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ABCZ projeta bons resultados para 2016 na pecuária brasileira
Entre os destaques está o grande mercado de exportação aberto para o Brasil, além do grande consumo pela carne vermelha
Com um mercado promissor, a pecuária brasileira espera bons resultados para 2016. O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), Luiz Cláudio Paranhos, afirma que investimentos vindos da China, Oriente Médio e Iraque tem aumentado as exportações da carne vermelha. Atualmente a produção brasileira está 10 milhões de toneladas, sendo que cada brasileiro consome cerca de 40 quilos per capita/ano.
Segundo o presidente da ABCZ, a pecuária tem tido grande destaque em todo o território nacional, sendo que todos os Estados do Brasil possuem a pecuária em suas cadeias produtivas. “É um setor com muito potencial. Acredito que nos próximos 10 ou 15 anos será o principal produto do cenário nacional, ultrapassado outras cadeias”, comenta.
Outro ponto destacado por Paranhos foi a compra e venda da carne vermelha dentro do Brasil. “Somos um país produtor. Não estamos preocupados com a diminuição do consumo, porque a carne é um dos últimos utensílios que o brasileiro tira do carrinho do mercado, ele não abre mão do churrasco de domingo. Sem contar que a carne bovina brasileira é uma das mais baratas do mundo”, afirma. Ele ainda complementa que não há receio para a substituição da carne vermelha por outras carnes como frango, suíno ou outra. “A carne vermelha está muito presente na dieta do brasileiro”, diz.
Exportações
Um mercado com muito potencial para a compra da carne vermelha brasileira é a China. Segundo dados do presidente da ABCZ, o país asiático é o maior mercado de venda brasileiro. “Se a China aumentar um quilo per capita de compra, nós não teremos carne o suficiente para atender a demanda”, comenta. Paranhos afirma que a tendência é que o China continue comprando cada vez mais carne vermelha do Brasil, podendo importar mais de cinco milhões de toneladas, aumentado em 50% a compra.
O presidente comenta que o país asiático está preocupado em assegurar alimento para a população. “Eles estão querendo segurança alimentar, querem alimentar todas as pessoas, e isso é muito positivo para nós, já que eles se tornam grandes compradores da carne brasileira”.
Além disso, outros mercados que o Brasil está negociando para vender a carne bovina é o Oriento Médio e o Iraque. “Os países da Ásia são um grande mercado com potencial muito bom para comprar a nossa carne. E também fazemos negociações com o Iraque, só que neste caso para vender o boi vivo”, conta o presidente.
Paranhos ainda cita a possibilidade de abertura do mercado norte-americano para a carne brasileira. Ele comenta que os trâmites ainda estão em fase de negociação, porém, há a possibilidade da abertura de um porto em Miami para receber a carne vinda do Brasil. “Se o Brasil conseguir negociar com os Estados Unidos, grandes mercados serão abertos para nós, já que os protocolos utilizados pelos norte-americanos são referência em todo o mundo”, diz. A previsão é que essa abertura de mercado nos EUA aconteça ainda este ano.
Melhoramento Genético
A ABCZ ainda vem investindo pesado no melhoramento genético do rebanho de zebus brasileiros. Com o Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ) são mais de 6,7 milhões de animais avaliados. O presidente da Associação informa que o programa auxilia no processo de seleção da fazenda, identificando os bovinos mais precoces, férteis, de melhores índices de ganho de peso ou de produção leiteira.
O melhoramento genético agrega valor ao rebanho, reduz o custo de produção por unidade de produto e ainda melhora a relação custo/benefício no momento da venda. “É um programa muito positivo para o produtor, que só tem a ganhar”, afirma Paranhos.
Para maior conhecimento de interessados, a ABCZ ainda disponibiliza ao mercado informações genéticas consistentes que atestam as performances dos rebanhos inscritos em suas provas zootécnicas.
Fonte: Da redação

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Boi gordo enfrenta semanas de instabilidade e pressão nas cotações
Recuo de até R$ 13/@ reflete um mercado mais sensível antes do período de maior consumo.

A possibilidade de novas medidas protecionistas da China voltou a gerar incerteza no mercado pecuário brasileiro. O país asiático, principal destino da carne bovina do Brasil, estaria avaliando restringir a entrada do produto, mas não há qualquer confirmação oficial até o momento. Mesmo assim, os rumores foram suficientes para pressionar os contratos futuros do boi nas últimas semanas.
As especulações ganharam força no início de novembro, indicando que Pequim poderia retomar o movimento iniciado em 2024, quando alegou excesso de oferta interna para reduzir as importações. A decisão, que inicialmente seria tomada em agosto de 2025, foi adiada para novembro, ampliando a cautela dos agentes e intensificando a queda na curva futura: em duas semanas, os contratos recuaram entre R$ 10 e R$ 13 por arroba.

Foto: Gisele Rosso
Com a China respondendo por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina, qualquer redução nos embarques tende a impactar diretamente os preços do boi gordo, especialmente em um momento de forte ritmo de produção.
Apesar da tensão, o cenário de curto prazo permanece positivo. A demanda doméstica, reforçada pela sazonalidade do fim de ano, e o recente alívio nas barreiras impostas pelos Estados Unidos ajudam a sustentar as cotações. Caso os abates não avancem mais de 10% em novembro e dezembro, a disponibilidade interna deve ficar abaixo da registrada em outubro, movimento que favorece a recuperação dos preços da carne nos próximos 30 dias.
Para 2026, as projeções seguem otimistas para a pecuária brasileira. A expectativa é de menor oferta de animais terminados, custos de produção mais competitivos e demanda externa firme, em um contexto de queda da produção e das exportações de concorrentes, especialmente dos Estados Unidos. A principal atenção fica por conta do preço da reposição, que subiu de forma expressiva e exige valores mais ajustados na venda do boi gordo para assegurar a rentabilidade na terminação.
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Novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável busca impulsionar produção de leite no Noroeste de Minas Gerais
Assistência técnica, pesquisa aplicada e melhorias genéticas a 150 propriedades familiares, com foco em produtividade, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia leiteira no Noroeste mineiro até 2028.

O fortalecimento e a ampliação da produção de leite de produtores de Paracatu (MG), de forma sustentável, eficiente e de qualidade, ganharam impulso com o início do novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (Coopervap).
O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Mais Leite Saudável (PMLS) do MAPA desde 2020. O Programa Mais Leite Saudável é um incentivo fiscal que permite a laticínios e cooperativas obter até 50% de desconto (crédito presumido) no valor de PIS/Pasep e COFINS relativo à comercialização do leite cru utilizado como insumo, desde que desenvolvam projetos que fortaleçam e qualifiquem a cadeia produtiva por meio de ações diretas junto aos produtores.
O treinamento dos técnicos recém-selecionados foi realizado no fim de outubro, e as primeiras visitas às propriedades ocorreram no início de novembro. Essa é a terceira fase do projeto, que conta com o acompanhamento do pesquisador José Humberto Xavier e do analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Carlos Eduardo Santos.
O projeto articula as dimensões de assistência técnica e pesquisa e atuará nessa etapa com uma rede de 150 propriedades rurais familiares, que receberão acompanhamento de três veterinários e dois agrônomos, seguindo o modelo implantado em 2020. A equipe da Embrapa atua na capacitação técnica e metodológica dos técnicos e na condução de testes de validação participativa de tecnologias promissoras junto aos agricultores da rede.
A nova etapa, prevista para ser concluída em 2028, busca desenvolver alternativas para novos sistemas de cultivo com foco na agricultura de conservação, oferecer apoio técnico ao melhoramento genético dos animais de reposição com o uso de inseminação artificial e ampliar o alcance dos resultados já obtidos, beneficiando mais agricultores familiares e contribuindo para o desenvolvimento regional.
Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Humberto Xavier, os sistemas de cultivo desenvolvidos até agora melhoraram o desempenho das lavouras destinadas à alimentação do rebanho, mas ainda são necessários ajustes para reduzir a perda de qualidade do solo causada pelo preparo convencional e pela elevada extração de nutrientes advinda da colheita da silagem, além de evitar problemas de compactação quando o solo está úmido. Ele destaca também os desafios de aumentar a produtividade e reduzir a penosidade do trabalho com mecanização adequada.
O analista Carlos Eduardo Santos ressaltou a importância de melhorar o padrão genético do rebanho. “A reposição das matrizes é, tradicionalmente, feita pela compra de animais de outros rebanhos. Isso gera riscos produtivos e sanitários, além de custos elevados. Por isso, a Coopervap pretende implementar um programa próprio de reposição, formulado com base nas experiências dos técnicos e produtores ao longo da parceria”, afirmou.
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Curso gratuito da Embrapa ensina manejo correto de resíduos na pecuária leiteira
Capacitação on-line orienta produtores a adequar propriedades à legislação ambiental e transformar dejetos em insumo seguro e sustentável.

Como fazer corretamente o manejo dos dejetos da propriedade leiteira e adequá-la à legislação e à segurança dos humanos, animais e meio ambiente? Agora, técnicos e produtores têm à disposição um curso on-line, disponível pela plataforma de capacitações a distância da Embrapa, o E-Campo, para aprender como realizar essa gestão. A capacitação “Manejo de resíduos na propriedade leiteira” é gratuita e deve ocupar uma carga horária de aproximadamente 24 horas do participante.
O treinamento fecha o ciclo de uma série de outros cursos relacionados ao manejo ambiental da atividade leiteira: conceitos básicos em manejo ambiental da propriedade leiteira e manejo hídrico da propriedade leiteira, também disponíveis na plataforma E-Campo.
De acordo com o pesquisador responsável, Julio Palhares, identificou-se uma carência de conhecimento sobre como manejar os resíduos da atividade leiteira para adequar a propriedade frente às determinações das agências ambientais. “O correto manejo é importante para dar qualidade de vida aos que vivem na propriedade e no seu entorno, bem como para garantir a qualidade ambiental da atividade e o uso dos resíduos como fertilizante”, explica Palhares.
A promoção do curso ainda contribui para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), como as metas 2 e 12. A 2 refere-se à promoção da agricultura sustentável de produção de alimentos e prevê práticas agropecuárias resilientes, manutenção dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas, etc. O ODS 12 diz respeito ao consumo e produção responsáveis, principalmente no que diz respeito à gestão sustentável.
O treinamento tem oferta contínua, ou seja, o inscrito terá acesso por tempo indeterminado.
