Bovinos / Grãos / Máquinas
ABCZ recebe delegação do Equador em solicitação de apoio para exportação de animais vivos
Comitiva composta por criadores e empresários nacionais e equatorianos pretende utilizar Fazenda Experimental para quarentenar 44 bovinos ainda no primeiro semestre.

Com o objetivo de contribuir para o crescimento do comércio internacional de genética zebuína, a ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) recebeu, na tarde da última terça-feira (25), uma comitiva de produtores e empresários do setor de exportações do Brasil e Equador, atendendo a um pedido de apoio na habilitação da Fazenda Experimental Orestes Prata Tibery Júnior, em Uberaba (MG), para a recepção e quarentena de animais vivos, para posterior embarque para o país sul-americano.

Foto: Divulgacao/Girolando
O Ceo da ATG Embriones, Hernán Macas Romero, o Gerente da Hacienda Capirona Sucumbios, Dario Macas Gaona, representantes do Departamento Técnico e Comercial da GBF Global, o Diretor de Negócios da Alvoagro, empresa especialista em exportação de animais vivos, Marcelo Guandalini e sua equipe, foram recebidos na sede da ABCZ pelo Presidente Gabriel Garcia Cid.
O encontro também contou com a presença do Gerente do Departamento Internacional da ABCZ, Juan Lebrón, a Supervisora de Relações Internacionais da entidade, Raquel Dal Secco Borges, e da Gerente da Fazenda Experimental, Nínive Jhors. A Consultora do Brazilian Cattle, Izabelle Jardim, acompanhou a reunião de forma virtual.
A comitiva equatoriana e do setor brasileiro de exportações procurou a ABCZ para agilizar o processo de habilitação da Fazenda Experimental para o envio de uma remessa de 44 animais das raças Gir Leiteiro, Nelore e Girolando para o Equador, logo após a 90ª ExpoZebu.
“Prestar esse apoio para que o comércio internacional de animais e genética bovina possa florescer mundo afora é uma das missões mais importantes da nossa associação. Por isso, nos colocamos sempre à disposição para ouvir essas demandas – e atuar em prol delas em tudo que nos for possível”, ressalta Gabriel Garcia Cid.

Foto: Shutterstock
“Temos uma nova oportunidade de usar a excelente estrutura da Fazenda Experimental”, comemora Raquel Dal Secco. “Já fizemos isso historicamente para a Bolívia e buscamos, agora, a habilitação para o Equador, que vem aumentando muito a importação de genética brasileira. Isso se reflete no crescimento das delegações do país que visitam a ExpoZebu, ano após ano.”
“Os criadores do nosso país contam com a gente para resolver essa demanda e agilizar essa importação; por isso, estamos muito gratos pela rapidez com que a ABCZ nos ouviu e por declarar o seu apoio nessa missão”, aponta Dario Macas.
“A Fazenda Experimental atende a todos os protocolos sanitários, mas existem particularidades que devem ser seguidas no Equador, para evitar qualquer risco sanitário e de bem-estar dos animais. É aí que a ABCZ pode ajudar, no sentido de viabilizar de fato essa exportação”, finaliza Marcelo Guandalini.

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Exportações sustentam mercado da carne bovina
Demanda externa absorve maior oferta de animais, enquanto preços do boi voltam a subir no início de junho.

As exportações de carne bovina seguiram dando sustentação ao mercado, mesmo com a queda nos preços do boi gordo registrada em maio. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a arroba teve desvalorização de 3,9% em relação ao mês anterior, com média de R$ 349. Já no início de junho, as cotações voltaram a subir, alcançando R$ 354/@ no dia 11.

Foto: Divulgação/Freepik
Apesar da oferta de gado terminado ter sido um pouco maior do que a registrada no ano anterior, a demanda internacional absorveu a produção ao longo do ano. Em maio, os embarques de carne bovina in natura totalizaram 262 mil toneladas, volume 20% superior ao registrado no mesmo mês de 2025 e 16% acima do desempenho anual.
Segundo dados do IBGE, os abates de bovinos cresceram 3,3% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, a menor participação de fêmeas no abate e o maior peso médio das carcaças elevaram a produção de carne em 5,1%.
Ainda de acordo com a Consultoria Agro Itaú BBA, o mercado também registrou alta de 2% nos preços do bezerro em maio, enquanto a carcaça casada permaneceu estável no atacado.

No mercado externo, a China manteve a liderança entre os destinos da carne bovina brasileira. Entre janeiro e maio de 2026, os embarques para o país asiático cresceram 24% em relação ao mesmo período de 2025, representando 51% do volume total exportado. Além do aumento nas vendas, o preço médio da tonelada exportada para a China subiu de US$ 5.400, em janeiro, para US$ 6.800, em maio.
Com o boi em dólares 3% mais barato no mês e a carne bovina 4,2% mais valorizada, o spread das exportações passou de 0% em abril para 7% em maio. Além disso, a menor participação de fêmeas nos abates e a valorização do bezerro continuam indicando avanço do processo de reconstrução do rebanho bovino.
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Rompimento de cabo de alta tensão mata 32 bovinos leiteiros em Santa Catarina
Ocorrência foi registrada na manhã de quarta-feira em assentamento no município de Abelardo Luz. Rebanho era principal fonte de renda de uma família rural.
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Boi gordo fecha primeiro semestre em alta no mercado brasileiro
Cepea aponta valorização da arroba impulsionada pela menor oferta de animais e pelo aquecimento das exportações.

O mercado pecuário encerrou o primeiro semestre de 2026 com valorização em todos os segmentos da cadeia, sustentada pela combinação de menor oferta de boi gordo para abate, alta no preço do bezerro, elevada participação de fêmeas nos abates e forte demanda internacional pela carne bovina brasileira, principalmente da China.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário favoreceu a manutenção dos preços ao longo dos seis primeiros meses do ano.

Foto: Luiz Pfeifer
Em junho, o Indicador do Boi Gordo Cepea/ESALQ, referente ao estado de São Paulo, registrou média à vista de R$ 347,59 por arroba. O valor representa alta real de 4,6% em relação à média de janeiro, de R$ 332,14, considerando a correção pelo IGP-DI de maio de 2026.
Ainda conforme o Cepea, a maior cotação da arroba no primeiro semestre foi registrada em abril, quando a média real atingiu R$ 365,93. O resultado foi influenciado pela transição do período de safra para a entressafra.
Os pesquisadores também destacam que, de acordo com a série histórica do Cepea, iniciada em 1997, é comum que os preços da arroba recuem entre janeiro e junho, devido à maior oferta de animais para abate nesse período. Em 2026, no entanto, o comportamento foi diferente, com valorização do indicador ao longo do semestre.




