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ABCS TRAZ AVANÇOS PARA SUINOCULTURA NA ESFERA POLÍTICA EM 2018
Prorrogação do prazo do Funrural, sugestões de adequações na IN 14, criação da norma de BEA são alguns dos pleitos destacados

2018 foi mais um ano desafiador para os suinocultores brasileiros, diversas turbulências na política e na economia, além das poucas pautas que tramitaram no Congresso Nacional, devido as campanhas eleitorais. Já o trabalho da Associação Brasileira dos Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) focou em demandas que pudessem fortalecer toda a cadeia, buscando manter o preço do suíno competitivo e a demanda aquecida no mercado interno e externo.
Atuação no Legislativo
Uma das grandes conquistas do setor agropecuário este ano foi a prorrogação do programa de parcelamento para a dívida do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural, o Funrural. Com o apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), foi aprovado no Congresso Nacional, em votação expressiva, a derrubada dos vetos presidenciais à Lei 13.606/18, que o institui. A decisão foi positiva para a suinocultura, uma vez que foi retirada a tributação multifásica, ou efeito cascata, na comercialização da produção rural e do produto animal destinado à reprodução ou criação granjeira. Já o prazo final para aderir ao programa foi prorrogado e vencerá no dia 31/12/2018 – data que poderá mudar caso seja sancionada ainda este ano uma Medida Provisória (MP) com intuito de postergar o período para março de 2019. Ou seja, “o assunto Funrural ainda não está finalizado, situação que gera novas expectativa aos produtores brasileiros”, destaca o presidente da ABCS, Marcelo Lopes.
Conquistas junto ao Mapa
Paralelo ao trabalho no Legislativo, o departamento de política da ABCS conquistou grandes avanços no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Por meio de dois Grupos de Trabalho (GT) compostos por entidades de classe, agroindústria e governo, a ABCS atuou em 2018 de forma ainda mais expressiva e estratégica para o setor.
O primeiro desempenho foi a entrega do documento oficial com as sugestões de adequações referentes aos requisitos para uso de medicamentos em fábricas próprias de rações, referente a Instrução Normativa (IN) 14. O objetivo da proposta apresentada ao Mapa é adequar algumas exigências da norma, publicada em 2016, ao cotidiano dos suinocultores. O material foi confiado ao secretário de Defesa Agropecuária da Pasta, Luis Rangel, no mês de novembro, e foi coordenado pela ABCS que contou com apoio de entidades representativas como a Comissão de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Associação de Médicos Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves) e o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan). Com o consentimento geral dos participantes, o grupo ponderou no documento os assuntos mais dificultosos de implementação da IN, como as boas práticas de fabricação (BPF), auditoria prévia e, principalmente, a validação laboratorial de resíduos de medicamentos. “Não abrimos mão dessas ferramentas terapêuticas nas granjas – mas reconhecemos a necessidade do uso consciente e seguro dos medicamentos na produção de rações”, disse Lopes.
Já a segunda ação foi referente a minuta de boas práticas de manejo nas granjas de suínos de criação comercial. A norma de bem-estar animal (BEA) foi apresentada este mês pela equipe técnica do Mapa e elaborada pelo GT formado pelo próprio Ministério, Embrapa Suínos e Aves, ABCS, Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS), além da ONG World Animal Protection (WAP). Uma das decisões estratégicas do grupo é padronizar o prazo para 25 anos referente às adequações estruturais da granja já estabelecidas, tais como baias coletivas, densidade animal, piso compacto e desmame médio de 24 dias, por exemplo. Já o período para adequações de manejo, como corte de cauda e castração cirúrgica sem anestesia, serão 10 anos, independente se a granja for nova ou estabelecida. Para o presidente da ABCS, a IN é de suma importância para os suinocultores e destacou que de modo geral o texto foi suavizado em seus termos, tornando seu cunho mais orientativo do que impositivo. “A normativa tem como objetivo garantir a segurança jurídica aos produtores e o alinhamento da cadeia às demandas dos mercados consumidores”.
Devido à equipe de transição e às próprias mudanças políticas que a Pasta vem sofrendo nos últimos meses, ambas normativas deverão ser publicadas em 2019, após realizar-se todos os tramites dentro da Pasta.
Um ano de alinhamento para os integrados
O departamento político da ABCS acompanhou todas as reuniões da Comissão de Aves e Suínos da CNA. Um ano caloroso em que o foco do debate foi discutir o valor de referência dos contratos de integração entre a agroindústria e os suinocultores. Finaliza-se o ano com alguns parâmetros mínimos definidos para elaboração do cálculo – e que os suinocultores não abrem mão. “A metodologia da cobrança garantirá a segurança jurídica entre todos os elos da cadeia, além de manter o equilíbrio nas negociações”, pondera o presidente da ABCS. Lopes destaca ainda que o cálculo base será apresentado pelo Fórum Nacional de Integração Agroindustrial de Aves e Suínos (Foniagro) em 2019 às Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (CADECs) de todo país.
Ainda em 2018
Dentro do balanço político da ABCS de 2018 a entidade nacional atuou também de forma assertiva nas negociações com o Banco do Brasil para a prorrogação de custeio e investimento. Os produtores interessados tiveram a oportunidade prorrogar por dois anos o contrato de custeio e, no caso das operações de investimento ou de custeio já prorrogado, o produtor teve um ano adicional ao final da parcela adiada. Outra conquista para os produtores foi a liberação de 1 milhão de toneladas de milho por meio de leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). A intermediação da ABCS auxiliou os suinocultores na aquisição do grão a um preço mais baixo mais baixo e consequentemente no custo final da ração.
O presidente Marcelo Lopes, acredita que as conquistas de 2018 foram possíveis graças ao esforço conjunto das afiliadas e demais entidades parceiras. “Conseguimos focar nossa atuação para atender os produtores independentes e integrados. E, com o apoio do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), a ABCS trabalha com mais confiança em prol de uma suinocultura cada vez mais fortalecida – que venha 2019 com novos desafios e excelentes resultados,” fala Lopes.
Fonte: ABCS

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Alunos de curso técnico aprendem mais sobre força do cooperativismo
Grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi.

Estudantes do Sudoeste do Paraná vivenciaram, recentemente, uma imersão prática no cooperativismo e na agroindústria durante visita técnica ao Espaço Impulso, estrutura instalada no parque onde anualmente é realizado o Show Rural Coopavel, um dos maiores eventos técnicos de difusão de inovações para o agronegócio no mundo.
O grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi. Os visitantes são estudantes do curso Técnico em Cooperativismo e tiveram a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre o modelo que sustenta grande parte do desenvolvimento econômico regional.
Durante a recepção, Dilvo Grolli apresentou um panorama do cooperativismo, destacando sua relevância no Oeste do Paraná e no Brasil, além de compartilhar orientações e conselhos aos jovens, com idades entre 15 e 17 anos. Segundo Dilvo, a região Oeste concentra cinco das 20 maiores cooperativas agropecuárias do País. Juntas, essas organizações são responsáveis por cerca de cem mil empregos diretos e reúnem mais de 85 mil produtores rurais associados.
Visita técnica
A programação incluiu ainda visita à unidade industrial do moinho de trigo da cooperativa. No local, os alunos foram recebidos pelo gerente Cláudio Medes e puderam acompanhar de perto o funcionamento de uma agroindústria, observando desde processos produtivos até os rigorosos protocolos de segurança alimentar, como o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual e o controle de acesso às áreas industriais.
A experiência também reforçou a conexão entre teoria e prática, permitindo aos estudantes compreenderem a complexidade e a responsabilidade envolvidas na produção de alimentos. “Todos apreciamos muito a visita e os conhecimentos compartilhados”, disse um dos professores que acompanhou a comitiva de Dois Vizinhos durante a visita técnica a Cascavel.
Referência
O Colégio Coopermundi, instituição onde os alunos estudam, tem trajetória marcada pela inovação no ensino e pelo cooperativismo. A instituição teve origem em 1982, quando as irmãs da Congregação de Nossa Senhora Imaculada Conceição iniciaram um trabalho educacional em Dois Vizinhos, com a fundação do Colégio Regina Mundi, sob coordenação da irmã Mectilde Maria Bonatti.
Ao longo dos anos, a escola passou por transformações importantes. Em 1992, a gestão foi assumida pelo Centro Pastoral, Educacional e Assistencial Dom Carlos (C.P.E.A.), de Palmas. Já em 1997, pais, professores e funcionários assumiram a condução da instituição, dando origem à Coopermundi (Cooperativa de Educação e Cultura Regina Mundi).
Atualmente, o Coopermundi é referência em educação na região Sudoeste do Paraná, atendendo alunos desde o pré-maternal até o pré-vestibular, com utilização do Sistema Positivo de Ensino. Em 2025, a instituição celebra 43 anos de história, 28 deles dedicados ao cooperativismo educacional, consolidando-se como uma das três cooperativas de ensino do Estado.
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Paraná define calendário do vazio sanitário da soja para a safra 2026/2027
Medida estabelece três períodos regionais e busca conter a ferrugem asiática nas lavouras do estado.

Os períodos do vazio sanitário da Soja no Paraná foram definidos, de acordo com a Portaria nº 1.579/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que estabelece o calendário nacional para a safra 2026/2027. Durante o vazio sanitário, é obrigatória a ausência total de plantas vivas de soja nas lavouras, incluindo plantas voluntárias (tigueras). A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura, capaz de provocar perdas significativas na produção.
O Paraná possui três janelas distintas de vazio sanitário, conforme a regionalização agrícola, divididas em três macrorregiões. A Região 1 engloba os municípios do Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral paranaense, com vazio programado entre 21 de junho a 19 de setembro de 2026, ficando autorizada a semeadura entre 20 de setembro de 2026 e 20 de janeiro de 2027.

Foto: Gilson Abreu
A Região 2 engloba os municípios localizados no Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste, com período de vazio de 2 de junho a 31 de agosto, enquanto o plantio pode ser realizado de 1º de setembro a 31 de dezembro. A medida na Região 3, representada pelo Sudoeste paranaense, acontece entre 12 de junho e 10 de setembro deste ano e o período de semeadura permitida entre 11 de setembro de 2026 até 10 de janeiro de 2027.
O chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) reforça que o cumprimento dos prazos é essencial para garantir a sanidade das lavouras e evitar a disseminação da doença entre as regiões produtoras. “A prática do vazio sanitário da soja beneficia o agricultor, que terá maior controle da doença, utilizando menos aplicações de fungicidas”, afirma. “Além disso, a prática contribui na manutenção da eficácia desses produtos para o controle da ferrugem”, afirma o engenheiro agrônomo.

Foto: Camila Roberta Javorski Ueno/Adapar
A fiscalização é realizada em todo o Estado, e o descumprimento das normas pode acarretar em diversos sanções aos produtores. Além disso, o respeito ao calendário de semeadura contribui para o melhor planejamento da safra, favorecendo o manejo fitossanitário e a eficiência produtiva. A colaboração dos produtores é indispensável para o sucesso das estratégias de defesa agropecuária.
Para maiores informações, os produtores podem entrar em contato com escritórios locais da agência ou pelos canais oficiais da instituição.
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Produção de grãos atinge maior nível da série histórica do IBGE em 2026
Soja lidera crescimento e reforça tendência de recorde na safra nacional.

A estimativa de março de 2026 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas atingiu 348,4 milhões de toneladas, 0,7% maior que a obtida em 2025 quando atingiu 346,1 milhões de toneladas, um crescimento de 2,3 milhões de toneladas. Em relação ao mês anterior, houve aumento de 4,3 milhões de toneladas (1,2%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado na última teça-feira (14) pelo IBGE.
O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve crescimentos de 1,0% na área a ser colhida da soja; de 3,3% na do milho; e de 7,0% na do sorgo, ocorrendo declínios de 6,9% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,1% na do arroz em casca; e de 3,3% na do feijão.

Foto: Shutterstock
Já na área a ser colhida, ocorreu o aumento de 1,6 milhão de hectares frente a área colhida em 2025, crescimento anual de 2,0%, correspondendo a 83,2 milhões de hectares. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou aumento de 265 837 hectares (0,3%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de março de 2026 é recorde da série histórica do IBGE.
“A estimativa de março é recorde da série histórica do IBGE. Com o aumento mensal de produção em todos os estados da região Centro-Oeste. Porém, chama atenção a queda na safra do Rio Grande do Sul, que sofreu com falta de chuvas e altas temperaturas nos meses de janeiro e fevereiro. Apesar da queda, comparado com 2025, a safra gaúcha é 34,6% superior”, Carlos Barradas, apontou o gerente do LSPA.
Mato Grosso mantém liderança na produção de grãos
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (7,1%) e a Nordeste (5,6%); e negativas para a Centro-Oeste (-2,3%), a Sudeste (-1,9%) e a Norte (-3,2%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: a Norte (0,3%), a Centro-Oeste (3,9%) e a Nordeste (1,3%). Na Sudeste houve estabilidade (0,0%), enquanto a Sul apresentou declínio (-2,9%).
Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,0%, seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,8% do total.
Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026

Foto: Divulgação/Aprosoja MT
A estimativa da produção de soja alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 173,7 milhões de toneladas, aumento de 0,3% em relação ao mês anterior e de 4,6% maior em comparação à quantidade obtida no ano anterior. A área cultivada deve crescer 1,0% e alcançar 48,3 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio, de 3 603 kg/ha, deve crescer 3,6% em relação ao ano anterior.
“As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das Unidades da Federação produtoras e pela recuperação parcial da safra gaúcha”, destaca o gerente do LSPA, Carlos Barradas.
O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 50,5 milhões de toneladas, aumentos de 4,1% em relação ao estimado em fevereiro e de 0,7% em relação ao volume colhido no ano anterior. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,6 milhões de toneladas, crescimentos de 4,5% em relação a fevereiro. O Paraná, com uma produção de 22,1 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do País, com declínio de 0,9% em relação ao mês anterior. O Rio Grande do Sul estimou uma produção de 18,4 milhões de toneladas, declínio de 11,5% em relação ao mês anterior. Em Santa Catarina, a produção deve alcançar 3,1 milhões de toneladas, aumento de 1,0% em relação ao mês anterior.
