para gerar renda para as famílias envolvidas. Em 2022, publicou o livro ‘O Dom de Cuidar’, após se dedicar a acompanhar e perceber as nuances de sua mãe em idade avançada e que necessitou de cuidadores ao viver até os 110 anos. Continua prestando assistência e ajuda às pessoas que têm familiares idosos e cadeirantes que necessitam de acompanhamento de cuidadores.
Milena Menezes Palhares Corrêa: Milena se formou em Nutrição no ano de 2000, após exercer durante anos a profissão, viu seus olhos brilharem em uma nova direção, quando conheceu, durante um dia de campo na fazenda Tabaju, a raça Sindi. O encanto foi imediato. Em 2014 começa a criação da raça com a compra, através do Sr. Adaldio Castilho, de duas espetaculares doadoras, duas filhas da Jangada da Estiva. Sua primeira participação em pistas foi na inauguração da raça Sindi na Expogrande de 2017, já levando premiações. Participou da criação do Núcleo de Criadores da Raça Sindi, pela Acrissul, também no ano de 2017, em Campo Grande (MS). Realizou seu primeiro leilão Sindi da própria marca em 2020, com 100% de liquidez. Também participou como convidada de vários leilões de reprodutores pelos estados do MS e MG, contribuindo para a divulgação da raça e todo o seu potencial.
Sônia Maria de Paula Rezende: Sônia é filha de Geraldo Soares de Paula e Carmen Mascarenhas de Paula. Casada com Luiz Carlos Carvalho Rezende, mãe de Guilherme de Paula Rezende e André de Paula Rezende. Como sucessora do legado genético então deixado por Geraldo, ao tempo em que esse ano se comemoram 145 anos de linhagem Lemgruber no Brasil, Soninha, como é conhecida carinhosamente por todos, segue firme, com tecnicidade, intuição e sensibilidade, na seleção do Nelore GP na Fazenda Papagaio, distrito de Tomás Gonzaga, Curvelo (MG). Além de associada da ABCZ, participa ativamente da difusão da linhagem Lemgruber no cenário nacional, assim o fazendo como diretora do Núcleo dos Criadores de Nelore do Centro de Minas, bem como da Associação Mineira dos Criadores de Zebu (AMCZ). Por seu trabalho, foi, em 2015, laureada pela Federação da Agricultura e Pecuária do estado de Minas Gerais (Faemg) com a medalha de Mérito Rural, então instituída pela Assembleia Legislativa mineira.
Tatiane Almeida Drummond Tetzner: Tatiane Tetzner é Médica Veterinária pela Famev-UFU, Mestre e Doutora em Reprodução Animal pela Unesp, tem MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e Organizações Sustentáveis pela USP. É especialista em julgamento das raças zebuínas pela Fazu e jurada efetiva pela ABCZ e Associação Brasileira dos Criadores de Girolando. Atualmente membro do Conselho Deliberativo Técnico (CDT) da ABCZ. É Diretora de Relações Internacionais da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando e Diretora e proprietária da Padma Consultoria Pecuária. É orientadora e co-orientadora de teses de estudantes de pós-graduação e de cursos de graduação em Medicina Veterinária e Zootecnia. Já atuou como jurada efetiva nas raças Gir Leiteiro, Guzerá, Nelore, Sindi, Tabapuã, Brahman e Indubrasil, bem como na raça Girolando. Teve atuação técnica em cursos e julgamentos no exterior em vários países da América Latina: México, Colômbia, Equador, Venezuela, Bolívia, Panamá, Costa Rica, Honduras, El Salvador, Guatemala e República Dominicana. Tatiane soma diversas publicações científicas e técnico-científicas em revistas especializadas, de extensão, anais de congressos e capítulos de livros. Autora do livro Gir Leiteiro: A Nossa Raça e co-autora no livro Grandezas do Gir Leiteiro.
Valéria Cunha Campos Guimarães: Valéria Guimarães é Doutora em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina de São Paulo e pela Universidade de Chicago. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, onde desenvolveu, liderou e contribuiu com inúmeras realizações na saúde pública de nosso país. Teve participação na elaboração do documento que implantou a estratégia global da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre dieta, atividade física e saúde, e auxiliou na redação da emenda à Constituição Brasileira que abriu o caminho para que o pet-scan pudesse ser usado hoje. Por estes feitos e por muitas contribuições em várias sociedades científicas das quais participa ativamente, a Dra. Valéria recebeu o prêmio máximo da Sociedade Americana de Endocrinologia. Também foi premiada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e recebeu a medalha Brasília 60 anos. Nos últimos três anos, abraçou a tradição familiar na pecuária, que soma 70 anos sob a bandeira do Tabapuã. Agora, na quarta geração, com prática de cientista e DNA de pecuarista, lidera o projeto ‘Mais Carne, Mais Rápido e de Melhor Qualidade’ de sua propriedade, utilizando inovação e tecnologia aliadas à genética de ponta na Fazenda Balsas – Onda Verde, em Mimoso (GO).
Mérito ExpoGenética 2023:
Categoria Criador
Eduardo Folley Coelho: Eduardo é Engenheiro Civil, pós-graduado em Marketing, proprietário da Genética Aditiva Agropecuária. É p
residente do Instituto das Águas da Serra da Bodoquena e Presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Miranda. Atua como conselheiro do Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Mato Grosso do Sul. É proprietário de passeios de ecoturismo na região de Bonito (MS), entre eles o Recanto Ecológico Rio da Prata, Estância Mimosa Ecoturismo e Lagoa Misteriosa Ecoturismo.
João Cruz Reis Filho: João Cruz é natural de Belo Horizonte (MG), mas tem raízes familiares e afetivas na Zona da Matta mineira. Possui graduação em Agronomia (2003), mestrado (2006) e doutorado (2009) em Genética e Melhoramento – todos pela Universidade Federal de Viçosa. É pós-doutor pelo Instituto de Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável da UFV. Criador de Gir Leiteiro, Girolando e Mangalarga Machador (Fazenda Sumaúma) e ex-presidente do Sindicato Rural de Miradouro. Servidor afetivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), no cargo de auditor fiscal federal agropecuário. No Ministério, foi chefe da assessoria de Gestão Estratégica (2013/2014). Foi Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (2015/2016) e presidiu o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Agricultura – Conseagri (2016). De 2019 a 2022 foi diretor técnico do Sebrae Minas. É ex-diretor da Abraleite, ABCGIL e ABCZ.
Shiro Nishimura: Shiro é filho de imigrantes japoneses e viveu uma infância simples em Pompéia (SP). Junto à sua família, migrou para o Mato Grosso. É Engenheiro Agrônomo pela Unesp de Jaboticabal e pecuarista. Contribuiu para fortalecer a Jacto, empresa do segmento de máquinas e implementos agrícolas fundada pelo seu pai, o senhor Shunji Nishimura. Tornou-se presidente da Jacto e destacou-se na seleção da raça Nelore. Foi presidente da CSMIA (Câmaras Setoriais de Máquinas e Implementos Agrícolas) e Abismaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos). Atualmente é presidente da Confraria da Carcaça Nelore. Shiro é uma das personalidades de destaque do agronegócio brasileiro.
Categoria Especial
Fernando Augusto S. Santos: Fernando é formado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). É chefe da unidade técnica regional do Ministério da Agricultura em Uberaba (MG) e, dentro de suas atribuições, está a fiscalização de todo o processo relacionado à exportação e importação de animais vivos, material de multiplicação animal (sêmen, embriões, ovos férteis de galinha), junto a empresas, bem como ao porto seco de Uberaba. Com relação ao porto seco de Uberaba, destacam-se ainda as atividades relacionadas à exportação / importação de produtos destinados à alimentação animal e medicamentos de uso veterinário, fiscalização dos centros de coleta e processamento de sêmen bovino, centros de coleta e processamento de embriões, centros de produção in vitro de embriões e registrados no Mapa e fiscalização das quarentenas relacionadas à exportação / importação de bovinos vivos. É membro do Conselho Deliberativo Técnico (CDT) da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).
Categoria Pesquisador
Fábio Luiz Buranelo Toral: Fábio Toral é natural de Jandaia do Sul (PR). É formado em Zootecnia pela Universidade Estadual de Maringá, mestre em Genética e Melhoramento Animal pela Universidade Estadual Paulista, Jabotical. É doutor em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa, além de pós-doutor em Genetics And Genomics pelo Instituto Roslin da Universidade de Edimburgo, Escócia. Atua como professor titular do departamento de Zootecnia da Escola de Veterinária, UFMG. É coordenador do programa de Pós-Graduação em Zootecnia da UFMG, bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), Coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Programa de Melhoramento Genético Embrapa – Geneplus e assessor técnico de melhoramento genético PMG2B.
Categoria Técnico
Fernando J. Garcia de Carvalho: De Pouso Alegre (MG), Fernando Garcia de Carvalho, também conhecido como Fernando Bigode, é Zootecnista, formado pela Fazu em 1986. É jurado efetivo da ABCZ com pós-graduação em Julgamento das Raças Zebuínas. Foi gerente pecuário da Fazenda Moradas do Prata (Batatais/SP) de 1991 a 2010. Atualmente é técnico habilitado do PMGZ e faz parte do Conselho Deliberativo Técnico da ABCZ, RAÇA Tabapuã. É diretor proprietário da FB-GAP (Fernando Bigode – Gestão e Assessoria Pecuária) atuando na área de melhoramento genético (acasalamentos dirigidos/PMGZ) e gestão de fazendas e manejo de rebanhos nos estados de SP, MG, BA, GO e MS).
Vanessa Barbosa: Vanessa é graduada em Zootecnia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Tem mestrado em Medicina Veterinária e Sanidade e Produção Animal pela Universidade Federal de Goiás, e especialização em Zootecnia pela mesma instituição. Sua experiência em Zootecnia, com Ênfase em Produção Animal e Melhoramento Genético, a trouxeram para a ABCZ. De 2008 a 2011 foi Responsável Técnica do Escritório Técnico Regional (ETR) de Belo Horizonte (MG). Desde 2012 é Responsável Técnica pelo ETR de Goiânia (GO), e Supervisora do PMGZ na região Centro-Norte.

Notícias
Sanidade avícola e controle de Gumboro ganham espaço durante o 26º SBSA
Os avanços no controle sanitário das doenças que impactam a produção avícola estarão em pauta no 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), a palestra Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença, integra o Bloco Sanidade e será ministrada pelo pesquisador Gonzalo Tomás, no dia 9 de abril, às 10h30, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Gonzalo é professor da Secção de Genética Evolutiva da Faculdade de Ciências da Universidade da República, no Uruguai. É licenciado em Ciências Biológicas, mestre em Biotecnologia e doutor em Ciências Biológicas. Sua linha de pesquisa concentra-se no estudo de agentes patogênicos virais que afetam aves comerciais, com ênfase na diversidade genética e na dinâmica evolutiva do vírus de Gumboro. Ao longo de sua trajetória acadêmica, publicou mais de 30 artigos científicos em revistas internacionais arbitradas, contribuindo para o avanço do conhecimento na área de sanidade avícola.
A doença de Gumboro, também conhecida como Doença Infecciosa da Bursa, é considerada uma das principais enfermidades virais que afetam a avicultura mundial. O tema ganha relevância diante da constante evolução dos agentes patogênicos e da necessidade de aprimorar estratégias de prevenção, monitoramento e controle nas granjas comerciais.
Para Gonzalo, compreender a diversidade genética dos vírus é fundamental para aprimorar as estratégias de controle sanitário. “Discutir o controle das doenças na avicultura é fundamental para manter a sustentabilidade sanitária e produtiva do setor. No caso do vírus de Gumboro, a caracterização molecular das cepas permite conhecer quais variantes virais estão circulando em cada região. Essas informações são essenciais para ajustar as estratégias de controle e vacinação à realidade sanitária de cada país ou região”, explica.
De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, a sanidade animal é um dos pilares da produção avícola. “O Simpósio traz especialistas que contribuem para o avanço do conhecimento e para o aprimoramento das práticas adotadas no campo. Discutir sanidade e novas estratégias de controle de doenças é essencial para manter a competitividade e a sustentabilidade da avicultura”, destaca.
A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que a programação científica contempla temas estratégicos para a cadeia produtiva. “O controle de doenças é um dos principais desafios da produção animal. Trazer especialistas que trabalham diretamente com pesquisa e monitoramento de patógenos contribui para ampliar o conhecimento técnico e fortalecer as estratégias de prevenção adotadas pelo setor”, afirma.
O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.
Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site: https://nucleovet.com.br/simposios/avicultura/inscricao.
PROGRAMAÇÃO GERAL
• 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura
• 17ª Brasil Sul Poultry Fair
DIA 07/04 – TERÇA-FEIRA
13h30 – Abertura da Programação
13h40 – Painel Gestão de Pessoas
Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.
Palestrantes:
Delair Bolis
Joanita Maestri Karoleski
Vilto Meurer
Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda
15h40 – Intervalo
16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.
Palestrante: Arene Trevisan
(15 minutos de debate)
17h- Solenidade de Abertura Oficial
17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026
Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC
19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair
DIA 08/04 – QUARTA-FEIRA
Bloco Abatedouro
8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.
Palestrante: Darwen de Araujo Rosa
(15 minutos de debate)
9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.
Palestrante: Dianna V. Bourassa
(15 minutos de debate)
10h – Intervalo
Bloco Nutrição
10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.
Palestrante: Wilmer Pacheco
(15 minutos de debate)
11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.
Palestrantes: Roselina Angel
(15 minutos de debate)
12h30 – Intervalo almoço
Eventos Paralelos
Painel Manejo
14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno
Palestrantes:
Lucas Schneider
Rodrigo Tedesco Guimarães
16h – Intervalo
Bloco Conexões que Sustentam o Futuro
16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.
Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo
(15 minutos de debate)
17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?
Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme
(15 minutos de debate)
18h30 – Eventos Paralelos
19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair
DIA 09/04 – QUINTA-FEIRA
Bloco Sanidade
8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias
Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande
(15 minutos de debate)
9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.
Palestrante: Dr. Ricardo Rauber
(15 minutos de debate)
10h – Intervalo
10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.
Palestrante: Gonzalo Tomás
(15 minutos de debate)
11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.
Palestrante: Taís Barnasque
(15 minutos de debate)
Sorteios de brindes.
Notícias
Abraves-PR debate mercado, comunicação, javalis e inteligência artificial na suinocultura
Encontro começou nesta quarta-feira (11) e segue até quinta (12). O Presente Rural acompanha a programação e traz a cobertura dos principais debates.

Profissionais da cadeia suinícola participam nesta semana do encontro promovido pela Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos – regional Paraná (Abraves-PR), que começou nesta quarta-feira (11) e segue até quinta-feira (12). A programação reúne especialistas, pesquisadores e profissionais do setor para discutir temas ligados a mercado, comunicação, gestão, sanidade e novas tecnologias aplicadas à produção.
No primeiro dia, a agenda aborda aspectos estratégicos e comportamentais que impactam o ambiente profissional e a gestão dentro das organizações do agro. Entre os destaques estão a palestra “Pensamento crítico na era da (des)informação”, apresentada por Fernando Schüler, e a apresentação “Raízes que movem resultados: a cultura do agro que sustenta a inovação”, com Evandro Damasio.
O cenário econômico da atividade também integra a programação com a palestra “Mercado: o que esperar para 2026 e como preparar-se?”, conduzida por Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do Cepea/Esalq-USP. No período da tarde, a programação inclui ainda apresentações de Lucia Barros, que trata de temas relacionados à procrastinação e desempenho, Roberta Leite, com uma abordagem sobre comunicação no agronegócio, e Luciano Pires, com a palestra “Geração T”.
A programação desta quinta-feira concentra discussões diretamente ligadas aos riscos sanitários e aos impactos da fauna invasora sobre a produção animal. O Painel 3 será dedicado ao avanço dos javalis e seus efeitos sobre a sustentabilidade da produção, reunindo Julio Daniel do Vale, Telma Vieira Tucci, Mike Marlow, Virginia Santiago Silva, Lia Coswig, Beatriz Beloni, Eunice Lislaine Chrestenzen de Souza e Rafael Gonçalves Dias.
As apresentações abordam diferentes aspectos do tema, incluindo a importância do controle da espécie para a produção animal, experiências internacionais no manejo populacional, impactos sanitários, legislação brasileira, efeitos econômicos para o Brasil como exportador e os métodos de controle atualmente adotados no país.
No período da tarde de quinta, o evento segue com o Painel 4, dedicado ao uso da inteligência artificial como agente de transformação, com palestra de Ricardo Cavallini. O encerramento da programação está previsto para o fim da tarde.
De acordo com a Abraves, o encontro busca ampliar o debate sobre temas técnicos, econômicos e sanitários relevantes para a cadeia suinícola. O Presente Rural acompanha o evento e realiza a cobertura dos principais conteúdos apresentados ao longo dos dois dias de programação.
Colunistas
Eficiência na pecuária de cria começa com planejamento e manejo adequado
Meta de um bezerro por vaca ao ano depende de nutrição equilibrada, estação de monta organizada e gestão eficiente.

A Pecuária de Cria é mais do que a base da cadeia da carne. É o início de um ciclo que representa o futuro da pecuária brasileira, o nascimento do bezerro que simboliza o resultado de um ano inteiro de trabalho, planejamento e respeito ao ritmo da natureza. Alcançar a meta de um bezerro por vaca ao ano é o objetivo de milhares de produtores e o reflexo da eficiência, da boa gestão e do equilíbrio entre todos os componentes da fazenda.
Atrás desse indicador estão a ciência, sensibilidade e visão de longo prazo. A cria é uma etapa que exige harmonia entre reprodução, manejo e nutrição. Entre a concepção da vaca e a desmama do bezerro, passam-se aproximadamente 530 dias, um ciclo longo, que requer decisões precisas e sustentadas por conhecimento técnico e planejamento rigoroso.

Artigo escrito por João Paulo Barbuio, consultor Nacional de Bovinos de Corte da Cargill Nutrição e Saúde Animal.
Organizar a Estação de Monta é um passo essencial nesse processo. Quando o período de acasalamento é planejado e concentrado, toda a produção ganha ritmo e previsibilidade. Os nascimentos ocorrem em janela definida, os manejos tornam-se mais eficientes, os custos são reduzidos e os lotes de bezerros apresentam melhor padronização. Experiências de campo indicam que estações de monta mais curtas, preferencialmente entre 90 e 120 dias, oferecem melhores resultados reprodutivos e econômicos.
A nutrição, por sua vez, é o pilar que sustenta todo o sistema. Em um país de dimensões continentais e clima marcado por períodos alternados de chuvas e secas, o equilíbrio nutricional das matrizes é determinante para o desempenho reprodutivo. Avaliar e monitorar o Escore de Condição Corporal (ECC), mantendo os animais entre 3 e 4, em uma escala de 1 a 5, é essencial para garantir maior taxa de prenhez e retorno produtivo. Um plano nutricional estruturado, capaz de equilibrar oferta e demanda de matéria seca, favorecer a suplementação mineral e respeitar as condições de cada propriedade, fortalece a eficiência e a resiliência do rebanho.
Essa compreensão mais ampla da cria também reflete um compromisso com a sustentabilidade. Sistemas equilibrados e produtivos utilizam os recursos de forma mais racional, preservam a fertilidade do solo, otimizam o uso das pastagens e reduzem desperdícios. Ao promover uma reprodução eficiente e bem planejada, o produtor contribui para uma pecuária mais responsável, lucrativa e adaptada aos desafios do futuro.
O avanço da cria no Brasil depende, cada vez mais, da soma de conhecimento técnico, gestão profissional e inovação no campo. A pecuária do futuro está sendo moldada por produtores que entendem que investir em eficiência reprodutiva é investir em qualidade, sustentabilidade e prosperidade. Cada bezerro nascido de uma vaca bem manejada, saudável e em boa condição corporal é um símbolo do que o setor tem de melhor: a capacidade de evoluir com inteligência, propósito e respeito às raízes que sustentam a produção de carne no país.
