Notícias Brazilian Cattle
ABCZ e ApexBrasil apresentam resultados do projeto no Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas
Evento acontece em Brasília (DF) até esta sexta-feira (29); programação soma mais de 500 reuniões previstas e ressalta temas importantes para as relações internacionais no cenário do agro.

O Brazilian Cattle é destaque durante o Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas, promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) nesta semana, em Brasília (DF).
Com programação até sexta-feira (29), o evento reúne todos os 40 adidos agrícolas cuja missão é fomentar o comércio internacional relativo à agropecuária nacional, além de trazer uma programação rica de reuniões e painéis que abordam os temas mais relevantes para o setor, da sustentabilidade ao melhoramento genético, explorando os fatores que afetam as exportações do agro brasileiro.

Foto: Portonave
Além disso, o encontro também apresenta resultados referentes aos 22 projetos setoriais do agronegócio desenvolvidos pela ApexBrasil – entre eles, o Brazilian Cattle, executado em parceria com a ABCZ há mais de 20 anos. O evento contou com a presença de importantes autoridades políticas, como o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, além de representantes do Mapa e do Itamaraty.
A associação foi representada no evento pelo Diretor de Relações Internacionais, Bento Mineiro, a Supervisora de Relações Internacionais, Raquel Dal Secco Borges, e a Consultora do Brazilian Cattle, Izabelle Jardim.
“O Brazilian Cattle tem funcionado excepcionalmente bem e temos alcançado ótimos resultados na relação com os adidos. O melhoramento genético está em evidência nos painéis do encontro como um tema de grande importância para o futuro do setor”, resume Bento Mineiro.
Entre os resultados apresentados pelo Brazilian Cattle, merece destaque o crescimento de empresas participantes do projeto.
“Conseguimos dobrar o número de parceiros do Brazilian Cattle, resultado que é fruto do trabalho da nossa equipe, com destaque para a atuação da nossa Analista Comercial do Brazilian Cattle, Giovanna Bianchi. Inicialmente, o convênio somava 56 participantes. Nesta terça, justamente no dia da nossa participação no evento, alcançamos a marca de 112 parceiros”, comemora Raquel.

Foto: Juliana Sussai
“Os adidos têm sido parceiros importantíssimos para o Brazilian Cattle, no que diz respeito às aberturas de mercado para material genético e animais vivos para reprodução e abate. Além do aumento do número de participantes, falamos sobre a participação da ABCZ e Brazilian Cattle no Comcebu e no Zebu Connect Day, e ressaltamos o trabalho realizado pela Izabelle sobre assuntos regulatórios, que agilizou bastante os processos de abertura de mercados e aprofundou a comunicação com o Mapa e com os países-alvo do projeto”, detalha.
Os painéis do encontro também contaram com a participação do gerente de Projetos Setoriais da ApexBrasil, Anderson Dib, a coordenadora do Agronegócio da agência, Paula Soares, bem como Laudemir Müller, gerente do Agronegócio da ApexBrasil.
“O contato com os adidos é fundamental para conseguirmos levar até eles de forma direta as demandas das empresas envolvidas no Brazilian Cattle e facilitar a abertura de mercado nos países-alvo. Além disso, também é uma forma de esclarecer como a ABCZ pode ajudar nesse processo, por meio dos criadores e empresas parceiras. É com eventos como este que fazemos as exportações acontecerem, beneficiando não só as empresas, mas o Brasil como um todo”, finaliza Izabelle.

Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.
Notícias Safra 2025/26
Variações climáticas elevam risco de doenças no final do ciclo da soja
Oscilações de chuva e temperatura ampliam a pressão de manchas foliares e da ferrugem, exigindo monitoramento técnico mais rigoroso no Sul e no Cerrado.

O avanço da safra de soja 2025/26 tem revelado um cenário climático que amplia o risco de Doenças de Final de Ciclo (DFCs). Oscilações de chuva e temperatura, associadas a janelas de semeadura mais longas, têm favorecido o avanço das manchas foliares como septoria e antracnose, além de ampliar a presença de ferrugem asiática no Sul, especialmente em regiões com histórico de pressão. No Cerrado, o alerta maior recai sobre a cercospora e a mancha-alvo, que vêm ocorrendo com mais frequência desde a última safra.
Esses fatores têm levado consultorias e equipes de monitoramento a registrar um avanço expressivo das DFCs conforme a lavoura avança para estádios mais adiantados, indo das fases vegetativas avançadas ao início do reprodutivo, dependendo da região. A alternância entre períodos úmidos e noites quentes, somada à elevada pressão de inóculo das doenças na área, acelera a evolução das manchas, reduzindo a capacidade fotossintética e comprometendo o enchimento de grãos, efeito intensificado quando há episódios curtos de estresse hídrico.

Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi
No Sul, a ocorrência simultânea de ferrugem e cercospora tem tornado o manejo mais complexo. A detecção precoce da ferrugem em algumas regiões, combinada à presença de cercospora, exige atenção redobrada e acompanhamento técnico constante. Nesse cenário, acertar o momento das primeiras aplicações e considerar as condições climáticas é fundamental para preservar o potencial produtivo.
No Cerrado, consultores apontam intensificação de cercospora e mancha-alvo, sobretudo em áreas com irregularidade hídrica inicial e plantios estendidos. A combinação entre temperaturas elevadas durante a noite, umidade alternada e presença de inóculo de doenças de safras anteriores favorece a progressão dessas manchas no final do ciclo. Nessas situações, preservar a sanidade foliar é essencial para manter o bom desempenho das lavouras.
Monitoramento contínuo

Foto: Divulgação/Embrapa
De acordo com o doutor em Agronomia, Marcelo Gimenes, a dinâmica atual reforça a necessidade de leitura cuidadosa das particularidades de cada região. “Nesta safra, não é apenas a presença das DFCs que chama atenção, mas a velocidade com que elas têm avançado ao final do ciclo. A interação entre clima, calendário operacional e histórico da área tornou o comportamento das doenças mais imprevisível. Por isso, monitoramento frequente e decisões técnicas bem embasadas são essenciais”, afirma.
O desafio se acentua quando diferentes doenças convivem na mesma área, situação observada tanto no Sul quanto no Cerrado. “Em ambientes onde múltiplas doenças pressionam simultaneamente, a planta perde capacidade de manter o dossel ativo pelo tempo necessário. Por isso, o manejo não pode ser reativo: é preciso estruturar uma estratégia assertiva com o histórico sanitário e com o potencial produtivo de cada talhão”, explica Gimenes.



